quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Jornal da Cultura | 10/11/2022 - Enem tem o menor nº de Inscrições em 2016 eram 8 milhões inscritos. Este ano 3,2 milhões

Fonte: Jornal da Cultura, TV Cultura, SP

Presidente Lula se emociona ao falar dos 33 milhões de brasileiros que passam fome

Presidente Lula se emociona ao falar dos  brasileiros(as) que passam fome!
 

"Presidente discursou para políticos aliados em Brasília e também disse que vice-presidente eleito Geraldo Alckmin não será ministro."



Por g1/Brasília

"O presidente eleito Lula (PT) chorou nesta quinta-feira (10) durante um discurso em Brasília ao afirmar que mantém o compromisso com combate à fome no país.

Lula discursou nesta quinta durante uma reunião com políticos aliados no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona a transição de governo. Entre os presentes ao encontro também estavam o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann.

"Se quando eu terminar este mandato, cada brasileiro estiver tomando café, estiver almoçando e estiver jantando, outra vez eu terei cumprido a missão da vida", disse Lula.

Nesse instante, o presidente eleito começou a chorar. Lula, então, foi aplaudido pelos presentes ao encontro.

Na sequência, Lula retomou a palavra e disse que "jamais esperava" que a fome "voltasse" ao Brasil.

Segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, mais de 30 milhões de pessoas passam fome no Brasil.

"Desculpem, mas o fato é que eu jamais esperava que a fome voltasse a este país. Jamais. Quando deixei a Presidência da República, imaginava que nos dez anos seguintes este Brasil estaria igual à França, estaria igual à Inglaterra, teria evoluído do ponto de vista das conquistas sociais", acrescentou.

Alckmin

No mesmo discurso, Lula disse que Alckmin não será ministro do futuro governo.

Ex-governador de São Paulo, Alckmin coordena a equipe e dividiu os trabalhos em grupos, que discutem, por exemplo, saúde, desenvolvimento social e economia.

Ainda no discurso, Lula afirmou que os "perdedores" da disputa eleitoral vão ter o direito de "escrever" a história do país e participar do processo de transição de governo.

"A gente costuma dizer que quem conta a história de uma nação são os vencedores, os perdedores não têm o direito de escrever. Nesse caso eu queria dizer pra vocês: os perdedores vão ter o direito de escrever e vão ter o direito de participar desse processo de transição e desta governança", afirmou o presidente eleito.


Visita de Lula ao CCBB



Entre os integrantes da equipe de transição estão a senadora Simone Tebet, os economistas Persio Arida e André Lara Resende, e os ex-ministros Alexandre Padilha, Humberto Costa, Aloizio Mercadante e Nelson Barbosa.


Lula se reúne com os presidentes da Câmara, do Senado, do STF e do TSE
  

Lula se reúne com os presidentes da Câmara, do Senado, do 

STF e do TSE


Agenda em Brasília


Lula chegou a Brasília na noite da última terça (8). Nesta quarta (9), o petista se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber; e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que Lula faz em Brasília uma agenda em busca da estabilidade institucional, movimento que tem sido chamado internamente de "reconstrução nacional", em razão das polêmicas em que Bolsonaro se envolveu com os demais poderes nos últimos anos.

Nesta quarta, em entrevista coletiva após os encontros com as autoridades, Lula disse ser "plenamente possível" recuperar a "normalidade" nas relações entre as instituições."

Fonte: g1/Brasília                        

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Jornal da Cultura | 09/11/2022 - Homenagem a Gal Costa e Rolando Boldrin que a Cultura Brasileira perdeu hoje

Fonte: Jornal da Cultura, TV Cultura, SP

"No Jornal da Cultura desta quarta-feira, você vai ver: Brasil perde Gal Costa e Rolando Boldrin no mesmo dia; Lula se reúne pela primeira vez com Arthur Lira e ministros do STF; Nomes da equipe de transição dão indícios dos rumos da economia no novo governo; Ministério da Defesa entrega relatórios sobre eleições e não encontra fraudes; Eleições nos Estados Unidos apontam enfraquecimento dos republicanos e derrota de aliados de Trump; Busca de dinheiro para países pobres domina discussões na Conferência da ONU sobre o Clima.
Para comentar essas e outras notícias, Karyn Bravo recebe o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas Gesner Oliveira, e o sociólogo e professor de Ciência Ambiental da USP Ricardo Abramovay."
#JornaldaCultura

