sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

"QUEM PODE MAIS, CHORA MENOS"


 

Por Lucas Rafael Chianello - Articulista

“A frase que intitula este artigo foi dita por um dos meus professores de direito constitucional na faculdade, ao explicar como as teorias econômicas clássicas se enquadram na Constituição.

O professor ensinou, corretamente, que quanto à ordem econômica e social, nossa Constituição é de um Estado intervencionista de bem-estar social, que garante a propriedade privada dos meios de produção e o lucro em contrapartida de subsídios sociais.

Logo, a Constituição não possui cunho liberal, pois no liberalismo, “Quem pode mais, chora menos.”

Durante essa semana, este valoroso Jornal da Cidade publicou, na quarta-feira, 24/02, página 3, que o prefeito municipal realizaria uma solenidade de assinatura e publicação do decreto da liberdade econômica, o qual consiste, basicamente, na desburocratização da concessão do funcionamento de atividades econômicas, como por exemplo a inexigibilidade de alvarás, com vistas a facilitar ao empresariado a geração de emprego e renda.

Com muito respeito, tal discurso é falacioso, pois na verdade, quando o vice-governador, presente na solenidade, declara que hoje Poços de Caldas se insere no rol de municípios mineiros alinhados com o pensamento liberal, o que se depreende não é a preocupação com geração de emprego e renda e sim redução dos custos de produção para aumento da taxa de lucro.

Sabemos que “pedalas fiscais” e “contabilidade criativa” nada mais foram que invenções sórdidas da direita golpista para derrubar Dilma; a mesma Dilma que, sem decretos de liberdade econômica, reduziu a taxa de desemprego no final de seu primeiro mandato para 4%, números concretos e objetivos de pleno emprego, o que jamais ocorreu na história do Brasil, onde o desemprego é uma chaga social.

Portanto, o que gera emprego e renda não é liberalismo de canetada, mas sim política econômica de emprego, renda e distribuição de riqueza.

Em nível nacional, a liberdade econômica se dá pela Lei nº 13.874/2019.

Paulo Guedes, vulgo Posto Ipiranga, defende primados liberais que cumprem apenas uma parte do texto constitucional, a parte que interessa aos bancos, aos grandes conglomerados econômicos e ao capital internacional, enquanto durante uma pandemia de um vírus altamente mortal a população não tem acesso à vacina, o auxílio emergencial não é renovado e o orçamento do SUS encontra-se congelado pela PEC do teto dos gastos.

Os níveis de pobreza atingidos pelo Chile durante a ditadura Pinochet, o Caracazo na Venezuela em 1989, os índices sociais do governo de FHC e os bolsões de pobreza nos próprios Estados Unidos mostram o que é o neoliberalismo: a velha indiferença.

A chamada liberdade econômica inserta em leis federais e decretos estaduais e municipais nada mais é que um eufemismo para discriminação social, desregulamentação econômica e concentração patrimonial e de renda.

Não existe liberdade econômica para quem precisa andar de ônibus, mora de aluguel e vende o almoço para comprar a janta.

O honorário poços-caldense Antonio Candido dizia que a face humana do capitalismo é uma conquista do socialismo à base de sangue, suor e lágrimas, algo ignorado pelo ultra liberalismo de Bolsonaro, Guedes, Amoedo, Doria, Zema, etc.

Não precisamos desse liberalismo sórdido de canetada que faz com que poucos que podem façam muitos chorar (e muitos que choram acham que sorriem).

Nas palavras de dois barbudinhos alemães do século XIX, precisamos construir uma sociedade na qual o livre desenvolvimento de cada um é o livre desenvolvimento de todos.”

Lucas Rafael Chianello


Lucas Rafael Chianello - É advogado fez Direito na PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Campus Poços de Caldas e é também Jornalista por saber notório, registrado no Ministério do Trabalho – MTB 14.838.

Greve dos caminhoneiros - tanqueiros em BH e região

Caminhoneiros Tanqueiros em greve em Belo Horizonte e região


Por Luciano Costa e Roberto Samora; Reportagem adicional de Alberto Alerigi - Reuters

"Uma paralisação convocada por caminhoneiros que atuam no transporte de combustíveis em Minas Gerais tem afetado o abastecimento em postos na região metropolitana de Belo Horizonte nesta sexta-feira, disse em nota uma associação que representa o setor.

O governo mineiro afirmou que acompanha o movimento dos grevistas e que viaturas da Polícia Militar patrulham o entorno da Refinaria Gabriel Passos, unidade da Petrobras em Betim, "de forma a garantir que os motoristas que transportam combustíveis e que não aderiram à paralisação mantenham suas atividades".

A Petrobras, no entanto, disse não ter sido afetada pela parada da categoria, que teve início às 0h de quinta-feira e pede uma redução pelo governo estadual do ICMS sobre combustíveis.

Eles querem redução do ICMS do Estado de Minas 

A refinaria da Petrobras em Minas Gerais "está operando normalmente e atendendo à demanda das distribuidoras", disse a estatal em nota, acrescentando que a unidade tem "estoques devidamente abastecidos" e produtos "totalmente disponíveis para entrega às companhias distribuidoras".

Não foi possível contato imediato com representantes do setor de distribuição de combustíveis.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo em Minas Gerais (Minaspetro) disse que "vários postos já sentem os efeitos da greve, com dificuldades para fazer pedidos junto às distribuidoras de combustíveis e abastecer os caminhões próprios nas bases, em virtude do bloqueio da entrada e saída de veículos pelos grevistas".

Eles querem a redução do ICMS do Estado


A entidade destacou que não tem como fazer previsões sobre a oferta dos produtos, uma vez que não faz pesquisas sobre estoques, mas alertou que a situação pode piorar.

"Caso a greve permaneça nas próximas horas, certamente haverá falta de produtos em grande parte dos postos de combustíveis do Estado", afirmou em nota o sindicato, que representa cerca de 4,5 mil pontos de venda.

O Minaspetro disse ter recebido informações de que haveria "mais de 300 caminhões" parados na região.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não respondeu de imediato a pedidos de comentários sobre a situação em Minas Gerais.

A greve mineira ocorre após ameaças de uma paralisação nacional de caminhoneiros neste mês que acabou não ganhando apoio, mas também iria protestar contra os preços dos combustíveis, notadamente do diesel.

