segunda-feira, 3 de junho de 2019
Especialista do Instituto de Economia da Unicamp explica a Reforma da Previdência
Professor de economia da Unicamp DÁ UM SHOW no Congresso Nacional, explicando MATEMATICAMENTE como os bancos são os grandes beneficiados da reforma da previdência. Imperdível.
Ele fala dos lucros que as instuições financeiras, os bancos vão ganhar...
Professor Guilherme Santos Mello
Especialista do Instituto de Economia da Unicamp
Fonte: whatsapp
Ele fala dos lucros que as instuições financeiras, os bancos vão ganhar...
Professor Guilherme Santos Mello
Especialista do Instituto de Economia da Unicamp
Fonte: whatsapp
Estudo sugere que cesarianas podem estar afetando a evolução humana
![]() |
| Cesaria |
O levantamento foi publicado na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences".
"O parto cirúrgico pode
estar influenciando na evolução humana. A informação faz parte de
um estudo feito em 2016 pelo Instituto Smithsoniano divulgados pelo
Jornal Ciência.
O levantamento foi
publicado na revista "Proceedings of the Natural Academy of
Sciences" e sugere que uma das razões mais comuns para as
mulheres optarem por cesáreas é a pelve estreita. Segundo os
pesquisadores, o número de bebês que são “grandes” aumentou
20% desde que o método começou a ser utilizado.
A cesárea ficou
popular a partir da Segunda Guerra Mundial e, embora tenham sido
criadas como uma opção de emergência, se transformaram em opção
para mulheres que temem as dores do parto normal.
Um grupo de
pesquisadores da Universidade de Viena, no entanto, acredita que a
popularidade do procedimento pode começar a alterar o curso da
evolução humana.
À BBC, o biólogo
teórico e principal autor do estudo, Philipp Mitteroecker, disse
que, antes da cesariana, ter pelve estreita era mortal e significava
que os genes dificilmente seriam passados através das gerações.
“As mulheres com uma
pelve muito estreita não teriam sobrevivido ao nascimento há 100
anos. Eles fazem isso agora e transmitem seus genes codificando uma
pelve mais estreita para suas filhas”, afirmou. Com informações
do Notícias ao Minuto."
Fonte: Portal T5
Política externa: Governo Maduro 'está derrotado', garante Guaidó
![]() |
| Guaidó |
Por
afp.com - AFP
“O líder opositor
Juan Guaidó afirmou neste sábado (1) que o presidente venezuelano,
Nicolás Maduro, 'está derrotado' e que sua saída do poder se
aproxima, em um momento em que delegados das duas partes celebram
conversações para resolver a crise.
"Não se importam
com nosso povo, se importam em roubar os reais para ver como se
mantêm aí (...) Eles já perderam, estão derrotados", disse
Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por meia
centena de países, durante manifestação da oposição no estado de
Barinas (oeste).
O opositor faz uma
visita às planícies venezuelanas. Na sexta-feira, esteve em
Sabaneta de Barinas, berço do falecido ex-presidente Hugo Chávez
(1999-2013), para seguir exigindo que Maduro cesse a "usurpação"
do poder.
"Digo-lhes com
propriedade: o 'quando' (o presidente vai sair) está muito perto
porque estamos determinados e decididos a continuar lutando pelo
nosso país", afirmou o líder do Parlamento, de maioria
opositora, na localidade de Socopó.
Entre vivas e aplausos
de várias centenas de pessoas, Guaidó destacou que "sobram
razões" para protestar, como a escassez de gasolina, a falta
d'água e os prolongados apagões que se aprofundam desde março no
interior do país.
"Para estar na rua
é preciso estar organizados (...) Hoje sobram razões",
assegurou mais cedo o dirigente, que neste sábado vai encabeçar
outro comício na capital de Barinas.
Diálogo e rua
Para Winston Bayona são
quase insuportáveis as quilométricas filas para abastecer com
gasolina e a escassez do combustível se aprofundou em meados de maio
nas províncias devido a uma queda no refino e à falta de divisas
para importar o que falta.
"Quase não se
aguenta mais a situação que vivemos", disse à AFP o mecânico
de 50 anos, que optou por se deslocar em moto e bicicleta para
economizar combustível.
Em uma tentativa de
resolver a crise, Guaidó - que assegurou na sexta-feira "seguir
em todos os terrenos de luta" - aceitou diálogos exploratórios
com o governo de Maduro sob a mediação da Noruega.
