sexta-feira, 8 de abril de 2016

Suas mãos



Conhecer as mãos

As mãos e suas diferenças em cada pessoa despertaram interesse há muitos séculos. Desde muito tempo, pessoas consideram que as mãos podem revelar nosso futuro e é por isto que as linhas que as desenham exercem tal fascinação sobre nós.

Alguma vez você se perguntou o que pode haver de certo em toda esta superstição?
As linhas das mãos são muito diferentes em cada pessoa e mesmo em cada pessoa existem diferenças diferenças entre a mão esquerda e a direita, que é onde se lê o futuro. Porém mais além das linhas e todos os mistérios que podem esconder vamos falar sobre o que a forma longitudinal de seus dedos podem revelar sobre sua personalidade.


Olha suas mãos com atenção. Observa especialmente o comprimento do indicador e do anular, para determinar em qual dos três tipos de mãos que existem está a sua.

A

Primeiro

O primeiro tipo é aquela em que o anular é mais longo que o indicador. Esta forma de mãos nos fala de uma pessoa decidida, que tem consciência de suas qualidades, de seu carisma e que não vacila em enfrentar novos desafios. Esta é, sem dúvida, a mão de um militar, de um engenheiro ou jogador de xadrez. Se você tem este tipo de mão é certo que você é muito hábil em resolver palavras cruzadas.

Confessamos, ficaríamos encantados em ter este tipo de mão. Porém se este não é seu caso, veja os outros tipos.

Segundo

Se seu dedo anular é mais curto que o indicador, suas mãos pertencem ao segundo tipo. Estas mãos indicam uma auto- estima sólida, que em alguns casos podem chegar ao orgulho. As pessoas deste tipo de mãos preferem trabalhar sozinhas do que em equipe e, em geral, não gostam de passar todo tempo na empresa, mas sabem valorizar os momentos que passam consigo mesmas.
Quando se trata de relações pessoais, as pessoas que pertencem a esta categoria normalmente preferem que seja o outro que faça primeiro a aproximação e é muito raro que se animem a fazê-lo elas mesmas.
Se você se encontra neste grupo ou convive diariamente com alguém assim, já terá notado que se trata de uma personalidade um tanto complexa. No entanto, se lhes der tempo, descobrirá muitíssimas qualidades neste tipo de pessoa.

Terceiro

Se seu dedo anular e seu indicador têm o mesmo comprimento, é certo que você é uma pessoa muito equilibrada. Esta forma de mão revela personalidade organizada, carinhosa e que nunca diz não quando se trata de ajudar aos outros.
Todos estes dados são interessantes , porém é certo, que os três tipos de personalidades estão em todas as pessoas, e o comprimento dos dedos só nos indica qual é o que predomina. 

Fonte: MSN

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função



Por Cinthia Bispo

PROJETO GARANTE IGUALDADE SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES QUE EXERCEM A MESMA FUNÇÃO. O PROJETO REAFIRMA O COMBATE À DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO, JÁ GARANTIDO PELA CONSTITUIÇÃO.

Embora a Constituição Federal combata a discriminação de gênero no seu artigo quinto, ela ainda persiste no país, principalmente no mercado de trabalho. E um projeto de lei da Câmara quer punir com multa as organizações que fazem essa distinção e pagam às mulheres salário inferior ao dos homens que exercem a mesma função. Pelo texto, as empresas que descumprirem a lei devem pagar o valor correspondente a cinco vezes a diferença verificada desde o início da contratação.

Durante a sessão especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a deputada Carmem Zanotto, do PPS de Santa Catarina, argumentou que a equiparação salarial é uma luta que as mulheres enfrentam há anos e que já passa da hora delas terem seus direitos reconhecidos. “É uma pauta que nos remete há 159 anos, quando 130 mulheres morreram na luta por alguns direitos.

Mas elas também lutavam pelo direito por que ainda estamos lutando hoje, especialmente pela equiparação salarial. Não estamos pedindo nada diferente; estamos pedindo equiparação salarial para quem exerce a mesma função.”, argumenta a deputada Carmem Zanotto, PPS de Santa Catarina

O Relator da proposta na Comissão de Direitos Humanos, o senador Paulo Paim, do PT RS, criticou a demora na aprovação do projeto, que está em análise no Senado desde o final de 2011. E por que não querem votar? Porque ali diz, o senador Paulo Paim (PT-RS) já está na Constituição, que, uma vez verificada essa discriminação com a mulher, vai haver multa. Aí, o setor do grande capital não deixa o projeto avançar. Já mandaram esse projeto até para a Comissão de Infraestrutura. Foram jogando para as outras comissões.

