quinta-feira, 2 de setembro de 2021

"Bolsonaro sanciona projeto que revoga (anula) Lei de Segurança Nacional"

Bolsonaro 

Lei de Segurança Nacional: Bolsonaro veta trecho que previa punição a fake news

Fonte: globonews

"Investigado no inquérito das fake news no STF, presidente vetou trecho que pune 'comunicação enganosa em massa'. Ele também vetou artigo que previa punição a quem proibisse realização de manifestação pacífica."

Por Pedro Henrique Gomes, G1 — Brasília

"O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (1º) o projeto que revoga a Lei de Segurança Nacional, criada em 1983, na ditadura militar.

Bolsonaro sancionou o texto com vetos em relação ao que foi aprovado pelo Congresso.

Um dos trechos vetados pelo presidente previa punição a atos de "comunicação enganosa em massa".

No texto original, esses atos foram definidos como "promover ou financiar, pessoalmente ou por interposta pessoa, mediante uso de expediente não fornecido diretamente pelo provedor de aplicação de mensagem privada, campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral."

O presidente é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) no chamado inquérito das fake news, que apura a disseminação organizada de informações falsas, com o objetivo de desestabilizar a democracia.

Na justificativa ao veto, o presidente argumentou que o trecho contraria o interesse público por não deixar claro o que seria punido – se a conduta de quem gerou a informação ou quem a compartilhou.

O presidente questionou ainda se haveria um "tribunal da verdade" para definir o que pode ser entendido como inverídico. A justificativa conclui que o trecho vetado poderia "afastar o eleitor do debate público".

Bolsonaro sanciona projeto que revoga Lei de Segurança Nacional — Foto: Reprodução/Diário Oficial da União

Manifestações

Outro artigo vetado previa punição a quem impedisse 

"o livre e pacífico exercício de manifestação". O argumento 

do presidente para o veto é que haveria dificuldade para definir 

antes e no momento da ação operacional "o que viria a ser 

manifestação pacífica".

Militares

Bolsonaro também vetou trecho que aumentava pela metade o tempo de condenação de militares caso o crime atente contra o Estado de Direito. Previa também a perda de patente ou de graduação.

A justificativa é que isso colocaria os militares em situação mais gravosa e representaria "uma tentativa de impedir as manifestações de pensamento emanadas de grupos mais conservadores."

Servidores públicos

Também foi vetado pelo presidente o trecho que aumento de pena em um terço caso os crimes contra o Estado Democrático de Direito que forem cometidos com violência ou grave ameaça com uso de arma de fogo ou por funcionário público – que seria punido, ainda, com a perda da função.

O governo argumentou que não é possível admitir uma pena mais grave a alguém "pela simples condição de agente público em sentido amplo".

Ações de partidos

Bolsonaro barrou ainda o trecho que permitia que partidos políticos com representação no Congresso movessem ação sobre crimes contra as instituições democráticas no processo eleitoral, caso o Ministério Público não o faça no prazo estabelecido em lei.

O governo argumenta que esse trecho não é razoável "para o equilíbrio e a pacificação das forças políticas".

Lei utilizada contra críticos de Bolsonaro

Nos últimos meses, a Lei de Segurança Nacional foi utilizada contra críticos de Bolsonaro. Em fevereiro, o ministro do STF Alexandre de Moraes também usou a Lei de Segurança Nacional para mandar prender o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). O parlamentar havia divulgado vídeo com apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e defensa do fechamento da Corte. As pautas são inconstitucionais.

Cabe ao Congresso Nacional em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal analisar, em 30 dias, os vetos do presidente da República a projetos aprovados por parlamentares. Se não for apreciado neste período, o veto passa a trancar a pauta das sessões do Congresso Nacional.

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional inclui, no Código Penal, uma lista de "crimes contra a democracia", por exemplo:
  • crimes contra as instituições democráticas;
  • crimes contra o funcionamento das eleições; e
  • crimes contra a cidadania.

