terça-feira, 3 de agosto de 2021

Vacinação contra a Covid-19 em Poços de Caldas. nesta quarta-feira (4) e quinta-feira (5) pessoas com 36 anos e na sexta-feira...


Quarta-feira (04/08) – A partir das 13h30

Pessoas com 36 anos

Quinta-feira (05/08) 

Pessoas com 36 anos

Sexta-feira (06/08)

Pessoas com 35 anos

Locais de vacinação:

Drive Thru e Atendimento a pé- Complexo Cultural da Urca – 08h às 17h

UBS Regional Leste – Rua Cecília Fischela, nº63 – Estância São José – 08h às 15h

UBS Regional Sul –  Av. Antônio Marinoni, nº 125 – São Sebastião – 08h às 15h

UBS Jd. Country Club – Ruas José Mendonça, nº131- Jd. Country Club – 08h às 15h

PSF Parque Esperança 2 (novo local) – Rua Lázaro de Lima, 280 – 8h às 15h

Não esquecer de levar: documento oficial com foto, cartão do SUS e comprovante de endereço.

Fonte: prefeitura de Poços de Caldas

História se repete e no Brasil: "Um século após ascensão de Hitler, neonazismo se espalha pelo Brasil"

Com o chapéu na mão, Adolf Hitler e Benito Mussolini em 1934. Instituto Nazionale Luce/Wikimedia Common

"Antropóloga especialista em neonazismo, Adriana Dias fala a VEJA sobre crescimento do movimento no Brasil e no mundo -- e o que pode superá-lo"

Por Sabrina Brito,  Veja

"Há exatamente cem anos, Adolf Hitler tornava-se líder do Partido Nazista da Alemanha. Dezoito anos depois disso, eclodiria o maior combate militar já vivenciado pela humanidade: a Segunda Guerra Mundial... 

Leia mais...

Fonte: Veja

Bolsonaro envolvido com os neonazistas desde 2004

Fonte: OGM 

LIVE: CPI DA COVID OUVE REVERENDO (supostamente) ENVOLVIDO EM TRAMBIQUE ...

Fonte: meteoro Brasil


"Estamos ao vivo acompanhando o depoimento do reverendo Amilton de Paula à CPI da Covid. Ele teria se comprometido a intermediar um encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e um grupo de trambiqueiros que estava vendendo vacinas que jamais poderia entregar."

"Cadê o braço social do Estado?"



Por Frei Gilvander Moreira - Escreve para O Guardião da Montanha às terças-feiras

Dia 28 de julho agora (2021), o Movimento de Luta nos Bairros e Favelas (MLB) e 200 famílias Sem-Casa, das Ocupações Carolina Maria de Jesus, ameaçadas de despejo, e famílias da Ocupação Manoel Aleixo, despejadas com a brutalidade da tropa de choque da Polícia Militar de Minas Gerais, ocuparam um prédio distante poucos metros da Praça da Liberdade e ao lado do luxuoso Minas Tênis Club, em Belo Horizonte, MG. A Ocupação foi para denunciar que o Governador de MG vendeu por 20 milhões de reais o prédio e se nega há quatro anos a cumprir um acordo de assentar definitivamente as famílias, acordo assinado pelo próprio Governo de MG. Com o acordo, o MLB saiu de um prédio que tinha ocupado em plena Av. Afonso Pena e aceitou ir para outro prédio abandonado à Rua Rio de Janeiro até o assentamento definitivo garantido pelo Governo de MG. Entretanto, quatro anos se passaram, o Governo de MG parou de pagar o aluguel do prédio cedido no acordo e, pior, não fez o assentamento definitivo e as famílias estão sob processo de reintegração de posse do prédio cedido pelo Governo de MG. Cadê o braço social do Governo de MG que não age há quatro anos para assentar as 200 famílias do MLB? Bastaram dez minutos após a ocupação do prédio ao lado do Minas Tênis Club para que a tropa de choque – braço armado do Estado – chegasse e cercasse toda a área impedindo o acesso de apoiadores e da imprensa, e iniciasse o encurralamento para precipitar o despejo.