A proposta está em análise na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e, em seguida, segue para as comissões de Direitos Humanos e de Assuntos Econômicos. PLC 130/2011”


Fonte: Agência do Senado

Projeto de Lei 4639 de 2016 libera o uso da fosfoetanolamina sintética


O Direito à vida!





Projeto de Lei 4639/2016 libera o uso da fosfoetanolamina sintética





Fonte: Câmara dos Deputados

Não tomar Sol aumenta risco de câncer tanto quanto fumar


Redação do Diário da Saúde


Exageros
Não será fácil reverter a tendência de as pessoas fugirem do Sol depois de décadas de discurso científico amedrontando a população sobre o risco do câncer de pele.
Hoje já se sabe que os benefícios de tomar Sol superam o risco do câncer de pele, além do que os próprios protetores solares podem causar câncer de pele.
Agora, um novo estudo feito na Suécia, onde a população tem pele muito clara, o que torna o risco de câncer de pele mais elevado, mostrou que as pessoas que tomam banho de sol regularmente vivem mais do que aquelas que evitam o Sol.
Paradoxo do Sol
Foram analisadas informações de 29.518 mulheres suecas, que foram acompanhadas por 20 anos.
Os dados mostraram que a expectativa de vida mais longa entre as mulheres com hábitos de exposição ativa ao Sol - tomar banho de Sol intencionalmente - está relacionada a uma diminuição das doenças cardíacas e das mortes por doenças não relacionadas a problemas cardíacos ou a qualquer tipo de câncer.
Assim, quando os cientistas analisam apenas a contribuição do câncer de pele para as mortes, o número desponta, parecendo grande frente às outras causas justamente porque as outras causas diminuíram, dizem os pesquisadores.
Evitar o sol equivale a fumar
Mas o resultado mais impressionante do estudo surgiu quando os pesquisadores compararam o risco de morte pelo câncer de pele entre as pessoas que tomavam banho de Sol, que fugiam do Sol e as fumantes.
"Nós verificamos que os fumantes no grupo de maior exposição solar têm um risco semelhante ao dos não-fumantes que evitam a exposição ao Sol, indicando que evitar a exposição ao Sol pode ser um fator de risco [para o câncer] da mesma magnitude que o tabagismo," disse Pelle Lindqvist, da Universidade de Lund, primeira autora do artigo publicado na revista médica Journal of Internal Medicine.
"Orientações demasiadamente restritivas no que diz respeito à exposição ao Sol podem fazer mais mal do que bem para a saúde," concluiu Lindqvist.”
Fonte: Diário da Saúde



segunda-feira, 4 de abril de 2016

''O H1N1 parece mais agressivo do que outros vírus e pode causar infecções graves"

Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, infectologista do Hospital Emílio Ribas





