terça-feira, 8 de outubro de 2019

"WhatsApp admite envio ilegal de mensagens nas eleições 2018""
















 Por Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo
"O WhatsApp admitiu, pela primeira vez, que as eleições de 2018 no Brasil tiveram uso de envios massivos e ilegais de mensagens. O disparo foi feito por meio de sistemas automatizados contratados de empresas. 
Em palestra no Festival Gabo, o gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, disse: “Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”. 
A Folha revelou, em reportagens publicadas desde outubro do ano passado, que, durante a campanha eleitoral, houve a contratação de empresas de marketing que faziam envios de mensagens políticas, usando CPFs de idosos e até mesmo contratando agências estrangeiras. 

Segundo uma das reportagens, empresários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) bancaram o disparo de mensagens em massa contra seu adversário nas eleições, o petista Fernando Haddad. 
O executivo do WhatsApp também condenou, no mesmo evento, os grupos públicos da plataforma acessados por meio de links que compartilham conteúdo político, em sua maioria relacionados ao governo Bolsonaro. 
Questionado se o uso do WhatsApp por campanhas políticas violava as regras, ele afirmou: “Não viola desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à Presidência ou um camponês do interior da Índia.” Leia a reportagem na íntegra. 
Fonte: Catraca Livre e Folha de S. Paulo

STF quer verificar a veracidade dos diálogos entre procuradores e Moro


Fonte: Catraca Livre

Show de Música e Poesia, em Visconde de Mauá, RJ



Esses dois grandes artistas mineiros, o Toninho Horta, que compõe lindas músicas com belíssimas letras irá se apresentar para lançar seu "Songbook 108 partituras", agora no Rio de Janeiro, em Visconde de Mauá, junto com o amigo e poeta Petrônio Souza que lançará seu livro de Poemas: "Braço de Rio, Pedaço de Mar", a dupla juntou a bela música com belos poemas e estão indo a todos os cantos do Brasil com este lançamento. Não Perca!

– Quando: sábado, 12 de outubro às 21h 
E domingo, 13 de outubro às 19h

– Local: Rod. 151 - Ponte dos Cachorros - Visconde de Mauá, RJ

Ingressos limitados: 60 reais

informações e reservas: solmaiorrj151@gmail.com ou pelo


31 9-9677-0116

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Roda Viva | Gilmar Mendes | 07/10/2019


Fonte: TV Cultura

Leonardo Boff: Humanismo a partir do novo paradigma cosmogênico. FAJE, B...


Fonte: frei Gilvander


Leonardo Boff - segunda parte


"Moro tem ‘estratégia permanente’ de acuar instituições democráticas, diz Maia"

Presidente da Câmara dos deputados              Ministro da Justiça, Sérgio Moro
Rodrigo Maia (Dem)






Por redação da veja.com

"O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro tem a “estratégia permanente” de “tentar acuar as instituições democráticas deste país”. Maia disse que os diálogos vazados pelo site The Intercept Brasil evidenciam essa postura de Moro, mas ressaltou que “ao longo do tempo, ele está aprendendo que a democracia é um valor muito mais importante do que qualquer outro tema”.

Acho que o ministro Sergio Moro tenta, como sempre, a estratégia permanente dele, a estratégia de um pouco de pressão, de tentar acuar as instituições democráticas deste país”, disse Maia, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo e ao portal UOL.

Para o presidente da Câmara, a tentativa de Moro em aprovar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância via projeto de lei, e não por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), “parece mais uma vontade de desgastar o Parlamento do que uma vontade de aprovar o projeto”. No grupo de trabalho que analise o texto na Câmara, a prisão em segunda instância foi rejeitada.

Questionado sobre sua relação inicial com Sergio Moro, Maia disse que o ministro iniciou o governo com uma “visão distorcida” do que era o Parlamento. “Ele achou que podia marcar a data da votação do projeto e como o projeto iria tramitar”, disse.