Ciente de que a força do Estado está nas armas, os movimentos sociais populares, muitas vezes, usam a pedagogia do estilingue: estica o máximo a luta, mas evitando precipitar situações que possam descambar para massacre. Para os movimentos populares toda vida importa e muito. Vida não tem preço! Após fazer na luta a denúncia que o Governo de MG está vendendo mais de dois mil imóveis que poderiam ser utilizados para assentar milhares das mais de 500 mil famílias sem-casa existentes no estado, o MLB, com centenas de famílias, saiu do prédio e acampou diante do Palácio da Liberdade, antiga sede do Governador de MG. Palácio construído no lugar do rancho de dona Maria Papuda, uma negra oriunda da escravidão, expropriada do seu rancho para que no local se construísse o Palácio do Governo de MG. Assim, as relações sociais escravocratas seguem se reproduzindo.

“Com luta, com fé e em mutirão” a Igreja de N. Sra da Esperança, na Izidora, em BH


O Acampamento diante do Palácio da Liberdade durou dois dias e uma noite muito fria. Durante o acampamento vimos cenas inesquecíveis. Estava ali, de fato, “um povo sem medo de lutar”. Um dos acampados, que trabalha como vigia, desabafou que se sentiu discriminado em um processo de seleção para uma vaga de trabalho, ao ouvir da psicóloga do setor de Recursos Humanos da empresa que ele “não seria contratado, porque ele não tinha endereço, era uma pessoa vulnerável”. “Lutaremos sempre para conquistar nossa moradia para que a gente possa ter uma conta de energia e de água em nosso nome, com endereço claro. Ser chamado de “vulnerável dói muito”, dizia, com lágrimas nos olhos, aquele trabalhador, que disse também que foi impedido de usar uma máscara vermelha com o nome MLB, porque o dono do prédio onde ele era vigia alegou que a máscara era da cor dos comunistas e que ele estava proibido de usá-la no trabalho. “Trabalhamos muito e muitas vezes somos proibidos até de expressar a nossa identidade, aquilo que a gente mais gosta”. Vi várias pessoas passarem em carros luxuosos e gritarem: “Vão trabalhar, vagabundos!” Várias pessoas acampadas naquela noite fria do final de julho diziam com a voz embargada: “Somos trabalhadores. Trabalhamos muito, mas é impossível com salário mínimo conseguirmos comprar uma casa por mais humilde que seja. O que ganhamos só dá para nos alimentar. Dói muito sermos discriminados por outras pessoas. Não somos vagabundos. Somos a força de trabalho que constrói nosso país. Somos injustiçados. Nossos direitos são negados cotidianamente”.

Mutirão para construção da Capela de N. Sra. da Esperança, na Ocupação Esperança/BH


Inesquecível também foi ver as lágrimas brotarem no rosto de várias mães que, com crianças no colo, irradiaram alegria ao ouvir a militante Poliana, da coordenação do MLB, em Assembleia, dar a notícia de que, após cinco horas de reunião tensa com o Governo de MG, na Mesa de Negociação, foi reafirmado que “o MLB deverá apresentar nesta semana a lista das 200 famílias e que o Estado de MG reafirmou o compromisso firmado em 2017 que estas famílias serão assentadas”. Esta notícia fez irradiar alegria imensa nos rostos das centenas de pessoas ali acampadas. Umas choraram de alegria ao ver que só “com luta e com garra, a casa sai na marra”.

“Povo organizado vai longe”. “Já conquistei minha casa, mas estou na luta junto com meus irmãos/ãs"


Dia 31 de julho último, fizemos um mutirão para iniciar a construção de uma Capela de Nossa Senhora da Esperança, na Ocupação Esperança, na Izidora, em Belo Horizonte. Em oito anos de luta construindo moradias, impedindo despejo e priorizando a construção da “igreja humana”, uma comunidade com relações de justiça e solidariedade, tornou-se necessário construirmos uma igrejinha que seja espaço de cultivo da mística e da espiritualidade libertadora, com Opção pelos Pobres. Muito bom “pegar no pesado”: carregar pedra, tijolos, areia, massa e construir a base e as paredes, em mutirão. As 30 pessoas que ali trabalhavam, estavam todas felizes por estarem irmanadas construindo uma capelinha. Enquanto trabalhávamos, a prosa e os casos fluíam. O senhor José, com 64 anos, há 50 anos trabalha construindo casas e apartamentos, já construiu mais de 150 casas e apartamentos. O Marcos, pintor há 11 anos, já pintou mais de cem casas e apartamentos. Mesmo tendo trabalhado a noite inteira como vigia, o Fred veio direto do trabalho para ajudar no mutirão. Incrível constatar que a classe trabalhadora trabalha muito, constrói casas e apartamentos para os outros, mas só conquista sua própria moradia na luta e na garra, fazendo ocupações de terrenos e prédios que não cumprem sua função social. Somente com o salário mínimo recebido é impossível se libertar da pesadíssima cruz do aluguel ou da humilhação que é sobreviver de favor.