Nova lei

A proposta aprovada pelos parlamentares acrescenta artigos ao Código Penal para definir crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O texto tipifica dez novos crimes, são eles:

Atentado à soberania: prisão de três a oito anos para o crime de negociar com governo ou grupo estrangeiro para provocar atos típicos de guerra contra o país ou invadi-lo. A pena pode ser até duplicada se, de fato, for declarada guerra. Se houver participação em operação bélica para submeter o território nacional ao domínio ou soberania de outro país, a reclusão é de quatro a 12 anos;

Atentado à integridade nacional: prisão de dois a seis anos para quem praticar violência ou grave ameaça para desmembrar parte do território nacional para constituir país independente. O criminoso também deve responder pela pena correspondente à violência do ato;

Espionagem: prisão de três a 12 anos para quem entregar documentos ou informações secretas, que podem colocar em perigo a democracia ou a soberania nacional, para governo ou organização criminosa estrangeiros. Quem auxiliar espião responde pela mesma pena, que pode ser aumentada se o documento for revelado com violação do dever de sigilo. Além disso, aquele que facilitar a espionagem ao, por exemplo, fornecer senhas a sistemas de informações pode responder por detenção de um a quatro anos. O texto esclarece que não é crime a entrega de documentos para expor a prática de crime ou a violação de direitos humanos;

Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: prisão de quatro a oito anos para quem tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais. O criminoso também deve responder pela pena correspondente à violência do ato;

Golpe de Estado: prisão de quatro a 12 anos a quem tentar depor, por violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. O criminoso também deve responder pela pena correspondente à violência do ato;

Interrupção do processo eleitoral: prisão de três a seis anos e multa para quem "impedir ou perturbar eleição ou a aferição de seu resultado" por meio de violação do sistema de votação;

Comunicação enganosa em massa: pena de um a cinco anos e multa para quem ofertar, promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por terceiros, por meio de expediente não fornecido diretamente pelo provedor do aplicativo de mensagens privadas, campanha ou iniciativa para disseminar fake news capazes de comprometer o processo eleitoral;

Violência política: pena de três a seis anos e multa para quem restringir, impedir ou dificultar por meio de violência física, psicológica ou sexual o exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em razão do seu sexo, raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional;

Sabotagem: pena de dois a oito anos para quem destruir ou inutilizar meios de comunicação, estabelecimentos, instalações ou serviços destinados à defesa nacional, com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito;  

Atentado a direito de manifestação: prisão de um a quatro anos para quem impedir, mediante violência ou grave ameaça, “o livre e pacífico exercício de manifestação de partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos, órgãos de classe ou demais grupos políticos, associativos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos”. A pena pode ser aumentada se houver lesão corporal grave (de dois a oito anos), se resultar em morte (de quatro a 12 anos).

Outros pontos

O texto aprovado por senadores e deputados estabelece ainda que as penas previstas para os crimes listados acima serão aumentadas em um terço se o delito for cometido com violência ou ameaça com emprego de arma de fogo.

Se o crime for cometido por funcionário público a pena também será aumentada em um terço e o profissional perderá o cargo. Caso um militar pratique o delito, a pena aumenta em sua metade, cumulada com a perda do posto e da patente ou da graduação.

O texto também estabelece detenção de três a seis meses, ou multa, para quem incitar publicamente a animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os Poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade.

A proposta deixa explícito que não será considerado crime contra o Estado Democrático de Direito:

  • Apelo à manifestação crítica aos poderes constitucionais;
  • Atividade jornalística;
  • Reivindicação de direitos e garantias constitucionais por meio de passeatas, reuniões, greves, aglomerações ou qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais."
       Fonte: G1.com/Política 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Presidente da maior cooperativa de café do país no Sul de Minas é autuado por desrespeitar as leis trabalhistas

"Fazenda da família de Carlos Augusto Rodrigues de Melo, no sul de Minas, foi alvo de fiscalização trabalhista em julho, onde foram constatadas irregularidades. Melo preside a Cooxupé, que fornece para gigantes como Starbucks e Nespresso, e que faturou R$ 5 bi em 2020"


 Por Daniel Camargos - Repórter Brasil


"Quase um terço do salário de 19 colhedores de café, migrantes do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, foi descontado ilegalmente de seus contracheques pela família do presidente da maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé. O valor cobrado dos trabalhadores era referente à aquisição de máquinas e combustível para a colheita do grão — prática proibida pela legislação trabalhista.


