sábado, 13 de maio de 2017

Gravidez na adolescência cai, mas supera meio milhão de casos

Com informações da Agência Brasil


Gravidez na adolescência
“A gravidez na adolescência registrou queda de 17% no Brasil, segundo dados preliminares do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), divulgados pelo Ministério da Saúde.

Em números absolutos, a redução foi de 661.290 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos em 2004 para 546.529 em 2015.

Segundo o ministério, a queda no número de adolescentes grávidas está relacionada a vários fatores como expansão do programa Saúde da Família, que aproxima os adolescentes dos profissionais de saúde, mais acesso a métodos contraceptivos e ao programa Saúde na Escola, que oferece informação de educação em saúde.

As crianças nascidas de mães adolescentes representaram 18% dos 3 milhões de nascidos vivos no país em 2015.

Gravidez adolescente por região
A região com mais filhos de mães adolescentes é a Nordeste (180.072 - 32%), seguida da Região Sudeste (179.213 - 32%). A Região Norte vem em terceiro lugar com 81.427 (14%) nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos, seguida da Região Sul (62.475 - 11%) e da Centro-Oeste (43.342 - 8%).

Entre os casos extremos estão oito nascimentos de mães com menos de 10 anos de idade: 3 no Pará e um caso cada no Maranhão, Ceará, Rio grande do Norte, Bahia e Goiás.

Os dados indicam que 66% dos casos de gravidez em adolescentes são indesejados e que, para reduzir esses casos, é necessário investir em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo.

Para prevenção da gravidez, o governo distribui ainda a pílula combinada, de anticoncepção de emergência, minipílula, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, e diafragma, assim como preservativo feminino e masculino.”



Fonte: Agência Brasil

Por que as músicas de hoje não têm mais introduções instrumentais?





Redação do Diário da Saúde

Introdução musical
“Lembra-se daquelas introduções instrumentais nas baladas pop dos anos 1980, normalmente longas e dramáticas?

Pois elas se foram quase completamente.

As introduções, que duravam em média mais de 20 segundos em meados dos anos 1980, têm agora apenas cerca de 5 segundos de duração.
Mudança de gosto? Talvez não.

O culpado parece ser o reduzido limiar de atenção dos jovens da geração atual, que não se mostram dispostos a ficar esperando um tempão para "ver no que a música vai dar" - se demorar demais, eles simplesmente clicam no botão para checar a próxima música.

Esforço musical
Hubert Léveillé Gauvin, da Universidade do Estado de Ohio (EUA), reconhece que a redução no limiar de atenção dos jovens tem-se reduzido com a estreita colaboração da tecnologia.

Avançar uma fita cassete ou mover o braço de um toca-discos levava tempo e exigia esforço; quem ouvia música principalmente pelo rádio, então, não tinha nenhuma opção. Mas os serviços de streaming atuais não têm esses inconvenientes, e saltar para a próxima música não requer esforço e nem tempo de espera.


Depois de analisar centenas de músicas que ficaram na lista das 10 mais tocadas e 1986 a 2015, Gauvin constatou não apenas o quase desaparecimento das ntroduções instrumentais, como também um sensível aumento no ritmo das músicas.Os cantores das canções recentes de maior sucesso quase não perdem tempo antes de mencionar o título da música nas letras. Outra mudança que ele constatou: os nomes das músicas ficaram mais curtos do que costumavam ser - muitas vezes apenas uma única palavra.

Economia de atenção
Estas mudanças são atribuídas ao que Gauvin chama de "economia de atenção" do pop moderno.

Isso significa que os artistas chegam ao ponto musical mais rapidamente no interesse de agarrar uma audiência volúvel, grande parte dela chegando às músicas por serviços via internet que facilitam pular para próxima música.

"É a sobrevivência do mais apto: As canções que conseguem agarrar e manter a atenção dos ouvintes são tocadas, e outras são ignoradas, sempre há outra música. Se as pessoas podem pular tão facilmente e sem nenhum custo, você tem que fazer algo para capturar sua atenção," disse Léveillé Gauvin.”


Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Pelos menos 74 países são alvos de Hackers



Nas telas de computadores das firmas apareceram mensagens pedindo o pagamento de um resgate em bitcoins
© Reuters
POR FOLHAPRESS

“Um mega-ciberataque derrubou sistemas de comunicação de empresas de pelo menos 74 países, durante a manhã desta sexta-feira (12), relatou o g1. Na Espanha, foram hackeadas as redes internas da Telefónica e outras empresas. Ataques ocorrem também no Brasil, Estados Unidos e Europa.
Nas telas de computadores das firmas apareceram mensagens pedindo o pagamento de um resgate em bitcoins. No Reino Unido, diferentes hospitais públicos enfrentaram problemas após um ataque análogo contra seus sistemas de tecnologia.


O bloqueio de computadores não impediu o oferecimento de serviços.Segundo o portal IT Security News, ao menos 74 países foram afetados nas últimas horas." 
Com informações da Folhapress. 
Fonte: noticias ao minuto  

“Célula tumoral é reprogramada para combater o câncer”



Com informações da Agência Fapesp

Contra-ataque
"Fazer com que as próprias células tumorais se voltem contra o câncer é a estratégia inovadora que está sendo usada por pesquisadores canadenses para tratar a leucemia.

O tratamento consiste em reprogramar as células tumorais para fazê-las produzir uma substância que estimula o sistema imunológico a combater o câncer.

A primeira fase de ensaios clínicos, cujo objetivo é atestar a segurança do método, está sendo realizada no Centro do Câncer Princesa Margaret, em Toronto, sob a coordenação do imunologista Christopher Paige.

"Estamos testando essa abordagem no tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo de câncer que tem origem na medula óssea e acomete as células brancas do sangue. Caso funcione, o mesmo princípio poderia ser usado contra qualquer tipo de tumor com potencial para causar metástase", disse Paige.

Reprogramação celular
A técnica consiste em retirar células tumorais do próprio paciente a ser tratado, reprogramá-las com o uso de um vírus e injetá-las de volta no organismo em uma única aplicação. O objetivo é fazer com que as células malignas modificadas passem a expressar a proteína interleucina-12 (IL-12), uma citocina pró-inflamatória capaz de estimular o combate à doença.

"Para conseguirem crescer e se disseminar pelo organismo, os tumores precisam ser capazes de neutralizar os radares do sistema imune. As células malignas, muitas vezes, secretam substâncias que fazem com que as células de defesa se tornem tolerantes ao corpo estranho. A IL-12 é capaz de reverter esse perfil de tolerância", explicou Paige.

Essa citocina pró-inflamatória atua em diferentes níveis, podendo ativar um tipo de célula de defesa chamado linfócito T auxiliar (LT CD4+), capaz de secretar grandes concentrações de outra citocina chamada interferon-gamma (IFN-Γ), que por sua vez aumenta a atividade de outras células de defesa, como os macrófagos. A IL-12 também pode ativar os linfócitos do tipo NK (Natural Killer ou células exterminadoras naturais), importantes no combate a células tumorais e ajuda a maturar os linfócitos citotóxicos (LT CD8+), que atacam diretamente células estranhas ao organismo.

"Nossa hipótese é que, ao serem recolocadas no paciente, as células reprogramadas vão se espalhar pelo organismo e alcançar os órgãos linfoides [locais onde predominam os linfócitos, como a medula óssea, o timo, os linfonodos e o baço]. Lá elas ativariam o sistema imune, que passaria a atacar tanto as nossas células reprogramadas quanto as demais células leucêmicas. Esse é o plano," contou Paige.

Um paciente por mês
A estratégia se mostrou segura e eficaz nos testes pré-clínicos feitos com camundongos. Além de eliminar a doença, proporcionou aos animais sobrevida equivalente à de roedores sadios - em torno de dois anos.