Em março deste ano, Maia subiu o tom das críticas a Moro, a quem chamou de “funcionário do presidente Bolsonaro”. “Eu acho que ele conhece pouco a política. Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro, funcionário do presidente Bolsonaro. É o presidente Bolsonaro quem tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas. Ele não é presidente da República, não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim”, disse o presidente da Câmara.

Maia afirmou, ainda, que as Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) da Operação Lava Jato e da Lava Toga, como ficou conhecida a tentativa de investigar membros do Poder Judiciário, são “muito ruins”. Na avaliação do presidente da Câmara, o Parlamento não pode colocar o Judiciário “na parede” como consequência de suas decisões.

Se houver algum delito, algum desvio administrativo, alguma prova 100% concreta de desvio de algum ato de algum procurador, de juiz, ou de um ministro do Supremo (Tribunal Federal), você tem os instrumentos, ou poderia ter no futuro uma CPI. Agora, o que estou vendo é de alguma forma uma disputa”, disse. Para Maia, os senadores que apoiam a CPI da Lava Toga tentam “enfraquecer o Supremo Tribunal Federal”."
Fonte: Veja.com  

Reportagem em Poços de Caldas: "Desafio das Montanhas Vulcânicas - Etapa: Magma"

Foto: Rubens Trevisan

Por Ana Lúcia Dias

Poços de Caldas é conhecido por ter um turismo para terceira idade, mas se  pode ampliar em um turismo para todas as idades, salientando eventos como os esportivos e saudáveis por ser uma cidade montanhosa, que além de uma paisagem linda, ainda se tem as trilhas e montanhas que favorecem esportes como jogos e corridas e diversões como asa delta, pente que já existem na cidade. São atividades esportivas que atraem “pessoas jovens”, não  apenas em idade, mas com espírito aventureiro.
Foto: Rubens Trevisan

No domingo, 29 de setembro tivemos um exemplo deste que pode ser um dos caminhos para poços de Caldas avançar em seu turismo saudável e continuar também ter um turismo para terceira idade.
Foto: Rubens Trevisan
Iniciativa partiu do Fernando Nascimento e Paulo Roberto Zanatta em realizar esta corrida: "Desafio das Montanhas vulcânicas - etapa: Magma" que é a segunda neste ano. A primeira foi em maio: "Desafio das Montanhas Vulcânicas - etapa: Rocha" O Gustavo Bonafé, que amante das corridas, participou da "Corrida da Fogueira", em 2018, no Parque Ecológico de Poços de Caldas, na zona Sul com diversos desafios: primeiro deles por ser uma corrida realizada à noite. 
Foto: Rubens Trevisan

Gustavo ficou responsável pela comunicação com atletas e gestão das redes sociais. Ele também faz parte da organização do evento.
Foto: Rubens Trevisan

Foto: Rubens Trevisan



Para se ter uma noção como essa é uma boa ideia, de acordo com o Gustavo Bonafé, o mais jovem corredor tinha 21 anos e o mais velho 67 anos. E o maior número de participantes vieram de outras cidades e estados tinham entre 30 e 39 anos.
Foto: Rubens Trevisan
A Siomara Bonafé cuidou da estrutura do evento, junto com voluntários fornecendo água, durante a corrida que teve a duração de 7h e que foi por entre as montanhas e matas, estradas de terra com lama, em função das chuvas da semana anterior ao evento. E depois, quando os atletas chegavam recebiam frutas e um iorgurte fornecido pela Danone, uma das parceiras do evento, especial para atletas. Que também contou com ambulâncias e ortopedista caso fosse necessário.
Foto: Rubens Trevisan



Entrevista que realizada com Gustavo Bonafé que explica em detalhes como foi o "Desafio das Montanhas Vulcânicas".

