quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Missão espacial da Ìndia, "Chadrayan2", registra as queimadas na Amazonia

Missão Espacial da Índia, "Chadraian2" registra queimada na Amazonia







Essas queimadas são registradas durante a gestão do presidente Bolsonaro no Brasil.

Fonte: fotos whatsapp

Imagens inéditas da Passeata dos 100 mil mostram Chico, Caetano e Vinicius, em 1968


Fonte: Jornal O Globo

O drama da família Bolsonaro

Michelle Bolsonaro: o tio predileto foi preso sob suspeita de integrar milícia (Isac Nóbrega/PR) 



Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação" O filho mais velho é acusado de comandar a milícia de dentro da Assembleia Legislativa do RJ 


Por Hugo Marques e Nonato Viegas – Veja.com

“Em abril passado, VEJA publicou uma reportagem que começava assim: “Maria Aparecida Firmo Ferreira tem 79 anos, é cardíaca,
Avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro
 sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre que fica na parte mais miserável de Brasília — a favela Sol Nascente, conhecida pela violência, dominada pelo tráfico de drogas e conflagrada por facções que usam métodos similares aos das milícias cariocas. Sem se preocupar com tudo isso, dona Aparecida, como é conhecida, enfrenta uma odisseia diária. Aposentada, ela divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e bater papo com os vizinhos. (…) Ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona Aparecida. Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças. Passados três meses de governo, ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela. Por quê? Ela diz que não sabe responder”. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma nova reportagem mostrando que Maria Aparecida, a avó, estava internada fazia dois dias no corredor de um hospital público de Brasília, aguardando vaga para realizar uma cirurgia ortopédica. Sem nenhuma assistência da neta, ela sofria sozinha a dor pela fratura da bacia.

No depoimento que prestou, a avó da primeira-dama contou que cada pacotinho da droga era vendido a 5 reais. 
Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes. Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.
Na penitenciária feminina do Gama, onde foi cumprir a pena, Maria Aparecida mostrou que os seus princípios não estavam tão renovados assim. Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-­lhe dinheiro para que a levasse até sua casa. O plano era o seguinte: ela fingiria que estava doente, a direção do presídio autorizaria sua ida a um hospital e, no caminho, a guarda desviaria a rota, permitindo que Maria Aparecida fizesse uma visita à família. Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000.
IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso (./.)

Na reportagem publicada em abril, Maria Aparecida contou ter ajudado a criar Michelle, reclamou da ausência da neta e lamentava não ter sido sequer convidada para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro — nem ela nem a filha, Maria das Graças, a mãe de Michelle. O passado, confidencia um familiar da primeira-dama, também deixou marcas na relação entre mãe e filha. Maria das Graças igualmente esteve na mira da Justiça. Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso. De acordo com o primeiro, o verdadeiro, Maria das Graças Firmo Ferreira nasceu no dia 11 de junho de 1959, tinha 1,60 metro e era filha de Ibraim Firmo Ferreira. No outro, o falso, não havia o nome do pai, o da mãe fora alterado (de Maria Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira), ela ficara nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e sua altura tinha aumentado em 13 centímetros (1,73 metro). Tratava-se, portanto, de outra pessoa.

A então Delegacia de Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás, distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor, Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e, “aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”, segundo ela.
AMEAÇAS – Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio da primeira-dama continua preso preventivamente (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Maria das Graças usou a certidão de nascimento adulterada para emitir um novo CPF. Não há no inquérito informações sobre eventuais negócios ilícitos realizados por ela com os documentos falsos. Em 1989, o Ministério Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado. O juiz responsável pelo caso justificou a decisão argumentando que o crime estava prescrito. Procurada por VEJA, a mãe de Michelle apresentou uma nova versão para a história: “Isso aí foi um negócio que meu pai tinha arrumado para mim. Não quero mexer com isso, não quero falar sobre isso”. Ibraim Firmo, o pai, foi assassinado em 2015.