Embora a greve nacional não tenha deslanchado, a pressão da categoria ajudou em decisão do presidente Jair Bolsonaro de anunciar na semana passada a indicação de um novo CEO para a Petrobras. Ele apontou o general da reserva Joaquim Silva e Luna para comandar a estatal no lugar de Roberto Castello Branco, em meio a embate com o executivo sobre os preços dos combustíveis.

O anúncio sobre a troca veio após Bolsonaro reclamar na semana passada de uma fala de Castello Branco, que disse que reivindicações dos caminhoneiros não teriam a ver com a empresa. Logo depois, Bolsonaro formalizou a indicação de Luna, que ainda precisará passar por aprovação do conselho da Petrobras.

 Além da mudança na petroleira estatal, Bolsonaro vem sinalizando com outros agrados aos caminhoneiros para evitar uma possível paralisação- eles já foram beneficiados com prioridade na campanha de vacinação contra o coronavírus, por exemplo."

Fonte: Reuters 

Informações para todo o Estado de SP: começou a partir desta sexta-feira, 26 de fevereiro até 14 de março

Em São Paulo, campanha de conscientização 
 

Por Redação - Estadão 

Entenda como funcionarão as medidas até 14 de março

"Com o avanço e agravamento da pandemia no Estado de São Paulo, o governador João Doria (PSDB) anunciou medidas mais restritivas para conter a disseminação do novo coronavírus. A partir desta sexta-feira, 26, começa a valer o chamado "toque de restrição", que prevê a limitação da circulação de pessoas entre as 23h e 5h em todos os municípios paulistas até o dia 14 de março.

Se eu estiver na rua, posso voltar depois das 23h?

Segundo o governo estadual, a medida terá como foco a autuação de pessoas que promovam aglomerações, especialmente as de maior porte, com mais de 100 pessoas. Frequentadores flagrados em festas e outras aglomerações serão advertidos, enquanto a responsabilização com aplicação de multa ou prisão recairá para o realizador do evento.

Preciso andar com comprovante?

Não se trata de um “lockdown” ou "toque de recolher" e trabalhadores, por exemplo, não serão impedidos de andar pelas ruas. Ainda segundo a gestão Doria, a regra, na verdade, tem o objetivo de coibir eventos clandestinos e encontros sociais com aglomeração, principalmente aqueles com mais de cem pessoas. Mas reuniões menores também estão proibidas.

Vou ser multado se estiver na rua?

 Não há previsão de multa para cidadãos que circularem em via pública individualmente, como no trajeto entre a residência e o trabalho, por exemplo. No entanto, segundo Doria, os frequentadores flagrados em festas e outras aglomerações serão advertidos, enquanto a responsabilização recairá para o realizador do evento. “Os promotores vão cumprir o que a lei determina, o que pode ir de multa à prisão", afirma. O diretor executivo do Procon, Fernando Capez, acrescenta que o responsável será autuado e responderá a um termo circunstanciado de persecução penal por infração de menor potencial ofensivo e submetido a um processo administrativo no Procon, por “prática abusiva”, com multa de até R$ 10,2 milhões.

Haverá fiscalização em condomínios residenciais?

A diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Cristina Megid, afirma que as ações incluirão também áreas comuns de edifícios, como salões de festas e piscinas. “O que não pode é invadir a casa, a residência. A área comum está afetando os outros e a gente tem a prerrogativa de ir e fiscalizar.”

Como fica o funcionamento de serviços essenciais nesse horário?

A determinação não abrange o funcionamento de estabelecimentos considerados essenciais, que continuarão submetidos às regras do Plano São Paulo. “Fundamentalmente, é para evitar eventos, aglomerações. Quando as pessoas bebem e perdem o controle, perdem a capacidade de usar suas máscaras, expelem o vírus, multiplicam a contaminação e ampliam a possibilidade de óbitos”, destacou Doria. “Não se trata de fiscalizar pequenos grupos.”

Posso ir a uma padaria 24 horas para comprar comida?

Sim. A determinação não atinge o funcionamento de serviços considerados essenciais.

Ficam de fora das regras mais rígidas os estabelecimentos classificados como essenciais, entre eles os de alimentação (mercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres), abastecimento (postos de gasolina), saúde, bancos, limpeza, segurança e comunicação social. Atividades industriais e agrícolas necessárias ao País também podem atuar normalmente.

Terei de fechar meu estabelecimento mais cedo por conta da restrição de circulação?

Se o seu serviço for considerado essencial, não. Ele pode funcionar normalmente durante qualquer período, inclusive no horário restrito. A nova determinação do governo de São Paulo, válida para todo o Estado, visa impedir, principalmente, aglomerações de grande porte. Para todos os tipos de serviços, seguem valendo as regras do Plano São Paulo, de acordo com a fase de cada município.

Se meu estabelecimento fechar às 22h, os funcionários podem voltar normalmente para a casa?

Sim. De acordo com o anúncio do governo, não haverá advertência, multa ou impedimento para a circulação de trabalhadores. Cidadãos que estiverem transitando em via pública individualmente, como no trajeto entre trabalho e casa, não serão multados. O serviço de transporte público, por ser essencial, continuará operando normalmente.

A medida é considerada como um “lockdown” ou um “toque de recolher”?

Não. Chama-se "toque de restrição". Segundo Doria, as aglomerações de "menor porte", com mais de 20 pessoas, também estão vetadas, embora o foco esteja mais forte nas de médio e, principalmente, grande porte, com centenas de participantes.

Quem fará a fiscalização? O cidadão poderá fazer denúncia de aglomerações?

A fiscalização será feita pelas Vigilâncias Sanitárias municipais e do Estado, com apoio da Polícia Militar e do Procon, que atuarão juntos em uma força-tarefa. Além disso, o governo convocou a população a registrar denúncias pelo telefone 0800 771 3541.

Embora a medida seja válida até 14 de março, ela poderá ser estendida?

Segundo o Coordenador do Centro de Contingência Contra a Covid-19, Paulo Menezes, a medida poderá ser estendida para depois de 14 de março a depender dos resultados e das taxas da pandemia do novo coronavírus no Estado.

Quais regiões do Estado mais preocupam atualmente?

Em São Paulo, a situação do interior é a que mais preocupa. Algumas cidades, como Araraquara, chegaram a determinar um "lockdown" para tentar reduzir a transmissão do vírus. São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, também anunciou o toque de recolher entre as 22 horas e 5 horas.