 

domingo, 6 de outubro de 2019

Casal de Ibitiúra de Minas doa uma tonelada de alimentos para a Santa Casa

Santa Casa de Poços de Caldas 






Por Rafael Santos
"O casal Edson Afonso Ribeiro e Flávia Cristina de Souza Ribeiro, de Ibitiúra de Minas, doou uma tonelada de alimentos para o Café Cacon. A mãe de Flávia, Maria Zélia de Souza, tratou um câncer na Unacon há pouco mais de um ano e, infelizmente, acabou falecendo.
Você também pode salvar vidas
Mesmo assim, superando a dor da perda da mãe, Flávia e o marido seguiram a vontade de Maria Zélia e foram em busca de ajuda para a Santa Casa de Poços. “Pedimos para alguns amigos, o pastor Márcio da Igreja Quadrangular de Ibitiúra aderiu a causa, fez um apelo na rádio e, graças a Deus, chegamos a essa grande quantidade de alimentos”, conta Edson.

“Foi um trabalho de formiguinha. Fomos pedindo nas casas, o pastor pediu na rádio, fez o apelo na igreja dele. Fomos juntando e, no fim, conseguimos essa uma tonelada de alimentos, graças a Deus. Estamos a disposição para o que precisar”, completa Flávia.       Você também pode salvar vidas                        
Café Cacon                     
Todos os dias, centenas de pessoas, de mais de 80 cidades, vêm para Poços de Caldas para se tratar na Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), unidade da Santa Casa de Poços de Caldas que trata pacientes de Câncer. Muitas desses pacientes contam apenas com o Café Cacon para se alimentar. O local funciona através de voluntários do SOS Santa Casa e fica aberto todos os dias das 7h às 10h da manhã.”
Fonte: assessoria de imprensa da Santa Casa de Poços de Caldas - Assessor de Imprensa: Rafael Santos   

sábado, 5 de outubro de 2019

SÍNODO PARA A AMAZÔNIA - Papa Francisco


Fonte: verbo Filmes


Noticias locais: amanhã, domingo, 6 teremos eleições para o conselho tutelar em Poços de Caldas


Fonte: whatsapp

Documentos necessários para a sua participação na eleição do Conselheiro Tutelar:

* Documento com foto que pode ser: RG, CNH;

* Título de Eleitor

* Comprovante de endereço: que pode ser a conta de luz, água, telefone contas que conste o seu nome.

* Quem pode votar? Qualquer cidadão dos bairros, maior de 16 anos que já possua o título de eleitor;

* Onde votar? Nos Cras –  Centro de Referência  Assistência Social – de seus bairros.

Horário: das 9h às 17h

Se você, mora em Poços de Caldas e quer acabar com a violência e maus tratos à criança e o adolescente.

VOTE, cumpra seu papel democrático. E lembre-se: 
vote em primeiro lugar, em pessoas que gostem de crianças.




E que tenham realizado cursos de aperfeiçoamento para lidar
com situações extremas.

Quem é o ex-juiz Sérgio Moro?


Fonte: whatsapp

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Hoje, 3 de outubro a "nossa" Petrobrás completa 66 anos


Fonte: whatsapp

O combustível no país seria muito barato se o combustível – gasolina e diesel não fossem mandados para os EUA para refinar.


De acordo com os petroleiros: "o combustível que é produzido e refinado pela Petrobrás seria suficiente para o consumo interno".


Por que que a gasolina é tão cara no Brasil? Em função do refino ser nos EUA e, portanto pago na moeda deles, ou seja, em dólares.


Mas o Brasil, têm reservas suficientes, inclusive do pré-sal para o consumo interno. Quer dizer, o país não precisa do petróleo do exterior dos árabes, ou Kwait como outros países. O Brasil é o 7º em produção de petróleo e em abril deste ano com o pré sal a produção saltou para mais 3 milhões de barris diários. 

A Petrobrás criada em 1953, e com a célebre frase do presidente Getúlio Vargas: "O Petróleo é nosso!", quando da descoberta do 1º poço de  petróleo em 1941, no Recôncavo  baiano. 

