terça-feira, 1 de novembro de 2022

Meio ambiente Brasil: "Presidente do Egito convida Lula para a COP27", mesmo antes de Lula assumir a presidência

Egito se prepara para sediar a cúpula da COP27 — Foto: Sayed Sheasha/Reuters


"Mais de 90 chefes de Estado participarão da conferência do clima, que ocorre entre os dias 6 e 18 de novembro."

Por g1

"O presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sissi, convidou o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para a conferência climática COP 27. O encontro ocorre entre os dias 6 e 18 de novembro em Sharm El Sheikh e contará com a participação de mais de 90 chefes de Estado.

"Convido você a vir ao Egito para participar da cúpula climática global COP27 em Sharm el-Sheikh", disse o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, segundo o porta-voz presidencial na segunda-feira (31).

Al-Sissi espera que o Brasil desempenhe um papel "positivo e construtivo" na cúpula, acrescentou.

Um porta-voz de Lula informou à AFP que ele "está considerando ir, mas ainda não tomou a decisão".


Na segunda-feira (31), de acordo com a agência Reuters, a ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP), aliada do presidente eleito, disse que Lula enviaria representantes para a COP 27.

Antes da eleição, a ex-ministra já havia afirmado que a equipe de Lula pretende levar para a COP 27 uma proposta de revisar as metas nacionais de emissão de gases do efeito estufa, inclusive com a intenção de tornar mais ambiciosa a própria meta brasileira.

Imagem aérea de sobrevoo de monitoramento de desmatamento na Amazônia no município de Lábrea, Amazonas, realizado em 26 de março de 2022. — Foto: Greenpeace/Divulgação

Impacto da eleição no cenário

Cientistas do clima e ambientalistas reiteraram a enorme importância dos resultados das eleições no Brasil, onde fica a maior parte da floresta amazônica.

Bolsonaro se tornou uma figura detestada pelos defensores do meio ambiente por seu apoio às atividades madeireiras e mineradoras em áreas protegidas da maior floresta tropical do planeta. Durante seu governo, a extração de madeira e os incêndios florestais cresceram exponencialmente e a floresta amazônica começou a liberar mais carbono do que absorve, mostram pesquisas.

Embora o histórico ambiental de Lula não seja impecável, ativistas dizem que não há comparação entre ele e Bolsonaro. Lula (que foi presidente entre 2003 e 2011) disse que durante seu novo mandato ele se esforçará para alcançar o "desmatamento zero"."

Fonte: g1/Meio ambiente                          

Eleição do Presidente Lula traz surpresas para a economia brasileira

Ibovespa — Foto: Pexels














"Ibovespa tem maior alta no primeiro dia pós-eleição desde 1994"

"O principal índice da bolsa de valores de São Paulo teve alta de 1,31% na segunda-feira. Real também teve a maior valorização depois da escolha de um presidente da República."


Por g1

O dia seguinte à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais ficou marcado como o melhor resultado do mercado financeiro no dia seguinte à escolha de um novo mandatário para o Executivo dentre todas as eleições em que o real era a moeda brasileira.

O levantamento foi realizado pelo economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, e mostra a variação percentual de bolsa de valores e dólar no Brasil, na segunda-feira após a decisão de quem seria o próximo presidente do país.

Ibovespa


Na última segunda-feira (30), o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, fechou em alta de 1,31%, a 116.037 pontos. O dia após a terceira vitória de Lula para chefiar o país registrou o maior crescimento percentual dentre todas as eleições do período.

A bolsa brasileira, inclusive, só teve alta no dia seguinte à eleição após a vitória de primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010. Naquele dia, o Ibovespa teve alta de 1,26%.

Já o pior desempenho do Ibovespa foi na eleição de segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando a bolsa caiu 4,47%. Veja abaixo os resultados.

"Essa reação relativamente benigna dos mercados domésticos aos desenvolvimentos políticos está, em boa medida, associada às sinalizações de que o governo eleito no domingo está construindo alianças num arco amplo do espectro político", diz Imaizumi.