VEJA apurou com familiares da primeira-dama que o distanciamento entre ela, a mãe e a avó se deu justamente por causa desses problemas do passado. Um parente que pediu anonimato contou que, pouco depois de Jair Bolsonaro decidir concorrer à Presidência, Michelle procurou a mãe para que ela resolvesse pendências que ainda existiam sobre sua documentação. Ofereceu ajuda, mas Maria das Graças recusou, e as duas se afastaram. A mãe nega qualquer entrevero com a filha. “Eu não vou lá (no Palácio da Alvorada) porque não gosto de palácios e, para a Michelle vir aqui, é muita gente para vir junto e fica tudo muito difícil”, diz. “Estamos ótimas, é tudo mentira, fofoca.”
Rolos com a Justiça têm sido uma tradição familiar. João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi um dos poucos familiares de Michelle convidados para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro. É — ou era — o tio preferido da primeira-dama. Em maio passado, no entanto, ele foi preso, sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle. De acordo com o Ministério Público, João Batista e mais sete PMs participariam de um esquema ilegal de venda de lotes na favela. Um delator contou que os policiais atuavam como o braço armado da quadrilha, dando suporte ao negócio irregular através de ameaças e até eliminação de desafetos. O sargento está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.
O processo que apura a ligação do ex-policial com a milícia da Sol Nascente tramita em segredo de Justiça. Os advogados do PM dizem que o envolvimento dele no caso é um grande mal-entendido. João Batista, de acordo com essa versão, teve a prisão decretada após uma improvável coincidência. Ele construiu uma casa e tentava vendê-la. Um policial amigo indicou um comprador. Esse amigo, porém, estava sendo monitorado pelo Ministério Público. As conversas entre os dois foram gravadas e, para os investigadores, elas comprovariam que João Batista e o colega estavam vendendo lotes irregulares e dividindo as comissões. Logo depois de fechado esse último negócio, inclusive, foi realizada uma transferência de dinheiro da conta de João Batista para a do policial. De acordo com os advogados, o depósito seria uma comissão pela corretagem. Essa versão, no entanto, não convenceu a Justiça.
No mês passado, a defesa de João Batista ingressou com um pedido de relaxamento da prisão preventiva, alegando que o sargento tem bons antecedentes e residência fixa. O juiz do caso, no entanto, ressaltou que a gravidade das condutas dos policiais apuradas pelos investigadores, entre elas participar de organização criminosa, justificava a manutenção da prisão — e negou o pedido. Pessoas próximas ao sargento contaram a VEJA que o fato de ser parente de Mi­chelle Bolsonaro não ajudou em nada a situação dele, muito pelo contrário. Na cadeia, detido há quase noventa dias numa área da penitenciária reservada a policiais, João Batista não recebeu a visita nem tipo algum de ajuda ou solidariedade de ninguém da família.
Procurada, a primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares. No governo, Michelle vem desempenhando um bom papel, ocupando o cargo de presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, órgão responsável por projetos na área social. Depois da publicação da reportagem da Folha sobre a avó, dona Maria Aparecida foi transferida para outro hospital e operada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não houve interferência alguma do Palácio do Planalto na mudança. Questionado sobre o caso e fiel ao seu estilo, o presidente Bolsonaro classificou o episódio todo como uma baixaria. De fato, é. Agora, entende-se a distância que a primeira-dama, tão ciosa de sua imagem e preocupada com causas sociais, impôs aos enrolados membros de sua família.”
Publicado em VEJA de 21 de agosto de 2019, edição nº 2648

Fonte: veja.com  

terça-feira, 20 de agosto de 2019

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

“Quais os desafios de um embaixador do Brasil nos EUA”




Por Paulo Beraldo e Mario Rossit, especial para O Estado de S. Paulo


“Aumentar a visibilidade e influência do Brasil e evitar o aumento de tarifas contra produtos brasileiros em meio à guerra comercial entre China e Estados Unidos serão dois dos principais desafios próximo embaixador do Brasil em Washington. A avaliação é de analistas e ex-embaixadores ouvidos pelo Estado.

Nesta segunda-feira, 19, o Estado mostrou que o nome de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, enfrenta resistência no Senado, onde o deputado federal deve ser sabatinado. O levantamento revelou que o governo ainda não tem o mínimo de 41 votos em plenário para referendar a indicação, que quebra uma tradição dentro do Itamaraty, desde a redemocratização, de ter na embaixada em Washington sempre um diplomata de carreira.

Na capital americana, centenas de diplomatas estrangeiros disputam um espaço na apertada agenda das autoridades do governo. "Um embaixador precisa ter muita experiência, conhecimento e habilidade para ser ouvido em Washington", disse Oliver Stuenkel, coordenador do programa de pós-graduação da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas. 