A fiscalização trabalhista flagrou a irregularidade em 14 de julho durante uma inspeção no local onde eles faziam a colheita: a Fazenda Pedreira, em Cabo Verde (sul de Minas), que pertence à família de Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da cooperativa desde 2019. Após a autuação, os fazendeiros assinaram um acordo com o Ministério Público do Trabalho e com a Defensoria Pública da União para devolver o dinheiro descontado indevidamente e indenizar cada trabalhador em R$2 mil por danos morais.


Em plena pandemia do coronavírus, os cooperados da Cooxupé dobraram o seu lucro, que passou de R$160 milhões em 2019 para R$306 milhões no ano passado. O faturamento da cooperativa foi recorde em 2020, chegando a R$ 5 bilhões, um crescimento de quase 20% em relação aos R$ 4,2 bilhões de 2019. Mesmo assim, os trabalhadores da fazenda do presidente da Cooxupé tiveram descontos de cerca de R$ 500 por quinzena em seus pagamentos, que variam entre R$ 3.400 e R$ 4 mil mensais. 


A fiscalização foi realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, composto por auditores fiscais do trabalho, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública e Polícia Rodoviária Federal. Os agentes descobriram que os descontos foram aplicados a todos os salários dos trabalhadores durante a safra, que começou em maio.

A Cooxupé tem hoje 14,5 mil associados e vende café para grandes marcas internacionais, como Nespresso e Starbucks. 


Além disso, ostenta diversas certificações, entre elas a da Rainforest Alliance. Procurada, a certificadora afirmou que suspendeu de seu programa a Fazenda Pedreira, propriedade da família de Melo, até que seja realizada uma auditoria. A suspensão vale também para a certificação UTZ, que desde 2018 se fundiu à Rainforest (leia a nota completa da certificadora).


A Nespresso informou à Repórter Brasil que está em contato com a cooperativa para “entender o andamento do caso”. A empresa afirmou também que a fazenda Pedreira não está entre suas fornecedoras. (Leia aqui a nota completa enviada pela Nespresso). No entanto, cerca de 720 fazendas ligadas à cooperativa são certificadas pela Nestlé para venderem grãos à Nespresso — apenas no primeiro trimestre deste ano, a Cooxupé vendeu 65.983 sacas para a marca suíça.


A lógica dos fazendeiros é lucrar o máximo possível com a maior precarização possível”, afirma o coordenador da Articulação dos Empregados Rurais de Minas Gerais (Adere), Jorge Ferreira dos Santos (Foto: Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho / Divulgação)


A cooperativa também é certificada pelo programa de outra gigante multinacional, a Starbucks. “Levamos alegações como essas extremamente a sério e exigimos que todos os nossos fornecedores se comprometam a cumprir nosso Código de Conduta do Fornecedor”, disse a empresa em nota (leia a íntegra). Mais de 2 mil fazendas cooperadas da Cooxupé fornecem para Starbucks que, ao ser questionada pela reportagem não respondeu se tomará alguma medida diante da infração cometida na fazenda do presidente da cooperativa.


Os programas de certificação de Starbucks e Nespresso já se mostraram falhos em outras oportunidades, pois fazendas fornecedoras de ambas já foram flagradas com trabalho escravo e as empresas só se posicionaram após serem procuradas pela reportagem. Certificações de boas práticas servem como referência para grandes compradores e, em tese, deveriam atestar que o café respeita a legislação trabalhista e ambiental. Porém, o relatório Café Certificado, trabalhador sem direitos, elaborado pela Repórter Brasil, já apontou diversas falhas nesses selos de qualidade. 