"A escolha do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para coordenar a equipe de transição, anunciada nesta terça-feira, reforça essa percepção", afirma.

O economista também comparou os resultados dos pregões com o índice S&P 500, para checar a influência dos mercados externos. Apenas na eleição de Lula em 2006 e de 2022, o S&P deu resultado inverso ao Ibovespa.

Em 2006, o índice das 500 principais empresas norte-americanas subiu 0,04%, enquanto a bolsa brasileira caiu 1,09%. Já em 2022, o S&P registrou queda de 0,75%, com o Ibovespa marcando a alta de 1,31%.

"Parece ter sido um movimento totalmente interno mesmo. Vale notar, por exemplo, que no dia seguinte às eleições a nossa moeda registrou relevante valorização ante o dólar norte-americano, na contramão do comportamento observado pela maioria das divisas mundiais.", diz o economista.

Real versus dólar


Imaizumi também testou a reação do real no "day after" das eleições presidenciais. Também em 2022 houve a melhor resposta da moeda brasileira frente ao dólar à vista, com queda de 2,21%.

Apenas na primeira eleição de FHC houve resultado parecido do real, com queda de 0,47%. Veja abaixo os resultados.

Como foi o pregão


Apesar da reação negativa à vitória de Lula no início do pregão, os agentes financeiros recuaram do mau humor para aguardar as primeiras sinalizações sobre as políticas e principalmente a equipe econômica do petista.

Em seu primeiro dia como presidente eleito, Lula foi acionado pelas principais lideranças mundiais e deu sinais de que recorrerá ao diálogo com o Congresso para avançar com sua agenda em 2023. É uma sinalização que Lula pode estreitar parcerias comerciais e trabalhar por um ambiente político menos turbulento.

Enquanto se desenrolam os primeiros passos, Marco Tulli, superintendente da Necton/BTG Pactual, disse nesta segunda que a percepção entre outros agentes financeiros é de que pode haver dificuldades e a necessidade de um trabalho muito grande de conciliação política para seguir com a administração do país em várias esferas.

Tulli chamou atenção para o efeito nas ações da Petrobras, dado o histórico da gestão petista na petrolífera estatal. Papéis da companhia listados em outros mercados já sinalizavam uma reação bastante negativa no pregão brasileiro.

Como mostrou o g1, as ações da petroleira destoaram do clima do pregão e a empresa perdeu R$ 34,2 bilhões em valor de mercado.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tiveram queda de 7,32% aos R$ 33,16, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 8,75%, a R$ 29,72.

Outra estatal, o Banco do Brasil seguiu curso parecido: queda de 4,87% dos papéis, a R$ 36,93. O valor de mercado caiu, portanto, R$ 5,1 bilhões

Com a vitória de Lula, analistas do JPMorgan cortaram a recomendação de Petrobras para "neutra" e reduziram o preço-alvo das preferenciais de R$ 53 para R$ 37, enquanto a equipe do BTG Pactual, que já tinha classificação "neutra" para os papéis, diminuiu o preço-alvo de R$ 40 para R$ 35,7.

Rodolfo Angele e equipe do JPMorgan destacaram em relatório que os rumos estratégicos da Petrobras mudam com as mudanças na liderança política do país, e o presidente eleito criticou abertamente a forma como a empresa tem sido administrada e também discutiu prováveis ​​mudanças na companhia.

"As principais (mudanças) devem ser na alocação de capital e na política de preços dos combustíveis vendidos no mercado interno", estimam, acrescentando que o plano de governo do PT prevê que a Petrobras invista em refinarias para permitir que o Brasil dependa menos do combustível importado.

Os analistas do banco norte-americano ainda apontam que o mesmo plano também prevê a implementação de um mecanismo que crie um "preço brasileiro" para os combustíveis.

Para eles, muitas dessas incertezas já estão no preço das ações e a governança e o escrutínio do público em geral desempenharão um papel importante na empresa. No entanto, avaliam que as cotações não refletirão totalmente os fundamentos até que investidores tenham clareza sobre exatamente o que mudará na empresa.