"Neste ano, o H1N1 chegou mais cedo ao Brasil, castigando especialmente São Paulo. Tido como um mal do frio, até o fim do verão de 2016 ele já havia matado no País 28% a mais do que em todo o ano passado. Entre os paulistas a situação foi pior: quase três vezes mais fatalidades e 700% mais casos no mesmo período. Desta vez, a gripe veio antes provavelmente por dois motivos. Primeiro, porque pessoas contaminadas no hemisfério norte (onde é inverno) trouxeram a infecção, que se alastrou. Segundo, porque o número de vacinações em 2015 ficou abaixo do esperado, resultando em mais pessoas suscetíveis à doença. 
Mas pesquisadores conjecturam que até o fenômeno climático El Niño possa ter alguma culpa nessa história. “É uma surpresa enorme quando uma doença comum na época de frio começa tão precocemente”, diz o infectologista Marcos Boulos, professor da Universidade de São Paulo e coordenador de Controle de Doenças do estado.
O que mais tem preocupado é o grande número de mortes decorrentes do H1N1 este ano. Elas estão diretamente relacionadas ao aumento de casos, mas há outros fatores. A gripe é perigosa quando causa nos pacientes insuficiências respiratórias graves, que podem ser fatais. Normalmente, as maiores vítimas são idosos, diabéticos e cardiopatas. Ainda que esses grupos continuem sob risco, cerca de 50% das mortes em 2016 se deu entre adultos na faixa etária de 40 a 60 anos, parcela que normalmente está mais isenta e não é alvo costumeiro das campanhas de vacinação. 
“O H1N1 parece ser mais agressivo do que outros subtipos virais, com maiores possibilidades de provocar infecções graves” afirma o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, supervisor médico do ambulatório do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo.
O H1N1 também é um vírus democrático, que faz vítimas em todas as classes sociais. Além de Tom Cavalcante, outro famoso infectado foi o apresentador Marcelo Rezende, da Record, que escreveu numa rede social que “a dor no corpo é como se você brigasse com o Mike Tyson no dia em que ele está zangado”. 
O apresentador está recebendo medicamentos e ficará em recuperação num hospital de ponta por pelo menos uma semana, mas a maioria dos doentes enfrenta muito mais dificuldades. Com aumento de 50% de procura devido ao surto gripal, o Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, na zona norte da capital paulista, foi alvo de uma confusão generalizada entre pacientes e médicos na noite da terça-feira 29. Os funcionários até construíram uma barreira de cadeiras na entrada do pronto-socorro pediátrico para evitar a entrada de pais desesperados, que esperavam até dez horas pela consulta. Ali, a mãe de uma criança doente só teve o filho atendido após chamar a Polícia Militar. Em várias outras unidades de saúde pública de São Paulo, principalmente na periferia, faltam médicos."






Como previnir a gripe H1N1

   Veja como prevenir a gripe H1N1




       H1N1 parece mais agressivo









Entrevista com um dos pesquisadores da fosfo, Durvanei Maria no Instituto Butantan

Legenda da foto: Durvanei Maria retira amostra de células e tecidos congeladas de um botijão de nitrogênio líquido em seu laboratório, no Instituto Butantan. Foto: Tiago Queiroz/EstadãoPor HERTON ESCOBAR

 Em entrevista exclusiva, imunologista Durvanei Maria diz que há muito o que se estudar ainda sobre a substância, e que as regras da Anvisa devem ser seguidas, mas defende que os pacientes já tenham acesso ao composto — que, segundo ele, induz a morte de células cancerígenas e inibe a metástase.

"Pacientes que já utilizam a fosfoetanolamina sintética para o tratamento do câncer devem ter assegurado o direito de continuar esse uso, ainda que os testes clínicos para validar os efeitos da substância não tenham sido realizados, segundo o imunologista Durvanei Augusto Maria, que pesquisa a substância há cerca de dez anos no Instituto Butantã, em São Paulo.

Em entrevista ao Estado, concedida na sexta-feira (1/4) em seu laboratório, Maria disse que é “favorável a todos os testes que a Anvisa preconizou”, e que muitos estudos ainda são necessários para avaliar o uso do composto como medicamento anticâncer em seres humanos. “Não sei quais são as relações medicamentosas, não sei qual é o comportamento desse composto numa criança, por exemplo. Tem muita coisa para ser feita, para ser estudada”, diz o cientista.

Por outro lado, Maria diz ter confiança na segurança e nos efeitos benéficos do composto — apesar de ele nunca ter sido testado de forma controlada em seres humanos, como preconiza a Anvisa. Segundo Maria, seus estudos mostram que a “fosfo” induz a morte de células tumorais (estimulando um processo de morte celular programada, chamado apoptose) e inibe a formação de metástases (processo pelo qual células tumorais se espalham pelo organismo).

Eu nunca falei em cura e nunca falei em supressão de radioterapia ou quimioterapia”, defende-se o pesquisador. “Acho que a fosfo pode ser um adjuvante aos tratamentos que já existem.”

Perguntado se recomendaria o uso da fosfoetanolamina a um paciente com câncer, Maria disse que sim — desde que todas as outras alternativas terapêuticas já tenham sido exauridas. “Acho que ele deve tomar. Só que quem sou eu para julgar se ele deve ou não tomar?” respondeu.