“Rico come carne do próprio irmão. A gente não é máquina para ser descartada” (Edneia, MLB)


Dia 1º de agosto último, passamos grande parte do dia na Ocupação Cidade de Deus, em Sete Lagoas, MG, onde mais de cem famílias, quase todas oriundas de situação de rua, estão construindo suas casinhas e construindo uma comunidade linda, justa e solidária, com Cozinha Comunitária Fome Zero que, com doações de alimentos, alimenta o povo da Ocupação e muitas outras pessoas que estão em situação de rua ou sem condições de garantir a própria alimentação. Como João de Barro, as famílias seguem construindo suas casinhas de lona preta, de madeirite ou de alvenaria, plantando hortas nos quintais, cuidando do meio ambiente com arte e uma criatividade sem fim.

“Pisa ligeiro, pisa ligeiro. Quem não pode com a formiga não atice o formigueiro”. MLB, luta p morar

A Ocupação Cidade de Deus se constrói em um terreno abandonado, que estava ocioso e sem cumprir função social. Durante a campanha eleitoral, o prefeito de Sete Lagoas foi na Ocupação e prometeu liberar o terreno para as famílias. Disse que não despejaria as famílias. Assim, obteve o voto de todas as pessoas eleitoras da Ocupação. Entretanto, após ser eleito, entrou com pedido de liminar de reintegração de posse. Sete Lagoas tem mais de 15 mil famílias sem-casa e uma tremenda desigualdade social. O justo e necessário é não acontecer o despejo. Todo despejo é cruel, violento e desumano, pois além de demolir casas e lares, desintegra sonhos, histórias, apunhala as famílias empurrando-as para a morte lenta, um pouco a cada dia. “No final de maio último, com o ultimato da polícia e o cerco se fechando para o despejo, todo mundo chorou muito aqui na Ocupação, mas graças a Deus, apareceu o processo de mediação por intermédio do CEJUSC - Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do TJMG - Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, e superamos a ameaça de despejo. Não aceitaremos despejo jamais. Temos necessidade de moradia, o terreno estava abandonado e nós temos direito de morar dignamente. Basta de sermos violentado pelo braço armado do Estado. Cadê o braço social do Estado para nos ajudar? ”, interpelam muitas pessoas da Comunidade Cidade de Deus.


“MLB, como estrela de Belém, aponta a caminho: moradia só se conquista na luta”


A interpelação feita pelas pessoas da Comunidade Cidade de Deus deve ser a interpelação e a motivação para a luta de todas as pessoas de boa vontade que defendem os direitos fundamentais da pessoa humana, entre eles, o sagrado direito à moradia adequada e digna: “CADÊ O BRAÇO SOCIAL DO ESTADO?”






Fonte: frei Gilvander Moreira

Frei Gilvander Moreira


Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educação pela FAE/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma, Itália; agente e assessor da CPT/MG, assessor do CEBI e Ocupações Urbanas; prof. de Teologia bíblica no SAB (Serviço de Animação Bíblica), em Belo Horizonte, MG.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

"Organização de atos contra Bolsonaro revê estratégias contra esvaziamento"

 

Poder360 - Poder360

"O esvaziamento dos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro está fazendo os organizadores repensarem as estratégias. Nos últimos 3 atos convocados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro o número de presentes era crescente, mas isso não se repetiu no último sábado (24.jun.2021). Segundo a Folha de S. Paulo, o tema será discutido ainda nesta semana com o grupo, que reúne movimentos sociais, partidos e centrais sindicais.

Uma das mudanças propostas seria a readequação do calendário, com um intervalo maior entre os atos. A ideia é realizar o próximo protesto no dia 7 de setembro, com espaço de 45 dias do último. A decisão ainda não foi deliberada.

