quarta-feira, 21 de agosto de 2019
O drama da família Bolsonaro
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| Michelle Bolsonaro: o tio predileto foi preso sob suspeita de integrar milícia (Isac Nóbrega/PR) |
Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação" O filho mais velho é acusado de comandar a milícia de dentro da Assembleia Legislativa do RJ
Por Hugo
Marques e Nonato Viegas – Veja.com
“Em
abril passado, VEJA publicou uma reportagem que
começava assim: “Maria
Aparecida Firmo Ferreira tem
79 anos, é cardíaca,

Avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro
sofre de Parkinson, locomove-se com
dificuldade e mora num casebre que fica na parte mais miserável de
Brasília — a favela Sol Nascente, conhecida pela violência,
dominada pelo tráfico de drogas e conflagrada por facções que usam
métodos similares aos das milícias cariocas. Sem se preocupar com
tudo isso, dona Aparecida, como é conhecida, enfrenta uma odisseia
diária. Aposentada, ela divide seu tempo entre cuidar de um filho
deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e bater
papo com os vizinhos. (…) Ninguém, ou quase ninguém da
vizinhança, sabe que ela é avó da
primeira-dama Michelle
Bolsonaro.
A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são
assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona
Aparecida. Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a
criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha,
mãe de Michelle, Maria das Graças. Passados três meses de governo,
ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a
residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela. Por
quê? Ela diz que não sabe responder”. Na última semana, o
jornal Folha
de S.Paulo publicou
uma nova reportagem mostrando que Maria Aparecida, a avó, estava
internada fazia dois dias no corredor de um hospital público de
Brasília, aguardando vaga para realizar uma cirurgia ortopédica.
Sem nenhuma assistência da neta, ela sofria sozinha a dor pela
fratura da bacia.
No depoimento que
prestou, a avó da primeira-dama contou que cada pacotinho da droga
era vendido a 5 reais.
Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a
sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por
pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes.
Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime
fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das
desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de
Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio
Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da
primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz
confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi
a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se
completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.
Na penitenciária
feminina do Gama, onde foi cumprir a pena, Maria Aparecida mostrou
que os seus princípios não estavam tão renovados assim. Em maio de
1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou
subornar um agente, oferecendo-lhe dinheiro para que a levasse
até sua casa. O plano era o seguinte: ela fingiria que estava
doente, a direção do presídio autorizaria sua ida a um hospital e,
no caminho, a guarda desviaria a rota, permitindo que Maria Aparecida
fizesse uma visita à família. Por causa dessa infração, ela ficou
na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos
— e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em
agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia.
Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000.
IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso (./.)
Na reportagem publicada
em abril, Maria Aparecida contou ter ajudado a criar Michelle,
reclamou da ausência da neta e lamentava não ter sido sequer
convidada para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro — nem
ela nem a filha, Maria das Graças, a mãe de Michelle. O passado,
confidencia um familiar da primeira-dama, também deixou marcas na
relação entre mãe e filha. Maria das Graças igualmente esteve na
mira da Justiça. Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia
descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um
verdadeiro e o outro falso. De acordo com o primeiro, o verdadeiro,
Maria das Graças Firmo Ferreira nasceu no dia 11 de junho de 1959,
tinha 1,60 metro e era filha de Ibraim Firmo Ferreira. No outro, o
falso, não havia o nome do pai, o da mãe fora alterado (de Maria
Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira), ela ficara
nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e sua
altura tinha aumentado em 13 centímetros (1,73 metro). Tratava-se,
portanto, de outra pessoa.
A então Delegacia de
Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito
policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a
mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos
depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de
nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás,
distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi
registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi
constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos
dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de
Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor,
Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a
certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu
excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e,
“aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu
nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”,
segundo ela.
AMEAÇAS
– Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio
da primeira-dama continua preso preventivamente (Dida
Sampaio/Estadão Conteúdo)
Maria das Graças usou a
certidão de nascimento adulterada para emitir um novo CPF. Não há
no inquérito informações sobre eventuais negócios ilícitos
realizados por ela com os documentos falsos. Em 1989, o Ministério
Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi
indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco
anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar
mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado.