Hoje, quatro regiões do Estado (Barretos, Araraquara/São Carlos, Bauru e Presidente Prudente) estão na fase vermelha, de maiores restrições, enquanto a capital e o restante da Grande São Paulo estão na amarela.

Quais são as restrições para horário de funcionamento na capital paulista?

A capital paulista está na fase amarela do Plano São Paulo, então todas as atividades são permitidas, desde que o atendimento presencial tenha limitação de 40% da ocupação e funcione por até dez horas por dia. Bares, por exemplo, podem ter atendimento presencial até às 20h, enquanto os demais estabelecimentos podem funcionar até às 22h.

Fonte: Estadão              

André Brandão sinaliza saída do Banco do Brasil após crise com Bolsonaro

André Brandão

Por Aline Bronzati e André Ítalo Rocha - Estadão 

Há cinco meses no cargo, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão que veio do HSBC  já é alvo de Bolsonaro. 




"Há apenas cinco meses no cargo, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, tem sinalizado a pessoas próximas que quer deixar o comando da instituição, após ter sido alvo de ameaça de demissão pelo presidente Jair Bolsonaro. Os rumores quanto à sua possível saída pesam nas ações da estatal, que apresentam queda de mais de 3% na tarde desta sexta-feira, 26.

 Desde o início do ano, Brandão tem passado por um processo de fritura por parte do Palácio do Planalto. A crise começou com o anúncio de reestruturação no BB, com medidas que envolvem o fechamento de 112 agências e o desligamento de 5 mil funcionários, por meio de programas de demissão voluntária.

À época, Bolsonaro foi pressionado por parlamentares em razão do plano do banco e, com receio de desgastes políticos, ameaçou demitir Brandão. O executivo, contudo, foi salvo pela equipe econômica do governo, liderada pelo ministro Paulo Guedes, que reuniu esforços para manter Brandão, chamado para assumir o banco justamente com a missão de tocar uma agenda de desinvestimentos e de enxugamento da estrutura.

Superado esse momento inicial, Brandão disse em coletiva de imprensa, para comentar os resultados mais recentes do banco, que tudo não havia passado de um problema de comunicação. Ele contou que havia se reunido com Bolsonaro, mas afirmou que o presidente parecia ter compreendido o plano. Disse ainda que pretendia explicar pessoalmente as medidas, assim que a agenda do presidente permitisse.

Quando tudo parecia ter voltado aos trilhos, Brandão se viu novamente na berlinda nesta semana, após uma crise iniciada em outra estatal, a Petrobrás. Insatisfeito com a política de preços da petroleira, Bolsonaro decidiu tirar Roberto Castello Branco do comando da companhia e anunciar para o seu lugar o general da reserva Joaquim Silva e Luna, mais um militar convocado para ocupar um posto de alto escalão.

No último fim de semana, já depois de ter realizado a troca na Petrobrás, Bolsonaro indicou que não pararia por aí e que outras mudanças seriam anunciadas em estatais ao longo desta semana. O nome de Brandão, com isso, voltou a ser colocado como um possível demitido, principalmente, pelo Centrão, que está de olho no cargo.

O roteiro se repetiu. As ações da empresa despencaram, com o BB chegando a perder mais de R$ 10 bilhões em valor de mercado, na última segunda-feira, 22, mas nenhum anúncio foi feito. O silêncio foi lido pelo mercado como um respiro. Na quinta-feira, 25, o diretor financeiro do BB, Carlos André, teve uma reunião com analistas, que rendeu uma série de relatórios sobre o banco. O temor quanto à saída de Brandão, contudo, foi um dos destaques dos documentos.

Em uma tentativa de acalmar os ânimos, Brandão passou a semana em Brasília - geralmente, o executivo despachava de São Paulo. No entanto, ele já teria retornado. Por sua vez, outros integrantes da alta cúpula do BB cancelaram viagens a São Paulo de última hora, apurou o Estadão/Broadcast.

Segundo fontes, a paciência de Brandão está perto do fim e a situação para sua permanência é quase que "impossível". "Há limites em todo processo de fritura", diz uma fonte próxima à equipe econômica.

Com a possibilidade da saída de Brandão cada vez mais próxima, outros nomes já são especulados no mercado. Dentre eles, conforme fontes, está o de Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outra saída, afirmam, é o Planalto promover um dos vice-presidentes do BB. Vale lembrar, porém, que o Centrão cobiça - e muito - a cadeira. Procurado, BB não quis comentar"

Fonte: Estadão

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

"Ministério Público pede extinção da Fundação Renova em ação na justiça"

Tudo começou com a tragédia em Mariana há 5 anos

Motivos para extinção da Fundação Renova  

Fonte: EPTV 2ª Edição

"A deputada Beatriz Cerqueira (PT-MG) fez questionamento durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho, na Assembleia Legislativa, 8/8/2019, ao presidente da Fundação Renova, Roberto Waack.

“Como uma Fundação criada para reparação dos danos causados aos/às atingidos/as pelo crime em Mariana se tornou um negócio lucrativo? Só para manutenção são R$ 120 milhões por ano e esses recursos não chegam para as pessoas que realmente precisam”."

"Poços de Caldas adia retorno às aulas presenciais após resultado de pesquisa realizada com pais e responsáveis"

 

"Pais dos estudantes do ensino fundamental e educação infantil não levariam seus filhos para a escola. Pesquisa foi realizada entre os dias 25 de janeiro e 19 de fevereiro."

Retorno às aulas presenciais é adiado em Poços de Caldas, MG

Fonte: EPTV 1ª Edição

"Pais e responsáveis de estudantes da rede municipal de ensino de Poços de Caldas são contrários ao retorno presencial das aulas na cidade. É o que apontou a pesquisa realizada pela prefeitura e divulgada nesta quinta-feira (25). Por causa da pesquisa, a prefeitura adiou o retorno às aulas presenciais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 de janeiro e 19 de fevereiro. Os pais responderam a apenas uma pergunta: “no quadro atual da pandemia em nossa cidade, você levaria seu filho para a escola?”.

Segundo a pesquisa, 70,7% dos pais dos alunos do ensino fundamental da rede municipal de ensino não levariam seus filhos para a escola. A pergunta foi respondida por 8.965 pais ou responsáveis destes estudantes. Os outros 29,3% disseram que sim para a volta às aulas presenciais.

