terça-feira, 15 de outubro de 2019

Dia dos Professores avesso em Poços de Caldas

Prefeito de Poços de Caldas,
Sérgio Azevedo

O Prefeito de Poços de Caldas, Sergio Azevedo ao invés de utilizar um recurso tão na moda: as redes sociais para fazer uma pesquisa com a população para ver se concordavam com a educação militarizada. Vale lembrar que ele que foi eleito democraticamente. 

Ele aceitou a proposta do governo federal em criar escolas militarizadas em Poços de Caldas. Sem ouvir a parte mais interessada, os pais dos alunos de escolas municipais.

O modelo pode gerar uma série de demissões dos professores do município

O que pode gerar demissões de grande número de professores por não se ajustar ao modelo militar. A secretária de Educação do município, Flávia Vivaldi pediu exoneração por não concordar com o modelo proposto pelo governo federal que é do início do século 20, quando a ditadura foi nos foi imposta por 21 anos, de 1964 a 1985.

Carta aberta à comunidade de Poços de Caldas sobre as escolas cívico-militares 

"Encontra-se em discussão a implementação e expansão das escolas cívico-militares, com a presença de profissionais em educação sendo a gestão realizada por militares, no Brasil, por iniciativa do governo federal (Decreto n° 9.465/2019) reforçada em setembro (Decreto 10.004/2019). Diante dos debates e considerando pesquisas realizadas por especialistas em educação, compartilhamos com toda a sociedade de Poços de Caldas uma breve reflexão afirmando nossa posição contrária a este tipo de escola. 

Nossa sociedade viveu um longo e difícil período marcado pela ditadura cívico-militar e com muita luta conquistamos a democracia. Para assegurarmos uma sociedade democrática, precisamos garantir e fomentar instituições democráticas e não abrir caminho para aquelas que retomam com saudosismo os tempos autoritários. 

Aprofundar a democracia cada vez mais, sim. Incentivar práticas de obediência, de seletividade e restrição, tais como pregadas pelas escolas cívico-militares, não é o caminho. 

É preciso enfatizar que educar vai além de ensinar. As escolas devem ser um local que permita reflexão e debates para que crianças e jovens possam ser cada vez mais autônomos, capazes de fazer escolhas com base em princípios de justiça e solidariedade, conhecendo melhor a si mesmos e respeitando o convívio social em um mundo marcado pela diversidade. As escolas cívico-militares podem garantir esta realidade? Considerando os documentos que embasam a proposta e as experiências em andamento, podemos responder diretamente em uma palavra: não! 

As escolas cívico-militares apresentam orientações e práticas de obediência, regulações e mais regulações e disciplinarização militarizada para aqueles que se submetem a este formato, que aliás, não é para todos, pois, as experiências em andamento demonstram que o acesso é seletivo. Essas instituições não acolhem alunos que destoam ou afrontam as imposições e recebem investimentos e suportes de forma privilegiada dos quais as outras escolas não dispõem. Isso pode fazer com que os resultados em avaliações externas possam ser superiores, gerando a falsa percepção de que as escolas cívico-militares são melhores que as outras escolas públicas, o que não pode ser afirmado. 

A doutrinação não é feita pela escola pública, democrática, laica. A doutrinação é realizada por iniciativas como as escolas cívico-militares que estabelecem padrões de comportamentos e limites à reflexão e à criticidade. Não se trata de negligenciar que há muito que melhorar nas escolas públicas em termos de estrutura, valorização dos profissionais, compromissos das famílias com a educação, reconhecimento do saber científico e medidas de segurança e de ações que promovam a cultura da paz e a valorização da vida, contudo, as próprias escolas possuem boas vivências que podem ser estimuladas sem a necessidade do extremismo da militarização. A militarização da sociedade é própria de regimes de exceção, como evidenciado nas experiências fascistas. 

As escolas de Poços de Caldas contam com profissionais dedicados, estudantes engajados, famílias preocupadas e práticas e resultados que são referências para outros municípios e estados. Houve diversos avanços nas últimas décadas na educação, tais como o incentivo a pluralidade e inclusão, universalização da Educação Básica, gestão democrática e busca por uma educação integral, que estão agora ameaçados pelo programa de militarização da educação. Conflitos fazem parte da condição humana e querer suprimi-los com base autoritária e antidialógica é um trilho para a construção de sujeitos não conscientes e submissos às imposições daqueles que ocupam hierarquias superiores. Casos extremos de conflito não são fruto do ambiente escolar, mas de uma sociedade desigual e violenta e fazer estardalhaços com esses casos de forma irresponsável para defender a farda, a continência e a opressão é resultado de desconhecimento ou de interesses obscuros."

Assinam essa carta aberta à comunidade 
Coletivo Educação, Coletivo Pólis, Projeto Andorinha, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poços de Caldas (SINDSERV), DCE da PUCMinas campus Poços de Caldas, Coletivo Marielle Franco, Coletivo Feminista Jaçanã Musa dos Santos, Marcha Mundial das Mulheres, Coletivo Negro de Poços de Caldas, Mulheres pela Democracia, Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO).