Homenagem do Jornal da Cultura a Rolando Boldrin, que morreu também nesta quarta-feira

Fonte: Jornal da Cultura, TV Cultura

Nesta quarta-feira, 9 de novembro de 2022 perdemos dois ícones da Cultura Brasileira,
pela manhã Gal Costa e à tarde Rolando Boldrin. São dois estilos diferentes, mas que vão deixar saudades.

Rolando Boldrin morreu à tarde. Um grande contador de "causos", mas ele era mais: era compositor, cantor, ator e fez diversas novelas nas extintas emissoras de TV Excelsior, Tupi.

Ele por ter feito par romântico diversas vezes com Irene Ravache, Rolando com bom-humor, até brincava que ela iria pedir pensão. 

Rolando Boldrin declama "Quando eu morrer" de Vinícios de Morais

Fonte: arquivo 98

Relatório das urnas: Moraes comenta parecer da Defesa e reafirma segurança das urnas eletrônicas

Fonte: UOL

Um dia de Luto na Cultura Brasileira. Brasil perdeu hoje à Gal Costa aos 77 anos


       "Um anjo novo chegando no céu para enCantar" 
     (Édi Pereira)

Essa Força Estranha que ela representava com sua voz cristalina e bela reconhecida no mundo todo.

Ela estava com uma turnê marcada chamada "Várias Pontas da Estrela", com todos os ingressos vendidos para o mês de novembro, mas por orientação médica, depois da retirada de um nódulo na fossa nasal direita, teve de cancelar os shows que foram transferidos para dezembro. Mês em que ela iria também para Portugal e Londres.

Capa do LP de Gal Costa, em 1973

Dona de uma voz inconfundível, Gal era uma mulher revolucionária, que bancou a censura em plena ditadura militar, mostrando a ousadia na capa de seu LP "Índia", de biquini vermelho, e na contracapa aparece com seios no meio de umas folhagens, como sugeria o título do LP, na década de 1970, (tanto é que seu LP foi vendido em um invólucro preto), na época dos "Anos de Chumbo", enquanto durava o Ato Institucional nº5, o AI-5. 

Contracapa do LP índia de Gal Costa 

Sempre antenada nas questões políticas do país, mostrou os seus seios cantando "Brasil" de Cazuza. Sempre transgredindo.  


Uma intérprete inesquecível para uma geração e as novas também, pois Gal era versátil cantava desde Caetano, Gil, Djavan, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos até Marília Mendonça, Nando Reis, Fábio Jr; entre outros. Ela estava sempre aberta ao novo. Gal é a musa das cantoras atuais e do público brasileiro. Gal é o amor, simples assim. Gal cantava só o que mexia com ela com as emoções.

Seu nome é Gal

A baiana Gal Costa integrou os "Doces Bárbaros", formado pelos também baianos Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil. E ela foi a resistência da tropicália enquanto Caetano e Gil estavam exilados em Londres. O ato de cantar era um ato político também. 

Fonte: Biscoito Fino

Amigos(as), entre elas, Maria Bethânia muito emocionada fala da perda de Gal, Ney Matogrosso, Caetano e Gil.

Fonte: O povo online


Fonte: g1/bom dia Rio de Janeiro                

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Lula disse: "quem participa da transição não será ministro"

Reunião de Transição em Brasília
Por globonews

"jornada Nacional de Luta pela Moradia - Campanha Despejo Zero!