A princípio, o plano era que o ato de sábado fosse o 3º, mas uma manifestação extra foi convocada em 3 de julho em resposta às denúncias expostas pela CPI da Covid.

Ainda segundo o jornal, mesmo com queda de participantes em muitas cidades, os organizadores comemoram a realização de protestos em 509 atos, em todos os estados e fora do Brasil. De acordo com o movimento, 600 mil pessoas foram para as ruas no sábado.

Ao mesmo tempo em que São Paulo e Brasília tiveram queda do número de manifestantes, Salvador e Belo Horizonte mantiveram ou até registraram adesão maior, de acordo com a Campanha.

O coordenador da CMP (Central de Movimentos Populares) e um dos líderes das marchas, Raimundo Bonfim, ressalta a realização de “4 grandes protestos em 57 dias“, em meio à pandemia e à suspensão da CPI. “E que mesmo assim movimentaram milhares de pessoas“, comemora.

“Os próximos passos serão decididos de forma coletiva e preservando a unidade, mas tudo indica que tenhamos um período maior para a próxima mobilização“, adiantou Bonfim.

Outra proposta dos movimentos sociais e sindicatos é organizar uma greve geral. A paralisação ainda não é consensual.

Os ativistas acreditam que terão mais adesão aos protestos se houver uma mobilização articulada com atividades prévias ou se alguma notícia que instigue os contrários ao presidente a sair de casa vier a tona.

ESVAZIAMENTO

Uma das principais pautas dos manifestantes é o impeachment de Bolsonaro. No entanto, os pedidos estão parados em Brasília. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), já disse que não vai mexer nos mais de 100 pedidos agora.

Outro movimento que deixou essa possibilidade de destituição de Bolsonaro da Presidência mais distante foi a escolha de Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil.

O recesso do Congresso, especialmente da CPI da Covid, que vem expondo o fracasso do governo na condução da pandemia, também esfriou os ânimos.

“Em geral, grandes mobilizações dependem de fatos com impacto na opinião pública. A do dia 3, que foi definida com base nas informações que começavam a surgir, teve esse apelo“, explicou Douglas Belchior, da Coalizão Negra por Direitos, que também organiza as marchas.

Além de crescer, a Campanha trabalha para alcançar resultados concretos. O público vai aos protestos para manifestar as suas insatisfações, mas o objetivo está difuso e, na prática, os atos ainda não tiveram resultado.

A presidente da UP em São Paulo e coordenadora da coalizão Povo na Rua, Vivian Mendes, defende uma escalada dos atos e greve geral para derrubar Bolsonaro, mas acusa falta de consenso no grupo. “Tem muita gente dizendo que quer derrubar o presidente e trabalhando duramente só para desgastá-lo para o ano que vem“, disse Mendes ao jornal, referindo-se à postura do PT referente às eleições de 2022.

Pesquisa PoderData divulgada em 8 de julho mostrou uma queda de 7 pontos no número de entrevistados que defende o impeachment de Bolsonaro. Agora, 50% acreditam que o presidente deve deixar o cargo. Já 45% acreditam que ele deve permanecer, contra 37% em levantamento anterior, realizado em maio."

Fonte: Poder 360

Roda Viva | Gabriela Manssur | 02/08/2021

Fonte: TV Cultura, SP

"No Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães recebe a promotora de Justiça Gabriela Manssur.
Especializada no combate à violência contra a mulher, Gabriela Manssur é considerada uma das maiores autoridades no tema no país. Diante do grande número de agressões – em apenas um ano, 11 milhões de mulheres foram vítimas de violência doméstica – ela criou uma rede de proteção, integrada por médicas, advogadas, assistentes sociais, jornalistas e outras profissionais, que oferecem apoio às vítimas."

Jornal da Cultura | 02/08/2021

Fonte: Jornal da Cultura, SP

"Volta às aulas: estamos prontos?" Em São Paulo, onde praticamente todos os professores e funcionários da escolas públicas e particulares já receberam a 2a dose

Volta às aulas presenciais em São Paulo com 32% dos alunos em salas de aula.