Se é uma empresa que dá lucros cada vez maiores. E que pode gerar mais empregos para os brasileiros? Para quê privatizar?

A quem interessa o desmonte da política cultural e da memória do país?

Frei Gilvander

Artigo: Por Gilvander Moreira

O povo que sabe da importância de cuidar da cultura e da memória do nosso país foi tomado por uma grande indignação no dia 25 de setembro de 2019 com a exoneração da Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Minas Gerais, a museóloga Dra. Célia Corsino, por meio de portaria assinada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. A museóloga Célia Corsino tem mais de 30 anos de carreira na proteção de patrimônio e atuava como superintendente desde 2015. Para perplexidade de todos e todas que se preocupam com a proteção ao patrimônio em Minas Gerais e no Brasil, foi nomeado para o cargo um desconhecido da área patrimonial e cultural, Jeyson Dias da Silva, ex-assessor de um vereador em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, indicado pelo deputado federal Charlles Evangelista (PSL-MG), partido do presidente Jair Bolsonaro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) é uma autarquia federal atualmente vinculada ao Ministério da Cidadania que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. É importante lembrar que a autarquia era antes vinculada ao Ministério da Cultura, que foi fundido pelo (des)governo Bolsonaro no início de 2019 com os Ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social na estrutura “Frankenstein” do recém criado Ministério da Cidadania.

Seguindo a linha de aniquilamento da política de proteção do meio ambiente e das instituições afins, desrespeitando os processos de demarcação de terras dos povos indígenas, quilombolas e demais direitos dos povos tradicionais – protegidos pela Constituição de 1988 e também pela Convenção 169 da OIT1, da ONU2 -, incentivando conflitos e perseguição às lutas camponesas, movimentos por habitação, intolerância às comunidades LGBTqia+ e aos movimentos sociais e ambientais em geral, foi lançada agora mais uma cartada fatídica desse (des)governo: atacam a cultura e a memória de forma descarada com a clara desestruturação do IPHAN, instituição federal com 82 anos de história, criada em 1937, que responde pela preservação e proteção do patrimônio cultural brasileiro, com a substituição de seus experientes superintendentes por pessoas sem qualquer idoneidade técnica e cientifica. A Constituição Brasileira de 1988 reiterou a importância deste tema enquanto política primordial, quando, no artigo 216, definiu o patrimônio cultural de forma ainda mais detalhada, como formas de expressão, modos de criar, fazer e viver. São reconhecidas como memória nacional as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e, ainda, os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. Ainda nos artigos 215 216 da Constituição de 1988 foi reconhecida a existência de bens culturais de natureza material e imaterial ou intangível, além de estabelecer as formas de preservação e acautelamento desse patrimônio, por meio do seu registroinventário tombamento. Por seu turno, em nível internacional, o IPHAN também é o responsável pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e no Rol do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme normas da UNESCO3, respeitando a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972 e a Convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003, além de seguir as inúmeras Cartas e Recomendações Internacionais e Nacionais análogas das quais o país é signatário.

A mencionada exoneração da Superintendente do IPHAN em Minas Gerais seria assim somente a “ponta do iceberg”, já que nas últimas semanas se seguiram destituições em outros estados estratégicos como Goiás, Distrito Federal e Paraná, desrespeitando os critérios exigidos para a função de superintendência regional, tais como: idoneidade moral, reputação ilibada e perfil profissional compatível com o cargo. Certamente, tais orientações não foram aplicadas para a nomeação dos novos superintendentes e muito menos houve diálogo com a comunidade. Para além da perplexidade, houve reação de muitos segmentos da sociedade, sobretudo de profissionais da área do patrimônio cultural, comunidades tradicionais, grupos e agentes culturais, prefeitos de cidades históricas e até mesmo do Ministério Publico. Muitos outros superintendentes nos outros estados estão na corda bamba, dependendo de indicações de políticos da base governista e da correlação de força das “danças das cadeiras”- um jogo sórdido que vem se instalando nas autarquias, em geral.