 Jornada Nacional de Luta pela Moradia. Fonte: Campanha Despejo Zero


:

Por Gilvander Moreira

"Dia 31 de outubro último (2022) venceu o prazo da ADPF 828 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental da Constituição), do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia despejos no país no campo e na cidade, em ocupações coletivas e em casos de inquilinos individuais durante a pandemia. Os partidos PSOL e PT, RENAP e Terra de Direitos, e dezenas de outras Organizações de Direitos Humanos pleitearam pela 4ª vez “a extensão do prazo da medida liminar concedida até que advenha o julgamento de mérito da ADPF 828, ou por mais 6 (seis) meses ou até que cessem os efeitos sociais e econômicos da Pandemia da covid-19 e, deste modo, continuem sendo e/ou sejam suspensos todos os processos, procedimentos ou qualquer outro meio que vise a expedição de medidas judiciais, administrativas ou extrajudiciais de remoção e/ou desocupação, reintegrações de posse ou despejos de famílias vulneráveis, enquanto perdurarem os efeitos sanitários, sociais e econômicos da Covid-19.” O ministro do STF Luis Roberto Barroso não estendeu o prazo da ADPF 828. Entretanto, o ministro Barroso determinou um Regime de Transição para que, “de forma gradual e escalonada”, “para não geral convulsão social”, se retome o cumprimento de reintegrações de posse, mas com a condição de que seja garantido alternativa digna, adequada e prévia para todas as famílias das ocupações para que o direito à moradia seja garantido, conforme prescreve a Constituição Federal de 1988.


A brutal injustiça agrária no Brasil, que concentra 50% da terra nas mãos de apenas 2% de pessoas ou empresas, tem impulsionado um imenso êxodo rural nos últimos cinquenta anos e gerado uma dramática injustiça urbana, que leva à existência atual de um altíssimo déficit habitacional no país, com mais de 6 milhões de famílias sem moradia no Brasil e sendo que mais da metade da população de 215 milhões de pessoas vive em condições inadequadas de moradia, e 52%, segundo dados de 2019, pagam aluguel acima de 30% de sua renda. Nos últimos quatro anos, com o empobrecimento das famílias, durante o desgoverno do inominável, aumentou-se o número e a quantidade de favelas nas cidades médias e grandes do Brasil. Pesquisa realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2021 revelou que 31% das pessoas estão na rua há menos de um ano, sendo 64% por perda de trabalho, moradia ou renda. Destes, 42,8% afirmaram que, se tivessem um emprego, sairiam das ruas.


Pesquisa do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (POLOS-UFMG) revelou que, em 2019, eram 174.766 pessoas em situação de rua no país, enquanto, em setembro de 2022, o número saltou para 213.371[5]. A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN), registra o avanço da fome: são 15,5% de domicílios com pessoas passando fome, o que corresponde a 33,1 milhões de pessoas.

Estão em ocupações famílias inteiras, pessoas desempregadas que, para não irem para as ruas, ocuparam terrenos e prédios abandonados, que não cumpriam sua função social. Cerca de 75% de quase um milhão de pessoas ameaçadas de despejo são mulheres, crianças e idosos; são pessoas que não suportam mais a pesadíssima cruz do aluguel ou a humilhação que é sobreviver de favor nas costas de parentes ou ainda sobreviver nas ruas.

STF proíbe despejo sem alternativa adequada e prévia

Foi imprescindível e vital a decisão do STF de suspender os despejos durante a pandemia da covid-19. O STF acolheu reivindicação da Plataforma Despejo Zero, Campanha Nacional por Despejo Zero, integrada por 175 Movimentos Sociais Populares e Organizações de defesa dos Direitos Humanos. Se a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da comunidade científica era ficar em casa para evitar pegar covid-19, teria sido um massacre brutal empurrar para as ruas cerca de 500 mil famílias, cerca de 2 milhões de pessoas, que estão em ocupações no campo e na cidade no país. Atualmente, segundo levantamento da Plataforma Despejo Zero, se tivesse simplesmente terminado a ADPF 828, a que proibiu os despejos até 31/10/2022, cerca de 200 mil famílias, ou seja, quase 1 milhão de pessoas, seriam despejadas imediatamente e jogadas na rua.