 Poços de Caldas, 09 de outubro de 2019. 

Notícias Locais: em Poços de Caldas: nem uma mulher a menos

Chega!


Em 17 de outubro, em Poços de Caldas, todas e todos às 17h no Terminal de ônibus 

Onde estão os Homens de Verdade que  respeitam e protegem as Mulheres, se não fossem elas nenhum Ser Humano existiria. Elas são as Mães de todos (as) nós, Homens e Mulheres.

De salto alto, homens marcham pelo fim da violência contra mulheres no Canadá 

(No link, desça a página e verá, homens canadenses de salto alto cor de rosa)



"Brasil é o quinto país onde mais se mata mulheres no mundo, e apenas 10% das vítimas de violência sexual denunciam os crimes. Pesquisas e ativistas reiteram que cultura machista perpetua a violência contra a mulher. 

Embora movimentos feministas tenham ganhado voz como nunca no país, principalmente via redes sociais, as estatísticas mostram que o Brasil ainda está longe de conseguir proteger suas mulheres. De acordo com a edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 47.646 estupros em 2015 no Brasil. As projeções, contudo, indicam que o número é muito mais elevado." 

FonteDW


Assassinatos caem, mas feminicídios crescem. Minas lidera matança de mulheres”. 

Foram 156 mortes em 2018 no estado em ataques provocados por menosprezo ao sexo feminino ou violência doméstica. No Brasil, o total chegou a 1.206" 

Por Aissa Mac e Gabriel Ronan – Estado de Minas 

Uma mulher foi morta por marido, namorado, companheiro ou ex a cada três dias em Minas Gerais no primeiro semestre deste ano, período em que ocorreram 64 feminicídios no estado e outras 104 tentativas. No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, lembrado pela primeira vez em 2019, o quadro geral indica que os números de crimes contra a vida são tão escandalosos quando os de agressões.

Considerados dados de todo o ano de 2018, houve em território mineiro nada menos que 144.957 registros policiais de violência doméstica e familiar contra a mulher. São 16 episódios por dia ou um aproximadamente a cada 4 minutos – sem contar os casos que nunca chegam ao conhecimento das autoridades. Uma curva que vem se mantendo praticamente estável nos últimos três anos.
 
Lei Maria da Penha, que completou neste mês 13 anos de vigência, trouxe arcabouço legal de proteção para as mulheres. No entanto, especialistas lembram que para que os assassinatos e o quadro geral de violência se reduzam, é necessário mudar uma cultura que persiste, embora bastante contestada, de que a mulher é propriedade do homem. Os próprios dados do feminicídio demonstram o tamanho do desafio: apenas em Belo Horizonte, oito mulheres foram assassinadas entre janeiro e agosto deste ano por homens com quem haviam se relacionado, número que já ultrapassou a soma de todo o ano passado na capital, quando foram sete assassinatos.

“Os feminicídios ocorrem por uma série de fatores. O sentimento de posse, o machismo muito presente na sociedade... O homem se sente dono da mulher e age como se pensasse: 'Se não é minha, não vai ser de mais ninguém'”, afirma a promotora de Justiça Patrícia Habkouk. E completa: “A violência contra a mulher é antiga, fenômeno global, não vem de hoje. São mortes toleradas pela sociedade, coberta por costumes e tradições.” 
 
A opinião sobre a importância de uma mudança cultural é compartilhada pela delegada responsável pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Carla Conceição. “Nossa sociedade machista guarda resquícios do patriarcado. Há muito o que se avançar nesse sentido”, afirma. Ela destaca a importância da Lei Maria da Penhamas ressalta que é preciso mais“A lei sozinha não vai fazer transformação. Mesmo com a lei, se mantivermos a cultura do machismo, não conseguimos avançar e ter resultados positivos”, diz. 

Rede insuficiente 
Um dos avanços da Lei Maria da Penha foi a instituição de uma rede de proteção à mulher. No entanto, a promotora Patrícia Habkouk lembra que é necessário avançar. “A estrutura da rede não é suficiente. Em Minas Gerais, são 853 municípios e temos delegacia da mulher e serviço especializado em menos de 10%, 63 deles. A representante do MP lembra ainda que muitas mulheres não denunciam a violência. “Um grande desafio, muitas vezes, é a mulher enxergar que está em situação de violência doméstica.

