segunda-feira, 7 de novembro de 2022

"COP 27 começou neste domingo com expectativa por participação do futuro governo Lula; veja o que esperar"

No Egito com a presença do Presidente Lula representando o Brasil - Foto: Sayed  Sheasha/Reuters
"O g1 lista os pontos-chave da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece em Sharm el-Sheikh, no Egito."

Por Roberto Peixoto, g1

Fonte: globonews

"A 27ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 27, começa neste domingo (6) em Sharm El Sheikh, no Egito.

O evento deve durar cerca de duas semanas e tem um peso fundamental para ação climática global frente as mudanças climáticas. Por isso, cerca de noventa chefes de estado estarão presentes.

Um dos pontos de expectativa é sobre qual será a participação do futuro governo Lula no evento. O presidente eleito foi convidado e uma comitiva é aguardada no Egito. 

Mas o que é de fato a COP, qual a sua importância e o que será discutido na cúpula desse ano?

Abaixo, nesta reportagem, você vai ver:

1-O que é a COP 27?

  1. 2-O que deve ser discutido na COP 27?

  2. 3-Quem deve participar da COP 27?

  3. 4-Qual a importância da COP 27 ser realizada no Egito?

  4. 5-Como a Guerra na Ucrânia afetará a COP 27?

  5. 6-Quais resultados são esperados da COP 27?

O que é a COP 27? 


A COP 27 é 27ª conferência do clima da ONU, um evento que reúne governos do mundo inteiro, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas com o objetivo de debater e buscar soluções para a crise climática causada pelo homem.


A conferência vem sendo realizada anualmente desde 1995 (exceto em 2020, por causa da pandemia) e o termo COP é uma sigla em inglês que quer dizer "Conferência das Partes", uma referência às 197 nações que concordaram com um pacto ambiental da ONU do início da década de 1990.

O tratado, chamado de Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC), tem como principal objetivo estabilizar a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, combater a ameaça humana ao sistema climático da Terra.

O que deve ser discutido na COP 27?


Neste ano, embora diversos temas estejam na mesa, os principais que rondam as negociações são os seguintes: financiamento, mitigação, adaptação climática e perdas e danos. Veja a seguir uma explicação para cada.

  • Mitigação - como diminuir emissões de gases de efeito estufa

Na COP 27, todos os países reunidos devem adotar um “programa de trabalho para aumentar urgentemente a ambição e a implementação de mitigação”, como são chamados os esforços para reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, limitar o aquecimento bem abaixo de 2°C


Esse será um dos temas centrais do evento, que deve discutir como isso vai ser implementado e o que cada país está fazendo. Como a própria ONU afirmou que os planos atuais não são suficientes para evitar esse aquecimento “catastrófico” até 2030, há uma expectativa de que os países signatários do Pacto de Glasgow para o clima (o resultado formal da última COP) revisem seus planos climáticos.

"Essa é uma parte bastante técnica, uma parte de negociação. É quando a gente vê diplomatas fazendo as métricas de que um país realmente está fazendo, se ele está enrolando ou se ele está fora da curva de redução que ele prometeu", explica Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

"E tudo isso serve para colocar um pouco mais de pressão nas Partes, para não deixar solto os cortes das NDCs [sigla em inglês quer dizer contribuições nacionalmente determinadas, as metas climáticas dos países]".

Uma manifestante segura um cartaz com os dizeres: "Não existe vacina contra o aquecimento global", durante a Marcha pelo Clima, em Nantes, neste domingo (9) — Foto: Sebastien Salom-Gomis

  • Adaptação – como se preparar para a mudança do clima

Um outro tema importante este ano é o da adaptação, ou seja, como buscar ferramentas e soluções para reduzir nossa fragilidade frente à crise climática.

Como o aquecimento global tem efeitos diferentes no mundo, causando secas em alguns lugares, cheias em outros, na prática, isso diz respeito as respostas efetivas a esses problemas, como por exemplo, projetos de barragens marítimas para conter o aumento do nível do mar, ações de preparo para uma temporada de seca mais longa e intensa na Amazônia, etc.

E isso é algo que, historicamente, vem recebendo menos financiamento globalmente. Nessa COP, é esperado que os países reavaliem seus compromissos nacionais de adaptação.


O termo então que é usado então nas negociações da COP é o chamado “perdas e danos”, em referência aos estragos destrutivos que esses países não podem prevenir ou se adaptar com seus atuais recursos.