Carolina Delboni - Estadão

"Um ano e meio de pandemia e Estado, prefeitura, escolas e famílias se preparam para o retorno a uma possível "normalidade" 

Há 16 meses o pátio ao lado de casa foi ocupado por um silêncio tenebroso. Nunca mais ouvi o microfone da escola que chamava às crianças na saída ou a música que sempre tocava na época das festas juninas. Crianças gritando e correndo no pátio, nem pensar. Por um ano e meio, eu fui observando a grama crescer por entre o portão de grades. E o silêncio tomou conta numa grandeza, que chegamos todos a perder um pouquinho da pulsação. 

Hoje pela manhã, as escolas reabriram com possibilidade de atender 100% dos alunos, respeitando todos protocolos de segurança. Aqui do lado, muro com muro, escutei as crianças brincando de morto-vivo. "Morto, morto, vivo, vivo", falava a professora alto para todos. Veja q metáfora linda para a vida. Há quanto tempo a gente não anda "brincando" de morto-vivo nesta pandemia? De repente no sol, tentando se aquecer - ou reaquecer um corpo tão frio e saudoso - crianças metabolizam o morto-vivo da vida. 

Tem coisas que só a escola pode oferecer à uma criança e um adolescente. Tem coisas que só acontecem por ali, no pátio, nos corredores, nas salas de aula e até nos banheiros que a gente sabe. Tem coisa que só a educação faz por um país. 

E o Brasil foi quem ficou mais tempo com as escolas fechadas por conta da pandemia. É também o segundo país que mais perdeu vidas para a COVID-19. A soma destes dois cenários gera desafios ainda mais abissais para um país colapsado. Mas é justamente por isto que a necessidade de abertura das escolas se faz urgente.  

Os desafios são - e serão - muitos, não haverá certo ou errado, mas existe um caminho possível que é o de garantir às crianças e adolescentes o direito à educação. Uma ferramenta de transformação e redução das desigualdades sociais que é consenso no mundo todo por especialistas e instituições ligadas ao ensino. Disto, não há dúvida. 

Os prejuízos deste tempo bruto por qual passamos - e continuamos vivendo - já são visíveis e quantificáveis, e o obstáculo é estrondoso num país que tem 47 milhões de estudantes, 80% deles matriculados na rede pública. Destes, 52% não voltou à escola até agora. Um ano e meio de pandemia e 52% dos alunos não retornaram, nenhum dia, ao espaço físico que frequentavam. 

Está na hora de voltar e com autorização do Estado para que as escolas possam receber 100% dos alunos no presencial, respeitando distanciamento e seguindo os protocolos, rede pública e instituições privadas se preparam para reabrir os portões esta semana na busca de ampliar o percentual de crianças e adolescentes atendidos.

Depois de um ano e meio de aulas essencialmente remotas, é possível vislumbrar uma possível normalidade na vida escolar, mas que deve exigir esforços de todas as partes para que dê certo - e perdure. Juliana Fures, analista de sistema e mãe de dois meninos, conta que a expectativa dentro de casa é grande. "Nunca vi meus filhos torcerem pelo fim das férias. Estão ansiosos, com saudade da escola que conheciam, mesmo sabendo de todas as mudanças que vão existir e os protocolos adotados", conta.  

A escola em que os filhos da Juliana estudam estava atendendo com 35% da capacidade, o que era permitido pelo Governo do Estado até o momento, só que ela e o marido optaram por não os mandar até então. "Achamos mais seguro aguardar a vacina. A espera já tinha sido tão grande que mais alguns meses pareceram não fazer tanta diferença", revela. 

Juliana é uma das quatro em cada dez famílias entrevistadas pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Tecnologia), para um estudo recente lançado pela UNICEF que mostra os impactos primários e secundários da pandemia da COVID-19vividos por crianças e adolescentes, no Brasil. 

A pesquisa, que entrou na 3ª. rodada, aborda temas como moradia e renda familiar, saúde mental, alimentação, medidas de prevenção e educação. E é na educação que se encontra um dos maiores prejuízos. Razão pela qual o retorno às escolas, neste momento, se torna ainda mais vital para crianças e adolescentes que passaram a ocupar lugares indesejáveis nas estatísticas. 

Desde outubro passado, as escolas tinham permissão para operar com 35% da sua capacidade e neste período apenas 48% dos alunos retornaram ao presencial da rede pública. Por razões diversas, outros 52% não compareceram à escola física até final de junho agora. Um número expressivamente grande - e grave. O desafio das escolas e dos órgãos públicos está em elevar o indicador. 