Com relação aos alunos da educação infantil, 67% dos pais também não levariam os filhos para a escola. A resposta foi dada por 4.313 pessoas.

O questionário também foi aplicado aos estudantes do ensino médio. Diferente das respostas dos pais dos alunos do ensino fundamental e educação infantil, 50,7% dos adolescentes voltariam para a escola.

Após a divulgação da pesquisa, o Secretário de Saúde decidiu adiar o retorno às aulas presencias que teriam início a partir de 1º de março.

“Quando as aulas foram suspensas, elas foram suspensas por um decreto e elas virão a acontecer em um momento seguro por um decreto. Naquela semana a gente estava em uma situação favorável, mas existe a possibilidade de uma variante por perto e a gente fica receoso. O retorno das aulas parte de várias vertentes e as pessoas têm que estar bem alinhadas para que isso aconteça de forma segura”, explicou o Secretário Interino de Saúde, Mario Krugner.

A Secretária de Educação informou que uma nova reunião será realizada no dia 8 de março para discutir o retorno às aulas.

“Ninguém vai ficar prejudicado com relação à aprendizagem, as aulas remotas continuam normalmente desde o dia 8 de fevereiro. No dia 8 de março temos reunião com a promotora, porque a decisão dela é para voltarem as três redes ou não voltar nenhuma”, afirmou Maria Helena Braga, secretária de Educação de Poços de Caldas."

Fonte: G1/Sul de Minas          

Boletim epidemiológico atualizado: quinta-feira, 25 de fevereiro, em Poços de Caldas, MG


 Painel da Covid-19 em Poços de Caldas

Fonte: Secretaria municipal de Comunicação Social

Hoje: 25 de fevereiro, às 12h30. Debate entre a Secretária de Educação, Maria Helena Braga e o Diretor Escolar e Vereador Diney Lenon

Tema do debate: aulas no formato remoto e o retorno das aulas de forma híbrida?


   Clique neste link para assistir 

"É hora de pôr interesses do país à frente dos individuais", diz Boulos .

 "O Brasil caminha para uma tempestade perfeita", prevê Boulos
 

"Apontado pela "Time" como um dos 100 líderes emergentes no mundo, Guilherme Boulos defende esquerda unida para 2022. Segundo ele, é preciso ter "responsabilidade histórica" em momento que não é de normalidade"

"A chegada ao segundo turno na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2020, consolidou Guilherme Boulos (Psol) como uma liderança nacional da esquerda. Sua projeção foi reconhecida internacionalmente na semana passada, ao ser incluído na lista de 100 líderes emergentes do mundo feita pela revista Time, dos Estados Unidos.

Boulos e a cantora Anitta foram os únicos brasileiros selecionados. Para se fazer ouvir, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) não chegou a ter que rebolar, mas precisou aprender a sorrir. Ou melhor, permitir a si mesmo ser mais espontâneo.

Em 2018, quando participou da eleição presidencial com menos de 1% dos votos válidos, recebeu críticas dentro da própria esquerda pela sisudez de sua fala. Chegou a ser comparado ao raivoso Luiz Inácio Lula da Silva de 1989, ano em que o petista tentou pela primeira vez chegar à presidência, derrotado por Fernando Collor.

Na entrevista a seguir, Boulos reconhece que a extrema direita "deu um banho" em todo o espectro político no uso das redes sociais em 2018. A disparidade de forças serviu de alerta a ele e seu partido, que recorreram a uma equipe especializada para pensar em estratégias bem-humoradas e leves de abordar os temas densos que a esquerda traz para o debate.

"Ficou evidente que se a gente não buscasse se apropriar e dialogar com essas ferramentas de diálogo de rede, humor, ironia, estávamos fadados a uma derrota de longo prazo. Nós tivemos essa compreensão, e sem nunca apelar para fake news", comenta.

Deu resultado. Na eleição em São Paulo, Boulos desbancou candidaturas com maior investimento e capital político para chegar ao segundo turno. No caminho, deixou para trás o candidato Celso Russomano (PRB), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Apesar do espaço conquistado, o psolista se recusa a apresentar-se como pré-candidato a presidente em 2022. No início de fevereiro, Fernando Haddad (PT) recebeu orientação de Lula para "colocar o bloco na rua", nas palavras do petista. Boulos criticou o movimento na ocasião, por entender que a prioridade da esquerda deveria ser a criação de um programa comum, antes de pensar em nomes.

"O Ciro Gomes lançou a candidatura dele em 2018. Agora, o PT sinalizou o lançamento do Haddad. Se eu e o Flávio Dino ou a Manuela D'Ávila, pelo PCdoB, decidirmos fazer o mesmo, chegamos a 2022 com quatro candidaturas do nosso campo. Quem ganha com isso? Do meu ponto de vista, o Bolsonaro. Esse peso eu não vou carregar, e irei trabalhar que a esquerda chegue unida em 2022", afirma.

DW Brasil: Você foi selecionado pela revista Time como um dos 100 jovens líderes do mundo para o futuro. Qual é a importância dessa escolha?

Guilherme Boulos: Eu fiquei contente pelo reconhecimento, até porque se trata de uma revista liberal, que expressa um campo político diferente do meu. Quando até quem tem posições distintas reconhece o seu papel, isso merece ser notado. Aliás, a revista já fez isso com outras lideranças da esquerda e do campo progressista no Brasil e no mundo.

Como você lida com esse peso de ser alguém que pode liderar a esquerda brasileira nos próximos anos?

Eu milito há 20 anos no movimento social, junto com os sem-teto. Eu carrego há algum tempo esse peso de ser um uma das pessoas que representa a luta daqueles que não têm nada, que muitas vezes reviram o lixo para poder comer e não têm um teto para se abrigar. É uma responsabilidade para com os que estão no fundo do abismo social brasileiro. A inclusão na lista da Time não altera isso para mim, já que eu carrego comigo essa responsabilidade desde o início da minha militância, com as escolhas que eu fiz. E a compartilho com meus companheiros, pois ninguém consegue nada nem lidera sozinho.

Enquanto você insiste na criação de um programa comum dentro da esquerda antes de pensar em nomes para 2022, Lula não hesitou em "por o bloco na rua" com Haddad. Não seria mais interessante para você pavimentar um caminho independente dessa chancela do ex-presidente?