Procurada pela Repórter Brasil, a assessoria de imprensa da Cooxupé, disse que Melo não se pronunciará sobre as violações trabalhistas encontradas na propriedade de sua família. Em nota, afirmou que a família de Melo assinou um termo de ajustamento de conduta para “implementação de melhorias”. Disse também  que cooperativa “preza pelo cumprimento da legislação trabalhista” e que as “propriedades rurais certificadas atendem aos requisitos previstos no regulamento das certificadoras”.

 

Melo não quis conceder entrevista, mas em abril, ao comentar o faturamento recorde da Cooxupé disse à Folha de São Paulo: “É um paradoxo, a pandemia trazendo tanto transtorno, preocupação demais, mas conseguimos [esse bom resultado] por conta de um ano com bastante quantidade e também qualidade. Isso fez com que alavancasse a cooperativa”.



A maioria dos trabalhadores do café são migrantes do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas Gerais, além de alguns estados do Nordeste. Na Fazenda Pedreira, dos 32 trabalhadores, 23 eram de Santa Maria do Salto, no Vale do Jequitinhonha (MG) (Foto: Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho / Divulgação)

Enquanto a produção e exportação de café bateu recordes, somente em 2020 foram 140 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nas lavouras de café no Brasil — todos aconteceram em Minas Gerais, segundo dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).


Manobra irregular

A fiscalização trabalhista descobriu que os fazendeiros fizeram uma manobra para não arcarem com equipamentos fundamentais na colheita do café — e oferecê-las para uso gratuito dos trabalhadores, como determina a legislação.


Assim, os descontos no salário dos safristas eram para a aquisição de uma derriçadeira, que puxa os galhos dos pés de café para arrancar os grãos, usada individualmente por cada empregado. A fazenda, então, descontava R$500 por mês dos trabalhadores para a aquisição da máquina, além de outros cerca de R$500 para o combustível (usado pela ferramenta). 


A compra da derriçadeira, no entanto, só seria efetivada depois que os trabalhadores custeassem o seu valor total, de cerca de R$2.700 — o que não aconteceria nesta safra. Isso porque a colheita do café costuma durar entre quatro e cinco meses. Com o pagamento de R$500 mensais, os trabalhadores chegariam ao final da colheita tendo arcado com cerca de R$2.500 da derriçadeira — valor insuficiente para levar a ferramenta para a casa.



Além da devolução dos descontos e do pagamento de danos morais, a família do presidente da Cooxupé se comprometeu a disponibilizar abrigos para os trabalhadores fazerem as refeições nas frentes de trabalho (Foto: Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho / Divulgação)


Segundo a proposta feita pelos donos da fazenda, se o valor total não fosse pago até o fim da safra, a derriçadeira ficaria na fazenda. Se o trabalhador retornasse na próxima colheita, poderia usá-la novamente, na mesma propriedade. 


Uma norma que rege o trabalho no campo (a NR-31), determina que o empregador deve disponibilizar, gratuitamente, as ferramentas de trabalho aos funcionários — o que inclui os gastos com combustível usados pelas máquinas, segundo interpretação de um auditor fiscal ouvido pela reportagem.


“A obrigação de garantir os equipamentos de trabalho é do empregador. Quando o empregador faz esse desconto abusivo no salário ele reduz o ganho do trabalhador”, explica o coordenador da Articulação dos Empregados Rurais de Minas Gerais (Adere), Jorge Ferreira dos Santos, que também integra a direção estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 


“A lógica dos fazendeiros é lucrar o máximo possível com a maior precarização possível”, afirma o sindicalista. Ferreira explica que mesmo sendo ilegal, essa prática de cobrar pelo uso da máquina de colheita dos trabalhadores está se tornando comum no sul de Minas


O desconto tem impacto imenso para os safristas, diz Ferreira. Isso porque o rendimento que eles conseguem nos meses da colheita do café, muitas vezes, é o dinheiro que recebem durante todo o ano. “Levam para casa e sustentam a família até a próxima safra”, explica.