Visibilidade
"Tudo é disputa por visibilidade. É a capital onde há mais diplomatas estrangeiros no mundo e todos querem falar com os tomadores de decisão do governo dos EUA. E há, ainda, um número muito grande de lobistas".

Para Oliver Stuenkel, dois fatores adicionam pressão ao futuro ocupante do cargo: as eleições em 2020 - em que Donald Trump buscará um novo mandato - e a importância que o presidente Jair Bolsonaro atribui aos Estados Unidos. "A transformação dessa relação com os EUA é a peça-chave da revolução proposta na política externa por Bolsonaro".

Deputado por SP, embora resida no RJ,
Eduardo Bolsonaro, candidato à embaixada
do Brasil nos EUA
Para o professor, o embaixador vai ter que transformar essa retórica em estratégia, entregar resultados e aprofundar a relação bilateral. Outra necessidade citada será evitar o aumento de tarifas de produtos brasileiros que podem competir com os norte-americanos, em especial os agrícolas.

EUA-China
Mônica Herz, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, também afirma que o governo dos EUA pode mudar no ano que vem e que será preciso lidar com a enorme complexidade do aparato de Estado norte-americano, com a sociedade civil e organizações daquele país.

"Relações entre Estados e sociedades são mais importantes e complexas do que as entre mandatários", disse. Ela lembrou ainda da disputa sistêmica por influência entre EUA e China na América Latina. "Nossos interesses são diversos e não se alinham totalmente com nenhum dos dois. Teremos que administrar nossa atuação nesse contexto".

'Agenda grande'
Último embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral relatou ter preparado terreno para a consolidação de grandes acordos com os Estados Unidos, que agora terão de ser encampados pelo novo titular do posto. “Haverá uma agenda muito grande de trabalho”, disse ele, que não quis comentar a indicação de Eduardo.

Segundo o diplomata, com a globalização e as transformações em curso nas sociedades atuais, um embaixador deve ser capaz de compreender as transições no universo político. "Os políticos não souberam explicar isso para a população, que acabou recorrendo a líderes populistas", afirmou.[

Ex-embaixador nos EUA entre 1999 e 2004, Rubens Barbosa defendeu priorizar interesses acima de partidos e ideologias, "com prudência e comedimento, sobretudo nos pronunciamentos públicos". "O que conta é ter acesso e influência", escreveu em artigo para jornal O Estado de S.Paulo."

Fonte: Estadão

"'Tsunami pela Educação", em Poços de Caldas, MG virou Ato público

Rosana Faro que faz parte do Sinpro – Sindicato de professores do Estado de MG – convocou todas centrais sindicais, os partidos políticos e os D.A e C.A das universidades públicas e particulares.













Por Ana Lúcia Dias

Em Poços de Caldas: às 17h, em 13 de agosto, os estudantes, professores e trabalhadores da Educação fizeram um Ato Público para se esclarecer o “future-se” e a Reforma da Previdência – em curso agora no senado –.

Enquanto em outras cidades e capitais do país tiveram o que foi proposto: “Tsunami pela Educação”. Poços de Caldas que detêm cerca de 10 universidades públicas e gratuitas, organizaram um ato público que dele participaram: o IF – Instituto Federal – Campus Poços, a UEMG – Universidade Estadual de Minas Gerais e a UNIFENAS  – Universidade Federal de Alfenas – Unidade Poços de Caldas.

Alguns alunos parecem não estar muito preocupados com a questão da transformação da universidade pública e gratuita em universidade mantidas pela iniciativa privada. 

Assista à explicação do que é esse novo projeto do governo federal, que a aluna Fernanda do Instituto Federal – Campus Poços,  estudou muito sobre o assunto. O que é o “future-se" e, quais as consequências das Instituições de Ensino Público e gratuito aceitarem tal “produto".

Ainda dá tempo de se ter debates sobre o assunto em todas as universidades, utilizando a “autonomia universitária”, que ainda existe. As decisões não podem ser unilaterais, têm se debater com os maiores interessados: os alunos e professores!

Como se pode ver em outras universidades, por exemplo, a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais ou então, a UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, considerada a maior federal do país, os reitores se recusaram a aceitar essa medida do ministro da Educação, Abraham Weintraub indicado pelo ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni. 