Fonte: globonews

Fonte: g1/Economia                                  

Ciro Nogueira informou que Bolsonaro autorizou processo de transição, diz Gleisi Hoffmann"

Por Lisandra Paraguassu, Reuters 

"A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira que ouviu do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que o presidente Jair Bolsonaro já deu aval para o início do processo de transição entre governos.

Gleisi conversou na segunda-feira com Nogueira, que informou que estaria disponível a partir desta semana o Centro Cultural Banco do Brasil para que a equipe de transição se instale.

Também serão disponibilizados 50 cargos em comissão para a equipe, e um cargo de coordenador –que será ocupado pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmkin, segundo Gleisi, além de 3,5 milhões de reais."

Fonte: Reuters  

Ciro Nogueira inicia a transição


"Dois dias após perder a eleição, presidente fez pronunciamento de dois minutos, agradeceu os votos que recebeu e não citou o presidente eleito, Lula. Bolsonaro criticou atitudes como invasão de propriedade e cerceamento do direito de ir e vir."


Por Guilherme Mazui e Pedro Henrique Gomes, g1

Fonte: globonews

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno, o primeiro pronunciamento após perder a eleição. Bolsonaro leu um discurso curto, de dois minutos, em que disse que continuará cumprindo a Constituição. Depois, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que dará início à transição de governo.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro discordou de ser chamado de antidemocrático e disse que sempre jogou "dentro das quatro linhas da Constituição".

Bolsonaro também disse que "manifestações pacíficas são bem-vindas" e criticou ocupações. Caminhoneiros que apoiam o presidente fazem bloqueios em rodovias do país desde o fim do domingo (30).

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

No pronunciamento, Bolsonaro não citou o nome de Lula. Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para os vitoriosos. De acordo com o PT, Bolsonaro não havia procurado Lula até a tarde desta terça.


Transição


Logo após a breve fala de Bolsonaro, Ciro Nogueira assumiu o microfone no púlpito para falar sobre a transição de governo, tema que não foi abordado pelo presidente.

"O presidente Jair Bolsonaro autorizou, quando for provocado, com base na lei, a iniciarmos o processo de transição", disse o ministro.

"A presidente do PT [Gleisi Hoffmann], segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país", completou Nogueira.

Movimentação no Alvorada


A primeira fala pública de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições foi antecedida de uma intensa movimentação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, onde ele se fechou nos últimos dias.

No início da tarde, carros de vários ministérios chegaram ao local, levando os ministros para a companhia do presidente.

Bolsonaro discursou ao lado de auxiliares diretos. Entre os ministros presentes estavam Ciro Nogueira (Casa Civil), Marcelo Queiroga (Saúde), Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), Marcelo Sampaio (Infraestrutura), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Carlos França (Relações Exteriores), Célio Faria (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral).Bolsonaro discursou ao lado de auxiliares diretos. Entre os ministros presentes estavam Ciro Nogueira (Casa Civil), Marcelo Queiroga (Saúde), Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), Marcelo Sampaio (Infraestrutura), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Carlos França (Relações Exteriores), Célio Faria (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também esteve no Alvorada, mas deixou o prédio antes do pronunciamento de Bolsonaro.

Podcast


Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre "Os primeiros passos da transição":

Fonte: g1             

Bolsonaro resolve falar depois de quase 48 horas

Ex-Presidente Bolsonaro

Pronunciamento de Bolsonaro em instantes 

Fonte: globonews                 

BLOQUEAR ESTRADAS É DESESPERO INÚTIL

Fonte: Meteoro Brasil

Em breve! A partir de 1º de janeiro de 2023

Fonte: whatsApp

O dólar abaixou e a Bolsa subiu no dia seguinte da eleição do  presidente Lula. Isto significa confiança no país.

"Vitória de Lula não vai dar fim ao caos"

"O bolsonarismo seguirá testando os nervos da democracia."