Às vezes, está sob violência psicológica enorme, que não percebe.” 
Para pedir apoio, a vítima de violência doméstica pode procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à mulher ou as delegacias de homicídios, em cidades onde não há a especializada, para fazer o pedido de medida protetiva. Outro caminho é procurar os serviços especializados, os centros especializados de atendimento à mulher ou nos centros de referência especializados de Assistência Social (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Mineiras na vanguarda 

Os movimentos feministas reivindicam, ao longo da história, que os homicídios cometidos contra as mulheres sejam punidos como ato extremo de violência motivados pela questão de gênero. Uma mudança na compreensão da questão foi motivada pelo movimento. Quem ama não mata, criado em agosto de 1980 em Belo Horizonte. Até então havia uma corrente que defendia o entendimento de que o homem poderia matar a mulher em defesa da própria honra. Jovens se indignaram contra o assassinato das mineiras Eloísa Ballesteros e Maria Regina Souza Rocha, por seus respectivos maridos e seu ato político que reuniu cerca de 400 pessoas na Igreja São José em plena ditadura militar se tornou divisor de águas na luta das mulheres. 

Uma das consequências dos atos foi a criação do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM). A jornalista Mirian Chrystus e a socióloga Celina Albano foram eleitas a primeira presidente e vice-presidente do centro. Celina Albano. "Mirian liderou o movimento Quem ama não mata até a realização do ato público e Celina sugeriu trazer para Minas a experiência das feministas europeias, liderando a criação do CDDM e se tornando a primeira presidente", afirma a socióloga e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Beth Fleury. Mirian, embora tenha sido eleita para ocupar a presidência, teve que sair por questões de saúde. 
  
Em Poços de Caldas, dia 17 de
outubro às 17h, no terminal de
ônibus.
Celina teve participação expressiva na articulação de mulheres no Congresso Nacional, movimento que ficou conhecido como “lobby do batom”, e que resultou em importantes avanços no campo da igualdade de gênero na Constituição de 1988. A roda de conversa, que ocorrerá no Teatro da Cidade, abordará a atuação histórica do feminismo mineiro e brasileiro na década de 1980. 

Beth Fleury destaca que a atuação do Quem ama não mata foi fundamental para a mudança de uma compreensão amplamente aceita na sociedade brasileira, do assassinato em legítima defesa da honra. “A tese da livre defesa da honra deixava livres homens assassinos confessos”, diz. As ações do movimento influenciaram no julgamento de Doca Street pela morte de Ângela Diniz, socialite assassinada aos 32 anos, em Armação de Búzios, em 30 de dezembro de 1976.” E foi realizado um ato público liderado por mulheres da capital paulista e um abaixo assinado em São Paulo, em frente ao Teatro Municipal para que Doca Street fosse considerado culpado pelo assassinato de Angela Diniz, no primeiro julgamento ele foi condenado à apenas dois anos de prisão, mas no segundo julgamento, ele foi condenado à 15 anos de prisão.  

Beth lembra que a tese foi derrotada naquele julgamento. A opinião pública da época foi mobilizada de forma a combater os crimes bárbaros contra as vidas das mulheres. A movimentação das feministas mineiras pautou as primeiras políticas públicas para a proteção à mulher e contribuiu para que, anos depois, fossem instituída a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. “Em 1983, entregamos documento ao governador de Minas, Tancredo Neves, que, com Franco Montoro, em São Paulo, criaram os dois primeiros conselhos estaduais das mulheres e as duas primeiras delegacias de mulheres”, recorda.

Porém, ainda hoje os movimentos se  mantêm na luta para que homens que cometem feminicídio sejam punidos adequadamente." 
Fonte: Estado de Minas 

Homenagem ao Dia do Professor. Como é importante nas escolhas profissionais.


Fonte: whatsapp

Ele (a) é o mestre de todas as profissões.

Se não fosse ela / ele você não estaria lendo, nem tão pouco entendendo o que está vendo.
                          Valorize o professor (a).

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Roda Viva | Tabata Amaral | 14/10/2019


Fonte: TV - Cultura

Linda homenagem à Santa Dulce dos pobres, a primeira Santa Brasileira


Fonte: whatsapp

"Caixa rouba R$ 7 bi por ano do trabalhador com taxa do FGTS, diz Maia"

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia


Por Estadão Conteúdo





"Maia criticou a alta taxa cobrada pelo banco estatal para administrar o FGTS"

“O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que R$ 7 bilhões do lucro anual da Caixa Econômica Federal são "roubados" do trabalhador por meio da taxa de administração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
 
Em entrevista ao programa Poder em Foco, do SBT, na madrugada desta segunda-feira, 14, Maia criticou a alta taxa cobrada pelo banco estatal para administrar o fundo e defendeu que, caso esta taxa não seja reduzida, o governo abra espaça para que outras instituições financeiras sejam elegíveis para gerir o FGTS.
Para o deputado, o rendimento do FGTS não deveria ser utilizado pelo governo para subsidiar programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida. "Não é justo que o dinheiro do trabalhador, que é sócio deste fundo imenso que é o FGTS, seja usado como subsídio para construir a casa de outra pessoa", disse. "Para o trabalhador, o FGTS pode ser a única poupança que ele tem", declarou Maia.”
Fonte: Estadão e notícias por minuto