O juiz responsável pelo caso justificou a decisão argumentando que
o crime estava prescrito. Procurada por VEJA, a mãe de Michelle
apresentou uma nova versão para a história: “Isso aí foi um
negócio que meu pai tinha arrumado para mim. Não quero mexer com
isso, não quero falar sobre isso”. Ibraim Firmo, o pai, foi
assassinado em 2015.
VEJA
apurou com familiares da primeira-dama que o distanciamento entre
ela, a mãe e a avó se deu justamente por causa desses problemas do
passado. Um parente que pediu anonimato contou que, pouco depois de
Jair Bolsonaro decidir concorrer à Presidência, Michelle procurou a
mãe para que ela resolvesse pendências que ainda existiam sobre sua
documentação. Ofereceu ajuda, mas Maria das Graças recusou, e as
duas se afastaram. A mãe nega qualquer entrevero com a filha. “Eu
não vou lá (no
Palácio da Alvorada) porque
não gosto de palácios e, para a Michelle vir aqui, é muita gente
para vir junto e fica tudo muito difícil”, diz. “Estamos ótimas,
é tudo mentira, fofoca.”
Rolos com a Justiça têm
sido uma tradição familiar. João Batista Firmo Ferreira, sargento
aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi um dos poucos
familiares de Michelle convidados para a cerimônia de posse do
presidente Bolsonaro. É — ou era — o tio preferido da
primeira-dama. Em maio passado, no entanto, ele foi preso, sob a
acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente,
onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle. De acordo
com o Ministério Público, João Batista e mais sete PMs
participariam de um esquema ilegal de venda de lotes na favela.
Um delator contou que os policiais atuavam como o braço armado
da quadrilha, dando suporte ao negócio irregular através de ameaças
e até eliminação de desafetos. O sargento está preso na
penitenciária da Papuda, em Brasília.
O processo que apura a
ligação do ex-policial com a milícia da Sol Nascente tramita em
segredo de Justiça. Os advogados do PM dizem que o envolvimento dele
no caso é um grande mal-entendido. João Batista, de acordo com essa
versão, teve a prisão decretada após uma improvável coincidência.
Ele construiu uma casa e tentava vendê-la. Um policial amigo indicou
um comprador. Esse amigo, porém, estava sendo monitorado pelo
Ministério Público. As conversas entre os dois foram gravadas e,
para os investigadores, elas comprovariam que João Batista e o
colega estavam vendendo lotes irregulares e dividindo as comissões.
Logo depois de fechado esse último negócio, inclusive, foi
realizada uma transferência de dinheiro da conta de João Batista
para a do policial. De acordo com os advogados, o depósito seria uma
comissão pela corretagem. Essa versão, no entanto, não convenceu a
Justiça.
No mês passado, a defesa
de João Batista ingressou com um pedido de relaxamento da prisão
preventiva, alegando que o sargento tem bons antecedentes e
residência fixa. O juiz do caso, no entanto, ressaltou que a
gravidade das condutas dos policiais apuradas pelos investigadores,
entre elas participar de organização criminosa, justificava a
manutenção da prisão — e negou o pedido. Pessoas próximas ao
sargento contaram a VEJA que o fato de ser parente de Michelle
Bolsonaro não ajudou em nada a situação dele, muito pelo
contrário. Na cadeia, detido há quase noventa dias numa área da
penitenciária reservada a policiais, João Batista não recebeu a
visita nem tipo algum de ajuda ou solidariedade de ninguém da
família.
Procurada, a
primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares. No
governo, Michelle vem desempenhando um bom papel, ocupando o cargo de
presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao
Voluntariado, órgão responsável por projetos na área social.
Depois da publicação da reportagem da Folha sobre a avó, dona
Maria Aparecida foi transferida para outro hospital e operada. A
Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não houve
interferência alguma do Palácio do Planalto na mudança.
Questionado sobre o caso e fiel ao seu estilo, o presidente Bolsonaro
classificou o episódio todo como uma baixaria. De fato, é. Agora,
entende-se a distância que a primeira-dama, tão ciosa de sua imagem
e preocupada com causas sociais, impôs aos enrolados membros de sua
família.”
Publicado
em VEJA de 21 de agosto de 2019, edição
nº 2648
Fonte: veja.com
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| Avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro |
Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes. Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.