 

A maioria dos trabalhadores do café são migrantes do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas Gerais, além de alguns estados do Nordeste, principalmente da Bahia. Na Fazenda Pedreira, dos 32 trabalhadores, 23 eram de Santa Maria do Salto, no Vale do Jequitinhonha (MG).


 Somente em 2020 foram 140 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nas lavouras de café no Brasil — todos aconteceram em Minas Gerais, segundo dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) (Foto: Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho / Divulgação)

.

A responsável pela fazenda Pedreira é Kátia Cristina de Paula Melo, filha do presidente da Cooxupé. Os auditores fiscais do trabalho constataram que a exploração do café na propriedade beneficia o núcleo familiar, que inclui os pais. Além disso, os pais constam nos documentos como tendo direito ao “usufruto vitalício” da propriedade, apesar da fazenda estar no nome de Kátia e de um irmão. 


A mãe de Kátia, Maria de Fátima Fonseca de Paula e Melo, foi até a gerência regional do Trabalho, em Poços de Caldas (MG), uma semana depois da fiscalização e se comprometeu a cumprir 14 determinações, além da devolução dos descontos e do pagamento de danos morais: melhorar as condições de transporte dos trabalhadores; não efetuar descontos nos salários que sejam fora da lei ou de acordo coletivo de trabalho; disponibilizar abrigos para os trabalhadores fazerem as refeições nas frentes de trabalho e também instalações sanitárias; fornecer as ferramentas de trabalho gratuitamente e providenciar armários nos alojamentos.


Se descumprir as obrigações, a família do presidente da Cooxupé pagará multa de R$ 10 mil por item e um acréscimo de R$ 1 mil para cada trabalhador atingido."


Colaborou André Campos


"Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk, no marco do projeto PN: 2017 2606 6/DGB 0014, sendo seu conteúdo de responsabilidade exclusiva da Repórter Brasil."

  

Fonte: Repórter Brasil 

Boletim epidemiológico atualizado: quarta-feira, 01 de setembro, em Poços de Caldas, MG

            Painel da covid-19 em Poços de Caldas

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação Social   

Neurocientista Miguel Nicolelis tem um importante aviso 

Fonte: OGM

Cinco pontos sobre a variante delta

Fonte: G1.globo.com/video 

HISTÓRIA DO BRASIL: GOLPE DE 2016 CONTINUA EM CURSO, AVISA DILMA ROUSSEFF

Fonte: Meteoro Brasil


"No dia 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff deixava o poder, abrindo espaço para Michel Temer. Muito do que aconteceu depois revelou quais eram os principais interesses envolvidos no impeachment. Cinco anos depois, Dilma avisa: o golpe ainda está em curso."

Notícias locais: Entrega dos Cartão Merenda nesta quinta-feira, 2 de setembro

Fonte: assessoria do vereador Diney Lenon (PT)

Peço a sua licença para lhe enviar um vídeo sobre a entrega do *CARTÃO MERENDA* da Prefeitura, que acontece na próxima *quinta-feira, dia 2* pela direção da escola. 

 

Depois de muita cobrança e de atraso do Municipio, a entrega será  feita para *todos estudantes da rede municipal* que manifestaram interesse. 

 

👉🏼 Continuo cumprindo com o *dever de fiscalizar e levar a voz da população* até as autoridades do Município.

 

👉🏼 Conto com seu apoio e continuo à disposição. 

 

Caso não queira receber mais mensagens do mandato, por favor responda: *NÃO QUERO* 

 

SAUDAÇÕES AOS QUE TÊM CORAGEM! ✊🏼

 

Instagram

@DineyLenon 

whatsapp

35-999557301


Origem do "Grito dos Excluídos"

Fonte: Frei Gilvander Moreira

Fim do AUXÍLIO EMERGENCIAL, fim do aumento do BOLSA FAMÍLIA e CONTA DE ENERGIA nas alturas. Quem aguenta? Só os políticos com seus salários em dia pagos por nós

Fonte: deputado federal pelo Avante, MG André Janones

Setembro amarelo é o mês da prevenção ao suicídio

Fonte: Jornal da Tarde, TV Cultura, SP

Falar sobre o assunto não aumenta o risco do acontecimento. É importante falar para evitar que o sofrimento e os problemas psicológicos não diagnosticados terminem em tragédia.