Entretanto, após adiar por três vezes a proibição de despejos durante a pandemia, exceto os ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça, nove ministros do STF, dia 02/11/22, confirmaram a decisão do ministro Luís Barroso que determinou um Regime de Transição para os tribunais lidarem com as Ocupações coletivas que estão sob decisões judiciais de reintegração de posse. Segundo o Regime de Transição determinado pelo STF, os tribunais estaduais e regionais federais devem criar imediatamente Comissões de Conflitos Fundiários para mediar os conflitos que envolvem todas as famílias em ocupações que estão sob decisão judicial que manda despejar quem está em ocupações. 


As Comissões devem ser permanentes e ter a presença permanente de órgãos públicos municipais, estaduais e federais de habitação, regularização fundiária, assistência social, saúde e de proteção de direitos de vulneráveis (ex.: conselho tutelar), além da Defensoria Pública e do Ministério Público. E devem ter como referência o modelo bem-sucedido adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná”, definiu o STF. Diz a decisão do STF: “As Comissões de Conflitos Fundiários devem fazer visitas técnicas, audiências de mediação e, principalmente, propor a estratégia de retomada da execução de decisões suspensas pela presente ação, de maneira gradual e escalonada”.

As Comissões têm o “objetivo de mediar conflitos fundiários de natureza coletiva, rurais ou urbanos, de modo a evitar o uso da força pública no cumprimento de mandados de reintegração de posse ou de despejo e (r)estabelecer o diálogo entre as partes”. Frise-se que a decisão do STF exclui o uso da força pública (de polícia) na execução do despejo. Ou seja, as Comissões de Conflitos fundiários dos Tribunais devem ser exitosas na construção de justa mediação de forma que garanta o direito à moradia. Logo, as Comissões não poderão ser “só proforma” e encaminhar despejo após sua atuação. “As Comissões poderão atuar em qualquer fase do litígio, inclusive antes da instauração do processo judicial ou após o seu trânsito em julgado”, diz a decisão do STF. 


As Comissões deverão ainda “atuar na interlocução com o juízo no qual tramita a ação judicial, interagir com as Comissões de Conflitos Fundiários instituídas no âmbito de outros poderes e órgãos, como o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, a Defensoria Pública etc.” “Nos casos judicializados, as Comissões funcionarão como órgão auxiliar do juiz da causa.” A decisão do STF enfatiza ainda: “Os juízes devem ponderar os impactos sociais da execução das reintegrações de posse e atuar, nos limites da sua jurisdição, a fim de evitar ao máximo a violação de direitos fundamentais.”  

Na decisão do STF o ministro Luis Barroso enfatiza: “Volto a registrar que a retomada das reintegrações de posse deve se dar de forma responsável, cautelosa e com respeito aos direitos fundamentais em jogo, ou seja, apenas quando se comprovar realmente que é justa a decisão de reintegração de posse e após se arrumar alternativa digna, prévia e adequada de moradia, se faculta a realização de despejo. Despejo forçado, jamais, pois violenta os direitos fundamentais da pessoa humana assegurados na Constituição de 1988.


Das alternativas dignas e prévias que abram espaço para despejo precisam estar excluídos como suficientes o cadastramento pelo poder público municipal e inclusão em fila de espera da moradia, o envio para abrigos públicos, por serem insalubres, inadequados e com rígidas restrições à liberdade das pessoas, e o pagamento de auxílio aluguel, (auxílio moradia), por ser migalha super contraditória: a) o valor é insuficiente, só uns 30% do que se precisa para alugar moradia digna; b) Em muitos casos, as prefeituras param de pagar após alguns meses; c) Hiperinflaciona os aluguéis na cidade; 4) Desresponsabiliza o prefeito, o governador e o presidente sobre a necessidade de implementar política pública de moradia efetiva para todo o povo, o que joga novamente as pessoas nas ruas ou as forçam a fazer outras ocupações. 