A então Delegacia de
Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito
policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a
mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos
depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de
nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás,
distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi
registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi
constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos
dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de
Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor,
Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a
certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu
excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e,
“aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu
nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”,
segundo ela.
Fonte: veja.com
terça-feira, 20 de agosto de 2019
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
“Quais os desafios de um embaixador do Brasil nos EUA”
Por
Paulo Beraldo e Mario Rossit, especial para O Estado de S. Paulo
“Aumentar a
visibilidade e influência do Brasil e evitar o aumento de tarifas
contra produtos brasileiros em meio à guerra comercial entre China e
Estados Unidos serão dois dos principais desafios próximo
embaixador do Brasil em Washington. A avaliação é de analistas e
ex-embaixadores ouvidos pelo Estado.
Nesta segunda-feira, 19,
o Estado mostrou que o nome de Eduardo Bolsonaro, filho do
presidente, enfrenta resistência no Senado, onde o deputado federal
deve ser sabatinado. O levantamento revelou que o governo ainda não
tem o mínimo de 41 votos em plenário para referendar a indicação,
que quebra uma tradição dentro do Itamaraty, desde a
redemocratização, de ter na embaixada em Washington sempre um
diplomata de carreira.
Na capital americana,
centenas de diplomatas estrangeiros disputam um espaço na apertada
agenda das autoridades do governo. "Um embaixador precisa ter
muita experiência, conhecimento e habilidade para ser ouvido em
Washington", disse Oliver Stuenkel, coordenador do programa de
pós-graduação da Escola de Relações Internacionais da Fundação
Getúlio Vargas.
Visibilidade
"Tudo é disputa por
visibilidade. É a capital onde há mais diplomatas estrangeiros no
mundo e todos querem falar com os tomadores de decisão do governo
dos EUA. E há, ainda, um número muito grande de lobistas".
Para Oliver Stuenkel,
dois fatores adicionam pressão ao futuro ocupante do cargo: as
eleições em 2020 - em que Donald Trump buscará um novo mandato - e
a importância que o presidente Jair Bolsonaro atribui aos Estados
Unidos. "A transformação dessa relação com os EUA é a
peça-chave da revolução proposta na política externa por
Bolsonaro".
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| Deputado por SP, embora resida no RJ, Eduardo Bolsonaro, candidato à embaixada do Brasil nos EUA |
Para o professor, o
embaixador vai ter que transformar essa retórica em estratégia, entregar resultados e aprofundar a relação bilateral. Outra
necessidade citada será evitar o aumento de tarifas de produtos
brasileiros que podem competir com os norte-americanos, em especial
os agrícolas.
EUA-China
Mônica Herz, professora
do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, também afirma
que o governo dos EUA pode mudar no ano que vem e que será preciso
lidar com a enorme complexidade do aparato de Estado norte-americano,
com a sociedade civil e organizações daquele país.
"Relações entre
Estados e sociedades são mais importantes e complexas do que as
entre mandatários", disse. Ela lembrou ainda da disputa
sistêmica por influência entre EUA e China na América Latina.
"Nossos interesses são diversos e não se alinham totalmente
com nenhum dos dois. Teremos que administrar nossa atuação nesse
contexto".
'Agenda grande'
Último embaixador do
Brasil em Washington, Sergio Amaral relatou ter preparado terreno
para a consolidação de grandes acordos com os Estados Unidos, que
agora terão de ser encampados pelo novo titular do posto. “Haverá
uma agenda muito grande de trabalho”, disse ele, que não quis
comentar a indicação de Eduardo.
Segundo o diplomata, com
a globalização e as transformações em curso nas sociedades
atuais, um embaixador deve ser capaz de compreender as transições
no universo político. "Os políticos não souberam explicar
isso para a população, que acabou recorrendo a líderes
populistas", afirmou.[
Ex-embaixador nos EUA
entre 1999 e 2004, Rubens Barbosa defendeu priorizar interesses acima
de partidos e ideologias, "com prudência e comedimento,
sobretudo nos pronunciamentos públicos". "O que conta é
ter acesso e influência", escreveu em artigo para jornal O Estado de S.Paulo."