Entre a segunda e a
quarta-feira passadas, as partes celebraram um primeiro encontro
frente à frente em Oslo que, segundo Guaidó, terminou "sem
acordo".
Em meados de maio,
mantiveram contatos em separado com o governo do país europeu.
Elda Martínez,
bibliotecária do departamento (estado) de Barinas, vê as conversas
como uma possibilidade de resolver o conflito, desde que se mantenham
os protestos.
"Precisamos que
nosso presidente Guaidó e o ditador cheguem a um acordo para que
possamos sair desta crise, mas devemos continuar na rua", disse
Martínez, de 54 anos, à AFP.
Desde que se proclamou
presidente interino, em 23 de janeiro, depois que o Parlamento
declarou ilegítima a reeleição de Maduro, Guaidó lidera
manifestações multitudinárias nas quais chama os militares a darem
as costas ao presidente socialista.
Mas suas convocações
tiveram uma fraca repercussão desde que um pequeno grupo de
militares liderou um levante em 30 de abril.”
Fonte:
afp.com - AFP
‘Ou fazemos reformas ou vamos para o colapso’, diz Rodrigo Maia
![]() |
| Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM- RJ) |
Por
Andreza Matais e Vera Rosa – Estadão
“O presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao Estado que, em cinco meses
de governo, o presidente Jair Bolsonaro sofre com a redução de
expectativas positivas e defendeu a aprovação de uma agenda de
reformas para o País.
“Chegamos num ponto
onde ou nós construímos essa agenda em conjunto ou vamos para o
colapso. Vai entrar no colapso de ruptura das relações sociais. É
nisso que vai chegar”, afirmou. Para o deputado, partidos hoje
tratados “de forma pejorativa” por integrarem o chamado Centrão
podem entrar para a história como os que “salvaram” o Brasil se
ajudarem a aprovar medidas para impulsionar o crescimento.
Alvo de ataques em
manifestações de rua, Maia disse ter certeza de que a reforma da
Previdência será aprovada, mas observou que só essa medida não é
suficiente para tirar o País da crise. O deputado está montando
grupos de trabalho para discutir propostas sobre emprego, renda,
saúde e parcerias público-privadas e criticou o ministro da
Educação, Abraham Weintraub. “Educação não pode ser o que esse
ministro está fazendo”, comentou ele.
A seguir os principais
trechos da entrevista:
Cinco meses de governo
depois, qual a sua avaliação sobre a gestão Bolsonaro?
Em cinco meses, o
presidente está vendo que os desafios do Brasil são enormes e que
todo mundo quer ajudar, cada um com seu ponto de vista. E que ele vai
conseguir construir, como tem construído nas últimas semanas, por
meio do Onyx (Lorenzoni, ministro da Casa Civil), o diálogo
necessário para que as coisas possam avançar.
O sr. apoia a iniciativa
de alguns senadores de encaminhar proposta de emenda à Constituição
para instituir o parlamentarismo no Brasil, a partir de 2022?
Discutir isso agora é
antecipar um debate. Acho que pode ser o melhor mecanismo para
governar o Brasil, mas não está na hora. Tem cinco meses de
governo. Pode enfraquecer um governo que começou com grandes
expectativas e elas estão se reduzindo. Não é bom para o Brasil
que as expectativas positivas desse governo, com a crise que a gente
vive, estejam caindo tão rápido.
O sr. se refere ao
impacto sobre investimentos?
Quando a popularidade do
presidente cai, a confiança dos investidores em aplicar os seus
recursos no Brasil também cai. Se você olhar os números da
economia, vai ver dados desastrosos. Não é bom que ele já esteja
em algumas pesquisas com 25% de ótimo e bom, que entre os formadores
de opinião no mercado financeiro tenha caído de 80% para 14%. Vai
ver o que está acontecendo com a construção civil. Pararam o Minha
Casa Minha Vida, e isso é muito grave.
Agora há muitos
protestos em relação ao bloqueio de recursos na educação...
Acho que tem de se
perguntar o que a direita pensa sobre habitação, saúde, educação.
Educação não pode ser o que esse ministro está fazendo. Eu acho
que, na área de educação, quem está trazendo a crise para o
governo é o ministro (Abraham Weintraub) porque ele primeiro falou
de corte, depois, de contingenciamento. Ele chamou as universidades
para o conflito e depois falou: “Eu não disse isso, eu disse que
era contingenciamento”. Aí faz um vídeo, um musical da Disney, no
qual ataca a bancada do Rio. Agora, tem rebelião na bancada do Rio.