Até o momento, somente uma pessoa recebeu o tratamento. Foi aplicada uma pequena quantidade de células reprogramadas com o objetivo de verificar se há algum tipo de resposta imune, quais células de defesa estão sendo recrutadas e dosar os níveis das substâncias pró-inflamatórias liberadas.

"Vamos acompanhar esse paciente durante 30 dias, tempo suficiente para termos certeza de que não estamos causando nenhum mal ao seu organismo. Ao final desse período, se tudo correr bem, trataremos um segundo paciente. E assim continuaremos, tratando um por mês, até atingirmos 10. Devemos demorar ao menos um ano para avaliar a segurança e termos uma ideia mais clara de como o método funciona em humanos", disse Paige.

O principal risco, segundo o pesquisador, é que o excesso de IL-12 no organismo possa desencadear uma tempestade de citocinas inflamatórias, o que poderia prejudicar o funcionamento dos órgãos e até mesmo levar à morte. Nos testes pré-clínicos, porém, não foram observados efeitos adversos graves.

Leucemia Mieloide Aguda
A leucemia mieloide aguda se caracteriza pela rápida proliferação de células brancas anormais, que não amadurecem, não desempenham sua função e ainda se acumulam na medula óssea, interferindo na produção das outras células sanguíneas, como hemácias e plaquetas.

Os sintomas são muito variados, podendo incluir dor nos ossos, perda de peso, aumento dos nódulos linfáticos, anemia, infecções recorrentes, hematomas e hemorragias. A progressão costuma ser rápida, podendo atingir os nódulos linfáticos, fígado, baço, cérebro, medula espinhal e testículos.

A doença representa 25% dos casos de leucemia em adultos e é o tipo que apresenta a mais baixa taxa de sobrevida. Atualmente, o principal tratamento é a quimioterapia, que pode levar à remissão total da doença na maioria dos casos. Porém, segundo Paige, mais de 70% dos pacientes apresentam retorno da doença em menos de um ano. ”

Fonte: Diário da Saúde

Baleia Azul – Um jogo assassino na internet


Cláudia Prioste – Unesp


Baleia Azul
“Nas últimas semanas há uma difusão de notícias sobre casos de adolescentes que cometeram ou tentaram suicídio ao entrar em um jogo da internet denominado Baleia Azul.

Trata-se de um jogo que supostamente surgiu na Rússia e está sendo difundido para diversos países. O jogo exige o cumprimento de diversas tarefas, sendo a última delas, o suicídio. Os casos de suicídio espalhados no mundo assustam, e aqui no Brasil já há suspeitas de alguns.

Não é necessário detalhar o jogo, que já foi explicitado em outras matérias. No entanto, é importante chamar a atenção para alguns aspectos que envolvem o assunto:
·         O suicídio cresce no mundo todo, principalmente entre os jovens na faixa etária de 15 a 29 anos. Segundo a OMS, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio.

·         As taxas de suicídio são maiores nos países de baixa renda. O Japão é uma exceção, que pode ser explicada pelas altas expectativas profissionais, mas também pelo isolamento tecnológico dos jovens.

·         As famílias têm muita dificuldade em interpretar os comportamentos dos jovens, costumam achar tudo normal. Por outro lado, os jovens têm dificuldade de pedir ajuda quando estão depressivos ou envolvidos em situações virtuais perigosas.

·         A geração zappiens [pessoas educadas na geração digital] não tem aprendido a lidar com frustrações. São hiperestimuladas nos games e vídeos violentos e podem ter dificuldades para adentrarem em uma vida adulta complexa e exigente. A automutilação e a morte seriam uma espécie de saída gloriosa em face dessas dificuldades.

·         O ideal de vida luxuoso e exótico das celebridades pode estimular excentricidades e ao mesmo tempo intensificar o sentimento de incompetência e solidão no jovem. No jogo eles tentam provar que são fortes.