De acordo com seu currículo na Plataforma Lattes, Maria tem 11 trabalhos publicados sobre a fosfoetanolamina sintética em colaboração com o químico Gilberto Chierice, da Universidade de São Paulo (Instituto de Química de São Carlos – IQSC), que desenvolveu a síntese da substância no início dos anos 1990 e diz tê-la distribuído durante 20 anos para pacientes, sem autorização da Anvisa ou da universidade. Todos os estudos foram feitos in vitro ou com camundongos. Não há estudo com seres humanos.
Veja abaixo os destaques da entrevista.

Como o senhor se interessou inicialmente pela fosfoetanolamina sintética e começou a pesquisá-la, em colaboração com o grupo do Instituto de Química de São Carlos?
Comecei a trabalhar com a fosfo sem conhecer a fosfoetanolamina. Como? O Renato Meneghelo* veio me procurar no laboratório e me trouxe um composto para testar in vitro, falando que esse composto seria parte da dissertação de mestrado dele. Falei para ele: Se funcionar você fica, se não funcionar in vitro você tem de procurar outro laboratório, porque não tenho condições de explorar substancias que não tenham capacidade de inibir proliferação ou induzir morte (celular). Então nós começamos a trabalhar. O Renato fez todo o trabalho dele aqui no laboratório. Quando eu conheci o Dr. Gilberto? No dia da defesa (de mestrado) do Renato, que eu participei da banca.

(*Renato Meneghelo foi aluno de mestrado do professor Gilberto Chierice no Instituto de Química de São Carlos, de 2005 a 2007. A dissertação dele, “Efeitos antiproliferativos e apoptóticos da fosfoetanolamina sintética no melanoma B16F10”, pode ser baixada aqui: http://goo.gl/bcG4OC)

Mas o senhor disse que não conhecia a fosfo no início? Não te deram nenhum background sobre o composto?
Ele (Renato) trouxe um composto derivado de gordura. Como minha área não é questionar o composto e sim a atividade biológica, eu testei o que me foi entregue. Porque meu trabalho é assim: Eu não sei qual é o composto; eu enumero o composto, com siglas ou números, e faço os testes independentemente da origem ou das características químicas que ele possui. É um estudo às cegas.

E vou te falar uma coisa: Eu nunca falei em cura, e nunca falei em supressão da quimioterapia ou radioterapia. Acho que a fosfo pode ser um adjuvante aos tratamentos que já existem, porque nós já fizemos testes aqui com os quimioterápicos em combinação com a fosfo e a resposta também é satisfatória. Não tem porque não agregar outro composto que tenha propriedades benéficas; acho que a soma dos fatores poderia contribuir para uma melhor resposta terapêutica, com menores efeitos colaterais. Essa é a proposta.
Acho que a fosfo pode ser um adjuvante aos tratamentos que já existem. Essa é a proposta”

O senhor acredita que a fosfoetanolamina, por si só, pode eliminar um tumor?

Partindo do princípio que o câncer é uma doença multifatorial, isso vai depender de várias situações: do tamanho do tumor, das condições do paciente, do metabolismo do indivíduo — se ele tem defeitos de metabolismo, a resposta também é parcial. Então é preciso estudar essas interações, tanto do tipo de tumor, dos tipos de receptores envolvidos na internalização e no processo metabólico para entender porque um fosfolipídio tem potencial antitumoral.

Com base nos estudos que o senhor já publicou, o que é possível deduzir?
Nas concentrações que eu usei*, o que essa substância faz é: Tem capacidade de inibir a proliferação (de células tumorais), induz apoptose (morte celular), altera o potencial elétrico mitocondrial e libera ou induz a liberação de várias proteínas pró-apoptóticas. Isso tudo in vitro, porque in vivo (em modelos animais) tem outros mecanismos: Há redução do volume tumoral em todos os modelos que estudei, e potencial de inibir a formação de metástase. O que ocorre é uma inibição da progressão desses tumores no modelo animal. Nunca trabalhei com humanos e nunca prescrevi nada. Eu não trabalho com a cápsula da fosfo, trabalho com uma solução injetável, e nós no laboratório já temos outras formulações com maior especificidade e melhor efetividade. Eu caminhei com os estudos, não fiquei limitado a uma solução que foi dada inicialmente no final de 1999-2000 (no Instituto de Química de São Carlos). Nós elaboramos outras apresentações farmacêuticas, bem mais efetivas.