Fonte:
Estadão
"'Tsunami pela Educação", em Poços de Caldas, MG virou Ato público
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| Rosana Faro que faz parte do Sinpro – Sindicato de professores do Estado de MG – convocou todas centrais sindicais, os partidos políticos e os D.A e C.A das universidades públicas e particulares. |
Por Ana Lúcia Dias
Em Poços de Caldas: às 17h, em 13 de agosto, os estudantes, professores e trabalhadores da Educação fizeram um Ato Público para se esclarecer o “future-se” e a Reforma da Previdência – em curso agora no senado –.
Enquanto em outras cidades e capitais do país tiveram o que foi proposto: “Tsunami pela Educação”. Poços de Caldas que detêm cerca de 10 universidades públicas e gratuitas, organizaram um ato público que dele participaram: o IF – Instituto Federal – Campus Poços, a UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais e a UNIFENAS – Universidade Federal de Alfenas – Unidade Poços de Caldas.
Em Poços de Caldas: às 17h, em 13 de agosto, os estudantes, professores e trabalhadores da Educação fizeram um Ato Público para se esclarecer o “future-se” e a Reforma da Previdência – em curso agora no senado –.
Enquanto em outras cidades e capitais do país tiveram o que foi proposto: “Tsunami pela Educação”. Poços de Caldas que detêm cerca de 10 universidades públicas e gratuitas, organizaram um ato público que dele participaram: o IF – Instituto Federal – Campus Poços, a UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais e a UNIFENAS – Universidade Federal de Alfenas – Unidade Poços de Caldas.
Alguns alunos parecem não estar muito preocupados com a questão da transformação da universidade pública e gratuita em universidade mantidas pela iniciativa privada.
Assista à explicação do que é esse novo projeto do governo federal, que a aluna Fernanda do Instituto Federal – Campus Poços, estudou muito sobre o assunto. O que é o “future-se" e, quais as consequências das Instituições de Ensino Público e gratuito aceitarem tal “produto".
Ainda dá tempo de se ter debates sobre o assunto em todas as universidades, utilizando a “autonomia universitária”, que ainda existe. As decisões não podem ser unilaterais, têm se debater com os maiores interessados: os alunos e professores!
Como se pode ver em outras universidades, por exemplo, a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais ou então, a UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, considerada a maior federal do país, os reitores se recusaram a aceitar essa medida do ministro da Educação, Abraham Weintraub indicado pelo ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni.
Weintraub é graduado em economia, assim como Paulo Guedes e tem a mesma concepção “Neoliberal”, que não deu certo em países bem menores que o Brasil, como Argentina para citar um exemplo bem recente e pertinho de nós.
Weintraub é graduado em economia, assim como Paulo Guedes e tem a mesma concepção “Neoliberal”, que não deu certo em países bem menores que o Brasil, como Argentina para citar um exemplo bem recente e pertinho de nós.
Em Poços de Caldas houve uma "Tsunami Pela Educação", que virou um Ato Público, nada comparado as manifestações pela Educação realizadas em maio deste ano na cidade. Mesmo assim: parabéns aos que vieram!
Fonte: Mídia Ninja
Em outras localidades do país a "Tsunami pela Educação", que ocorreu em 13 de agosto às 17h em diversas capitais e cidades maiores:
Fonte: fotos de diversos sites
sábado, 17 de agosto de 2019
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Dilma Rousseff no Entre Vistas
Fonte: TVT
"O Entre Vistas de hoje é com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Juca Kfouri e Dilma batem um papo sobre a política nacional e internacional e a “soberania em risco”."
Conheça um pouco de Dilma Rousseff
"Uma luta que começou em Minas Gerais, onde nasceu Dilma, em dezembro de 1947. A jovem Dilma entrou para o movimento estudantil, combateu a ditadura militar, acabou presa e condenada por subversão. É provável que o sofrimento tenha ajudado a forjar a personalidade determinada, forte e incisiva de Dilma Rousseff. Mas a fama de durona, foi construída em cima de uma carreira que incluiu: a fundação de um partido o PDT; a passagem pela Secretaria Estadual de Minas e Energia e Comunicação, do Rio Grande do Sul; até chegar ao Ministério de Minas e Energia, no governo Lula.
Dilma ocupou também a chefia da Casa Civil, esteve à frente do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Como presidenta, desde o primeiro mandato, Dilma levou adiante programas de inclusão social, continuou com o programa de combate à fome e confirmou a política de cotas na educação."