Por Carla Jimenez, The Intercept Brasil

"Acabou. Acabou o governo perverso, que fez o Brasil chorar de tristeza tantas vezes, que colocou o país num clima de eterna pandemia, que levou ao limite a sanidade mental de mais de 60 milhões de brasileiros que votaram contra ele neste domingo. Quando a apuração já mostrava uma vantagem irreversível de Lula, um áudio emocionado de uma pessoa que viu o pai morrer de covid-19, pela negligência deliberada do estado, pipocou no whatsapp. A dor misturada à emoção naquela voz mostrava de onde vieram os mais de 2 milhões de votos a favor de Lula que o separaram de Jair Bolsonaro. Apesar de tudo contra, da máquina pública abertamente a favor da campanha pela reeleição, o Brasil disse não a mais quatro anos de governo de ultradireita armamentista. 

O Nordeste salvou, Minas Gerais ajudou, e a organização da sociedade civil no Pará, incluindo as aguerridas comunidades indígenas, foi decisiva. Foram exatos 435.189 votos paraenses a mais para o antibolsonarismo num dos estados mais violentados pela política morticida contra a Amazônia. A resistência nos estados mais bolsonaristas, como o Paraná, ou o Mato Grosso do Sul, não pode ser desmerecida. É ela que vai ter ainda mais trabalho para reconstruir as pontes que foram rompidas e denunciar os abusos que seguirão sendo cometidos regionalmente. 

A vitória é fantástica, embora agridoce. Não só pelas perdas no caminho, os quase 700 mil mortos por covid-19, o desmatamento recorde nos biomas, os ataques ao SUS, à educação, à ciência e à cultura. Ou pela política de extermínio escancarada com Genivaldo de Jesus Santos, o homem assassinado numa câmara de gás improvisada no porta-mala de um carro da Polícia Rodoviária Federal em 26 de maio deste ano. É agridoce também porque o bolsonarismo está aqui, com Tarcísio de Freitas eleito governador de São Paulo, depois de uma campanha marcada pelo assassinato de um homem desarmado durante a visita do então candidato à comunidade de Paraisópolis neste segundo turno. Há, ainda, deputados e senadores recém-eleitos no Congresso que continuarão jogando abaixo da cintura, buscando holofotes a qualquer preço para evitar a perda da coroa.

Os caminhoneiros golpistas, que fecharam estradas no Sul e na Via Dutra no mesmo domingo da vitória de Lula, também fizeram questão de lembrar que a toada de caos seguirá, com a lógica da pressão pelo terror. Pedem intervenção militar e vão testar os nervos da democracia por muito, muito tempo. Vai ser preciso paciência. A mesma que foi necessária do primeiro para o segundo turno. 

A maioria dos eleitores que votaram contra Bolsonaro queriam que as eleições deste ano tivessem se encerrado em 2 de outubro. Mas o 1,8 milhão de votos que faltaram a Lula para fechar a fatura foi um recado contundente ao partido que já carrega as máculas de corrupção de outros carnavais. Ao fim e ao cabo, foram semanas didáticas entre os dois turnos. Os intermináveis 28 dias para chegar ao último domingo colocaram o Brasil tóxico do bolsonarismo em estado bruto. Dos disparos de fuzil de Roberto Jefferson em direção aos agentes da Polícia Federal que tentavam prendê-lo, ao teatro da deputada Carla Zambelli, de arma em punho para devolver uma agressão verbal proferida por um homem negro em São Paulo. Tudo filmado e viralizado em redes sociais, numa das eleições mais eletrizantes de que se tem notícia.

Os relatos de eleitores virando voto por algum desses episódios se multiplicaram. O choque com a violência de Jefferson, uma figura repulsiva que xingou a ministra Cármen Lúcia — uma cena inacreditável quando o público feminino era o mais disputado das eleições — e as mentiras de Zambelli desfeitas por inúmeros vídeos estarreceram até os próprios bolsonaristas. 

Para um outro público, que rejeitava os dois candidatos, os episódios falaram mais sobre as diferenças entre o lulismo e o bolsonarismo do que os debates dos presidenciáveis, como se pensou a princípio. Foi por pontos, mas venceu a melhor proposta na visão da maioria dos eleitores. 

