terça-feira, 28 de maio de 2019

Dados sobre assassinatos de LGBTs no Brasil


Direitos Humanos


Levantamento aponta recorde de mortes por homofobia no Brasil em 2017”


Publicado em 18/01/2018 - Por Jonas Valente –

Repórter Agência Brasil  Brasília


Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O número representa uma vítima a cada 19 horas. O dado está em levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que registrou o maior número de casos de morte relacionados à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos.


Os dados de 2017 representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando foram registrados 343 casos. Em 2015 foram 319 LGBTs assassinados, contra 320 em 2014 e 314 em 2013. O saldo de crimes violentos contra essa população em 2017 é três vezes maior do que o observado há 10 anos, quando foram identificados 142 casos.
Também nesta quinta-feira (18) a organização não governamental Human Rights divulgou um relatório a respeito da violação dos direitos humanos no Brasil. O documento destaca que a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos recebeu 725 denúncias de violência, discriminação e outros abusos contra a população LGBT somente no primeiro semestre de 2017.

Levantamento
O levantamento realizado pelo GGB se baseia principalmente em informações veiculadas pelos meios de comunicação. Na avaliação de Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia e um dos autores do estudo, o fenômeno pode ser ainda maior, uma vez que muitos casos não chegam a ser noticiados.
Tais números alarmantes são apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, pois não havendo estatísticas governamentais sobre crimes de ódio, tais mortes são sempre subnotificadas já que o banco de dados do GGB se baseia em notícias publicadas na mídia, internet e informações pessoais”, comenta.
Causas violentas
Das 445 mortes registradas em 2017, 194 eram gays, 191 eram pessoas trans, 43 eram lésbicas e cinco eram bissexuais. Em relação à maneira como eles foram mortos, 136 episódios envolveram o uso de armas de fogo, 111 foram com armas brancas, 58 foram suicídios, 32 ocorreram após espancamento e 22 foram mortos por asfixia. Há ainda registro de violências como o apedrejamento, degolamento e desfiguração do rosto.


Quanto ao local, 56% dos episódios ocorreram em vias públicas e 37% dentro da casa da vítima. Segundo o GGB, a prática mais comum com travestis é o assassinato na rua a tiros ou por espancamento. Já gays em geral são esfaqueados ou asfixiados dentro de suas residências.
Um exemplo foi o assassinato da travesti Dandara, de 42 anos. Ela foi espancada, apedrejada e depois morta a tiros por oito pessoas em Fortaleza no dia 15 de fevereiro de 2017. Os autores aidna registraram o crime em vídeo, que ganhou grande circulação nas redes sociais.

Distribuição regional
O estado com maior registro de crimes de ódio contra a população LGBT foi São Paulo (59), seguido de Minas Gerais (43), Bahia (35), Ceará (30), Rio de Janeiro (29), Pernambuco (27) e Paraná e Alagoas (23). Entre as regiões, a maior média foi identificada no Norte (3,23 por milhão de habitantes), seguido por Centro-Oeste (2,71) e Nordeste (2,58)."
Fonte: EBC – Agência Brasil


Algumas manchetes de Jornais

on-line

A cada 19 horas, uma pessoa LGBT é assassinada ou se suicida no Brasil”

Fonte: Estadão

Brasil segue no primeiro lugar do ranking de assassinatos de transexuais”
Fonte: O Globo

Talíria Petrone: “No país que mais mata LGBTs, temos a maior parada LGBT do mundo”

Fonte: DCM

domingo, 26 de maio de 2019

Educação: em defesa da Ciênca e Tecnologia em Universidades Públicas


Fonte: whatsapp


Manifestação pro-Bolsonaro dia 26 de maio em Poços de Caldas,MG

Por Ana Lúcia Dias

Houve manifestações pro Bolsonaro em cerca de 154 cidades brasileiras. Os coordenadores da manifestação em poços de Caldas falam em 600 pessoas, segundo a Polícia Militar que não estava presente.