Fonte: TVT História do Brasil: em São Paulo: Ocupação Vladimir Herzog (2019) – No Itaú Cultural
Fonte: Itaú Cultural
De 14/08 A 20/10
46ª Ocupação homenageia vida e obra do jornalista Vladimir Herzog
"A 46ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural homenageia o jornalista Vladimir Herzog. Nascido em junho de 1937, na Iugoslávia, em Osijek (hoje Croácia), Vladimir – nome que adota ao naturalizar-se brasileiro – foi morto aos 38 anos, em 1975, pela ditadura civil-militar brasileira (1964-1985).
Na mostra, realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog (IVH), o público é convidado a conhecer a trajetória jornalística de Vlado e suas realizações no campo do audiovisual – uma de suas atividades prediletas. Fotografias, reportagens e depoimentos recriam
a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa
historiográfica do Brasil e de sua construção democrática.
a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa
historiográfica do Brasil e de sua construção democrática.
Além do espaço expositivo, há uma publicação impressa, distribuída gratuitamente na recepção do instituto a partir do dia da abertura, e uma série de conteúdos on-line, como entrevistas em vídeo com amigos e familiares do jornalista." No dia 14 de agosto, confira esses e outros materiais no
site: itaucultural.org.br/ocupacao.
site: itaucultural.org.br/ocupacao.
Ocupação Vladimir Herzog - "Fotografias, reportagens e depoimentos recriam a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa historiográfica do Brasil e de sua construção democrática."
Abertura
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
às 20h
visitação: até domingo 20 de outubro de 2019 de terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30] - sábado, domingo e feriado 11h às 20h - piso -2
Entrada gratuita
[livre para todos os públicos - exceto a seção Caso Herzog, indicada para
maiores de 12 anos]
maiores de 12 anos]
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 – São Paulo, SP
(Estação Brigadeiro do metrô)
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Educação: UFRJ, a maior Universidade Pública do país e a UFMG dizem não aderir ao "Future-se"
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(UFMG/Reprodução)
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"Segundo o grupo de trabalho formado pela universidade, o Future-se é obscuro e deixa de fora o ensino e a extensão"
Por Taís Ilhéu
“Depois
do Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) não recomendar a adesão ao programa "Future-se", na
última sexta (9), a universidade promove agora uma série de debates
sobre a proposta do Ministério da Educação. Ontem, foi a vez
do grupo de trabalho formado por diretores, pró-reitores,
procuradores e outros especialistas da UFMG apresentarem uma análise
técnico-científica do texto da projeto.
O centro do debate foi,
de acordo com a avaliação do grupo, a inconsistência e a falta de
clareza da proposta, que não determina com precisão qual seria o
papel das organizações sociais que prestarão serviços à
universidade ou como a arrecadação dos fundos patrimoniais seria
distribuída entre as instituições, entre outras incongruências.
As propostas do Future-se, de uma forma geral giram em torno de incentivar a arrecadação de verbas para as universidades federais na iniciativa privada, diminuindo a participação do governo.
As propostas do Future-se, de uma forma geral giram em torno de incentivar a arrecadação de verbas para as universidades federais na iniciativa privada, diminuindo a participação do governo.
O chefe de gabinete da
reitoria, Rui Rothe-Neves, também destacou no debate que o Future-se
só contempla parte das atividades realizadas em uma universidade
pública. “Ele trata de pesquisa, empreendedorismo e
internacionalização, ignorando extensão e ensino. Portanto, não
contempla o tripé:ensino-pesquisa-extensão”, declarou em nota
divulgada pela UFMG. Esse ponto já havia sido mencionado na nota
oficial do conselho publicada na semana passada.
“Presente
comprometido”
Na
abertura do debate, a reitora da UFMG, Sandra Goulart, voltou a
afirmar que antes de debater novas formas de arrecadação para as
universidades, o MEC precisa descontingenciar
com urgência os 30% da verba discricionária de todas as federais.
“Como pensar o futuro se o presente está comprometido?”,
pontuou. Segundo Goulart, R$ 64,5 milhões da UFMG estão bloqueados.