 A vitória nessas condições, com 58 milhões de votos contra um governo do PT, precisa colocar o campo progressista para refletir e agir. O Lula vencedor não é o mesmo de 2002, assim como o Brasil não é o mesmo de 20 anos atrás. Muita água já passou por baixo desta ponte, e o eleitor que deu a vitória nas urnas ao petista está longe de ser fechado incondicionalmente com ele. Ele não ostenta botons de Che Guevara ou boné de Cuba na cabeça. Esse voto fechou com a democracia, com Simone Tebet e Marina Silva, com Fernando Henrique Cardoso — que conquistou votos decisivos para Lula na reta final —, e com a trupe de economistas Henrique Meirelles, Pérsio Arida e Armínio Fraga. 

O caminho é longo e de muitas nuances. Não há espaço para descansar sobre os louros. Que o diga o presidente do Chile Gabriel Boric, que derrotou o pinochetista José Antonio Kast no segundo turno das eleições de dezembro do ano passado com 56% dos votos contra 44% do adversário. Com apenas seis meses no cargo, Boric tinha só 27% de apoio popular, depois de uma frustrada mudança da Constituição.

Lula e toda a frente que o apoiou têm uma chance de fazer o Brasil dar certo. Será um trabalho aguerrido não só da classe política, mas de toda a sociedade. Nunca nos foi exigido tanto que a organização e disciplina parta de nós mesmos, enquanto cidadãos e nas instituições que ocupamos. A missão está no nosso colo: trabalhar para evitar as armadilhas do caminho. Limpar o veneno despejado pelo bolsonarismo vai levar anos, o que pede muito mais do que este voto de domingo. A trilha é longa e vai servir para testar a humildade do campo progressista, sem superioridade moral para afastar antigos aliados. Ainda estamos assustados com o fim do silêncio forçado pela política de terror do governo e precisamos usar a palavra para construir, não para tripudiar sobre os perdedores. Por ora, vamos celebrar a firmeza, o altruísmo e nossa fé a toda prova. Vencemos."

Fonte: The Intercept Brasil              

Cidadão reclama da ineficiência dos postos de polícia rodoviária (PRF) na Dutra, em função da paralisação antidemocrática dos caminhoneiros

Fonte: whatsApp

PM desrespeita a decisão do Ministro Alexandre de Moraes
Fonte: whatsApp

'Vitória de Lula não foi roubada e Bolsonaro deveria reconhecê-la'

Steve Bannon ex-assessor de Trump, em 2016 e de Bolsonaro em 2018

 Por FÁBIO ZANINI, Folha de S. Paulo

"Ao contrário do que diz o ex-estrategista do ex-presidente americano Donald Trump, Steve Bannon diz que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi "roubada" e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não deveria reconhecê-la.

"Não há possibilidade de o resultado das urnas eletrônicas estar correto. É preciso uma auditoria urna a urna, nem que demore seis meses. Nesse meio tempo, o presidente não deve aceitar sair", disse à reportagem.

Próximo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Bannon não deu detalhes de qual seria a suposta fraude, mas afirma que a auditoria deve envolver partidos, tribunais e militares. "O Brasil é grande demais para que se repita o que aconteceu nos EUA", afirmou.

Ele não disse se conversou com Bolsonaro ou alguns de seus aliados mais próximos. "Mas tenho certeza de que eles estão ouvindo minha voz", afirmou.

Bannon foi recentemente condenado a quatro meses de prisão por desacatar o comitê do Congresso americano que investiga a invasão do Capitólio, mas recorre em liberdade." 

Fonte: Folha de S. Paulo 

Bannon é um estrategista de extrema-direita que foi responsável pela campanha eleitoral de Donald Trump, em 2016, tornando-se assessor dele. E que em 2018, foi apresentado ao Bolsonaro, por Donald Trump, que está sendo investigado pelo ataque ao Capitólio (Congresso norte-americano), em 6 de janeiro de 2021. Este fato colocou a democracia em risco nos EUA, arquitetado pelo que tudo indica, por Steven Bannon.                                                               

Quem é Steve Bannon?

Fonte: OGM/2020