Vídeo na Av Paulista: gritando "mito".


Em poços de Caldas: Fotos: Rubens Tardelli

Na rua atrás da Praça Pedro Sanches passaram em frente ao Palace Hotel depois subiram a rua Rio de janeiro, centro. A mesma praça onde foi realizada no último dia 15 de maio as manifestações pro Educação, contra o contigenciamento de 30%. Foi muto maior com cerca de oito mil estudantes.
Haviam cerca de 300 pessoas em Poços de Caldas, MG neste domingo, 26 de maio.

Todos pela educacao manifestacao-em Poços de Caldas, MG

O Movimento Brasil Livre (MBL) declarou que não apoiaria os atos pró-Bolsonaro e foi alvo de críticas durante as manifestações. Na foto, cartaz na Avenida Paulista. (Foto: Alex Silva/Estadão)

Em Porto Alegre:
Em Brasília:



















Em Jundiaí, SP:

 Em Curitiba:
Fonte: Estadão        

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Vale preserva vidas ou minérios?

Barragem de Forquilha I, II, III correm o risco de ruptura




Se a Vale não tivesse sido avisada que poderiam cair mais cinco barreiras, mas foi e não fez nada para impedir, que seres humanos percam suas vidas e seus lares. Mais uma tragédia eminente em Minas Gerais.

Moradores de dois bairros da capital mineira vão passar por um simulado, neste sábado (25), como treinamento de evacuação para o caso do rompimento da barragem Forquilha
Por Redação da Forum

A própria mineradora Vale reconhece que Minas Gerais vive um risco iminente de uma nova tragédia. Por isso, moradores de dois bairros de Belo Horizonte vão passar por um simulado, neste sábado (25), às 16 horas, como uma espécie de treinamento de evacuação para o caso do rompimento da barragem Forquilha I, em Ouro Preto, na região Central do estado.

No caso de se concretizar o rompimento, os rejeitos podem alcançar parte dos moradores dos bairros Beija-Flor, na região Nordeste, e Maria Tereza, na região Norte, de Belo Horizonte.

De acordo com a Defesa Civil da capital mineira, o material atingiria o Córrego do Onça e, com o aumento de volume, a água invadiria 248 residências.

A Defesa Civil e a Vale devem explicar as rotas de fuga e instalar sirenes para alertar a população. Nesta sexta-feira (26), agentes municipais devem ir às casas para convidar os moradores a participar do treinamento.

O nível da barragem Forquilha subiu para o nível 3, que significa alerta máximo e risco iminente de ruptura, no dia 28 de março. Forquilha III, em Ouro Preto, também corre o risco de se romper.”
Fonte: Forum

quinta-feira, 23 de maio de 2019

"Estudantes driblam censura de reitor da Mackenzie e lotam debate sobre Previdência com Boulos"

Guilherme Boulos no Mackenzie, SP


Após o veto do reitor para sediar o evento na universidade, o debate foi realizado no bar Fraternidade 211, que cedeu o espaço. Mais de 500 pessoas estiveram presentes e muitos não conseguiram entrar devido à lotação da casa”

Mesmo com a censura imposta pelo reitor, Benedito Guimarães Aguiar Neto, os estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie lotaram o debate sobre a reforma da Previdência com o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos.
Após o veto do reitor para sediar o evento na universidade, o debate foi realizado no bar Fraternidade 211, que fica localizado próximo a Mackenzie. Mais de 500 pessoas estiveram presentes e muitos não conseguiram entrar devido à lotação da casa.
Bolsonaro foi convidado pela Reitoria e barrado pelos estudantes. Não deixa de ser um orgulho ser barrado pela mesma Reitoria e acolhido pelos estudantes”, publicou Boulos em sua página no Facebook.

Fascistinha”
Durante o mês de março, depois de protesto de estudantes do Mackenzie, em que foi chamado de “fascistinha”, Jair Bolsonaro cancelou a ida ao local e transferiu a agenda para o Comando Militar do Sudeste. O fato foi lembrado por Boulos.
Depois disso, em abril, a reitoria do Mackenzie, arbitrariamente, censurou a participação das editoras Boitempo e Contracorrente na Feira de Livros, organizada pelo Centro Acadêmico João Mendes Jr."