Mas, segundo estudo da UNICEF, 74% das 1516 famílias entrevistadas, disseram que os filhos voltarão às atividades presenciais quando a família considerar que não há risco de contaminação e apenas 23% disse que retorna esta semana. Ao contrário das famílias onde os filhos estão matriculados na rede privada e 98% já aderiu ao presencial. 

Segundo Fernando Padula, Secretário de Educação da cidade de São Paulo, a busca por alunos é um dos grandes pilares para recuperação e ampliação do atendimento presencial. "O trabalho está sendo implementado em várias frentes com o objetivo de oferecer condições e oportunidades para todos os estudantes da rede municipal solucionarem déficits educacionais ocasionados ou agravados por conta do período pandemia", conta o Secretário.

Dentro da rotina escolar, uma série de iniciativas foram implementadas e entre elas está o atendimento às crianças em vulnerabilidade educacional realizado pelo NAAPA, Núcleo de Apoio e Acompanhamento para Aprendizagem, que contou com a parceria do Instituto Liberta. Uma equipe de 83 profissionais, entre psicólogos, psicopedagogos e coordenadores já atendeu 17,4 mil estudantes, um número expressivo e importante uma vez que mesmo fora da escola estes alunos continuaram a receber algum tipo de apoio. 

"Essa é uma política pública da Rede Municipal. Os profissionais do NAAPA, estão na linha de frente no suporte psicopedagógico para alunos e suas famílias, que recebem atendimento online, por telefone e, em alguns casos, presencial", fala o secretário. 

Busca incessante por alunos

 Tanto este programa, como alguns outros implementados pela rede fazem parte do que se chama "busca ativa", um termo usado na educação para designar qualquer ação de procura e localização do estudante e sua família. Uma vez que a escola constata que existe uma dificuldade ou resistência do aluno em estar presente, seja ela remota ou presencial, ela entra em ação para resgatá-lo, muitas vezes indo até a casa e batendo na porta. 

"Num primeiro momento fomos entregar as atividades nas residências dos estudantes que não apareciam pra buscar e fazer uma conversa no sentido da importância da tentativa de realizar as mesmas. Ali começou a busca ativa sem que ainda tivéssemos consciência da importância do que estávamos fazendo", conta Maria da Cruz Sousa Santos, gestora escolar da EMEB Demétrio Rodrigues Pontes.

Na maior parte dos casos, o problema estava relacionado a falta de acesso a internet e a falta de aparelho ideal para acompanhar as aulas ou orientações, além de algumas famílias relatarem que não tinham ninguém para ajudar na realização das mesmas. "Os pais, geralmente, trabalham fora. Eles não têm tempo ou condições de orientar os filhos. Em poucos casos identificamos a falta de vontade do aluno em realizar as atividades".

O estudo da UNICEF apontou que 35% das famílias não tinham tempo de auxiliar os filhos, os mesmos 35% não tinham acesso a internet e só 31% tinha o equipamento adequado para as aulas. 71% dos alunos realizou as atividades pelo whatsapp e 69% foi até a escola buscar material para conseguir acompanhar. "Agora ampliaremos o monitoramento e a busca ativa nas escolas e uma ação em parceria com a UNICEF, Saúde e a Assistência Social da cidade vai buscar reforços", fala o Secretário Padula. 

Lívia dos Santos, operadora de caixa e mãe de quatro filhos, conta que passou aperto para conseguir que os filhos estudassem durante este período. "Eu deixava meu celular em casa para uma das minhas filhas ter aula. Uma amiga recebeu uma doação e meu filho ganhou um celular. O mais velho me ajudava indo até a escola buscar o material que os professores separavam. Foi muito difícil e acho que se eu não tivesse contado com a ajuda da escola, eu tinha desistido".  

Desistir foi o que aconteceu com muitos estudantes, principalmente adolescentes e jovens que não conseguiram se manter vinculados à escola. As razões são diversas e todas muito cruéis. Ninguém desiste de estudar porque quer, porque "deu a lôca na cabeça". 

"A distancia que se estabeleceu entre a escola e os estudantes nos mostrou a potência da presença no ambiente escolar e nossos limites enquanto escola para o ensino à distância", fala Maria da Cruz Sousa Santos. "O ensino remoto não atende as necessidades da nossa comunidade e tem sido um imenso desafio continuar a acreditar que o conhecimento pode sim estar ao alcance de todos".  