Boa parte vai votar a Previdência com o governo. Atacar a bancada
porque botou uma emenda para o museu e a emenda foi contingenciada?
Onde estamos?
O sr. acha que é
necessário um pacto pela governabilidade entre Executivo,
Legislativo e Judiciário? Isso não é um cheque em branco para o
governo?
Depende do que seja
escrito. Um pacto com compromissos reafirmando a importância das
instituições, com princípios, pode avançar. Pactos com agenda que
caminhem para debate ideológico terão dificuldade de passar por
todos os Poderes, não só na Câmara. Mas acho que a iniciativa é
positiva.
O sr. foi alvo de
ataques em manifestações pró-governo. Na sua opinião, o
presidente estimulou a ofensiva contra o Congresso?
Acho que as
manifestações são legítimas. O presidente teve apoio num grupo
muito radical. Não é um grupo que fale com o meu eleitor, com os
setores médios da sociedade. Agora, na hora em que vai o grupo mais
próximo do presidente para a rua, e da forma com que ele se
comunicou nos últimos meses, querendo transferir a responsabilidade
para o Parlamento, o eleitor dele viu aquilo como necessário. Talvez
de forma incoerente porque, modéstia à parte, se não fosse pelo
meu trabalho, a Previdência estava ainda nas gavetas da CCJ
(Comissão de Constituição e Justiça). O movimento ataca aqueles
que têm salvado o governo.
De que forma?
O Affonso Celso Pastore
(ex-presidente do Banco Central) deu uma entrevista (ao Estado,
publicada ontem) e, no final, fala quantos votos nós tivemos. O
Parlamento teve 97 milhões de votos. O presidente foi eleito em dois
turnos. O núcleo dele continua com ele, mas o eleitor que não era
desse núcleo já saiu.
O governo não tem base
de sustentação no Congresso. Como aprovar as reformas assim?
A Previdência tem
construção no Parlamento e vamos trabalhar para aprovar. A reforma
tributária tem consenso maior ainda, os marcos regulatórios de
garantia de investimento para o setor privado, também. Estamos com
comissão tratando das parcerias públicos-privadas. Chegamos num
ponto onde ou nós construímos essa agenda em conjunto ou vamos para
o colapso. Vai entrar no colapso de ruptura das relações sociais. É
nisso que vai chegar. Já estamos num colapso fiscal, num colapso
previdenciário. A política está distante da sociedade, foi
criminalizada. Todos os problemas que a sociedade vive hoje passaram
a ser da política. Alguns pontos são corretos, mas às vezes esse
pêndulo é exagerado. Para que a gente possa dar solução para o
colapso social, precisamos ter uma agenda que venha do Executivo.
O governo continua um
deserto de ideias, como o sr. disse antes?
Acho que a coisa está
melhorando. Nós estamos aqui querendo ajudar. O próprio presidente
do Banco Central (Roberto Campos Neto) esteve aqui com agenda muito
positiva. Vou montar um grupo para trabalhar com ele e tratar de
redução de juro, spread bancário, como montei outro para tratar de
modernização do Estado.
Mas o presidente ainda
critica a “velha política”...
Ao longo do tempo ele
vai compreender, até porque foi deputado, que a maioria dos
deputados quer ajudar. Ou todos. Cada um do seu ponto de vista. Para
mim, a reforma da Previdência é vital; para o Ivan Valente
(deputado do PSOL), não é. E a posição dele é tão legítima
quanto a minha. O governador do Rio Grande do Sul (Eduardo Leite)
disse na convenção do PSDB uma frase muito boa: “Coragem mesmo
precisa quem tem a ousadia de ser ponderado”. Acho que a gente tem
de radicalizar na ponderação, no equilíbrio, no diálogo.
Por que o DEM quer agora
se descolar do Centrão?
Eu não entro nessa
questão de “eu não sou daqui, eu não sou dali”. A presidente
do Parlamento espanhol, quando esteve aqui, me perguntou: “Como
vocês vão fazer para governar sem partido? Porque na Espanha isso é
impossível”. Então, vamos criticar as pessoas que erram, mas não
vamos desqualificar os partidos. Quem coloca você numa posição ou
outra são seus atos ou atitudes. Se os partidos que estão no
Parlamento provarem que tem agenda das reformas como prioridade... A
forma pejorativa como se trata o tal Centrão hoje, amanhã na
história vai entrar como os partidos que salvaram o Brasil do
colapso social, do crescimento da desigualdade, da pobreza, da falta
de educação e da falta de médicos.