"Quando a gente fala de adaptação estamos falando em reduzir os impactos, quando a gente fala de mitigação estamos falando de reduzir emissões. Já perdas e danos diz respeito aos efeitos das mudanças climáticas que já ocorreram", explica Renata Amaral, sócia e líder da prática de Meio-ambiente, Consumidor e Sustentabilidade Trench Rossi Watanabe.

Embora essa não seja uma discussão recente, o debate sobre esse tipo de financiamento deve ganhar força esse ano.

Ministro de Tuvalu grava vídeo de dentro do mar para ser exibido na COP26. — Foto: Governo de Tuvalu/Redes sociais

  • Financiamento climático – uma promessa já descumprida

Mais uma vez, o financiamento vai ser um tema de destaque este ano -e não somente por causa das perdas e danos.

Como parte do Acordo de Paris, os países desenvolvidos prometeram aos países em desenvolvimento dar US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para ajudá-los a se preparar para as mudanças climáticas.

"E de 2019 pra cá o debate sobre financiamento ficou mais intenso por causa da volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris", avalia Astrini.

Apesar disso, esse é meta não vendo sendo cumprida e, por isso, há uma expectativa de que as negociações da COP 27 selem o que pode ser feito.

Quem deve participar da COP 27?


Mais de 190 países participarão da cúpula, incluindo o Brasil.

Cerca de 90 chefes de estado confirmaram sua presença, porém, alguns líderes mundiais não devem comparecer ao evento, enviando representantes do seu governo, como Vladmir Putin, presidente da Rússia.

Já o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou sua presença, assim como o premiê britânico, Rishi Sunak, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

O presidente Jair Bolsonaro, contudo, ainda não se manifestou. O g1 questionou o Palácio do Planalto sobre a ida do presidente, mas ainda não obteve resposta.

A expectativa, porém, é de que o presidente eleito Lula vá ao evento junto de uma comissão, que deve se reunir ao estande do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal do Brasil em Sharm el-Sheikh.

Qual a simbologia de a COP 27 ser no Egito?



“O Egito é uma escolha claramente ruim para sediar a COP 27 e recompensa o governo repressivo do presidente al-Sisi, apesar dos abusos terríveis de seu governo”, disse em um comunicado Joe Stork, vice-diretor do Oriente Médio da Human Rights Watch, logo após o final da COP de 2021.

Por outro lado, especialistas acreditam que a realização da cúpula em Sharm El Sheikh pode chamar atenção para os principais problemas climáticos e sociais que afligem o continente africano.

Apesar de sua baixa contribuição para as emissões de gases de efeito estufa, a África é considerada um dos continentes mais vulneráveis às mudanças climáticas.


Como a Guerra na Ucrânia afetará a COP 27?


Em represália a resposta de países europeus à invasão na Ucrânia, durante os últimos meses, a Rússia gradualmente diminuiu seu fornecimento de gás para a Europa.

Os russos forneciam 40% do gás usado na Europa antes da guerra na Ucrânia. Por isso, para compensar o corte no fornecimento do gás, diversos países europeus ampliaram o uso de fontes de carvão, um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

Gasodutos em uma estação na Alemanha, que é altamente dependente do gás russo. — Foto: Hannibal Hanschk/ Reuters

Apesar disso, a Agência Internacional de Energia acredita que que a crise de energia desencadeada pela guerra na Ucrânia deve acelerar a transição energética de diversos países por causa do aumento de investimentos em energias renováveis.

Aliado a isso, Astrini acredita que esse movimento que ele classifica como momentâneo e emergencial de virada para energias mais poluentes não vai ser um tema central de discussão da cúpula.

“A gente sempre teve COP com guerras acontecendo, mas o problema é que esta guerra está colocando em choque os Estados Unidos e a China, e o acordo de Paris só existe por causa dessas duas potências”, avalia o pesquisador.

“Esses dois países entram em uma rota de colisão que ameaça as negociações de uma forma geral. Agora isso pode até atrapalhar menos em clima que em comércio internacional, mas precisamos desses dois países construindo coisas juntos”.

Quais resultados devemos esperar da COP 27?


Apesar dos esforços e das promessas dos últimos anos, especialistas ouvidos pelo g1 ressaltam que essa não será uma COP dos acordos climáticos históricos. A cúpula de 2022 é tida como uma COP entre COPs.