Na escola em que Maria é gestora, estratégias de diálogo com as famílias e estudantes foram lançadas na tentativa de manter aceso o desafio e o interesse pelo conhecimento. Ela conta que no primeiro bimestre de 2021, 31 dos 195 estudantes não participaram de nenhuma atividade. Destes, 22 foram buscados e encontrados pela escola e seus pais autorizaram a sua participação em um atendimento presencial na Unidade durante todo o segundo bimestre do qual 18 participaram. 

"No processo de busca ativa conseguimos o contato com todos os pais e neste momento estamos fazendo os encaminhamentos necessários para que possam retomar a participação nas atividades escolares de alguma forma", revela. 

Plano de Retorno

Prefeitura e escolas, tanto da rede quanto as privadas, traçaram um plano efetivo de combate à evasão e recuperação de alunos. O empenho em garantir que esta volta seja segura e eficaz, claramente, é um movimento e um desejo de todos. Os esforços são visíveis e parecem nos dar sinais de que sim, estamos prontos. 

Estruturalmente algumas escolas conseguiram fazer melhorias, ainda que longe do desejável. Mas emocionalmente, como me disse Ana Bergamin, coordenadora do Ensino Médio da Escola Vera Cruz, em outubro passado, "ninguém está pronto para o retorno". Não vai ser fácil enfrentar o medo da contaminação ainda mais de perto, mas os protocolos e as escolas já se mostraram ambientes seguros e de baixa contaminação. 

Na rede e nas privadas, crianças e adolescentes serão atendimentos em sistema de rodízio de acordo com a capacidade física de cada escola e elas têm autonomia pra redefinir horários de atendimento. Estudantes com comorbidades permanecem em casa por enquanto e a permanência dos protocolos sanitários são vitais às escolas. "Em julho, iniciamos a entrega de 81.785 face shields e 1.650.400 máscaras do tipo PFF2 para professores e funcionários", conta o Secretário. 

R$200 milhões foram investidos em manutenção e aquisição de itens de higiene e garantia da segurança na rede, através do Programa de Transferência de Recursos Financeiros. Para as unidades parceiras serão repassados mais R$ 23,4 milhões para compra de equipamentos de proteção. No Estado, R$1,5 bilhões de reais entraram pelo PDDE, Programa Dinheiro Direto na Escola, para investimento em melhorias. Com o recurso, segundo Rossieli Soares, Secretário de Educação do Estado de SP, 96% da rede realizou melhorias na infraestrutura e mais R$25 milhões foram liberados para aquisição de materiais. E em Minas Gerais?

Para quem não conhece o Programa, ele é de extrema importância para as escolas porque são elas que decidem, junto às famílias e comunidade escolar, onde e como o dinheiro será aplicado. A autonomia e gestão não ficam à cargo do poder público e sim para quem enfrenta o "chão da escola". 

"É realmente preciso investir em educação, investir na escola pública, estejamos em pandemia ou não", enfatiza Maria da Cruz Sousa Santos. "Seja como for, a lição maior que tivemos é de que o ser humano pode sim se tornar mais humanizado, mais conhecedor da história e da produção humana, se lhe garantirmos o acesso à educação".

Os investimentos precisam ser constantes e massivos. Não é de hoje que a educação brasileira precisa de investimentos e isto a pandemia também deixou claro, tão claro como a luz de um abismo. Crianças e adolescentes precisam retornar às aulas e reabitar o pátio e os corredores das escolas. O lugar é deles. E pra além de ser um direito, é uma urgência."  

Fonte: Estadão       

"Servidores de São Gonçalo do Abaeté, MG decidem pela volta às aulas presenciais só após 2ª dose"

Cidade decidiu suspender a volta às aulas presenciais após ouvir os trabalhadores de educação(foto: Prefeitura de São Gonçalo do Abaeté/Divulgação)