O STF determinou respeito à dignidade humana e que em casos de decisões administrativas que exijam despejo de pessoas vulneráveis “não pode haver a separação das pessoas do núcleo familiar” em caso de oferecimento de abrigamento público ou outras moradias dignas. O justo e constitucional é proibir definitivamente despejo de ocupações onde se comprove que a propriedade estava ociosa, abandonada e sem cumprir a função social, pois as ocupações coletivas por necessidade são uma forma de pressão constitucional assegurada por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em jurisprudência da lavra do ex-ministro Luiz Vicente Cernicchiaro, para que se cumpra o direito à terra e à moradia, assegurado na Constituição. Contudo, a decisão do STF é um passo importante, uma opção ética e responsável para lidar com a injustiça agrária e urbana que causa as ocupações e de como resolvê-las de forma justa, ética e pacífica. É imprescindível que o juízo de um conflito fundiário urbano ou rural verifique pontos como a existência de título válido por quem demanda a desocupação e o cumprimento da função social do imóvel por seu titular.



Em Minas Gerais, a decisão do STF, acima referida, na prática, exige o fortalecimento e a ampliação da autonomia da Mesa de Negociação do Governo de MG com as Ocupações e do CEJUSC (Central de Conciliação do TJMG) que deverão lidar de forma responsável socialmente com todos os conflitos urbanos e camponeses. 

Esperamos sensatez, espírito ético e republicano dos tribunais no cumprimento da decisão do STF. Por isso, todos nós dos Movimentos Sociais e todo o povo das Ocupações seguiremos lutando. Enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito e o direito à moradia precisa ser garantido. Todo despejo é desumano e brutal, pois destrói moradias, histórias, sonhos e mata de muitas formas as pessoas. Viva a luta por acesso à terra e à moradia!  


O STF determina que sejam seguidas as Resoluções n.º 10/2018 e n.17/2021 do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e a Resolução nº 90/2021 do Conselho Nacional de Justiça, que “recomenda aos órgãos do Poder Judiciário a adoção de cautelas quando da solução de conflitos que versem sobre a desocupação coletiva de imóveis urbanos e rurais durante o período da pandemia do Coronavírus (Covid-19).” Portanto, seguiremos lutando para que o Congresso Nacional aprove lei no sentido de adequar a política fundiária e habitacional do país que garantam justiça agrária e urbana. É injustiça voltar a despejar desconsiderando a análise da função social da propriedade e sem alternativa adequada e prévia. Uma leitura atenta da decisão do STF conclui que fica proibido despejo sem alternativa adequada e prévia.


Fonte: frei Gilvander Moreira, CPT - Comissão Pastoral da Terra e CPH - Comissão pelos Direitos Humanos

Frei Gilvander Moreira

Frei Gilvander Moreira  escreve para o Jornal

O Guardião da Montanha, às terças-feiras.

Frei e padre da Ordem dos carmelitas; 
doutor em Educação pela FAE/UFMG; 
licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma, Itália; agente e assessor da CPT/MG, assessor do CEBI e Ocupações Urbanas; prof. de Teologia bíblica no SAB (Serviço de Animação Bíblica), em Belo Horizonte, MG   

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Roda Viva | Hélio Santos | 07/11/2022

Fonte: Roda Viva, TV Cultura, SP

"O Roda Viva recebe o escritor, professor e ativista Hélio Santos nesta segunda-feira (7).

Doutor em Administração pela Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA-USP), foi precursor do sistema de cotas para negros nas universidades nos anos 90. A lei, implantada no governo de Dilma Rousseff (PT), completou dez anos em 2022, mas ainda é polêmica e será tema de discussão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Há 20 anos, quando publicou o livro ‘A busca de um caminho para o Brasil: A trilha do círculo vicioso’, esteve no centro do programa. Agora, ele acaba de lançar a coletânea ‘A resistência negra ao projeto de exclusão social - Brasil 200 anos’. São 33 textos de autores negros e negras como Sueli Carneiro, Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Kabengele Munanga, Djamila Ribeiro e Michael França."
O Roda Viva contará com uma bancada de entrevistadores formada por Afra Balazina, da Fundação SOS Mata Atlântica; Catia Seabra, repórter especial da Folha de S. Paulo; Cristiane Agostine, repórter de política do jornal Valor Econômico; Rodrigo Piscitelli, repórter da TV Cultura; e Sérgio Roxo, repórter da sucursal de São Paulo do jornal O Globo.
A apresentação é de Vera Magalhães.