Weintraub é graduado em economia, assim como Paulo Guedes  e tem a mesma concepção “Neoliberal”, que não deu certo em países bem menores que o Brasil, como Argentina para citar um exemplo bem recente e pertinho de nós. 

Psol – Partido da Solidariedade e Liberdade – sempre presente  
Em Poços de Caldas houve uma "Tsunami Pela Educação", que virou um Ato Público, nada comparado as manifestações pela Educação realizadas em maio deste ano na cidade. Mesmo assim: parabéns aos que vieram! 

SP - Av. Paulista na "3ª Tsunami da Educação"


Fonte: Mídia Ninja

Em outras localidades do país a "Tsunami pela Educação", que ocorreu em 13 de agosto às 17h em diversas capitais e cidades maiores:

                         Fonte: fotos de diversos sites 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Dilma Rousseff no Entre Vistas


Fonte: TVT


"O Entre Vistas de hoje é com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Juca Kfouri e Dilma batem um papo sobre a política nacional e internacional e a “soberania em risco”."
Conheça um pouco de Dilma Rousseff
"Uma luta que começou em Minas Gerais, onde nasceu Dilma, em dezembro de 1947. A jovem Dilma entrou para o movimento estudantil, combateu a ditadura militar, acabou presa e condenada por subversão. É provável que o sofrimento tenha ajudado a forjar a personalidade determinada, forte e incisiva de Dilma Rousseff. Mas a fama de durona, foi construída em cima de uma carreira que incluiu: a fundação de um partido o PDT; a passagem pela Secretaria Estadual de Minas e Energia e Comunicação, do Rio Grande do Sul; até chegar ao Ministério de Minas e Energia, no governo Lula.

Dilma ocupou também a chefia da Casa Civil, esteve à frente do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Como presidenta, desde o primeiro mandato, Dilma levou adiante programas de inclusão social, continuou com o programa de combate à fome e confirmou a política de cotas na educação."

Fonte: TVT

História do Brasil: em São Paulo: Ocupação Vladimir Herzog (2019) – No Itaú Cultural


Fonte: Itaú Cultural

De 14/08 A 20/10
46ª Ocupação homenageia vida e obra do jornalista Vladimir Herzog
"A  46ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural homenageia o jornalista Vladimir Herzog. Nascido em junho de 1937, na Iugoslávia, em Osijek (hoje Croácia), Vladimir – nome que adota ao naturalizar-se brasileiro – foi morto aos 38 anos, em 1975, pela ditadura civil-militar brasileira (1964-1985).
Na  mostra, realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog (IVH), o público é convidado a conhecer a trajetória jornalística de Vlado e suas realizações no campo do audiovisual – uma de suas atividades prediletas. Fotografias, reportagens e depoimentos recriam
a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa
historiográfica do Brasil e de sua construção democrática.
Além do espaço expositivo, há uma publicação impressa, distribuída gratuitamente na recepção do instituto a partir do dia da abertura, e uma série de conteúdos on-line, como entrevistas em vídeo com amigos e familiares do jornalista." No dia 14 de agosto, confira esses e outros materiais no
site: 
itaucultural.org.br/ocupacao.

Ocupação Vladimir Herzog - "Fotografias, reportagens e depoimentos recriam a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa historiográfica do Brasil e de sua construção democrática."

Abertura
quarta-feira, 
14 de agosto de 2019
às 
20h 
visitação: até domingo 20 de outubro de 2019 de terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30] - sábado, domingo e feriado 11h às 20h - piso -2


Entrada gratuita
[livre para todos os públicos - exceto a seção Caso Herzog, indicada para
maiores de 12 anos]
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 – São Paulo, SP

(Estação Brigadeiro do metrô) 

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Educação: UFRJ, a maior Universidade Pública do país e a UFMG dizem não aderir ao "Future-se"

(UFMG/Reprodução)

 UFMG sinaliza não adesão ao Future-se e promove debates. 


"Segundo o grupo de trabalho formado pela universidade, o Future-se é obscuro e deixa de fora o ensino e a extensão"




Por Taís Ilhéu


“Depois do Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) não recomendar a adesão ao programa "Future-se", na última sexta (9), a universidade promove agora uma série de debates sobre a proposta do Ministério da Educação. Ontem, foi a vez do grupo de trabalho formado por diretores, pró-reitores, procuradores e outros especialistas da UFMG apresentarem uma análise técnico-científica do texto da projeto.