O sr. acha que a reforma
da Previdência vai ser aprovada?
Tenho certeza.
Quando o ministro Paulo
Guedes diz que, se a reforma virar uma “reforminha”, pega as
coisas e vai embora, isso ajuda?
A gente que está na
política há muitos anos sabe que ninguém é insubstituível. O
mercado financeiro, há um ano, queria R$ 500 bilhões. E se o
governo está com pressa, a reforma do Michel (ex-presidente Michel
Temer) começou com R$ 1 trilhão e o último texto falava em R$ 500
bilhões. Eles poderiam ter aprovado em março a (proposta) do
Michel, se tivessem voto.”
Fonte:
Estadão
Ecologia: Fórmula do fim da água
Por Roberto Andrés - Arquiteto-urbanista, professor da UFMG e editor da revista PISEAGRAMA
"Há uma tragédia ambiental em curso no planeta, e o Brasil está na vanguarda"
“Há
uma tragédia ambiental em curso no planeta, e o Brasil está na
vanguarda. Os impactos são tremendos, mas não recebem a atenção
devida. Os efeitos da destruição acelerada das condições de vida
na Terra já estão aí e se intensificarão nos próximos anos.
Um
exemplo: os surtos de doenças como dengue e febre amarela em Minas
Gerais podem ter relação direta com os crimes da Vale em Mariana e
Brumadinho, apontam especialistas da Fiocruz. O mar de lama matou
milhares de animais, dentre eles predadores dos mosquitos. Com os
rios contaminados, a população passa a armazenar água em condições
precárias. Os mosquitos se proliferam, e as doenças e mortes vão
às alturas.
As
condições de vida na Terra dependem de um fino equilíbrio. Se
apenas começamos a sentir os efeitos destrutivos do rompimento de
barragens de rejeitos, o que dizer de processos extensivos e
continuados, como a emissão excessiva de gás carbônico, o
desmatamento e o envenenamento das terras e águas?
Somente
nos primeiros cinco meses deste ano, o Brasil liberou 169 novos
agrotóxicos – mais do que em todo o ano de 2015. No nosso país
são permitidas substâncias altamente perigosas para a saúde, que
já foram proibidas na maior parte dos países da Europa – onde
estão os donos de boa parte das fabricantes dos pesticidas.
Sabe-se
que esses agrotóxicos causam doenças como depressão, câncer e
Parkinson e que há pouco controle de sua contaminação pela
infiltração no solo. Segundo dados oficiais, ao menos oito pessoas
são contaminadas diariamente por agrotóxicos no Brasil, mas esse
dado tende a ser maior graças à subnotificação e à contaminação
indireta.
O
desmatamento na Amazônia nos primeiros 15 dias de maio foi o maior
da última década. Se depender do desmonte que está sendo
empreendido pelo governo de Jair Bolsonaro, esse número crescerá. A
destruição da política ambiental em todos os seus aspectos parece
ser uma das metas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, um
político do Partido Novo condenado por falsificar mapas, fraudar
documentos e intimidar funcionários quando era secretário de Meio
Ambiente do governo de São Paulo.
O
desmonte no Ministério do Meio Ambiente é tão grave que foi capaz
de reunir todos que já lideraram a pasta desde o governo Itamar
Franco. A carta dos ex-ministros denuncia a “política sistemática,
constante e deliberada de destruição das políticas ambientais”
pelo governo atual, além do desmantelamento institucional dos
organismos de proteção e fiscalizadores.
A
gravidade do desmatamento da Amazônia para as condições climáticas
no Brasil é enorme. Em um artigo brilhante, o climatologista Antonio
Nobre demonstra como a floresta amazônica funciona como um
importante regulador do clima na parte sul do continente.
O
pesquisador demonstra como a floresta bombeia água do solo para a
atmosfera, criando rios voadores que irrigam o continente: “Se a
floresta for removida, o continente terá muito menos evaporação do
que o oceano contíguo, o que determinará uma reversão nos fluxos
de umidade, que irão da terra para o mar, criando um deserto onde
antes havia floresta”. A conclusão do autor é que “o caos
climático previsto tem o potencial de ser incomensuravelmente mais
danoso do que a Segunda Guerra Mundial”.