(*O pesquisador questiona os resultados dos primeiros testes in vitro realizados pela força-tarefa do Ministério da Ciência e Tecnologia, com o argumento de que as concentrações usadas nos experimentos eram muito baixas e, portanto, não havia como funcionar. Ele divulgou uma nota de esclarecimento em um site de apoio à fosfoetanolamina: http://goo.gl/fpG55E)

Nesses experimentos in vivo, com camundongos, seria correto dizer que a fosfo curou os animais? Eliminou o tumor?
Não; ela reduz significativamente a carga tumoral; em média de 79% a 83%. Não é uma redução de 100%. Não existe tratamento 100%. A consequência dessa redução do volume tumoral é uma redução expressiva da formação de metástase (processo pelo qual células de um tumor primário se espalham pelo organismo, semeando novos tumores em outros órgãos). É um processo de inibição da progressão tumoral.
A consequência da redução do volume tumoral é uma redução expressiva da formação de metástase. É um processo de inibição da progressão tumoral.”

Quando o Renato Meneghelo o procurou, o senhor tinha conhecimento que o professor Gilberto Chierice já vinha distribuindo o composto para pacientes, a partir do laboratório dele em São Carlos?

Não; eu conheci o Dr. Gilberto na defesa da dissertação do Meneghelo. Acho que ele também não tinha esse conhecimento, que antecede tanto a presença do Renato quanto a minha inserção no grupo. É algo bem anterior.

Agora que o senhor tomou conhecimento da situação, qual sua opinião sobre isso?
Eu acho que todos os testes e todo o sistema de regulação tem que existir. Sou favorável a todos os testes que a Anvisa preconizou, porque eu faço esses testes no meu laboratório; entendeu? Eu faço toxicidade, faço máxima dose tolerável, dose única. A nossa linha de pesquisa é essa. A gente só não usa sistema de rastreabilidade, mas essa adequação do laboratório vai chegar. A gente tem expertise no que faz.

Mas se o senhor é a favor das normas da Anvisa, então discorda da distribuição do composto para paciente antes da realização dos testes clínicos — como exige a regulação?
Não é que eu discorde; eu não tenho essa capacidade porque não sou médico. Quem pode distribuir ou prescrever é um médico. Eu só assino aquilo que é da minha competência. Quem vai registrar o medicamento e permitir que ele seja distribuído é a Anvisa; então se ela autoriza, acho viável. Se ela não autorizou, acho que ela tem que controlar; ou o ministério.

Uma coisa eu acho importante: Se houve nesses 25 anos um benefício, acho que tem de haver precaução para que os pacientes que foram beneficiados, usaram ou estão usando o composto, sejam mantidos. O uso compassivo, que é o direito desses pacientes de ter acesso a qualquer outro medicamento que não seja registrado, tem de ser mantido. O grande problema de uma droga que tem efeito metabólico é a supressão, porque o metabolismo pode ser revertido; então a célula vai crescer em ritmo mais acelerado sem o tratamento.
Eu só assino aquilo que é da minha competência. Quem vai registrar o medicamento e permitir que ele seja distribuído é a Anvisa

Qual sua opinião sobre a decisão do Congresso, de legalizar a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética como tratamento anticâncer, à revelia da Anvisa?

Acho que nesse sentido, de uso compassivo, o paciente tem esse direito. Só para quem já está usando.

E quanto a novos pacientes?
Acho que as coisas podem ocorrer em paralelo. Assim, o que já foi julgado, com petição judicial, deve ser atendido. Os novos casos poderão ser atendidos à medida que os novos resultados das fases pré-clínicas e clínicas que os ministérios estão executando possam ser divulgados e compreendidos — sobre segurança, se tem efeito colateral, se tem interações medicamentosas.

O senhor questionou os primeiros resultados desses testes, divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Questionei os resultados in vitro, porque o ministério não foi contratado para produzir novos testes, mas para reproduzir testes que já foram feitos. Eu publiquei todos os dados nas concentrações que foram testadas no laboratório; eu sei que concentrações abaixo disso não funcionam, ou não têm um efeito da mesma magnitude que os quimioterápicos têm.