“Estamos empenhados em reverter o bloqueio. Contamos com os
parlamentares, a Andifes [Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior] está
trabalhando nesse sentido, e os demais reitores, também”.
Quanto ao "Future-se", a
reitora relembrou que as universidades não tiveram nenhuma
participação na formulação do plano e foram informadas sobre sua
existência apenas um dia antes da apresentação feita pelo MEC.”
Universidade Federal
do Rio de Janeiro, a maior do país também não vai aderir ao
“Future-se”
“Em nota, a universidade apontou o que considera várias falhas no texto do projeto”
“Depois de uma reunião conduzida pelo vice-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Conselho Universitário (Consuni) da instituição decidiu que não irá aderir ao Future-se. Apresentado pelo MEC no mês passado, o projeto prevê a captação de recursos privados pelas universidades federais, reduzindo assim a participação do governo no financiamento delas. A adesão ou não ao plano, segundo o ministério, será opcional.
Ao recusar por
unanimidade o Future-se, a UFRJ emitiu uma nota criticando a forma
como ele foi apresentado a falta de clareza no texto. A proposta da
criação de fundos patrimoniais, por exemplo, que é uma das
principais medidas do projeto, não esclarece quem irá gerir os
fundos ou como a universidade se manterá até que eles passem a
gerar rendimentos. Os fundos patrimoniais são feitos a partir de
doações de empresas privadas, mas apenas o rendimento dessas
doações, que são aplicadas, deve ser utilizado.
Um outro receio da
federal do Rio de Janeiro é que o projeto do MEC coloque em risco a
autonomia universitária, já que envolverá negociações com o
setor privado que podem resultar não só na interferência do espaço
físico, como no âmbito acadêmico e da pesquisa.
Por fim, a UFRJ declarou
que está aberta ao diálogo com o Ministério da Educação para
resolver de outras maneiras o impasse do financiamento da
universidade.
Contingenciamento
Em
entrevista recente à TV Globo, a reitora da instituição,
Denise Carvalho, anunciou que algumas atividades
universitárias poderiam ser suspensas ainda
este mês por conta do bloqueio
de 30% da verba discricionária,
imposta pelo MEC a todas as universidades federais. O Hospital
Universitário é o que mais corre risco, podendo parar de realizar
atendimentos e principalmente cirurgias.”
Fonte: Guia do Estudante - Abril
São centenas de Mulheres por um Brasil Melhor
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| São centenas de Mulheres em Brasília |
A sessão solene em homenagem à Marcha das Margaridas, realizada na Câmara Federal dos Deputados em Brasília!
Fonte: Facebook
São centenas de Mulheres por um Brasil melhor!
terça-feira, 13 de agosto de 2019
A Marcha das Margaridas, hoje e amanhã em Brasiília
Milhares
de mulheres em defesa da soberania popular!
“Milhares
de mulheres do campo, da floresta e das águas marcharão em Brasília
por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade
e livre de violência"
"Hoje,
terça-feira, dia 13 de agosto, milhares de mulheres do campo, da
floresta e das águas de todo o Brasil e de 26 países de todos os
continentes chegarão à capital federal para participar, nos dias 13
e 14 de agosto, da maior ação estratégica protagonizada pelas
mulheres na América Latina: a Marcha das Margaridas.
A
ação acontece a cada quatro anos e esta é a sexta edição, com o
lema da Marcha das Margaridas 2019 é “Margaridas na luta por
um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e
livre de violência”. Ao longo de suas edições, desde a primeira
realizada em 2000, a Marcha tornou-se um importante espaço e uma
importante estratégia para as Margaridas conquistarem
visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena.
Mulheres do Sul de Minas marcando presença na Marcha das Margaridas
Mulheres do Sul de Minas marcando presença na Marcha das Margaridas
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| Coletivo Feminista Mulher pela Democracia Poços de Caldas e região também foram para a Marcha das Margaridas em Brasília, capital federal |
A
6ª Marcha das Margaridas é realizada pela Confederação Nacional
dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares
(CONTAG), suas 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o País, em parceria com
16 organizações sociais, entre movimentos feministas e de mulheres
trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.