Em Goiás, o Ministério Público reagiu de forma atenta e eficaz, recomendando ao ministro da Cidadania, que torne sem efeito a portaria que nomeou Allysson Cabral para o cargo de superintendente regional do IPHAN de Goiás. Tal documento foi assinado por procuradores da República em Goiás e por membros da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico do Ministério Público Federal (MPF – 4CCR). No texto, ainda alegam que o indicado não possui perfil e formação adequados para o cargo e que a nomeação não atende ao interesse público e à legislação, configurando desvio de finalidade. Informam que quem o indicou foi o deputado federal Professor Alcides (PP-GO), que admitiu em entrevista que houve mesmo um sorteio entre os deputados federais goianos da base aliada do governo para definir quem indicaria o superintendente regional. Pelo sorteio, a indicação coube ao próprio deputado. O deputado ainda teria afirmado que o seu designado não teria formação, tampouco experiência para o cargo, mas que seria alguém de sua confiança, o que seria suficiente para motivar tal nomeação.

Minas Gerais (e aqui são lembrados os municípios de Ouro Preto, Congonhas, Diamantina, Mariana, Serro, Paracatu, Caeté, entre outros), Brasília e Goiás têm muito em comum, pois possuem sítios históricos e arquitetônicos inigualáveis, alguns deles com o título de Patrimônio da Humanidade, chancelado pela UNESCO/ONU, e possuem também conjuntos e bens isolados tombados em nível federal. O título de patrimônio da humanidade indica se tratar de ambientes de interesse global, fundamentais para a memória da humanidade, cujas políticas de gestão não devem ser restritas aos países onde os sítios se situam. 
Tal status pode arrebanhar muita verba e recursos em nível internacional.

Mas por que mesmo emperrar e controlar a atuação do IPHAN? O que está por trás desta rede de manipulação e desmantelamento também desta instituição? Em Minas Gerais (como na região amazônica e outros estados), há inúmeros sítios históricos arqueológicos, paisagísticos e hídricos de grande importância em localidades ambicionadas e ameaçadas por mineradoras, indústrias e pelo agronegócio. Muitos sítios de grande valor se encontram em terrenos de propriedade de mineradoras ou em áreas de decreto de lavra, cuja proteção deveria ser severamente fiscalizada e garantida pelos órgãos patrimoniais nos âmbitos federal, estadual e municipal. Vale lembrar o caso das comunidades das antigas vilas históricas Socorro e Congo Soco, município de Barão de Cocais, MG, retiradas de seus lugares de vida e de memória em função do alegado risco iminente do rompimento da Barragem Sul Superior da mineradora criminosa Vale. Estes territórios, caso a comunidade seja retirada em definitivo da sua localidade de origem, serão apropriados para domínio e expansão territorial e de exploração futura de empresas mineradoras. Outra situação que merece atenção é o caso fatídico e inaceitável da vila colonial Bento Rodrigues, pertencente ao município de Mariana, em Minas Gerais, situado no vale do Gualaxo do Norte, tributário do ex-rio Doce. Além de ter sido atingida diretamente pela lama tóxica da tragédia-crime da Samarco, BHP Billiton e Vale, oriunda do rompimento da barragem Fundão, com a conivência do Estado em 05 de novembro de 2015, ainda foi vitimada covardemente pela segunda vez, um ano depois, pelo alagamento parcial da barragem ou dique S4 que ali foi instalado – apesar dos inúmeros questionamentos feitos na ocasião pelo IPHAN de MG e pelos antigos procuradores da força-tarefa (“Lama Nunca Mais”) do Ministério Público de Minas Gerais (MPE/MG). Porém, com a tarja de “obra emergencial”, as mineradoras rés conseguiram, de forma muito questionável, a autorização para tal obra; o que pode ser comprovado se analisarmos atentamente a argumentação de memorandos e ofícios que constam no processo de referência no IPHAN de Brasília. Felizmente, parte dos atingidos de Bento Rodrigues, conscientes de seu território, de sua história e de seus direitos, têm resistido bravamente às investidas e manipulações das empresas criminosas, cujos interesses estão ocultados pela “Fundação” Renova (muitas vezes, com a cega conivência do poder público municipal, estadual e Ministério Público atual em seus diferentes âmbitos) reagindo de forma heroica a propostas e termos de ajustes que os condicionam à desapropriação de suas terras, que visam, no fundo e ao cabo, a apropriação do sítio de Bento Rodrigues por parte das mineradoras e de demais interesses econômicos e políticos escusos. A mineradora Herculano, que já foi responsável por um crime/tragédia ambiental de grandes proporções em setembro de 2014 com o rompimento de barragem de rejeito no córrego Silva, vale do rio Itabirito, MG, afluente do rio das Velhas, que ocasionou a morte de dois dos seus trabalhadores, insiste de forma perniciosa em se instalar no município de Serro, MG, em localidade que abrange reserva hídrica, além de um território histórico e sagrado de comunidade quilombola tradicional. São tantos os exemplos de desrespeitos, injustiça social e racismo ambiental que daria para tecer uma grande lista, mas ficam aqui estas revoltantes situações.
Santuário da Serra da Piedade – Patrimônio Paisagístico, Cultural, Ambiental, Histórico, Arquitetônico, Espeleológico e Religioso. Detalhe da Capela Nossa Senhora da Piedade. Município: Caeté, Minas Gerais. Foto: G. L. Moreira, 2019.