Independentemente dos dados científicos, a percepção pública é que a fosfoetanolamina sintética pode curar o câncer. Essa percepção tem fundamento científico? Os seus estudos corroboram essa percepção?
Corroboram num ponto, na diminuição do tumor e na diminuição da formação de metástase. O paciente morre porque tem metástase, entendeu? Então, se você dá uma esperança para o paciente, que ele vai controlar a disseminação do tumor e aumentar a probabilidade de sobrevida, acho que é um ganho importante, como qualquer outro tratamento. Então, associar esse tratamento a uma quimioterapia, onde há redução do tumor, e o paciente pode ter outras condições terapêuticas, como a cirurgia para remoção do tumor, ele tem cura! Porque você reduz o tumor, retira cirurgicamente e impede a formação de metástase.

Mas seus trabalhos (não foram feitos com seres humanos) …
Você viu que nos meus trabalhos a conclusão é sempre essa: É um composto que tem capacidade inovadora de promover melhoras. Não digo que é uma droga antitumoral, nem que cura. Nunca usei esse termo cura, em nenhum dos meus trabalhos, não só nos da fosfo como em qualquer outro. Acho que é muito enfático.
É um composto que tem capacidade inovadora de promover melhoras. Não digo que é uma droga antitumoral, nem que cura.”
É válido pular dos seus resultados in vitro e com camundongos diretamente para uso terapêutico do composto em seres humanos?

Não, é algo que demoraria muitos anos. Tem muita coisa para ser feita, estudada. Não sei quais são as relações medicamentosas, não sei qual é o comportamento desse composto numa criança, por exemplo. Ele precisa ser estudado. O que a gente quer — eu, particularmente — é o avanço da compreensão dos mecanismos e das interações que esse composto tenha nos indivíduos ou nos diferentes tipos de tumor. Preciso ter mais conhecimento.

Isso significa fazer testes clínicos?
O teste clínico não vai abordar os mecanismos e as interações medicamentosas. Ele vai ser baseado em ter uma resposta (terapêutica) e não ter efeitos colaterais. Os mecanismos precisam voltar para o laboratório básico, para que a gente possa entender as interações e os comportamentos das vias de sinalização envolvidas em cada processo. Essa está sendo a minha função aqui.

O paciente, em geral, não está preocupado com o mecanismo de ação; ele quer saber se a droga funciona ou não funciona. Para isso ainda é necessário fazer os testes clínicos, ou já é possível dizer que a fosfo funciona em seres humanos?
Quem vai poder responder isso é o médico, que poderá avaliar o que foi nesses 25 anos que os pacientes tomaram, associado supostamente aos meus trabalhos, que mostram os mecanismos. Eu não tenho nem a capacidade nem a formação para responder esse tipo de pergunta.

Digamos que um paciente com câncer procure o senhor perguntando se deve ou não tomar a fosfo …
Minha opinião? Acho que ele deve tomar. Só que quem sou eu para julgar se ele deve ou não tomar? Primeiro, é um direito dele. Segundo, efeito colateral não promove. Benefício, trará. Então acho que pode tomar, visto que todas as outras alternativas terapêuticas foram utilizadas e exauridas com resultados negativos.

Então o senhor defende que os pacientes possam tomar a fosfo desde já?
Devem tomar junto com o tratamento quimioterápico — para diminuir a dose, o número de sessões, os efeitos colaterais. Para o paciente que veio me procurar e solicitou minha opinião, eu sou favorável. Mas também sou favorável que esse paciente tenha acompanhamento médico por um grupo que fará os testes clínicos, para que possamos extrair informações precisas do comportamento farmacológico desse composto, se ele está tendo benefícios, e quais benefícios.
O teste clínico tem de ser executado; o que não pode ser é moroso. Tem que ser feito num curto período de tempo.”

Favorável, então, mas dentro do contexto de um estudo clínico?

Tem que ser dessa forma. O teste clínico tem de ser executado; o que não pode ser é moroso. Tem que ser feito num curto período de tempo. Nos Estados Unidos tem um princípio chamado “right to try”, adotado em alguns Estados, pelo qual o paciente pode usar qualquer alternativa terapêutica, em qualquer condição de saúde, independentemente de ser terminal ou não, que é uma grande diferença. Aqui no Brasil é uso terminal, compassivo, para pacientes que não têm nenhuma outra alternativa de tratamento ou sobrevida. Trazer uma nova esperança é importante. Se eu estivesse nessas condições, eu também usaria os meus direitos de escolha.