Fonte: TV Cultura, SP

Jornal da Cultura | 07/11/2022 - Profissionais liberais são boicotados pelos bolsonaristas. Plástico prejudica a natureza

Fonte: Jornal da Cultura, TV Cultura, SP

"No Jornal da Cultura desta segunda-feira, você vai ver: Lula (PT) passa o dia em reuniões em São Paulo para discutir principais pautas do governo de transição; parlamentares participam em peso, em plena segunda-feira, de cerimônia que deu ao piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton o título inédito de cidadão honorário brasileiro; manifestantes bolsonaristas atacam policiais rodoviários no Pará e em Santa Catarina; Ministério Público Federal apura se houve ação política em eventual omissão de policiais nas paralisações; e nova subvariante da Ômicron pode ser a causa do aumento recente de casos Covid-19 no Brasil."
Para comentar essas e outras notícias, Karyn Bravo recebe o empresário Emerson Kapaz e o médico patologista Paulo Saldiva
#JornaldaCultura

"Bolsonaristas convocam greve para segunda e caminhoneiros dizem que não organizam atos"

 "Bolsonaristas convocam greve para segunda e caminhoneiros dizem que não organizam
atos"
Por FERNANDA BRIGATTI E CLAYTON CASTELANI, Folha de S. Paulo

"Bolsonaristas que estão nas manifestações antidemocráticas iniciadas no domingo (30) começaram a convocar para segunda (7) uma possível "greve geral", em que pedem adesão de empresários.

Um convite para o movimento com ares de locaute (greve de empresas, hoje proibida pela legislação) passou a circular em redes sociais e nos grupos de WhatsApp e de Telegram de pessoas envolvidas com as manifestações.

Na noite deste domingo (6), porém, balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal) aponta que os atos antidemocráticos estão chegando praticamente ao final nas estradas, com apenas dois pontos de bloqueio parcial em rodovias do país. O estado de Rondônia voltou a registrar uma interdição em rodovias federais por manifestantes neste domingo. As interdições ocorrem em Vilhena (RO) e Altamira (PA). A PRF já acabou com mais de mil bloqueios desde o último domingo (30).

Nesses grupos, vem sendo amplamente divulgada a mentira de que há comprovação ou fortes indícios de que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha sido obtida mediante fraude eleitoral.

Inicialmente espalhadas por rodovias em diversos estados, as manifestações passaram a se concentrar em frente aos comandos do Exército nas cidades, onde bolsonaristas inconformados com os resultados das urnas pedem "intervenção federal" e "intervenção militar". Neste domingo (6), manifestantes que estavam em frente ao Quartel Geral do Exército, em Brasília, falavam sobre a possibilidade de uma greve geral. Havia apenas uma centena de participantes no local.

Segundo as mensagens, a organização estaria sendo feita pelo MNRC (Movimento Nacional de Resistência Civil), grupo que pede a impugnação das eleições e a destituição de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Feche sua empresa, indústria, fábrica e comércio e vamos lutar contra a instalação do comunismo", diz o convite distribuído nesta sexta.

REPRESENTANTES DE CAMINHONEIROS DIZEM QUE NÃO ORGANIZAM ATOS

Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), disse que vídeos antigos, sobre as manifestações de 7 de Setembro, voltaram a circular para propositalmente confundir as pessoas sobre uma nova manifestação nesta segunda (7) e, devido à grande circulação entre os grupos de caminhoneiros desse material, ele espera paralisações em todos os estados da região Sul. "São vídeos antigos, mas qualquer motivo é suficiente para inflamar uma minoria que não aceitou o resultado da eleição", disse.

"Chorão" faz um pedido a categoria dos caminhoneiros

Wallace Landim, o Chorão, também afirma que vídeos antigos, do 7 de setembro, estão sendo reaproveitados para inflamar manifestações que não têm qualquer organização de grupos ligados a caminhoneiros. Ele diz que o que se "vê são atos organizados junto a empresas nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso" e que "90% dos caminhões de empresas que aparecem nos vídeos são ligadas ao agro".