Felipe Pereira - Especial para o EM 

"A Prefeitura de São Gonçalo do Abaeté, Noroeste de Minas, decidiu adiar a volta às aulas presenciais para setembro após ouvir os servidores da educação. A mudança ocorreu após mais de 80% dos trabalhadores da área votarem que o retorno ocorresse apenas após a aplicação da segunda dose da vacina contra COVID-19. "Ainda estamos vivendo um momento crítico, difícil nesta pandemia. Fizemos um levantamento com todos os profissionais e 82% de todos os nossos servidores da educação acharam por bem, por prudência que as aulas presenciais a partir do momento em que todos eles recebessem a segunda dose da vacinação", anunciou o prefeito da cidade com 8 mil habitantes, Fabiano Lucas (PV), em publicação nas redes sociais. O gestor municipal disse que essa vacinação complementar de todos os trabalhadores da educação deve ocorrer ainda neste mês de agosto. "As aulas presenciais vão retornar a partir do dia 13 de setembro", definiu, ao dizer que é pai de filho que está na escola e sabe do prejuízo causado pela pandemia. "Vamos trabalhar muito para que a gente possa recuperar essa grande perda que teve devido à pandemia. Peço muito a compreensão de vocês", afirmou.

Vacinação na cidade

São Gonçalo do Abaeté já aplicou a primeira dose para um número maior do que o estimado para a educação. Segundo o Vacinômetro, do governo estadual, eram esperadas 94 pessoas. Na dose inicial, 154 trabalhadores receberam o imunizante.  

A cobertura para a segunda dose está em 49,7%. A prefeitura argumenta que, neste mês, vencem os prazos para que os profissionais possam ser imunizados novamente."

Fonte: EM           

Notícias locais: nesta 2a feira, 2 de agosto às 19h - "Comunicação na Política" com Marília Pereira e Tiago Mafra

Fonte: whatsapp

 

domingo, 1 de agosto de 2021

Quem recebeu a primeira dose da astraZeneca até 10 de maio, nesta segunda-feira, 2 de agosto, vacinação da segunda dose

Vacinação da 2a dose só assim você ficará imunizado

 A 2ª dose do imunizante AstraZeneca está sendo aplicada em todos os locais destinados para a vacinação contra COVID-19.

A Secretaria de Saúde reforça que todas as pessoas que já receberam a 1ª dose de vacina contra COVID-19, devem ficar atentas ao cartão de vacinação, para que possam receber a dose de reforço (2ª dose), no prazo correto.

 

DOCUMENTAÇÃO

Os documentos necessários para a imunização são: documento de identidade, CPF, Cartão do SUS e Carteira de Vacinação.

 

LOCAIS DE VACINAÇÃO:

–Drive Thru no Complexo e atendimento a pé na Urca– 08h às 17h
– UBS Regional Leste – Rua Cecília Fischela, 63 – Estância São José – 08h às 15h
– UBS Regional Sul – Av. Antonio Marinoni, 125 – São Sebastião – 08h às 15h
– UBS Jd. Country Club – Rua José Mendonça 131 – Jd. Country Club – 08h às 15h
– PSF Parque Esperança 2 – Rua Lázaro de Lima, 280 – 08h às 15h

Fonte: prefeitura de Poços de Caldas

Boletim epidemiológico atualizado: domingo, 1 de agosto, em Poços de Caldas, MG

  

Painel da covid-19 em Poços de Caldas

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação Social 

Cultura no governo Bolsonaro e mais o incêndio no Galpão da Cinemateca Brasileira, na capital paulista

Fonte: meteoro Brasil


Fonte: whatsapp

Humor mineiro: "quando o governador e prefeito são mineiros"

Governador de Minas Romeu Zema                       Prefeito de BH Alexandre Kalil

Fonte: Tumate Cru

Resumo da primeira temporada da CPI da covid no Senado

CPI da covid-19 no Senado

Fonte: Meteoro Brasil 

Saúde: por que as crianças estão obesas e doentes? E você também.

Fonte: whatsapp             

Utilidade pública: "vovó assa mais de mil pães e distribui para os vulneráveis"


Por Ed Rodrigues

Colaboração para Ecoa, em Recife


"A pandemia do novo coronavírus afetou vários negócios, entre eles o restaurante de Maria Paulina Avelino, 69 anos. A vovó Tutu, como é conhecida no bairro da Brasilândia, em São Paulo, ficou ansiosa com o isolamento social e percebeu que poderia usar a quarentena de uma maneira especial: decidiu fazer pães para distribuir para pessoas em vulnerabilidade que vivem no entorno de sua casa...." - Veja mais em 

Fonte: UOL