·         A educação excessivamente "liberal" pode deixar os jovens sem referenciais. Como os adultos têm medo de exercer qualquer tipo de autoridade, muitos jogos conquistam os jovens por meio de um chefe déspota que impõe missões cruéis. O chefe do jogo da Baleia está no comando da vida do adolescente e não se pode negar o prazer que o jovem sente na submissão.

·         O sentimento de sermos um "estranho no ninho" é muito comum na adolescência e isso faz com que os jovens busquem um grupo em que se sintam aceitos. Para isso chegam a aceitar regras perigosas. O fato de adentrarem em uma suposta comunidade secreta e de se tornarem celebridades ao morrer, é atraente.

·         Na sociedade do espetáculo, o prazer de ser diferente e de chocar também mobiliza muitos jovens a aderirem aos grupos exóticos. Nesses casos estão envolvidas as pulsões voyeurístico-exibicionistas e sádico-masoquistas, que também são muito estimuladas nas mídias.

·         As automutilações e modificações corporais masoquistas também ganharam espaço na juventude, que precisa vivenciar dores e sofrimentos como forma de lidar com um Eu existencial frágil e doloroso, enfim, externalizar no corpo a angústia de existir.

·         A maior parte dos pais e educadores ignoram os perigos da internet. O jogo da baleia é apenas um deles. Grave sim! Mas, há muitos outros insidiosos e invisíveis, capazes de alterar o funcionamento cognitivo e emocional dos jovens.

·         A depressão costuma ser tratada como "frescura" e a tentativa de suicídio como "maneira de chamar a atenção". É importante reconhecer o sofrimento juvenil, buscar uma psicoterapia e além disso oferecer apoios nos ambientes educacionais.



·         As famílias e educadores precisam fortalecer os laços dos jovens com as situações concretas da vida, promover situações que favoreçam a autoconfiança e a sociabilidade; refletir sobre os modismos virtuais, e oferecer espaço para conversarem sobre medos, solidão e tristezas.

Enfim, é preciso que os adultos façam o papel de adultos e estejam ao lado dos adolescentes na travessia das angústias da vida.”


Fonte: Diário da Saúde

Enem bate marca de 2 milhões de inscritos


“O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) bateu a marca dos 2 milhões de inscritos. O exame já conta com 2.193.707 inscrições, de acordo com boletim do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), divulgado na manhã desta quinta (11). As inscrições podem ser feitas pela internet, no site do Enem, até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 19 de maio. A expectativa é que cerca de 7 milhões se inscrevam para as provas. As informações são da Agência Brasil.

As inscrições começaram na segunda-feira (8). As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. Para concluir a inscrição, o candidato deve pagar a taxa do exame que, este ano, é R$ 82. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 24 deste mês.

Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o CadÚnico e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo ProUni (Programa Universidade para Todos), e para obter financiamento pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Caso haja algum problema na hora da inscrição, os candidatos podem ligar para o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.”

Fonte: Folhapress

quinta-feira, 11 de maio de 2017

"Memórias podem ser reforçadas enquanto dormimos"



Redação do Diário da Saúde



Reforçando a memória 

"Mesmo durante o sono mais profundo, nossa mente não se desliga por completo e é de fato possível consolidar e reforçar nossas memórias de forma dirigida enquanto dormimos.

Esta é a descoberta surpreendente feita por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e que está sendo publicada hoje na prestigiada revista Science.

"A pesquisa sugere fortemente que nós não desligamos nossas mentes durante o sono profundo," explica o Dr. John Rudoy, professor de neurociências e um dos autores do estudo. "Ao contrário, o sono profundo é um momento importante para consolidarmos nossas memórias."

Melhorando o aprendizado
A pesquisa demonstrou que sons emitidos durante os períodos de sono profundo chegam ao cérebro e melhoram as memórias associadas depois que a pessoa acorda.

Os 25 sons apresentados durante o sono dos voluntários eram lembretes associados com uma aprendizagem espacial prévia. Nenhum deles revelou lembrança consciente dos sons depois que acordaram, mas os sons alteraram sua capacidade de recuperar o aprendizado anterior.