"Pesquisa aponta Canabidiol como eficaz contra estresse e ansiedade"

Fonte:  Jornal da Tarde, TV Cultura, SP

"Segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, o fármaco Canabidiol se mostrou eficaz contra ansiedade, estresse e síndrome de burnout. O teste foi realizado com profissionais da saúde na linha de frente contra a Covid-19."

Fonte: Jornalismo TV Cultura  

Insegurança alimentar, você sabe o que isso? E as leis existentes para combater tal justiça, em um país que exporta alimentos

Fonte: Mulheres pela Democracia - Poços de Caldas, MG

Morreu da Covid, aos 30 anos, lider do movimento antimáscara nos EUA

Líder de movimento antimáscara morre de Covid-19 e deixa esposa grávida e três filhas — Foto: Reprodução/Facebook

"Caleb Wallace, de 30 anos, líder de um movimento antimáscara nos Estados Unidos, morreu neste sábado (28) de Covid-19.


De acordo com a imprensa americana, quando ele apresentou os primeiros sintomas, preferiu não fazer o teste de diagnóstico nem procurar ajuda médica — tomou vitamina C, ivermectina, zinco e ácido acetilsalicílico (todos ineficazes no combate à Covid, segundo os cientistas).Quatro dias depois, no entanto, Caleb foi internado em um hospital de San Angelo, no Texas. Na semana seguinte, ainda dependendo de respiradores, teve uma piora acentuada no quadro e ficou inconsciente.


"Ele era tão cabeça-dura. Não queria ir ao médico, porque não desejava fazer parte das estatísticas dos exames de detecção de Covid", disse a esposa, Jessica Wallace.


Em vídeos publicados na internet, o americano criticava a realização do RT-PCR, por causa "do alto número de falsos positivos".


A favor da 'liberdade'

Wallace organizou um protesto contra o fato de "o governo controlar nossas vidas" — ele referia-se aos protocolos de prevenção à Covid.


Em eventos de San Angelo, dizia que o uso obrigatório de máscara feria o direito à liberdade individual dos cidadãos americanos, "com poucas evidências de eficácia".

"Eu me preocupo mais com a liberdade do que com a saúde de cada um", disse, em novembro de 2020, durante pronunciamento.


Caleb Wallace deixa a mulher, que está grávida, e três filhas.



Vaquinha on-line

Para pagar as despesas do tratamento do marido, Jessica havia criado uma campanha on-line de arrecadação de dinheiro: chegou a angariar 52 mil dólares.

"Caleb sempre se esforçou para que eu pudesse ser uma mãe que ficasse em casa. Agora, nestes tempos difíceis, não sei a quem recorrer", disse ela, em entrevista ao jornal "San Angelo Standard-Times". 

"Meus amigos e familiares perguntaram como ajudar, mas, no começo, isso não era uma preocupação. Só que, depois de duas semanas de internação, com Caleb fora, as contas começaram a chegar, e eu não estava preparada para isso."



Fonte: globo.com/Ciência

Amanda | Com Amanda Ferreira / especialista: Ilana Katz. Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao Suicídio

Fonte: TV Cultura, SP

"Um sobrevivente. Entre a solidão e os desencontros, surge um caminho. E uma renovação.
Acervo Café Filosófico CPFL: Porque é preciso falar de suicídio, Neury Botega"

Fonte: TV Cultura, SP

"DF define Esplanada só para atos bolsonaristas no 7 de Setembro", assim como na capital paulista

Imagem: Conversa Afiada

Por Lauriberto Pompeu - Estadão

"O governo do Distrito Federal informou nesta terça-feira, 31, que a Esplanada dos Ministérios deve ser reservada exclusivamente para as manifestações bolsonaristas no feriado do dia 7 de setembro. Por estar no centro de Brasília e abrigar a sede dos Três Poderes, a Esplanada é, historicamente, o ponto central de grandes manifestações. Outra determinação para os atos é a proibição para que manifestantes levem "qualquer tipo de objeto que possa ser utilizado como arma".