PROGRAMAÇÃO
As
caravanas dos estados começam a chegar na madrugada de 13 de agosto
e as atividades serão iniciadas às 14h, com oficinas, painéis e
com a Mostra de Saberes e Sabores das Margaridas. A abertura oficial
será às 19h e, na sequência, será realizada a noite cultural. Uma
das apresentações confirmadas é da atriz Letícia Sabatella. As
atividades do primeiro dia são exclusivas para as delegações dos
estados e para a delegação internacional.
No
dia 14, momento da “grande marcha”, a programação é aberta ao
público em geral. As Margaridas estarão concentradas no lado
externo do Pavilhão do Parque da Cidade a partir das 6h. Sairão em
marcha às 7h em direção à Esplanada dos Ministérios. A previsão
é que o ato de encerramento seja realizado às 11h nas proximidades
do Congresso Nacional.”
"A coordenadora-geral da Marcha 2019, Maria José Morais Costa, a Mazé, conta que milhares de mulheres se envolvem na construção desse evento que este ano ocorre nesta terça e quarta (13 e 14). “É um processo de formação, mobilização e construção na base. A gente define o lema, o caráter e os eixos temáticos que estaremos trabalhando na base”, diz.
"A coordenadora-geral da Marcha 2019, Maria José Morais Costa, a Mazé, conta que milhares de mulheres se envolvem na construção desse evento que este ano ocorre nesta terça e quarta (13 e 14). “É um processo de formação, mobilização e construção na base. A gente define o lema, o caráter e os eixos temáticos que estaremos trabalhando na base”, diz.
“Aí
as mulheres passam praticamente dois anos discutindo, fazendo o
processo de formação na base. Termina uma marcha as mulheres já
vão pensando (a próxima).
Faltando dois anos, já começam a intensificar esse processo. Envolve não só as 100 mil que vêm à Brasília, mas milhares de outras por todo o canto do país e do mundo, que sabem o que é a Marcha das Margaridas”, explica a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais Agricultoras Familiares da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).
São
27 federações e mais de 4 mil os sindicatos filiados à Contag, que
promove as Marchas com parceria e apoio de movimentos feministas, de
mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações
internacionais.
Crescimento na democracia
Mazé
relata que este ano as mulheres estão encontrando
muitas dificuldades para
a Marcha. “Nesse governo que aí está, que só quer retirar os
direitos da classe trabalhadora, sobretudo das mulheres, a gente não
tem nem como dialogar.”


Assim,
os eixos políticos da Marcha 2019 tocam em pontos nevrálgicos, sob
risco no governo Jair Bolsonaro. Tratam da defesa da terra, água e
agroecologia; da autodeterminação dos povos, com soberania
alimentar e energética; pela proteção e conservação da
sociobiodiversidade; por autonomia econômica, trabalho e renda; por
previdência e assistência social pública, universal e solidária;
por saúde pública e em defesa do SUS; por uma educação sexista e
antirracista e pelo direito à educação do campo; pela autonomia e
liberdade das mulheres sobre seu corpo e sua sexualidade; por uma
vida livre de todas as formas de violência; por democracia com
igualdade e fortalecimento da participação política das mulheres.
Esta
será a primeira Marcha das Margaridas após o golpe que em 2016
retirou Dilma
Rousseff da
Presidência da República.
“Tínhamos um diálogo muito bom nos últimos anos com os dois governos, de Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, 2003 a 2010) e Dilma (entre 2011 e 2016)”, lembra a dirigente da Contag. “A gente pode dialogar sobre nossas pautas e conseguimos várias conquistas durante esses governos através da Marcha das Margaridas.”
“Não existe uma receita pronta para construir a Marcha das Margaridas… a criatividade e a ousadia de cada mulher ou grupo é o que prevalece”, afirma a publicação que sugere ações para ampliar o processo de mobilização."
“Tínhamos um diálogo muito bom nos últimos anos com os dois governos, de Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, 2003 a 2010) e Dilma (entre 2011 e 2016)”, lembra a dirigente da Contag. “A gente pode dialogar sobre nossas pautas e conseguimos várias conquistas durante esses governos através da Marcha das Margaridas.”
“Não existe uma receita pronta para construir a Marcha das Margaridas… a criatividade e a ousadia de cada mulher ou grupo é o que prevalece”, afirma a publicação que sugere ações para ampliar o processo de mobilização."
Fontes: Conversa Afiada e Brasil 247
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