Não se trata de chancela. Eu sou militante do Psol, e não do PT. Eu construo meu caminho próprio ao lado dos meus companheiros em vista do modelo de esquerda e de país em que eu acredito. Trata-se de ter responsabilidade histórica. Não estamos em um momento de normalidade, em que cada um coloca seus projetos em cima da mesa, como se a democracia brasileira estivesse a plenos pulmões. Nós temos Bolsonaro presidente do Brasil, mais de 240 mil mortos na pandemia, um governo que acabou de liberar até 60 armas para frequentadores de clubes de tiros, a fim de formar milícias privadas para intervir caso ele perca em 2022.

O país está há cinco anos em uma profunda instabilidade institucional, onde as garantias individuais e as liberdades foram atropeladas inúmeras vezes. Nossa democracia está profundamente fragilizada. Em um momento como este, é preciso ter juízo. É papel da esquerda e de quem tem uma visão solidária e generosa de mundo colocar os interesses do país e nosso povo à frente de interesses individuais. Eu poderia lançar minha candidatura. Talvez, para mim, fosse mais vantajoso politicamente. Viajar o país e dialogar com as pessoas é algo que eu faço sempre, independente de ano eleitoral.

O Ciro Gomes lançou a candidatura dele em 2018. Agora, o PT sinalizou o lançamento do Haddad. Se eu e o Flávio Dino ou a Manuela D'Ávila, pelo PCdoB, decidirmos fazer o mesmo, chegamos a 2022 com quatro candidaturas do nosso campo. Quem ganha com isso? Do meu ponto de vista, o Bolsonaro. Esse peso eu não vou carregar, e irei trabalhar para que a esquerda chegue unida em 2022. Estou defendendo e dialogando com várias lideranças a construção de uma mesa de unidade e discuto um programa comum, que possa chegar eventualmente a uma candidatura única, por meio de prévias ou qualquer outra forma que gere consenso. Agora, se isso não for possível, cada um vai tomar seu rumo. Mas a tentativa deve ser feita.

Como você projeta o restante de 2021 para o Brasil?

As condições vão se deteriorar mais, lamentavelmente. O Brasil caminha para uma tempestade perfeita a partir do meio do ano. Primeiramente, pelo atraso na vacinação. Falta tudo. E olha que o país é referência internacional pelo Plano Nacional de Vacinação. Só que houve, nos últimos anos, um desmonte na área de ciência, pesquisa e inovação. O país está com o pires na mão, procurando insumos para vacinar o seu povo. Isso atrasou o processo. Dessa forma, dificultou também a recuperação econômica. Nós terminamos o ano passado com 14 milhões de desempregados. É o maior número da série histórica medida pelo IBGE, além dos 12 milhões de desalentados, que deixaram de procurar emprego pela falta de perspectiva.

A esse cenário se somam alguns fatores que compõem essa tempestade perfeita, a começar pelo auxílio emergencial, que virá menor, com um valor insuficiente até para colocar comida na mesa, e atendendo a menos pessoas do que no ano passado. Temos ainda a inflação de alimentos, pela subida internacional do preço das commodities, e a inflação de combustíveis. Podemos ter, ainda em 2021, um cenário de caos e convulsão social no Brasil, inclusive de violência.

Às vezes, o Bolsonaro antecipa o debate sobre as eleições do ano que vem, porque lhe interessa, mas uma parte da oposição também está com o pé e a cabeça em 2022. Estou muito preocupado em encarar 2021. A fome voltou nos interiores e periferias do país. Será exigida muita iniciativa da oposição, inclusive de rua, assim que for possível pelas condições sanitárias.

Sua campanha à prefeitura de São Paulo, em 2020, foi elogiada pela estratégia de comunicação nas redes. É possível dizer que a esquerda retomou espaço nessa arena, dominada inicialmente pelo bolsonarismo?

Quem primeiro soube utilizar as redes sociais para passar uma mensagem política, e com muita eficiência, foi a extrema direita. Isso não se deu só no Brasil, mas no mundo todo. Foi assim nos Estados Unidos, com Donald Trump, e no Reino Unido, com o Brexit.
 
A extrema direita se organizou numa espécie de "internacional”. Eles trocaram ideologias e discursos. Basta ver que há inúmeros pontos de coincidência nos discursos de Trump, Bolsonaro e Viktor Orbán (primeiro-ministro da Hungria). Isso gerou uma certa impressão, sobretudo no Brasil, de que a extrema direita seria a força hegemônica nas redes por um longo tempo. 

As eleições municipais do ano passado, sobretudo com a nossa campanha em São Paulo, ajudaram a mostrar que não necessariamente. Nós derrotamos o candidato do Bolsonaro na maior cidade do país. Ele tinha cinco vezes mais tempo de televisão do que a nossa candidatura. Conseguimos ir ao segundo turno e ter mais de 2 milhões de votos, sobretudo com um trabalho de redes sociais.

Muitas vezes, o que faltou para a esquerda era a disposição de furar a bolha, não pregar apenas para convertidos e usar uma linguagem que fosse compreensível por quem não era iniciado nos temas e textos desse campo. Assim como ser mais irreverente, saber utilizar mais o humor. Os temas que a esquerda traz, como a injustiça social e a pobreza, são sempre muito graves. Por vezes, não se encontrava outra maneira de dizer isso a não ser de uma forma dura, carrancuda, às vezes sombria. Nossa campanha não foi a primeira a usar bem as redes na esquerda, mas conseguimos mostrar que é possível levar nossos valores e causas populares de forma combativa e, ao mesmo tempo, com humor, com meme, dialogando com o diferente. Foi um exemplo interessante, e espero que a gente tenha a capacidade de manter isso ativo em 2022 para derrotar o projeto bolsonarista.

Quando você participou da eleição presidencial de 2018, havia comentários dentro da esquerda de que você se assemelhava ao Lula de 1989, mais sisudo. Você fez algum tipo de autocrítica nesse sentido?

Claro, eu fiz um balanço. A gente precisa aprender com os fatos, que estão aí para nos ensinar, e não para a gente contorná-los e continuar reforçando as nossas crenças. As eleições de 2018 tiveram um resultado catastrófico, e a extrema direita deu um banho de redes sociais em todos nós, mostrou que havia mudado o patamar de fazer campanha. Era como se os candidatos estivessem em relógio analógico, e o Bolsonaro, com relógio digital. 