Ainda assim, as negociações decididas em Sharm el-Sheikh têm um peso importante para frear as mudanças climáticas e devem permitir avanços significativos nas promessas definidas em Glasgow, como as discussões sobre perdas e danos, financiamento climático e adaptação."

Fonte: g1/Meio Ambiente                                           

domingo, 6 de novembro de 2022

Direitos assumidos: "Fuad prefeito de BH vai à parada LGBT: 'Orgulho do que está sendo feito hoje'

 Em conversa com a imprensa, Fuad disse estar 'muito alegre' com a sua participação no        evento   © Gladyston Rodrigues/EM/DA PRESS

Por Ana Mendonça, Estado de Minas, EM

"O prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman (PSD) compareceu na 23ª Parada do Orgulho LGBT, neste domingo (6/11), na Praça da Estação. Milhares de pessoas participam do evento, que ficou quase dois anos sem ser realizado por causa da pandemia de covid-19.                          

Em conversa com a imprensa, Fuad disse estar “muito alegre” com a sua participação no evento.

“Uma coisa dessas aqui, é Belo Horizonte mais feliz. Reunimos aqui 150 mil pessoas todas alegres, felizes e defendendo uma causa, um estado, e a diversidade. Belo Horizonte está de parabéns. Eu realmente espero que todos os belo-horizontinos se orgulhem do que está sendo feito hoje”, afirmou o prefeito.

Prefeito discursou na parada LGBT - © Gladyston Rodrigues/EM/DA PRESS

Fuad ainda relembrou que a parada, apesar de ser uma festa, é um ato político em defesa dos direitos LGBTIA+ e citou um artigo do jornal Estado de Minas sobre a festa. “Quem ama um igual, não é marginal. Você pode amar as pessoas independente de qualquer coisa. Aqui é um movimento de afirmação. A sociedade precisa reconhecer os direitos LGBTQIA . Somos todos iguais. O fato da minha orientação sexual ser uma, não me difere de ninguém”, disse.

Fuad ainda falou sobre a casa de acolhimento LGBTIA que será lançada no aniversário de Belo Horizonte. Para o prefeito, essa é uma demanda antiga e que é necessária. 

A 23ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte leva milhares de pessoas para a Praça da Estação, na Região Central da capital - © Gladyston Rodrigues/EM/DA PRESS

Parada reúne milhares 

A 23ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte leva milhares de pessoas para a Praça da Estação, na Regiao Central.
A edição deste ano tem como tema 'Orgulho de ser. Resistir para vencer'.  

“A expectativa para hoje é que seja uma parada alegre, festiva, de reencontros. Com o espírito renovado de que temos esperança pela frente”, disse Maicon Chaves, presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG)."

Fonte: Estado de Minas  

Alerta!

Fonte: whatsApp

"Bolsonaro fez com a PRF o que não conseguiu com a PF"

Bruno Lupion
 
Por Bruno Lupion - Especialista em políticas públicas e Justiça - DW
Bruno escreve sobre a interação entre governo e sociedade, e seu impacto na qualidade de vida e na democracia.

"Especialista em segurança pública afirma que presidente aparelhou a Polícia Rodoviária Federal para fins políticos. Ele cita como exemplo as operações no dia da eleição e prevê dificuldade para o desbloqueio de rodovias."

"As operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizadas no último domingo (30/10), dia do segundo turno da eleição, para fiscalizar veículos de passeio e ônibus especialmente na região Nordeste – onde o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva teve seu maior percentual de votos – levantou suspeitas sobre uma tentativa coordenada de interferência indevida no processo eleitoral e colocou essa força de segurança no centro do debate político brasileiro. 

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já havia determinado que essas operações não fossem realizadas no dia do pleito, mas a ordem foi desobedecida. 

No domingo, a coligação de Lula chegou a pedir que o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, fosse preso se não interrompesse as blitzes de trânsito. Moraes então reforçou sua determinação e foi atendido no início da tarde. 

O próprio Vasques havia pedido voto para o presidente Jair Bolsonaro em seu perfil no Instagram, reforçando as acusações de que a força de segurança teria sido aparelhada pelo presidente e estava sendo utilizada para seus fins políticos. Nesta segunda-feira, a PRF voltou ao noticiário diante da falta de ação contra caminhoneiros bolsonaristas que bloquearam diversas rodovias pelo país, em protesto contra o resultado eleitoral e a vitória do petista.  