Fonte: Forum

Bolsonaro em Dallas

Presidente Bolsonaro e equipe em Dallas



quarta-feira, 22 de maio de 2019

STF: medicações para doenças raras devem ser fornecidas pelo Estado

O desfecho de hoje deve servir de base para resolver todas as disputas judiciais acerca do fornecimento de medicação de alto custo em todas as instâncias (Carlos Moura/SCO/STF)




Por Letícia Passos - Veja.com

"O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quarta-feira (22) que os medicamentos de alto custo para o tratamento de doenças raras devem ser fornecidos pelo Estado. Para os remédios que ainda não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a concessão deve ser feita com base na análise da real necessidade de cada caso, respeitando pré-requisitos estabelecidos, como comprovação da incapacidade de arcar com os custos da medicação.

“O Estado só pagará se o medicamento for registrado na Anvisa. Excepcionalmente, medicamentos para doenças raras poderão, sob certas condições, solicitar importação mesmo não tendo registro na Anvisa”, explicou Salmo Raskin, geneticista do Departamento Científico de Genética da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

A votação continua durante a tarde para definir o que fazer em casos de medicamentos aprovados pela Anvisa, mas não analisados ou não aprovados pela Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, cuja função é avaliar tecnologias em saúde e recomendar a sua incorporação ao sistema público.

O processo, que começou em 2016, havia sido adiado devido ao pedido de vistas do então ministro Teori Zavascki. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 40.000 ações aguardavam uma posição definitiva da Justiça sobre a questão.

Na pauta estavam processos que tratavam da responsabilidade solidária dos entes federados na prestação dos serviços de saúde (RE 855178), além da obrigação do Estado de fornecer remédios considerados de alto custo (RE 566471) e não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RE 657718).

O que há no SUS

Atualmente, o SUS disponibiliza medicamentos para doença de Gaucher, osteogênese imperfeita e atrofia muscular espinhal (AME) – esta última incorporada no mês passado. Com a decisão do STF, outras medicações devem ser concedidos pelo Estado para pacientes com diversas formas de doenças raras – desde que haja comprovação da necessidade. 

Em 2014, o Ministério da Saúde tinha estabelecido a Portaria nº 199, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. Entre as medidas elencadas, constam diretrizes para atenção integral dos pacientes por meio do SUS e a constituição de incentivos financeiros de custeio. No entanto, pouco tem sido feito para avançar na implementação. Por causa disso, especialistas defendiam que o governo brasileiro fornecesse esses medicamentos aos pacientes com indicação.

A determinação do STF é celebrada por especialistas. “Isso é, sem dúvidas, muito importante para o Brasil. O país começou a falar sobre doenças raras. [O termo] entrou no dicionário”, comentou Raskin.

As discussões

Durante as discussões, a avaliação predominante dos ministros era de que a ausência de registro da Anvisa proibiria – como regra geral – o fornecimento de medicamento de alto custo. Atualmente, o Estado pode ser obrigado a fornecer medicações não registradas (desde que tenham comprovação de eficácia e segurança) somente na hipótese de longa demora da Anvisa em apreciar o pedido de registro (prazo superior a 365 dias), quando preenchidos três requisitos: 1) a existência de pedido de registro do medicamento no Brasil; 2) a existência de registro do medicamento em renomadas agências de regulação no exterior; e 3) a inexistência de substituto terapêutico com registro no Brasil.

No entanto, os ministros entenderam que é possível (em caráter excepcional) justificar a concessão do remédio, desde que preenchidos certos pré-requisitos. “A regra é que é indispensável o registro da Anvisa. Mas em hipóteses excepcionais se permite que caso a caso, eventualmente se chegue à conclusão diversa”, frisou a ministra Rosa Weber.