E
a tragédia não termina aí. Quem acompanha o debate das mudanças
climáticas sabe que o aquecimento do planeta acirrará problemas de
escassez de recursos naturais, desigualdade, doenças e tragédias
“naturais”, de modo impossível de se prever – como ninguém
previa que o rompimento de barragens de minérios levaria a epidemias
de dengue.
A
obsessão de alguns com a fórmula da água talvez seja só falta de
assunto. Mas os governantes autoritários mundo afora, com seu
desprezo ignorante pelo aquecimento do planeta e pela destruição
ambiental, têm mostrado que dominam muito bem as fórmulas capazes
de destruir as condições de vida que conhecemos, tão dependentes
dos ciclos das águas.”
Fonte:
jornal O Tempo
domingo, 2 de junho de 2019
200 mil pessoas pedem a cabeça do senador Flávio Bolsonaro
![]() |
| FLÁVIO BOLSONARO ASSUMIU O CARGO DE SENADOR EM FEVEREIRO (FOTO: WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO)
Publicado na CartaCapital
POR CHANGE.ORG
"São
1,2 milhão de reais em movimentações suspeitas na conta de seu
principal ex-assessor, 96 mil reais em depósitos fracionados em sua
própria conta em menos de dois meses, 1 milhão de reais no
pagamento de um título bancário sem identificação do favorecido,
e três tentativas de bloquear as investigações do Ministério
Público. Em breve resumo, esse é o cenário central do escândalo
de corrupção no qual está inserido o nome do filho mais velho do
presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
O
caso provocou indignação em parte dos brasileiros que assistiram o
parlamentar, já investigado, tomar posse como senador da república
no início do ano. Uma das inconformadas com a falta de explicações
convincentes por parte de Flávio e de seu ex-assessor Fabrício
Queiroz, o principal alvo das investigações, é a professora e
atriz de teatro Vaíde Régia da Silva Reis, autora de
um abaixo-assinado que pede a cassação ou o afastamento
do senador até que o caso seja esclarecido.
“Causou-me
grande indignação ver um homem que havia acabado de ser eleito, com
promessas de beneficiar o povo, envolvido em corrupção”, comenta
Vaíde. “Não podia ficar parada. Vi na petição, por meio da
Change.org, uma oportunidade de representar o sentimento de revolta e
decepção do nosso povo diante desse escândalo. Precisamos fazer a
nossa parte, e eu busquei fazer a minha”, acrescenta.
Vaíde
utilizou a plataforma Change.org para abrir o abaixo-assinado e
conseguiu o apoio de 144,2 mil pessoas em torno do manifesto. O site
de petições online hospeda ainda outras quatro mobilizações
relacionadas à “novela” das investigações que, a cada dia, vem
ganhando novos episódios. No total, os abaixo-assinados somam 200,6
mil assinaturas contra Flávio Bolsonaro.
Na
quarta-feira 29, o capítulo que tomou os holofotes foi a
terceira tentativa do senador de tentar suspender procedimentos ou a
própria investigação – sua defesa entrou com um segundo habeas
corpus contra a quebra dos sigilos bancário e fiscal.
Anteriormente, já tinha tentado uma liminar para parar as apurações.
Para
a professora, que mora em Salvador (BA) e dá aulas de artes visuais
e plásticas e de teatro, as tentativas de Flávio Bolsonaro de
impedir as investigações deixam claro sua culpa. “Também
demonstram o desespero dele em ficar mais e mais implicado nesse
caso, o que lhe trará o real risco de perda do cargo de senador e
dos seus benefícios – as famosas mamatas”, comenta. “Como diz
a sabedoria popular: ‘quem não deve, não teme’”, completa
Vaíde, que é professora há 17 anos e também dirige e atua em
projetos de teatro, na capital baiana, fora do circuito comercial.
Vaíde
também é fundadora e coordenadora do Grupo Arte Educadores Salvador
(GAES). À frente do coletivo, representa os arte-educadores da rede
municipal de ensino e luta por melhores condições de trabalho e
valorização da arte e professores.
O
Ministério Público do Rio de Janeiro apura ainda a evolução
patrimonial do senador a partir de indícios de lavagem de dinheiro
na compra e venda milionária de dezenas de imóveis, entre
apartamentos e salas comerciais, que seriam ligados ao parlamentar.