Nos últimos dias começou a ser ventilada a possibilidade de se registrar a fosfo como um suplemento, caso ela não seja aprovada como medicamento. Qual a opinião do senhor sobre isso?
Ter um suplemento é ter um composto que não tem controles farmacêuticos de concentração e posologia. Acho que é complicado. Se os testes clínicos mostrarem variações de resposta, isso poderá ser no futuro um medicamento e não um suplemento. Como os testes clínicos deverão conter também os estudos de dose escalonada, para diferentes tipos de tumor, isso nunca poderá ser suplemento. O grande problema do suplemento é não ter regulamentação de todos os outros componentes, então as variações das apresentações podem causar efeito lesivos. Por exemplo: se um composto tem 5 gramas de cálcio e outro tem 10 gramas de cálcio, para o paciente que tem câncer isso é significativo.

O problema é que o composto seria liberado como suplemento, mas muitas pessoas usariam como tratamento do câncer …
Esse paciente com câncer precisa ter vários cuidados. Tem indivíduos que têm alterações renais, hepáticas, ou renais e hepáticas; então dar um suplemento para esse paciente é correr o risco de ter efeitos colaterais. Não porque o composto é lesivo, mas porque o paciente tem disfunções, em que a presença de um componente acima do necessário — porque não tem posologia — poderia ter efeitos colaterais. A medicina tem de ser individual, analisando a resposta que cada paciente terá a cada droga. Deu para entender?

Não exatamente. O senhor diz que as regras da Anvisa devem ser seguidas, mas defende que as pessoas devem ter o direito de usar a fosfo antes da conclusão dos testes clínicos, contrariando as regras da Anvisa …
A Anvisa deveria valorizar todos os estudos anteriores dos pacientes; deveria recrutar as informações clínicas e montar um dossiê. É algo possível de ser feito. É trabalhoso? É, mas a Anvisa tem equipe para isso e o ministério, também. Então, deveria-se resgatar isso! Colocar num dossiê os diversos pacientes, quanto tempo o composto foi usado, como foi usado, as alterações, os exames. Câncer não é tratado na farmácia nem por um farmacêutico, é tratado por um médico oncologista num centro hospitalar. É possível resgatar essas informações, ao mesmo tempo que esses testes estão sendo realizados; é uma questão de logística

O professor Gilberto é uma pessoa brilhante. Ele não é curandeiro, é um químico.”

Qual sua opinião sobre a atitude do Prof. Gilberto Chierice, de distribuir o composto para pacientes antes da realização dessas pesquisas?


Não posso julgar porque não participei desse momento.

Mas como cientista, o senhor acha correto distribuir uma substância para pacientes sem comprovação científica da sua segurança ou eficácia?
Difícil dizer o que é correto ou incorreto, não é? Eu acho que precisa haver transparência, não pré-julgamento. Acho que isso é o problema. O professor é uma pessoa brilhante, porque produz e sintetizou vários componentes, várias outras estruturas para outras finalidades. Ele não é curandeiro, ele é um químico. Ele foi professor titular, formou muitas pessoas, então ele propagou conhecimento. Não foi um pesquisador omisso ou sustentado pela rede pública."
O pesquisador Durvanei Maria em seu laboratório, no Instituto Butantan. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
O pesquisador Durvanei Maria em seu laboratório, no Instituto Butantan. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Fonte: Estadão / blogs HERTON ESCOBAR

Dez horas de Festival de Reggae em São Thomé das Letras, no sábado para domingo da Semana Santa

Em função da chuva, o show que iria ter sua abertura às 17h foi transferido e informado pelas redes sociais e carro de som, que o show começaria mais tarde, às 19h no Centro de Múltiplos Eventos da cidade de São Thomé das Letras, MG.  O prometido foram 10 horas de shows, e de fato, o festival terminou por volta das 4 h 45 m do domingo de Páscoa. Não foi só Reggae, também teve Rap e as últimas duas bandas foram de Rock.

Assista aos melhores momentos do shows 

Vídeos clipes gentilmente cedidos por Marina Lima.


    
    Vídeo clipe da banda de Rap, "Oriente" 
   
                                                          
                                                           Vídeo clipe da banda de Reggae,
                                                                 "Ponto de Equilíbrio"  

Para os fãs do Ventania, que também fez show no feriado da Semana Santa em São Thomé.