Ficou evidente que se a gente não buscasse se apropriar e dialogar com essas ferramentas de diálogo de rede, humor, ironia, estávamos fadados a uma derrota de longo prazo. Nós tivemos essa compreensão, e sem nunca apelar para fake news. Pelo contrário, combatendo-as.

Entre 2018 e 2020, tivemos a ajuda de uma equipe para estudar e compreender o fenômeno. Em contraponto ao gabinete do ódio, que o Bolsonaro montou com dinheiro público no Palácio do Planalto, nós montamos o gabinete do amor. É um grupo de centenas de humoristas, designers, memeiros e tuiteiros que se organizaram voluntariamente na nossa campanha e, após a eleição, seguiram organizados para continuar esse trabalho. Eu tenho otimismo que a verdade possa vencer as fake news e, ao contrário do que aconteceu em 2018, a esperança e o amor possam vencer o discurso de ódio.

Pessoalmente, essa mudança de tom foi natural ou custosa para você?

Em uma entrevista, um debate na televisão, enfim, um palanque, você tende a ser mais formal, menos espontâneo. Assim como várias lideranças políticas, eu sempre preparei meus discursos. A gente fala para milhões de pessoas, seja por meio de uma tela, ou em grandes manifestações. Isso faz com que você chegue mais rígido. Ao longo da campanha, eu me desafiei a ser mais espontâneo, solto. Não precisei fabricar nada, colocar nenhuma maquiagem. A nossa equipe de comunicação foi de uma capacidade extraordinária e buscou fazer com que eu conseguisse despertar essa leveza e autenticidade nos momentos de expressão pública.

A periferia de São Paulo votou em João Dória contra Haddad em 2016, enquanto São Bernardo, berço político de Lula, elegeu Bolsonaro em 2018. A esquerda deixou de acompanhar transformações da sociedade brasileira, como o desejo de empreender no lugar da carteira assinada?

Ao mesmo tempo que a esquerda deve trazer à luz os acertos dos governos petistas, que retiraram milhões de pessoas da pobreza e da fome, precisa apontar os limites e se renovar para lidar com este mundo de 2021, que não é o mesmo do início do século. As mudanças são rápidas. Nesse sentido, devemos ser capazes de dialogar com as novas formas de relações econômicas. É preciso tomar cuidado com a cilada do empreendedorismo, que foi utilizado ideologicamente pelo neoliberalismo para embelezar o processo de precarização do trabalho. Nós não podemos aceitar a uberização e todas as formas de retirada de direitos como naturais. 

A destruição da legislação trabalhista colocou dezenas de milhões de trabalhadores à margem de qualquer proteção. Falo de jovens de 18 anos que ficam 12 horas por dia em cima de uma moto, sem direito à aposentadoria nem férias, recebem um salário que mal paga as contas no fim do mês, e são chamados de empreendedores.

Mas a esquerda deve estar atenta. Ao longo da campanha em São Paulo, nós construímos junto com motoristas e entregadores de aplicativos um programa de regulamentação para esse trabalho, que seria aplicado se ganhássemos. Uma parte importante deles não queria a carteira assinada, mas a liberdade de fazer sua própria jornada e trabalhar para mais de uma empresa simultaneamente. 

Eles disseram isso nos encontros. Só que, ao mesmo tempo, querem uma regulamentação mínima de direitos. A estabilidade via CLT não é a única possível, porque as formas de trabalho e as expectativas se diversificaram muito. Mas é preciso ter uma regulamentação que assegure direitos, senão vamos caminhar cada vez mais para uma escravidão moderna.

Uma esquerda do século 21 precisa considerar esta e outras questões, em diálogo com as periferias. Nossa economia se reprimarizou e, hoje, somos mero exportadores de soja, minério de ferro e gado. O Brasil não pode ser a fazenda da China e da Europa. Precisamos retomar a industrialização com investimentos em ciência e inovação, para aumentar o valor agregado da nossa pauta exportadora. 

É necessário discutir um novo modelo de desenvolvimento, sustentável no médio-longo prazo e alinhado ao debate internacional sobre o green new deal. De forma prioritária, devemos combater radicalmente as desigualdades. 

Nos governos do PT, a vida dos pobres melhorou muito, mas o lucro dos banqueiros também. Todos os países da OCDE taxam lucros e dividendos, mas o Brasil não. Precisamos enfrentar os grandes temas do país, que passam obrigatoriamente pelo enfrentamento do racismo estrutural."

Fonte: DW - Brasil 

"Rosa Weber manda Bolsonaro explicar decretos que flexibilizaram compra de armas"

 VÍDEO: Entenda o que muda com os novos decretos sobre armas de fogo

Fonte: G1

"Decretos foram editados neste mês pelo presidente e são alvos de ações apresentadas por partidos políticos. Bolsonaro tem cinco dias para enviar resposta ao STF."


Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

Rosa Weber, ministra do STF — Foto: Carlos Moura/SCO/STF


"A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (23) que o presidente Jair Bolsonaro explique, em até cinco dias, os quatro decretos que flexibilizaram o uso e a compra de armas de fogo no país.

Os decretos foram editados neste mês pelo presidente e são alvos de ações apresentadas pelos partidos PSB, Rede, PT e PSOL.

As normas preveem, por exemplo:

· aumento no número de armas de fogo que o cidadão comum pode adquirir;

· colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) podem comprovar aptidão psicológica por meio de laudo fornecido por psicólogo com registro no conselho da profissão (sem a necessidade de cadastro do profissional na Polícia Federal).

· A flexibilização no uso e na compra de armas foi uma das principais promessas de campanha do presidente e uma das principais causas defendidas por ele nos dois anos de mandato. 

O caso no STF

Quatro ações no STF questionam os decretos de Bolsonaro, e Rosa Weber é a relatora dos casos.

Na decisão desta terça-feira, a vice-presidente do STF determinou que as ações sejam levadas para julgamento diretamente no plenário.

De acordo com a ação, os decretos violam direitos fundamentais, entre os quais o direito à vida, à segurança pública, à saúde e à dignidade da pessoa humana.

Além disso, argumentam os partidos, os decretos liberam o acesso a armas em uma abrangência que não tem base na Constituição nem no Estatuto do Desarmamento. As siglas também argumentaram que as medidas trazem retrocesso social.