Ao acordar, os testes mostraram que as lembranças da memória espacial tinham mudado. Os participantes foram mais precisos em arrastar um objeto para o local correto na tela do computador para as 25 imagens cujos sons correspondentes foram apresentadas durante o sono (como uma explosão abafada por uma foto de dinamite) do que para outros 25 objetos.

Selecionando memórias
Ainda mais significativo, a pesquisa mostrou que os sons podem penetrar na mente durante o sono profundo e serem utilizados para dirigir a recuperação de informações específicas, reforçando a consolidação das memórias em uma direção em detrimento de outra.

"Enquanto dormem, as pessoas podem processar tudo o que aconteceu durante o dia - o que comeram no café da manhã, os shows de televisão que assistiram, qualquer coisa," disse Ken Paller, coordenador do estudo. "Mas nós decidimos quais memórias os nossos voluntários ativariam, orientando-os para reforçar algumas das posições que tinham aprendido uma hora antes de ir dormir."

Processamento da memória durante o sono
O estudo dá um novo impulso a uma área com um número crescente de pesquisas que vem mostrando que as memórias são processadas durante o sono, dando novos fundamentos a uma literatura científica que mostra que o cérebro fica muito ocupado enquanto dormimos.

O cérebro fica repassando informações recentemente adquiridas e integrando-as com outros conhecimentos, em um processo de consolidação ainda misterioso, mas que dá sustentação às nossas memórias quando estamos acordados.

O fato de as memórias serem ou não processadas durante o sono tem sido objeto de controvérsia entre os cientistas, com a maioria das pesquisas sobre o tema focando o REM (Rapid Eye Movement), uma fase do sono caracterizada pelo movimento rápido dos olhos.

Os sonhos dos quais conseguimos nos lembrar mais vividamente ocorrem principalmente durante o sono REM. As pesquisas mais recentes, entretanto, estão focalizando o processamento da memória durante o sono profundo, mais do que durante o sono REM.

Novas possibilidades
"Nós estamos começando a ver que o sono profundo é realmente um momento chave para o processamento da memória," disse Paller.

Essa comprovação na verdade abre novos caminhos de pesquisa, que poderão focar questões mais intricadas, como saber se é possível aprender coisas novas durante o sono ou apagar memórias indesejadas, geradas por traumas, entre várias outras possibilidades.”


Fonte: Diário da Saúde

Senado abre consulta pública sobre fim do voto obrigatório



"Uma nova proposta de emenda à Constituição (PEC 18/2017) foi apresentada no Senado com o objetivo de acabar com a obrigatoriedade do voto. De autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a PEC mantém a obrigatoriedade do alistamento eleitoral para todos os cidadãos com mais de 18 anos, mas permite que só votem nas eleições se assim desejarem.
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A proposta aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Qual a sua opinião sobre esta proposta? É possível votar aqui.

Todas as propostas que tramitam no Senado estão abertas a consulta pública por meio do portal e-Cidadania. As informações são da Agência Senado."
Fonte: Notícias ao minuto   

segunda-feira, 8 de maio de 2017

MEC redefine composição do Fórum Nacional de Educação


   Por  Folhapress - Notícias ao Minuto

“O MEC (Ministério da Educação) redefiniu a composição do FNE (Fórum Nacional de Educação), incluindo órgãos como o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), ligado à própria pasta, e excluindo outros, como a Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) e a Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino), representantes da sociedade civil. As informações são da Agência Brasil.

Entidades ligadas à educação consideraram a medida arbitrária e inadmissível, mas o MEC diz que a alteração evita que discussões político-partidárias interfiram na política educacional do país.

A portaria com as mudanças foi publicada no último dia 28, no Diário Oficial da União. O FNE foi criado em 2010, com as atribuições de coordenar as conferências nacionais de Educação e promover a articulação das conferências com as conferências regionais, estaduais e municipais que as precederem.