Ele disse estar triste em ver que empresários, políticos e outros apoiadores de Bolsonaro estão usando "o nome do movimento dos caminhoneiros, por causa da força que a gente tem, para promover atos antidemocráticos", comentou. "O que estamos vendo é um risco de locaute".

A ABTTC (Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Transportadoras de Contêineres) informou não ter recebido notificações sobre eventuais paralisações nesta segunda (7) e está se planejando para um dia normal de trabalho.

Daniel Reis de Paula, o Queixada, presidente da associação de caminhoneiros em Oliveira-MG, diz que não há participação organizada de caminhoneiros em qualquer protesto previsto para amanhã. "Não tem nada a ver com caminhoneiros isso", diz.

Chorão, Queixada e Dahmer mencionaram que, de algum modo, as paralisações estão sendo promovidas ou apoiadas por empresários e fazendeiros, que fornecem alimentos para manifestantes, param caminhões de suas frotas nas estradas e até mesmo despejam entulho e terra em alguns trechos.

ENTIDADES EMPRESARIAIS VEEM MOVIMENTOS LOCALIZADOS

Entidades empresariais e sindicatos patronais ouvidos pela Folha de S.Paulo disseram não ter conhecimento de adesão à convocação. Não está descartado, porém, que individualmente donos de comércios e fábricas decidam pela paralisação, mas, até sexta a percepção era de que não havia clima para um locaute.

Na última semana, dezenas de empresas em Sinop (MT) anunciaram, na terça (1º), que fechariam as portas mais cedo para aderir às manifestações contrárias ao resultado das eleições.

Na quinta (3), a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Canoinhas, em Santa Catarina -estado que, ao lado de Mato Grosso, concentrou o número de bloqueios de estradas e rodovias- divulgou um comunicado em que convoca os comerciantes "que compartilham do mesmo ideal" a participarem do que chamaram de "movimento democrático".

No comunicado, assinado pelo presidente da entidade, Cirineu Novak, o CDL recomenda que "caso não queiram fechar seus comércios", que perguntem aos funcionários se ele querem participaram do movimento e que façam o revezamento de pessoal.

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina também divulgou posicionamento em rede social, no qual disse apenas que reconhece o direito de as pessoas expressarem seu descontentamento, desde que isso não viole o direito de ir e vir nem afete o desenvolvimento econômico.

Segundo a procuradora regional do trabalho Adriane Reis de Araújo, da Coordigualdade (coordenadoria de promoção da igualdade no trabalho), já começam a chegar ao MPT (Ministério Público do Trabalho) denúncias de empresas encaminhando trabalhadores para protestos.

Se a empresa quiser fechar as portas e dispensar seus empregados no dia de um ato, por exemplo, ela pode, mas não pode obrigá-los a participar de quaisquer ações.

Entidades nacionais, como CNI (Confederação Nacional da Indústria) se manifestaram contrárias aos protestos.

A CNI afirmou que é "veementemente contrária a qualquer manifestação antidemocrática que prejudique o país e sua população".

Fonte: Folha de S. Paulo

Nova onda da Covid-19, traz aumento de casos.

Volte a usar máscaras em lugares públicos fechados

"É preciso reforçar a estratégia da vacina", diz infectologia do Hospital Emílio Ribas, SP


A Covid-19 não dá trégua

Fonte: globonews

Ato Público em Mariana, MG: Sete anos de crime continuado da Samarco, Va...

Fonte: frei Gilvander Moreira

"Ato Público e Marcha em Mariana, MG: Sete anos de crime continuado da Samarco, Vale e BHP, a partir de Bento Rodrigues. Cadê a justiça? Impunidade até quando? Vídeo 2 – 05/11/22

Filmagem, Edição e Divulgação: Frei Gilvander Moreira, da CPT, do CEBI, do SAB e da assessoria de Ocupações e Movimentos Populares, em Minas Gerais.
Acompanhe a luta pela terra e por Direitos também via www.gilvander.org.br – www.freigilvander.blogspot.com www.cebimg.org.br - www.cptmg.org.br - www.cptminas.blogspot.com.br

Todos os vídeos, músicas e imagens utilizados no vídeo pertencem aos seus respectivos proprietários."

Fonte: frei Gilvander Moreira