O ministro Alexandre de Moraes acrescentou que o fornecimento do medicamento deveria ser autorizado pela Justiça mediante preenchimento de requisitos, como o paciente comprovar que não tem condições de pagá-lo e a apresentação de um laudo médico. Já o ministro Ricardo Lewandowski defendeu que a medicação só deveria ser fornecida quando a família, e não apenas o paciente, não pode custear o tratamento. Para ele, a Justiça só poderia autorizar o tratamento com a “comprovação robusta da necessidade” do medicamento, a indicação de inexistência de tratamento oferecido no âmbito do SUS e a apresentação de um atestado de eficácia do remédio.

Judicialização da Saúde

Para conseguir que o governo custeie medicamentos para doenças raras, muitos pacientes precisam entrar com pedido na Justiça. O resultado geralmente é favorável, mas essa judicialização da saúde prejudica o paciente – que precisa esperar até o fim do julgamento para começar o tratamento –, além de ser onerosa para o próprio governo.

“Esse aumento da judicialização vem prejudicando a própria gestão das políticas públicas de saúde no Brasil. A Advocacia-Geral da União salienta que, somente no âmbito federal, segundo dados atualizados, os valores que não chegavam a 200 milhões de reais, em 2011, alcançaram, em 2018, 1,316 bilhão de reais. [Um] crescimento exponencial de valores que são destinados a poucas pessoas e acabam fazendo falta a milhares de pessoas”, disse o ministro Alexandre de Moraes.

O Ministério da Saúde informou que os dez medicamentos mais caros para tratamento de doenças raras representaram 87% do total de R$ 1,4 bilhão gasto com a “judicialização da Saúde” em 2018. Para atender a 1.596 pacientes, o governo desembolsou R$ 1,2 bilhão (um custo médio de 759.000 reais por paciente) no ano passado.

De acordo com a Agência Brasil, o custo dos remédios foi um dos motivos pelos quais 11 governadores se reuniram com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para reclamar que, ao garantir medicamentos caros a poucos, a Justiça pode acabar limitando o acesso de muitos a tratamentos básicos. Apesar disso, a justiça se mostrou favorável a necessidade de atender todos os pacientes da rede pública. 

Aliás, o desfecho de hoje deve servir de base para resolver todas as disputas judiciais acerca do fornecimento de medicação de alto custo em todas as instâncias. Ou seja, os pacientes deverão ter seus pedidos aprovados pela Justiça, desde que atendam a requisitos pré-estabelecidos.

Doença Raras

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças raras consistem em cerca de 8.000 patologias caracterizadas por uma ampla variedade de sinais e sintomas que diferem não apenas de doença para doença como de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição. Essas doenças são crônicas, progressivas e incapacitantes, podendo ser degenerativas e também levar à morte. Além disso, muitas delas não têm cura e, portanto, o tratamento é fundamental para proporcionar qualidade de vida ao paciente. No Brasil, estimativas apontam que entre 6% e 8% da população sofre com algum tipo de doença rara.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a maioria das doenças se manifesta ainda na infância, representando a segunda maior causa de mortalidade infantil no Brasil há mais de 30 anos. Felizmente, a decisão do STF deve mudar esta realidade agora que os pacientes receberão o tratamento adequado."

Fonte: Estadão Conteúdo e Veja.com

terça-feira, 21 de maio de 2019

Cultura: Chico Buarque é o vencedor do Prêmio Camões

Chico Buarque de Holanda

O prêmio   Camões é   o mais importante da língua portuguesa”


O cantor, escritor e compositor brasileiro foi escolhido de forma unânime como o vencedor pelo conjunto de sua obra; trata-se do mais importante prêmio literário dos países de língua portuguesa”

Por redação da Forum

O cantor, compositor e escritor brasileiro Chico Buarque foi eleito, na tarde desta terça-feira (21), o vencedor da 31ª edição do Prêmio Camões, considerado o mais importante prêmio literário dos países de língua portuguesa. O anúncio do vencedor foi feito pelo júri após reunião da sede da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A vitória de Chico foi chancelada com a unanimidade dos votos dos jurados e o brasileiro receberá, como premiação, o equivalente a R$452 mil.
Esta é a 13ª vez que um brasileiro vence o prêmio, mas é inédito o fato de o ganhador ser alguém ligado ao universo musical.