Luis Flávio Sapori  - Foto: privat


"Sapori diz: "Novo governo Lula deveria rediscutir limites da Polícia Rodoviária Federal"

O sociólogo Luis Flávio Sapori, professor da PUC Minas e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em Segurança Pública (Cepesp), afirma em entrevista à DW que Bolsonaro, ao longo de seu governo, aproveitou-se do fato de que a PRF é uma força de segurança relativamente nova, sem tanta autonomia e coesão interna como a Polícia Federal (PF), para instrumentalizá-la. 

Em relação aos bloqueios das rodovias, Sapori considera ser de praxe a busca da PRF por uma ordem judicial que justifique o desbloqueio, mas projeta dificuldades para a normalização do tráfego enquanto Bolsonaro não der um sinal claro para os caminhoneiros que o apoiam agirem nesse sentido – e avalia ser possível que, mesmo com uma liminar judicial, a força de segurança não a execute com afinco. 

Sapori considera que uma prioridade do novo governo Lula deveria ser revogar a ampliação das competências da PRF estabelecida pela gestão Bolsonaro, e nomear um novo diretor-geral técnico e preocupado em garantir a autonomia da força de segurança. 

DW: Qual é a atribuição da Polícia Rodoviária Federal? 

Luis Flávio Sapori: Segundo a Constituição, o patrulhamento ostensivo e preventivo das rodovias federais para evitar a ocorrência de acidentes de trânsito, de crimes relacionados ao trânsito e de atividades criminosas que se utilizam das rodovias federais, como tráfico de drogas. Mas ela não tem atribuição de investigação criminal – caso identifique um crime, deve registrar e repassar para a Polícia Federal. 

Essa atribuição se expandiu durante o governo Bolsonaro? 

Sim, houve nítida expansão de atribuições, e não por mudança legislativa. Uma portaria do ministro da Justiça estabeleceu que a Polícia Rodoviária Federal pode desempenhar atividades de repressão ao crime organizado, ao tráfico de drogas, para além das rodovias federais.  

Baseada nela, o atual comando da Polícia Rodoviária Federal formou um grupamento de policiais especializado em ações táticas de repressão ao tráfico de drogas, que age apenas em operações específicas, e não preventivamente nas rodovias federais. Atua em cidades e em regiões de periferia atravessadas por rodovias federais para reprimir o tráfico de drogas ou quadrilhas que atuam no roubo de bancos no interior do país. 

Que dinâmica motiva a expansão dessas atribuições? 

Isso está relacionado à mudança do perfil no comando da instituição, com um diretor-geral muito alinhado política e ideologicamente ao presidente da República. Esse alinhamento significou uma instrumentalização da instituição, a serviço da perspectiva do governo Bolsonaro, que tem incentivado uma postura mais de enfrentamento armado ao tráfico de drogas.  

Houve uma aproximação do presidente da República com a Polícia Rodoviária Federal, em um momento em que ele teve um certo confronto com a Polícia Federal em função de aumentos não concedidos aos delegados da PF. O presidente acaba se apoiando mais na Polícia Rodoviária Federal, que tem merecido um tratamento diferenciado. 

Como uma instituição de estado cedeu a essa influência política do presidente? 

Esse fenômeno ficou mais claro no domingo de eleição, quando ela realizou indevidamente, contrariando decisão do Tribunal Superior Eleitoral, operações de fiscalização de transporte público em todo o interior do Brasil, principalmente em cidades do Norte e Nordeste, com claro viés de dificultar o acesso de eleitores aos pontos de votação. Provocou um grande constrangimento político e institucional, a ponto de o ministro presidente do TSE, Alexandre de Moraes, determinar a suspensão dessas operações, que estavam direcionadas para favorecer a candidatura do presidente da República. 

Isso está muito relacionado ao fato de ser uma polícia relativamente nova no Brasil, que surgiu há 40 anos, pouco antes da Constituição de 1988, e que não tem ainda uma identidade institucional delineada. Então é mais vulnerável, não tem ainda uma solidez interna a ponto de conseguir evitar esse manuseio político por parte do presidente. Algo que é um pouco diferente da Polícia Federal, que é mais sólida e autônoma, e de alguma forma mais resistente a essas vieses políticos e ideológicos. 