“É totalmente incoerente, desonesto e hipócrita uma família
angariar seguidores e garantir eleitores para os seus mandatos com
base num discurso anti-corrupção, e, ao contrário disso,
revelarem-se como pessoas envolvidas com desvios de dinheiro,
transferências ilegais, esquemas ilícitos e outros crimes”,
protesta Vaíde em relação à bandeira contra a corrupção que a
família Bolsonaro adotou durante a campanha eleitoral.
Entenda o caso
O
Ministério Público do Rio de Janeiro apura os crimes de peculato
(desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro e organização
criminosa, que teriam ocorrido no gabinete de Flávio Bolsonaro,
entre 2007 e 2018, quando ele era deputado estadual pelo Rio.
O
caso tem raiz em uma investigação relacionada à Lava Jato, na qual
o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou
as movimentações financeiras nas contas bancárias de Fabrício
Queiroz, a partir do repasse de dinheiro de outros funcionários do
gabinete do então deputado. Depois disso, o MP abriu um inquérito
próprio.
Os
promotores tentam esclarecer se Queiroz, PM aposentado e também
ex-motorista de Flávio, que atuava como uma espécie de chefe de
gabinete quando o atual senador era deputado estadual no RJ, ficava
com o dinheiro ou o transferia ao parlamentar. Outro rumo das
apurações abrange de certa forma as milícias cariocas, já que
parentes de ex-policiais militares acusados do comando de milícias
atuaram no gabinete de Flávio.
Ao
término das apurações, o MP decide se apresentará denúncia à
Justiça.
O outro lado
A
Change.org procurou a assessoria do senador Flávio Bolsonaro por
telefone e WhatsApp. Até a publicação desta matéria, não foi
recebida resposta oficial do parlamentar quanto aos pedidos de
cassação e os abaixo-assinados.
Em
manifestações anteriores, tanto o senador quanto seu ex-assessor
sempre negaram as acusações.
Flávio
publicou uma nota no dia 13 de maio, em seu perfil oficial do
Twitter, acerca das investigações. Confira:
“O
meu sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP/RJ,
sem autorização judicial. Tanto é que informações detalhadas e
sigilosas de minha conta bancária, com identificação de
beneficiários de pagamentos, valores e até horas e minutos de
depósitos, já foram expostas em rede nacional após o chefe do
MP/RJ, pessoalmente, vazar tais dados sigilosos. Somente agora, em
maio de 2019 – quase um ano e meio depois – tentam uma manobra
para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários
meses. A verdade prevalecerá, pois nada fiz de errado e não
conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro”
Fonte: DCM e Carta Capital
|
Festival Lula Livre na Praça da República em S.Paulo, mostra o que o povo quer
![]() |
| Festival Lula Livre - Imagens: Ricardo Stuckert |
Está totalmente lotada e mostra o que o povo quer.
Por que ainda manter o ex-presidente Lula preso?Se o próprio ministro da Justiça Sérgio Moro, disse que caixa dois, que antes era corrupção, portanto crime eleitoral, hoje já não é bem assim.
Juiz Sergio Moro antes e depois ser ministro da Justiça
Finalmente, uma medida do governo Bolsonaro que vai ajudar, em especial aos motoristas
sábado, 1 de junho de 2019
Por que o estresse atrapalha nossa audição?
![]() |
FotoA equipe está pesquisando agora se a ativação do nervo vago por meio de estímulos elétricos na região auricular pode controlar o ritmo do coração. [Imagem: Viviane B. de Góes]
|
Com informações da Agência Fapesp
Em
situações de estresse é comum a perda momentânea da capacidade de
perceber sons do ambiente.
Pesquisadores
da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em colaboração com
colegas da Universidade Oxford (Inglaterra), descobriram que essa
conexão entre estresse e audiçãoocorre
por meio de um caminho inusitado.
Ocorre
que atividade cerebral relacionada à atenção auditiva acompanha o
ritmo do coração. Dessa forma, a alteração na frequência
cardíaca induzida pelo estresse compromete a percepção auditiva.
Essa
descoberta abre novas perspectivas para o tratamento de distúrbios
de atenção e de comunicação. E talvez explique também por
que ouvir
música faz bem para o coração.
"Constatamos
que pequenos níveis de estresse já são capazes de alterar o ritmo
do coração e, dessa forma, comprometer a atenção auditiva,"
explicou o professor Vitor Engrácia Valenti, acrescentando que a
conexão entre flutuações da frequência cardíaca e estímulos
auditivos é feita por meio do nervo vago.