O centro do debate foi, de acordo com a avaliação do grupo, a inconsistência e a falta de clareza da proposta, que não determina com precisão qual seria o papel das organizações sociais que prestarão serviços à universidade ou como a arrecadação dos fundos patrimoniais seria distribuída entre as instituições, entre outras incongruências.

As propostas do Future-se, de uma forma geral giram em torno de incentivar a arrecadação de verbas para as universidades federais na iniciativa privada, diminuindo a participação do governo. 

O chefe de gabinete da reitoria, Rui Rothe-Neves, também destacou no debate que o Future-se só contempla parte das atividades realizadas em uma universidade pública. “Ele trata de pesquisa, empreendedorismo e internacionalização, ignorando extensão e ensino. Portanto, não contempla o tripé:ensino-pesquisa-extensão”, declarou em nota divulgada pela UFMG. Esse ponto já havia sido mencionado na nota oficial do conselho publicada na semana passada.

“Presente comprometido”

Na abertura do debate, a reitora da UFMG, Sandra Goulart, voltou a afirmar que antes de debater novas formas de arrecadação para as universidades, o MEC precisa descontingenciar com urgência os 30% da verba discricionária de todas as federais. “Como pensar o futuro se o presente está comprometido?”, pontuou. Segundo Goulart, R$ 64,5 milhões da UFMG estão bloqueados. “Estamos empenhados em reverter o bloqueio. Contamos com os parlamentares, a Andifes [Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior] está trabalhando nesse sentido, e os demais reitores, também”.

Quanto ao "Future-se", a reitora relembrou que as universidades não tiveram nenhuma participação na formulação do plano e foram informadas sobre sua existência apenas um dia antes da apresentação feita pelo MEC.”

Universidade Federal do Rio de Janeiro, a maior do país também não vai aderir ao “Future-se”

“Em nota, a universidade apontou o que considera várias falhas no texto do projeto”

(Agência Brasil/Reprodução)







“Depois de uma reunião conduzida pelo vice-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Conselho Universitário (Consuni) da instituição decidiu que não irá aderir ao Future-se. Apresentado pelo MEC no mês passado, o projeto prevê a captação de recursos privados pelas universidades federais, reduzindo assim a participação do governo no financiamento delas. A adesão ou não ao plano, segundo o ministério, será opcional.

Ao recusar por unanimidade o Future-se, a UFRJ emitiu uma nota criticando a forma como ele foi apresentado a falta de clareza no texto. A proposta da criação de fundos patrimoniais, por exemplo, que é uma das principais medidas do projeto, não esclarece quem irá gerir os fundos ou como a universidade se manterá até que eles passem a gerar rendimentos. Os fundos patrimoniais são feitos a partir de doações de empresas privadas, mas apenas o rendimento dessas doações, que são aplicadas, deve ser utilizado.

Um outro receio da federal do Rio de Janeiro é que o projeto do MEC coloque em risco a autonomia universitária, já que envolverá negociações com o setor privado que podem resultar não só na interferência do espaço físico, como no âmbito acadêmico e da pesquisa.

Por fim, a UFRJ declarou que está aberta ao diálogo com o Ministério da Educação para resolver de outras maneiras o impasse do financiamento da universidade.

Contingenciamento
Em entrevista recente à TV Globo, a reitora da instituição, Denise Carvalho, anunciou que algumas atividades universitárias poderiam ser suspensas ainda este mês por conta do bloqueio de 30% da verba discricionária, imposta pelo MEC a todas as universidades federais. O Hospital Universitário é o que mais corre risco, podendo parar de realizar atendimentos e principalmente cirurgias.”

Fonte: Guia do Estudante - Abril

São centenas de Mulheres por um Brasil Melhor

São centenas de Mulheres em Brasília




A sessão solene em homenagem à Marcha das Margaridas, realizada na Câmara Federal dos Deputados em Brasília!

Fonte: Facebook

São centenas de Mulheres por um Brasil melhor!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

A Marcha das Margaridas, hoje e amanhã em Brasiília




Milhares de mulheres em defesa da soberania popular!