Temos que rediscutir com mais precisão até onde a Polícia Rodoviária Federal pode ir. Cabe ao [novo] governo Lula, recém-eleito, anular aquela portaria e definir com mais precisão as atribuições dessa organização.  

O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, chegou a pedir voto a Bolsonaro no seu Instagram e depois deletou o post. Como o sr. avalia esse gesto?  

Como indevido, indefensável e ilegal. Pelos próprios regulamentos internos das polícias brasileiras, os comandantes e os altos cargos de chefia não podem se manifestar politicamente, principalmente durante o período eleitoral. Ele violou o regulamento interno, tanto que retirou o post horas depois, e ficaria vulnerável a uma ação correcional interna se fosse uma instituição mais séria e autônoma. 

Ele está ali para reforçar a perspectiva de Bolsonaro de colocar as forças de segurança a serviço dos seus interesses pessoais. Bolsonaro tentou fazer isso na Polícia Federal. Não conseguiu, mas está conseguindo, infelizmente, na Polícia Rodoviária Federal. 

Moraes já havia proibido operações do tipo no dia da eleição, mas foram feitas mesmo assim, e a coligação de Lula chegou a pedir a prisão do diretor-geral da PRF se ele descumprisse a ordem. Depois, o presidente do TSE deu uma entrevista coletiva e jogou água na fervura, dizendo que as operações não haviam impedido os eleitores de votar. O sr. vê espaço para uma eventual responsabilização futura do diretor-geral da PRF? 

Do ponto de vista jurídico, é justificável uma ação administrativa correcional, considerando que, do meu ponto de vista, ele violou parâmetros legais da legislação eleitoral brasileira e desobedeceu uma decisão do presidente do TSE. Mas entendo que o ministro Alexandre de Moraes agiu politicamente, e acho que ele foi correto."

Fonte: DW Brasil

"Benefícios do café: saiba como a bebida contribui para a nossa saúde"

Benefícios do café: saiba como a bebida contribui para a nossa saúde© Shutterstock
 

Por Raquel Barreto, Alto Astral 

"Não há nada melhor do que um cafezinho para começar bem o dia, não é mesmo? Tanto é verdade que a bebida é a segunda mais consumida pelos brasileiros. Mas, apesar de o café ser querido por aqui, nem todo mundo conhece os benefícios dos grãozinhos para a saúde.

De acordo com uma pesquisa publicada em setembro pela European Journal of Preventive Cardiologybeber 150 ml de café moído ou instantâneo por dia pode auxiliar na redução de até 27% de risco de doenças cardíacas e até mesmo na morte precoce

Além disso, os pesquisadores identificaram algumas “reduções significativas” no risco de doença cardíaca coronária, insuficiência cardíaca congestiva e acidente vascular cerebral no consumo diário.              

O café combate o cansaço e inflamações causadas pelo envelhecimento – Foto: Shutterstock© Fornecido por Alto Astral

E ainda que o hábito de beber seja feito de forma sensorial, quem trabalha no ramo percebe a alta procura pelo café no dia a dia. “As pessoas gostam de beber café, seja para compartilhar um momento com alguém, na hora de ir para o trabalho ou para escola ou até mesmo para fazer uma pausa ao longo do dia. O café faz parte do cotidiano do brasileiro. É uma paixão nacional”, afirma Vinicius Delatorre, diretor operacional de uma rede de cafés especiais do Brasil.

Assim, pensando nas vantagens que a bebida pode trazer para a saúde e bem-estar das pessoas, conheça alguns benefícios do café ao incluí-lo na rotina: 

Estimulante natural

A bebida é uma fonte de energia, deixando o organismo mais ativo, combatendo o cansaço e deixando o corpo em estado de alerta. Assim, também pode funcionar como um auxílio para o aumento da capacidade de aprendizagem e da resistência física corporal. 

Reduz a chance de câncer de fígado

Dados de um estudo realizado pela Queen’s University Belfast, no Reino Unido, comprovam que quem consome 50 ml de café regularmente pela manhã tem 50% menos chance de desenvolver carcinoma hepatocelular, conhecido popularmente como câncer de fígado. 

Combate às inflamações

De acordo com uma pesquisa publicada em 2016, pela Universidade de Stanford, a cafeína é uma das responsáveis por agir contra a inflamação do corpo causada pelo envelhecimento, assim, a bebida se torna um anti-inflamatório não convencional."

Fonte: Alto Astral / Mais1 Café, rede brasileira de cafés especiais.