Chico foi escolhido pelo júri por conta do conjunto de sua obra. Ele já recebeu prêmios Jabuti pelos livros Leite Derramado (2009), Budapeste (2003) e Estorvo (1991). Em 1995, lançou Benjamin e em 2014, O Irmão Alemão.  Também escreveu as peças Ópera do Malandro e Gota d´Água, além da “novela pecuária” Fazenda Modelo. Em 2017, depois de seis anos, Chico Buarque lançou o álbum Caravanas, que teve turnê por todo o país e também chegou a Portugal.

Seu trabalho atravessou fronteiras e mantém-se como uma referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”, escreveu o júri em nota.

De férias em Paris, Chico ainda não comentou a notícia de sua vitória na premiação.

Os outros brasileiros a receber o Camões foram João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antonio Candido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008), Ferreira Gullar (2010), Dalton Trevisan (2012), Alberto da Costa e Silva (2014) e Raduan Nassar (2016)." Informações: Folha de S. Paulo e Rede Brasil Atual


Fonte: Forum          

Urgente ameaça da desinformação e como se proteger


Por AVAAZ

"O novo presidente do Brasil faz o Trump parecer um santo: ele exalta ditadores, quer destruir a Amazônia e diz que crianças gays deveriam apanhar!

Assim como o Trump, as pesquisas mostravam que ele não tinha chances. Mas ele venceu! Qual é a arma secreta dele?

Desinformação.

Os apoiadores de Bolsonaro usaram contas falsas para inundar as redes sociais com mentiras tóxicas, com o objetivo de confundir os eleitores e semear a discórdia entre as pessoas. E funcionou! As pesquisas agora mostram que a grande maioria dos seus eleitores acreditava nessas mentiras, como por exemplo, a de que seu oponente queria distribuir "kit gays" nas escolas.

Isso não acontece só no Brasil. Todos nós somos alvo disso, não importa onde vivemos e nossa crença política. Esta é a ameaça mais séria que as nossas democracias enfrentam atualmente e, para pará-la, temos que entendê-la.

Cinco coisas que todos nós precisamos saber sobre a desinformação

1- Ela se alimenta dos nossos medos e se espalha rapidamente.
Seres humanos são programados para se lembrar mais de informações negativas do que das positivas. É assim que aprendemos. Disseminadores de desinformação sabem disso e jogam com emoções profundas como o medo e a raiva. Isso nos torna muito mais propensos a compartilhar produtos da desinformação nas redes sociais. E assim ela se espalha até seis vezes mais rápido do que as notícias verdadeiras!

2- Ela cresce nas redes sociais e atinge bilhões.
Quanto mais tempo gastamos nas redes sociais, mais dinheiro elas fazem. Elas sabem que conteúdos extremos e chocantes atraem mais a nossa atenção, e por isso programam seus websites para promovê-los, podendo fazê-los chegar a bilhões de pessoas. Os maiores jornais vendem alguns milhões de cópias, enquanto as notícias no Facebook chegam a mais de UM BILHÃO de pessoas por dia.

3- Ela está sendo usada como uma arma contra nós.
Líderes autoritários do Brasil à China estão usando a desinformação como uma nova arma na sua antiga cartilha de estratégias para dividir e conquistar. Mas é a Rússia que lidera o grupo com as chamadas "fazendas de trolls", enormes legiões de pessoas empregadas pelo governo para criar milhares de contas falsas e espalhar desinformação. O canal RT, veículo de propaganda russo, é um dos canais de notícias mais vistos do YouTube com uma estimativa de 2 bilhões de visualizações!