“Milhares de mulheres do campo, da floresta e das águas marcharão em Brasília por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência"


"Hoje, terça-feira, dia 13 de agosto, milhares de mulheres do campo, da floresta e das águas de todo o Brasil e de 26 países de todos os continentes chegarão à capital federal para participar, nos dias 13 e 14 de agosto, da maior ação estratégica protagonizada pelas mulheres na América Latina: a Marcha das Margaridas.
Marcha das Margaridas em Brasília
A ação acontece a cada quatro anos e esta é a sexta edição, com o lema da Marcha das Margaridas 2019 é “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”. Ao longo de suas edições, desde a primeira realizada em 2000, a Marcha tornou-se um importante espaço e uma importante estratégia para as Margaridas conquistarem visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena.

Mulheres do Sul de Minas marcando presença na Marcha das Margaridas
Coletivo Feminista Mulher pela Democracia Poços de Caldas e região também foram para a Marcha das Margaridas em Brasília, capital federal
Mulheres de São Thomé das Letras e Três Corações, MG rumo à Brasília na Marcha das Margaridas


A 6ª Marcha das Margaridas é realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), suas 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o País, em parceria com 16 organizações sociais, entre movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.

PROGRAMAÇÃO
As caravanas dos estados começam a chegar na madrugada de 13 de agosto e as atividades serão iniciadas às 14h, com oficinas, painéis e com a Mostra de Saberes e Sabores das Margaridas. A abertura oficial será às 19h e, na sequência, será realizada a noite cultural. Uma das apresentações confirmadas é da atriz Letícia Sabatella. As atividades do primeiro dia são exclusivas para as delegações dos estados e para a delegação internacional.



No dia 14, momento da “grande marcha”, a programação é aberta ao público em geral. As Margaridas estarão concentradas no lado externo do Pavilhão do Parque da Cidade a partir das 6h. Sairão em marcha às 7h em direção à Esplanada dos Ministérios. A previsão é que o ato de encerramento seja realizado às 11h nas proximidades do Congresso Nacional.”

"A coordenadora-geral da Marcha 2019, Maria José Morais Costa, a Mazé, conta que milhares de mulheres se envolvem na construção desse evento que este ano ocorre nesta terça e quarta (13 e 14). “É um processo de formação, mobilização e construção na base. A gente define o lema, o caráter e os eixos temáticos que estaremos trabalhando na base”, diz.

“Aí as mulheres passam praticamente dois anos discutindo, fazendo o processo de formação na base. Termina uma marcha as mulheres já vão pensando (a próxima).

Faltando dois anos, já começam a intensificar esse processo. Envolve não só as 100 mil que vêm à Brasília, mas milhares de outras por todo o canto do país e do mundo, que sabem o que é a Marcha das Margaridas”, explica a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais Agricultoras Familiares da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).
São 27 federações e mais de 4 mil os sindicatos filiados à Contag, que promove as Marchas com parceria e apoio de movimentos feministas, de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.

Crescimento na democracia

Mazé relata que este ano as mulheres estão encontrando muitas dificuldades para a Marcha. “Nesse governo que aí está, que só quer retirar os direitos da classe trabalhadora, sobretudo das mulheres, a gente não tem nem como dialogar.”

Assim, os eixos políticos da Marcha 2019 tocam em pontos nevrálgicos, sob risco no governo Jair Bolsonaro. Tratam da defesa da terra, água e agroecologia; da autodeterminação dos povos, com soberania alimentar e energética; pela proteção e conservação da sociobiodiversidade; por autonomia econômica, trabalho e renda; por previdência e assistência social pública, universal e solidária; por saúde pública e em defesa do SUS; por uma educação sexista e antirracista e pelo direito à educação do campo; pela autonomia e liberdade das mulheres sobre seu corpo e sua sexualidade; por uma vida livre de todas as formas de violência; por democracia com igualdade e fortalecimento da participação política das mulheres.
Esta será a primeira Marcha das Margaridas após o golpe que em 2016 retirou Dilma Rousseff da Presidência da República.

“Tínhamos um diálogo muito bom nos últimos anos com os dois governos, de Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, 2003 a 2010) e Dilma (entre 2011 e 2016)”, lembra a dirigente da Contag. “A gente pode dialogar sobre nossas pautas e conseguimos várias conquistas durante esses governos através da Marcha das Margaridas.”

“Não existe uma receita pronta para construir a Marcha das Margaridas… a criatividade e a ousadia de cada mulher ou grupo é o que prevalece”, afirma a publicação que sugere ações para ampliar o processo de mobilização."
Fontes: Conversa Afiada e Brasil 247