O que diz Rosa Weber

Na decisão, Rosa Weber relatou que o governo Bolsonaro tem feito uma série de mudanças nas normas sobre o assunto, com a edição de diversos decretos presidenciais com o propósito de regulamentar o Estatuto do Desarmamento.

Citou também que todas as modificações foram questionadas na Corte, sendo que a primeira ação foi apresentada ainda em janeiro de 2019. Segundo Rosa Weber, o STF sempre conferiu celeridade a esses processos, mas as alterações nas normas pelo governo federal acabaram adiando uma definição sobre a validade das regras pelo Supremo.

"Entendo que se impõe a apreciação imediata do pedido de medida cautelar, de modo a conferir segurança jurídica às relações disciplinadas pelo Estatuto do Desarmamento e reguladas pelos Decretos presidenciais ora questionados, consideradas a relevância da matéria e as repercussões sociais decorrentes da implementação executiva de todo o complexo normativo", afirmou."

Decretos de Bolsonaro para facilitar acesso a armas encontram resistência no Congresso

Fonte: G1                                       


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Boletim epidemiológico atualizado: quarta-feira, 24 de fevereiro, em Poços de Caldas, MG


    Painel da Covid-19 em Poços de Caldas 

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação Social


"Com um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes e vive pior fase da doença"

 

Por Gonçalo Junior - Estadão 

"Doze meses depois do registro do primeiro caso da covid-19, o Brasil superou nesta quarta-feira, 24, a marca de 250 mil mortos e vive a pior fase da doença, com pico de internações e com ritmo lento de vacinação. Para tentar frear o vírus, prefeitos e governadores voltaram a adotar restrições rígidas. Especialistas afirmam que ainda não há controle sobre a pandemia.

Até as 18h desta quarta-feira, foram registradas 250.036 mortes, conforme levantamento feito pelo consórcio de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde. Só nas últimas 24 horas foram 1.390 mortos. E o total de vítimas da pandemia no Brasil pode ser ainda maior, considerando a subnotificação e outros óbitos que ainda aguardam confirmação dos testes para a covid-19. Desde que ocorreu a primeira morte pela doença, o País perdeu o equivalente às populações da cidade de Marília (SP) ou de Novo Hamburgo (RS).

O Brasil vive o pior momento da pandemia. Desde o dia 21 de janeiro, o País apresenta média de mais de mil mortes provocadas pela covid-19. Isso significa 34 dias consecutivos. Este é o período mais longo no qual o país registra média diária acima de mil mortes pela doença causada pelo novo coronavírus. Até então, a marca anterior era de 31 dias, entre 3 de julho e 2 de agosto de 2020.

“Além de os dados já apontarem para uma piora com relação ao momento mais crítico de 2020, a tendência é de aumento dos índices epidemiológicos. Existe o temor da circulação de novas cepas, mais agressivas e que com maior capacidade de disseminação”, avalia Wallace Casaca, matemático da Unesp e um dos responsáveis pela plataforma SP Covid-19 Info Tracker, que projeta infecções, óbitos e recuperados em São Paulo.

As variantes representam um novo desafio. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já identificou novas cepas em exames de 204 pacientes. São 20 casos da variante do Reino Unido e 184 da brasileira, originada no Amazonas. Não há casos confirmados de infectados com a variante da África do Sul. O levantamento foi feito pela Secretaria de Vigilância em Saúde a partir das notificações recebidas pelas secretarias estaduais da saúde. Os dados foram contabilizados até 20 de fevereiro.

Quando o País atingiu 100 mil mortos, no dia 8 de agosto do ano passado, a média móvel de vítimas indicava um início de queda. Parecia que a situação começaria a melhorar. Cidades e Estados flexibilizaram restrições à circulação, e muitos hospitais de campanha foram desmontados. No mês de outubro, na marca dos 150 mil, o cenário era semelhante. O Brasil ultrapassou a marca num momento em que o pico da doença estava em queda havia um mês e meio.

O ritmo de redução, porém, era lento. Ao contrário da Europa, que teve claramente uma primeira e uma segunda ondas, o número de novas infecções e óbitos nunca arrefeceu no Brasil. Hoje, a curva de casos e mortes continua ascendente.

A gravidade espelhada pelos dados estatísticos ganha contornos reais nos quatro cantos do País. Nos primeiros 54 dias do ano no Amazonas, o número de mortes por covid-19 já ultrapassou o total do ano passado. A marca foi alcançada na última terça-feira, 23, com 5.288 mortes só neste ano (parte delas ocorreu no ano passado e foi diagnosticada após investigação). De março a dezembro de 2020, foram registrados 5.285 óbitos.

No Rio Grande do Sul, as UTIs dos cinco maiores hospitais de Porto Alegre não têm mais vagas. São eles: Moinhos de Vento, Mãe de Deus, Ernesto Dornelles, Independência e Restinga. Segundo a prefeitura, 84 pacientes esperam por leitos. Nesta quarta-feira, 1.233 pessoas estão internadas na capital gaúcha. É o maior número desde o início da pandemia. Nos 299 hospitais do estado, o porcentual de ocupação de vagas nas UTIs é de 87%, o maior percentual já registrado desde o começo da pandemia.

Números tão expressivos, como o de 250 mil mortos, deixam ensinamentos. Ou indicam que as lições não foram aprendidas. Para a microbiologista Natália Pasternak, os números mostram que o Brasil aprendeu pouco durante um ano de enfrentamento à pandemia. “Enquanto o mundo inteiro juntou conhecimento sobre o vírus e a transmissão da doença, estamos num ritmo de transmissão acelerado. Grande parte da população nega a gravidade da pandemia e a própria pandemia. Aglomerações em bares, restaurantes e festas oferecem condições propícias para o vírus se espalhar ainda mais. Esses 250 mil mortos são um símbolo da nossa incapacidade de gerir a pandemia no Brasil. A gente aprendeu muito pouco em um ano”, afirma a presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC).

O sentimento é compartilhado por Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). “Essa marca significou o coroamento do nosso fracasso no enfrentamento da pandemia no País. Diferentemente de outros países, a gente não tem o comando central do País para tentar uma guinada no tratamento da doença. A gente continua na mesma caminhada e, por isso, não temos como chegar a um lugar diferente”, alerta.