4- Ela está matando pessoas e envenenando a democracia.
A desinformação estimulou linchamentos violentos na Índia e no Brasil, e fomentou uma limpeza étnica brutal em Mianmar. E também influencia nossa política. Notícias falsas impulsionaram o Brexit, Bolsonaro e Trump. Isso está destruindo também a confiança na grande mídia, nas instituições democráticas e nos líderes políticos, criando o terreno fértil perfeito para que populistas anti-sistema tomem o poder. Por causa da desinformação, as redes sociais agora são uma ameaça à democracia.

5-Ninguém está imune.
Pessoas em todo o espectro político estão virando alvos como parte de uma estratégia para polarizar e corroer as nossas sociedades. Nos Estados Unidos, o exército de trolls da Rússia criou uma página falsa para o movimento ativista negro norte-americano que atraiu mais seguidores do que as páginas oficiais do Black Lives Matter! Achamos que nunca cairíamos nessa, mas estudos mostram que mesmo os mais instruídos tendem a acreditar em notícias falsas, e pessoas acima de 65 anos são ainda mais propensas a compartilhá-las.

Desinformação espalha desconfiança, medo e mentiras. Mas quanto mais sabemos sobre isso, mais podemos pará-la - compartilhe este briefing com amigos e familiares para educá-los sobre a ameaça da desinformação. E continue a ler para ver como você pode se proteger!

Cinco maneiras de se proteger da desinformação

1. Se você vir algo, diga algo!
Não acredite em tudo que você lê na Internet. Viu um post aleatório no Facebook com informações chocantes sobre um candidato? Não acredite de primeira! Verifique os fatos com fontes confiáveis e, se achar que encontrou uma desinformação, denuncie imediatamente para a plataforma.

2. Continue acompanhando jornalismo de verdade.
A mídia tradicional tem que obedecer leis e parâmetros éticos básicos que a tornam muito mais confiável do que um cara aleatório na Internet. Ela não é perfeita, mas checa seus fatos e pode ser responsabilizada! Assinar um jornal de alta qualidade, com jornalismo de verdade, é uma das ações mais poderosas que um cidadão pode fazer hoje.

3 - Junte-se à campanha para limpar as redes sociais.
A Avaaz tem um plano simples e eficaz para pressionar os gigantes da tecnologia para curar a epidemia de desinformação nas redes sociais mostrando correções factuais verificadas independentemente para notícias falsas. Junte-se à campanha.

4 - Não desista da democracia!
O objetivo dessas "milícias digitais" é criar um clima de desconfiança para que os cidadãos comuns abandonem a democracia. Quando isso acontece, extremistas fanáticos podem dominá-la. Devemos continuar presentes e votando, encorajando nossos amigos e familiares a fazerem o mesmo e responsabilizando os nossos representantes eleitos.

5 - Escolha a esperança na humanidade.
A desinformação se alimenta dos nossos medos mais profundos, apelando para a nossa tendência natural ao pessimismo e revelando o nosso lado mais raivoso e cínico. Mas, se aprendermos a ouvir e considerar sinceramente os argumentos de pessoas que não pensam como nós, com empatia e sabedoria, podemos nos conectar através das nossas diferenças. Temos mais em comum do que nossos medos nos fazem acreditar. Se confiarmos nisso, coisas incríveis podem acontecer.

Nossa civilização é a mais bem sucedida na história da humanidade em muitos aspectos, dos direitos humanos à democracia. Podemos acabar com a pobreza dentro de uma geração, e estamos próximos a colocar todas as crianças na escola. É muito óbvio que a democracia, os grandes jornalistas, os líderes políticos responsáveis e cidadãos como nós nos trouxeram até aqui. Mas as forças que promovem a desinformação são poderosas e ameaçam destruir tudo isso. Não vamos deixar que elas vençam porque abandonamos a esperança!

P.S.: Quer saber como a desinformação mostra sua cara? Confira esses três exemplos assustadores da vida real!