"A gente faz essa revista para que as pessoas não ingressem com esse tipo de material”, afirmou o secretário de Segurança Pública do DF, Julio Danilo. "(Vale para) qualquer tipo de arma: arma de fogo, arma branca, garrafa de vidro, barra de ferro, álcool líquido”. O secretário disse que fogos de artifício entram na lista de itens proibidos.

Na última sexta-feira, 27, o presidente Jair Bolsonaro incentivou que a população compre fuzis e debochou de quem reclama da alta do preço do feijão. "Tem que todo mundo comprar fuzil, pô! Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: 'Ah, tem que comprar é feijão'. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar", afirmou.

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), minimizou a declaração de Bolsonaro. "Não dá tempo de comprar fuzil até o 7 de setembro", disse ele ao Estadão, em tom de ironia.

De acordo com Julio Danilo, um novo local é negociado com as pessoas que pretendem se manifestar contra o presidente, na mesma data. "A gente tem negociado um espaço que seja na área central, também. Possivelmente, ali próximo à área de Funarte, próximo da Torre de TV", afirmou o secretário.

A chamada “Torre de TV” está localizada nas mesmas vias que formam a Esplanada, mas a uma distância de aproximadamente três quilômetros dos prédios ocupados pelos ministérios. A área fica distante da Praça dos 3 Poderes. Manifestantes de esquerda, portanto, não teriam acesso direto ao local.

O presidente Jair Bolsonaro está convocando apoiadores a participar das manifestações, que têm como mote críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro tem apostado em radicalizar contra as instituições e acusado, sem provas, o Poder Judiciário de armar um complô contra ele.

Segundo informações do governo do DF, 13 organizadores de manifestações da direita e três da esquerda pediram para a Secretaria de Segurança Pública o registro para atos no dia 7 de setembro.

"O direito de manifestação prevê que você pode realizar manifestação independente de autorização do poder público, desde que ela não frustre a realização de outra manifestação", afirmou o secretário, ao comentar que os opositores de Bolsonaro não devem ficar na Esplanada.

"Como nós tivemos essa gama de manifestações anteriores da direita e algumas da esquerda e prezando também pela segurança das pessoas e pelo direito que se manifestem, a gente vai propor um outro local", afirmou o chefe da segurança pública do DF.

De acordo com ele, a esquerda não demonstrou contrariedade em não poder ir para a Esplanada. "A negociação já está bem fluida nesse sentido. Coloco aqui que a gente não tem tido dificuldade de negociação com os movimentos", declarou. 

Como mostrou o Estadão, em outra tentativa de evitar violência, o DF aumentou o salário dos policiais militares como forma de conter a radicalização nos atos.

O governo local também anunciou outras ações para evitar confronto e conter aglomerações nas manifestações do 7 de setembro. A Esplanada será fechada para carros e o acesso à Praça dos Três Poderes também será fechado, como costuma acontecer em grandes mobilizações. 

O secretário evitou dar detalhes sobre os reforços na segurança pedidos pelo Supremo e pelo Congresso, mas afirmou que o governo do DF está em constante diálogo com os Poderes e que há um planejamento de atuação integrada com as polícias civil, militar, legislativa, os militares que fazem a segurança do Ministério das Relações Exteriores e dos comandos das Forças Armadas, a Força Nacional, que faz a segurança do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e o Gabinete de Segurança Institucional, que cuida do Palácio do Planalto.

Sobre a possibilidade de policiais militares carregarem cartazes com mensagens incentivando atos antidemocráticos, o secretário disse que o "planejamento está voltado com a possibilidade que as pessoas possam se manifestar de forma segura".

"Qualquer tipo de excesso que venha ser julgado indevido vai poder, ou no dia ou posteriormente, ter a atuação dos órgãos de fiscalização, investigação e policiais", completou."

Fonte: Estadão