Outra função é acompanhar a execução do PNE (Plano Nacional de Educação), lei sancionada em 2014, que fixa metas para melhorar a educação até 2024. Uma das metas é investir, anualmente, pelo menos o equivalente a 10% do PIB brasileiro em educação até 2024. Atualmente, o setor educacional recebe o equivalente a 5,3% do PIB.

Por meio de nota, 21 entidades da sociedade civil criticaram as mudanças feitas pelo MEC. "Em análise preliminar, percebe-se a intenção do governo de restringir a participação das atuais representações, excluindo entidades representativas de segmentos essenciais -como o campo, a pesquisa em educação e o ensino superior", diz o texto.

"De forma autoritária e centralizada, toma o ministro para si a responsabilidade de "arbitrar" quem entra e quem sai do FNE, passando por cima dos regulamentos e procedimentos que dispõem sobre ingresso de entidades, sob a exclusiva avaliação do Colegiado do Pleno do FNE", acrescenta.

Consultado, o MEC diz, também por meio de nota, que "corrigiu distorções claras" em medidas adotadas durante o governo Dilma Rousseff (2011-2016). Segundo a pasta, em portaria publicada em 2014, a gestão anterior incorporou ao FNE "representações de segmentos que já estavam representados, criando uma sobreposição, com a intenção de ampliar o número de votos nas decisões do fórum e fortalecendo o viés político-partidário".

"A atual gestão do MEC determinou a volta da composição original do FNE e agregou representações relevantes que estavam fora", diz a nota do ministério. O FNE "está mantido e fortalecido, representado por diversos segmentos", conclui a nota.

 CONFERÊNCIA NACIONAL
Alguns dias antes de alterar a composição no FNE, o MEC publicou uma portaria redefinindo a convocação da 3ª Conae (Conferência Nacional de Educação). Pela nova portaria, a Conae, que seria realizada no primeiro semestre, portanto, antes das eleições, poderá ser adiada.

"As medidas não foram discutidas com o conjunto das entidades do FNE, nem tampouco com o coordenador do FNE, conforme estabelecem as normatizações em vigor e a cultura anterior recente de relacionamento respeitoso com as entidades nacionais representativas do setor educacional", dizem as entidades que criticam a decisão do MEC.

A atual coordenação do FNE acionou a Procuradoria Federal dos Direitos ao Cidadão do Ministério Público Federal.

"Convém ressaltar nosso desapontamento adicional já que, para a mesma data em que o decreto é firmado (26/04/2017), havia previsão de reunião entre a Secretaria Executiva do MEC e membros do FNE, agendada com bastante antecedência, conforme a conveniência da própria Secretaria do MEC. Seria uma reunião, fundamental, para tratar de encaminhamentos relativos à Conae, que foi abruptamente cancelada sem maiores esclarecimentos e informações aos interessados, tampouco proposta outra alternativa que respeitasse a deliberação do coletivo do FNE em reunião de 29 do mês passado", diz o FNE no relato ao órgão.

"Com uma ação desse tipo de parte do Poder Público, unilateral, nada dialogada, sem perspectiva de futuro, também Estados, Distrito Federal e municípios ficarão inseguros acerca do planejamento e realização da Conae, prejudicando processos de participação e avaliação, previstos em lei", acrescenta o Fórum.

O MEC diz que a atual gestão alterou um decreto publicado em 9 de maio de 2016, "às vésperas do afastamento da então presidente Dilma Rousseff, que determinava que a Conae 2018 fosse realizada no primeiro semestre daquele ano, em uma clara intenção de criar uma mobilização com vistas à eleição de 2018".

De acordo com o ministério, o calendário também criava dificuldades para Estados e municípios que, de acordo com a Lei 13.005 de junho de 2014, precisariam realizar conferências locais antes da nacional. "O MEC, então, decidiu ampliar o prazo para até o fim de 2018. Com isso, será possível que municípios e Estados cumpram suas conferências a tempo e, também, que a Conae 2018 seja realizada com maior planejamento e sem interferência político-partidária." Com informações da Folhapress. ””


Fonte: Noticias ao minuto