1. Quando a desinformação é usada para alimentar um genocídio

Os militares de Mianmar usaram o Facebook para espalhar mentiras de ódio sobre os muçulmanos rohingya. Falsas alegações de canibalismo, como o post acima, rapidamente se tornaram virais na Internet e foram usadas pelo governo para justificar uma limpeza étnica. Milhares de famílias rohingya foram massacradas por tropas do governo, mulheres foram brutalmente violentadas e casas foram incendiadas, levando a ONU a declarar a situação como um genocídio.

2. Quando notícias falsas são usadas para atacar grupos inteiros, como os imigrantes



Quase 10 milhões de pessoas viram este vídeo de imigrantes destruindo um carro de polícia. O problema? O vídeo é totalmente falso! Na verdade, é uma cena de um filme e já havia sido desmascarado anos atrás! Mas isso não impediu que grupos de extrema-direita, na Itália e em outros lugares da Europa, o compartilhassem de novo algumas semanas atrás. O Facebook não fez nada para evitar que o vídeo se tornasse viral, inflamando suspeitas, hostilidades e até mesmo ódio contra os imigrantes.

3. Quando a desinformação é utilizada para polarizar e estimular a raiva e o medo


Na França, as pessoas compartilharam mais de 251 mil vezes uma carta do ator francês Gérard Lanvin criticando o presidente Macron e seu governo! Só tinha um problema: a carta era completamente falsa, e o próprio ator afirmou ter sido vítima de roubo de identidade!

Esse é um claro exemplo de como a desinformação é usada para estimular a desconfiança em nossos governos, e porque ela é uma ameaça tão grande à democracia."

Fonte: Avaaz            

Ele mesmo convoca e, depois decide não ir nas manifestações a seu favor

Presidente chegou a considerar a ideia de ir ao ato, mas mudou de ideia após reuniões (Marcos Corrêa/PR)

"Presidente também orientou ministros a não participarem dos atos, informou o porta-voz do Planalto, general Otávio Rêgo Barros"


Por Reuters


O presidente Jair Bolsonaro decidiu não participar das manifestações de domingo em defesa do governo e orientou seus ministros a também não comparecerem, afirmou nesta terça-feira, 21, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros.

O presidente inicialmente chegou a considerar comparecer ao ato, que foi chamado por apoiadores para se contrapor às manifestações do último dia 15 contra bloqueio nos recursos para a Educação.
Na segunda-feira 20, o porta-voz havia informado que não estava decidido se o presidente iria ou não. Questionado pela agência Reuters se Bolsonaro havia decidido não participar e dito aos ministros que eles também não deveriam ir, o porta-voz respondeu: “Sim, foi isso mesmo”.

O presidente fez o anúncio e a recomendação aos ministros durante reunião ministerial na manhã desta terça, de acordo com o porta-voz. Segundo uma fonte que estava presente à reunião, que falou sob condição de anonimato, Bolsonaro “orientou aos ministros que ‘como ministros’ não deveriam ir”.
Os filhos do presidente, especialmente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, têm defendido as manifestações. Mas o ato, que surgiu de grupos de apoiadores nas redes sociais, tem causado divergência dentro do próprio partido de Bolsonaro, o PSL.

O presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), afirmou que não vê sentido nas manifestações, mesmo achando que qualquer ato popular é “válido”. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse não ser contra o ato, mas defendeu que parlamentares não devem participar, enquanto o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), disse que estará na Avenida Paulista, no domingo, “como cidadão”.
A grande polêmica em torno da manifestação está no fato de as primeiras convocações terem tido como principais alvos os Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive falando em fechamento das duas instituições. O tom belicoso afastou movimentos e dividiu a direita, a ponto de movimentos tradicionais como o MBL e o Vem para Rua terem avisado que não irão participar.
Os defensores do ato têm tentado amainar o tom do protesto, que deve agora focar na defesa do governo e da reforma da Previdência, e centrar fogo no chamado centrão, grupo do Congresso apontado como o vilão que tem impedido o governo de avançar.”
Fonte: Veja.com