Terapias
elétricas nos nervos
O
nervo vago, que percorre grande parte do corpo, indo do cérebro ao
abdômen, desempenha funções motoras e sensoriais, diminui a
frequência cardíaca ao ser ativado. Além disso, o nervo participa
da atividade do sistema nervoso parassimpático - responsável, entre
outras coisas, por desacelerar os batimentos cardíacos. E há forte
desconfiança de que ele estabeleça a ponte entre o intestino
e o desenvolvimento da doença de Parkinson no cérebro.
Os
experimentos mostraram que o controle autonômico do coração por
meio da atividade do nervo vago e o processamento cerebral dos
estímulos auditivos trabalham em consonância.
"Isso
indica que, em situações de estresse, a informação auditiva é
processada de um jeito pior do que seria se a pessoa estivesse em um
estado mais tranquilo," disse Vitor. "Dessa forma, em uma
situação de estresse, ao se respirar mais lentamente, por exemplo,
é possível ativar o sistema nervoso parassimpático e, com isso,
diminuir o ritmo do coração e melhorar a percepção da informação
auditiva."
A
equipe está pesquisando agora se a ativação do nervo vago por meio
de estímulos elétricos na região auricular pode controlar o ritmo
do coração com vistas ao tratamento de casos relacionados com
distúrbios de atenção e de comunicação, como no caso
do autismo.”
Fonte: Diário da saúde
Saúde: Cientistas bloqueiam proteína crucial no desenvolvimento do Alzheimer
Redação
do Diário da Saúde
Sinalizador
do Alzheimer
“Pesquisadores
da Suécia, Espanha e Reino Unido obtiveram um reforço significativo
para a hipótese de que a proteína galectina-3 é um dos principais
agentes na doença
de Alzheimer.
A
doença de Alzheimer envolve, entre outras coisas, o acúmulo de
placas amiloides fora das células e a formação de fibrilas tau
dentro das células nervosas. Quando nosso sistema de defesa
imunológico inato descobre as placas, a resposta imune do cérebro é
ativada.
É
justamente nesse mecanismo que a proteína galectina-3 parece
desempenhar um papel importante.
"O
problema é que, se essa reação inflamatória se prolonga por muito
tempo, ela cria um ambiente tóxico que, eventualmente, leva ao
colapso e à morte das células nervosas - e ao aparecimento da
doença," explica o professor Antonio Boza Serrano, da
Universidade de Lund, um dos autores do estudo, publicado na revista
científica Acta Neuropathologica.
Galectina-3
A
proteína galectina-3 é produzida pelos "operários de limpeza"
do cérebro, as células da microglia, cujos cuidados com o sistema
imunológico do cérebro incluem a limpeza de proteínas prejudiciais
que se acumulam.
Parece
que a galectina-3 é necessária para ativar as células da microglia
no caso da formação de placas no cérebro, como as de amiloides e
tau, da mesma forma que ela parece denunciar
o surgimento do câncer de
forma bastante precoce.
A galectina-3 também está envolvida na
inflamação no caso da doença
de Parkinson e
após um acidente
vascular cerebral.
"Nós
descobrimos que essa proteína inflamatória aumenta 10 vezes nos
cérebros de pacientes falecidos com doença de Alzheimer, e nós a
encontramos especialmente nas células microgliais que se acumulam ao
redor das placas amiloides," disse Serrano.
Células
e cobaias
A
equipe testou sua hipótese com êxito em células cultivadas em
laboratório e em cobaias.
O
fato de que a proteína é pouco detectável em cérebros saudáveis,
mas aumenta em casos de inflamação, é bom do ponto de vista do
desenvolvimento de um medicamento porque, de acordo com os
pesquisadores, ninguém quer uma droga afetando outras células além
daquelas especificamente responsáveis pelo desenvolvimento da
doença.
E
eles confirmaram que é possível retardar o efeito da galectina-3
usando inibidores que impedem que a proteína seja ativada durante
uma inflamação.
Embora
as perspectivas clínicas sejam promissoras, os pesquisadores apontam
que os estudos em que eles inibiram a proteína foram realizados
apenas em células, e os estudos sobre a inativação do gene da
galectina-3 foram conduzidos em camundongos.”
Fonte: Diário da Saúde
Assinar:
Postagens (Atom)

/s3.portalt5.com.br/imagens/cesariana.jpg)