Show do Ventania na Semana Santa 2016, no bar do Jonhhy, próximo à Cachoeira da Eubiose.         

sábado, 2 de abril de 2016

USP fecha laboratório que produzia a "pílula do câncer"

Fosfoetanolamina Sintética produzidas pela USP - São Carlos, SP


Cápsulas contra o câncer: advogados e pacientes que foram à USP voltaram de mãos vazias

São Paulo - "A Universidade de São Paulo (USP) fechou o laboratório em São Carlos (SP) que vinha produzindo a fosfoetanolamina sintética, conhecida por "pílula do câncer".

Ela estava sendo fabricada no Instituto de Química e era entregue a pacientes que obtiveram na Justiça liminar para o uso da substância, que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesta semana, porém, advogados e pacientes que foram à USP voltaram de mãos vazias. Na quinta-feira, 31, dois oficiais de Justiça com um mandado de busca e apreensão acompanharam a tentativa de retirada das pílulas no laboratório, mas o local estava lacrado.


Funcionários contaram que a universidade não tem mais como cumprir as decisões judiciais. O motivo é que a substância deixou de ser produzida e não existe no laboratório qualquer estoque da substância. O fim da produção teria sido determinado pela reitoria da USP.


A reportagem não conseguiu um retorno da universidade para comentar esta decisão, mas houve a confirmação de que o laboratório foi mesmo fechado. Já os funcionários que trabalhavam para sintetizar a substância teriam sido transferidos para atuar no laboratório em Cravinhos (SP), onde a pílula será produzida para ser testada em humanos pelo governo do Estado.


A fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida em São Carlos e supostamente seria capaz de curar diferentes tipos de câncer. Os primeiros testes oficiais não confirmaram essa condição, mas pacientes em estado avançado da doença que usaram as pílulas garantem que elas dão resultado.


"Minha mãe usou e o tumor dela reduziu", afirma Mara Lúcia, em uma comunidade na internet que defende a substância. Já Daiani Coelho fez um desabafo emocionado porque tem câncer e está vivendo à base de morfina. Ela conseguiu na Justiça o direito às pílulas, porém, como pararam de ser produzidas está sem a substância.

"Eu me disponho a ser cobaia, se preciso, para viver um pouco mais", disse a jovem que tem câncer no estômago. Amigos estão pedindo que quem tiver pílulas sobrando, doem a ela.

Denúncia
Apesar da defesa por parte dos pacientes, muitos médicos são contra a fosfoetanolamina, que sem estudos oficiais de eficácia, continua sem ser considerada um remédio. Nesta semana, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, recomendou que ela seja legalizada pela Anvisa como um suplemento alimentar.

Por sua vez, mesmo sem os testes oficiais, o Senado aprovou na semana passada um projeto de lei que permite a fabricação, distribuição e o uso da pílula. Já a Procuradoria da USP denunciou à Polícia Civil o pesquisador (Prof, doutor, que tem trabalhos publicados por revistas da área reconhecidas internacionalmente), o Dr. Gilberto Chierice, que desenvolveu a fórmula.

Ele foi acusado de curandeirismo e de crime contra a saúde pública, tendo prestado depoimento à polícia. O inquérito ainda está em andamento e Chierice segue defendendo a tese de que a fosfoetanolamina realmente seria (é) capaz de combater o câncer."

Fonte: Estadão conteudo

sexta-feira, 1 de abril de 2016

COMUNICADO: EVENTO FALSO EM SÃO THOMÉ DAS LETRAS



















Recebemos este e-mail sobre o show que não vai acontecer em São Thomé das Letras !

"Caros comunicadores de São Thomé das Letras,

Está sendo divulgada uma apresentação do Grande Encontro, dia 28 de maio, na cidade. Atenção, o evento é FALSO! Nunca existiu nenhuma consulta ou negociação para a realização deste show. Pedimos a todos que não comprem ingressos e não divulguem o evento. 


O Grande Encontro foi um projeto de muito sucesso realizado por Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Elba Ramalho e Alceu Valença na década de 90, que rendeu três lindos discos e terminou no início dos anos 2000. Não existe nenhum plano atual para a sua volta. Os artistas continuam trabalhando bastante em suas carreiras solo, com shows por todo o Brasil. 

Lamentamos demais o uso indevido das imagens dos artistas e do projeto. Contamos com a ajuda de todos para que as pessoas não sejam enganadas comprando ingressos para um show que não irá acontecer!"   Att. Vivien