Lenta vacinação

A urgente vacinação de toda a população é vista como a única estratégia para começar a mudar esse cenário. É o que indicam as experiências de outros países. Estudos de instituições científicas de Israel revelam que os casos e hospitalizações por conta da doença caíram drasticamente em apenas algumas semanas entre os vacinados com a primeira dose.

Em um deles, do Instituto de Ciência Weizmann, os pesquisadores descobriram que o número de novos casos caiu 41% em comparação com três semanas antes. A pesquisa partiu das estatísticas nacionais de saúde para pessoas com 60 anos ou mais que receberam a vacina da Pfizer/BioNTech. Israel se tornou uma espécie de laboratório mundial para o combate à covid-19 devido à velocidade de sua campanha de vacinação. O tamanho desse impacto, no entanto, ainda precisa ser determinado.

Nos Estados Unidos, mais de 61 milhões de pessoas foram vacinadas, cerca de 13% da população elegível. Com isso, o país registrou queda de 44% na média móvel de novos casos e de 35% na média de mortes. Os dados são do monitoramento do jornal The New York Times.



No Brasil, o atraso nas compras de vacina, insumos e no registro dos produtos, além da falta de uma coordenação nacional da logística, preocupam os especialistas. Enquanto outros países têm uma ação efetiva para controlar a pandemia com as campanhas de vacinação, o Brasil vive a angústia da falta de imunizantes.

O Município do Rio de Janeiro, por exemplo, retoma nesta quinta-feira, 25, a vacinação para idosos em geral. Por falta de doses, a campanha estava suspensa desde a quarta-feira passada, 17. É como se o país, mesmo sendo um grande produtor agrícola, estivesse passando fome, compara Rodrigo Stabeli, pesquisador da Fiocruz e professor de Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), referindo-se à grande capacidade de vacinação do País.

Comparando a velocidade da vacinação no Brasil com a de outros países, Casaca avalia que o País fica para trás na comparação do porcentual da população vacinada. “Em termos de imunização absoluta, o Brasil está abaixo de países como EUA, Reino Unido e Índia, mas acima de referências como Israel”, analisa. Por outro lado, quando analisamos os dados relativos ao percentual da população imunizada em cada país, os números do Brasil são ainda bastante tímidos e preocupantes. No cenário de cobertura vacinal da população, o Brasil é um dos últimos nessa corrida”, avalia.

Para recuperar esse terreno, Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, avalia que as próximas semanas devem ser focadas em estabelecer acordos relevantes para aquisição de vacinas. “A gente precisa conseguir maior número de doses. Não é 1 milhão ou 2 milhões aqui. Precisamos de acordos grandes com empresas que possam produzi-las ainda no primeiro semestre. Não tivemos vontade política para fazer acordos no momento certo. Não temos perspectiva real de controle para a doença para oferecer à população, perspectiva que pode ser vista em outros países que já estão se vacinando”, diz o especialista.

Diante da escassez de vacinas e do aumento de casos e mortes por covid-19, prefeitos e governadores estão adotando medidas mais restritivas de circulação para conter aglomerações e a disseminação do vírus.

Atualmente, quatro estados adotam o toque de recolher (Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraná). O Estado de São Paulo vai adotar a medida a partir desta sexta-feira até o dia 14 de março. Segundo o governo estadual, a medida terá como foco a autuação de pessoas que promovam aglomerações, especialmente as de maior porte, com mais de 100 pessoas. Dentro do Estado, municípios como São Bernardo, também adotaram a restrição.

Outras cidades foram além. Depois de registrar cinco mortes pela covid-19 na sexta-feira, 19, em mais um dia de UTIs lotadas, a prefeitura de Araraquara (SP) decidiu decretar lockdown total. Devem permanecer fechados bancos, indústrias, supermercados, postos de combustíveis e todo comércio, além dos serviços públicos não essenciais.

Com isso, cidadãos e veículos estão proibidos de circular pelas ruas, exceto em casos de emergência. Nesta terça-feira, a medida foi prorrogada por mais 78 horas. O município também pediu ajuda ao Exército no combate à covid-19. Uma equipe do 13.o Regimento de Cavalaria Mecanizada (13.o RCMec), sediado em Pirassununga, circula pelas ruas da cidade para fiscalizar o cumprimento do bloqueio.

Os especialistas concordam com as medidas de restrição. “Se a gente não tomar decisões duras ainda no mês de fevereiro, teremos um péssimo mês de março”, diz Carlos Lula, presidente do Conass. “É preciso pensar nas restrições no contexto de uma circulação maior das variantes do vírus”, afirma Julio Croda, médico infectologista, pesquisador da Fiocruz e ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde." 

Fonte: Estadão

1º ministro do Reino Unido
Boris Johnson

O Reino Unido diminuiu em 80% os casos e consequentemente as vidas perdidas pela covid fazendo lockdown. Eles vão voltar aos poucos de acordo com o 1º Ministro, Boris Johnson. Os primeiros a voltar serão as escolas. 

Secretário de Saúde de Poços de Caldas coloca em dúvida o retorno das aulas presenciais em março

Secretário de Saúde de Poços de Caldas, Dr. Mario Krugner


Por Ana Lúcia Dias 

O Secretário de Saúde disse quando questionado na Câmara de Vereadores, ontem (23) que a "pandemia requer cuidados". E que precisa ser reavaliado o retorno, mesmo que de forma híbrida, às aulas em março.  E que embora Poços de Caldas esteja bem em termos da vacinação como também o trabalho das equipes de saúde, considerando o número de pessoas vulneráveis e os profissionais de saúde que foram vacinados. 

O município já vacinou 670 idosos com idade acima de 90 anos, 194 idosos em Instituições de Longa Permanência e 4.195 profissionais de saúde, incluindo e principalmente os que trabalham na linha de frente.

O secretário de saúde, Dr. Mario Krugner afirmou que as aulas presenciais com início previsto para março de maneira híbrida, ou seja, quando apenas alguns alunos têm aulas presenciais e o restante de forma remota, em função de alguns alunos virem de outras localidades é fundamental avaliar essa questão e, que devido a nova cepa/variante que a transmissão é muito mais rápida, ele como médico, diz que "é necessário reavaliar se a volta às aulas agora em março não seria um erro". 

Fonte: Onda Poços