Outra questão muito emblemática em Minas Gerais e bastante preocupante se refere à proteção da magnífica Serra da Piedade situada no município de Caeté, também tombada em nível federal e em outras esferas, ameaçada severamente por interesse de mineradoras que pretendem obter a conclusão de licença para ali operar. Embora tendo o IPHAN, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Secretaria de Meio Ambiente de MG (SEMAD) o dever e o compromisso histórico de cuidar e de zelar por este patrimônio, dia 22 de fevereiro de 2019, contra parecer do IBAMA, do IEPHA e do IPHAN, a maioria dos conselheiros da Câmara de Atividades Minerária do Conselho de Política do Meio Ambiente (COPAM) do Governo de Minas Gerais forneceu licença inconstitucional, injusta e imoral para reabrir mineração nesta localidade. O superintendente do IBAMA em MG, Júlio Grillo, foi exonerado no dia seguinte por ter se posicionado contra a retomada da mineração na Serra da Piedade. O licenciamento ambiental para reabrir mineração na Serra da Piedade ficou dependendo apenas da posição do IPHAN e IEPHA. Tal fato deixa claro que com um superintendente vassalo da política devastadora do meio ambiente do (des)governo federal, podemos esperar que em breve ele mudará o parecer expedido pela superintendente exonerada que tinha se posicionado contra a retomada da mineração na Serra da Piedade, posição justa, ética e necessária. A Serra da Piedade é responsável por parte significativa do abastecimento d’água de Belo Horizonte e região metropolitana (RMBH), que já perdeu o Rio Paraopeba (morto pela Vale e pelo Estado na tragédia/crime em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019), que era responsável por 50% do abastecimento da RMBH. Está ainda inserida em unidades de conservação (Área de Proteção Ambiental (APA)), Águas da Serra da Piedade, Monumento Natural Estadual Serra da Piedade (MONAE) e nas Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço e da Mata Atlântica, integrando ainda por sua relevância o cadastro nacional dos Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil (SIGEP).

Aproxima-se a ocasião do Sínodo da Amazônia, no qual o papa Francisco, inegável ícone da paz e da justiça socioambiental, e os bispos de nove países da Amazônia vão discutir como proteger as populações nativas e o riquíssimo conjunto ambiental e cultural da região amazônica. Espera-se que este importante debate contribua de forma eficaz e que influencie movimentos e programas internacionais que possam fortalecer para além da Amazônia a proteção de biomas e de todos os povos ameaçados em seus territórios, injustiçados, expulsos de suas terras, torturados e assassinados nos conflitos agrários e socioambientais, humilhados pelos poderosos do agronegócio e dos grandes projetos econômicos desenvolvimentistas, em especial a mineração, que tem massacrado tantas comunidades em Minas Gerais e tirado a vida e a saúde de tantas pessoas, além de matar e envenenar os rios Doce e Paraopeba.

Constata-se que o projeto de Jair Bolsonaro e de sua equipe de destruir a política cultural no país segue firme e a galope no Congresso Nacional, que prevê no projeto de Lei Orçamentária enviado para o ano que vem (2020) uma redução de aproximadamente 72% de recursos que a área recebe atualmente. Tais cortes e as restrições de qualidade técnica em seu quadro de gestores vão comprometer drasticamente a proteção de milhares de sítios históricos, bens móveis e imóveis, como também programas de pesquisa, proteção e de registro do patrimônio imaterial, de saberes e de fazeres tradicionais de vários povos e comunidades.

O que nos acalenta é que mesmo frente a todo este plano pérfido arquitetado que se revela, nada poderá destruir o soar dos corações ancestrais dos povos tradicionais, seus lugares, sítios milenares, memórias que fluem por gerações, sonhos e territórios. Histórias de resistência, força e luta que seguem. Em nome da nossa responsabilidade geracional urge crescer a luta popular para revertermos os descalabros do (des)governo de plantão no nosso país. Povos que não cuidam da sua cultura e memória estão matando seu próprio futuro. Felizes as pessoas e organizações que não medem esforços para resgatar e cuidar do seu patrimônio histórico e cultural. Maldito quem violenta a cultura e a memória de um povo!

Sobre o autor: Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educação pela FAE/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Ciências Bíblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB, CEBs e Movimentos Sociais Populares; prof. de “Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos” no IDH, em Belo Horizonte, MG.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

"E se nós tivéssemos gritado por Mariana? E se nós gritarmos por Brumadinho?"

  Comovente depoimento de Marino, um dos sobreviventes da destruição causada pela Vale, Samarco e BHP em Mariana, MG, na audiência pública da ALMG – Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

"Crimes da VALE pioram com o passar do tempo" (Marino)
 2ª parte do depoimento de Marino sobre a destruição da sua família com a tragédia de Mariana, MG na audiência pública na ALMG

Por frei  Gilvander – Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Direitos
"No domingo (29/9/2019), os participantes do Fórum Social da Arquidiocese de Mariana, MG caminham pelas ruas de Barão de Cocais com cartazes e faixas denunciando os crimes cometidos pelas mineradoras Vale/Samarco/BHP e pelo Estado a partir de Mariana e Brumadinho, crimes que continuam impunes e gerando mais vítimas. Marchando, na Romaria Dom Luciano, os romeiros e Romeiras da mãe terra e da irmã água gritam por justiça por Mariana e Brumadinho, enquanto olham as placas de Rota de Fuga colocadas pela mineradora Vale, também em Barão de Cocais. Centenas de pessoas foram evacuadas de suas casas. A lama tóxica não chegou aqui fisicamente ainda, mas já preenche os corações com medo e apreensão. "E se nós tivéssemos gritado por Mariana? E se nós gritarmos por Brumadinho?" Esse é o Grito de luta que ecoa das ruas de Barão de Cocais, MG, neste momento. O nosso grito pode salvar outras vidas. Seguimos juntos em defesa da vida."

                         Fonte: Marina Oliveira

Por Ana Lúcia Dias

Muita gente deve querer saber como o frei Gilvander consegue estar em muitas manifestações pela terra, por moradias dignas, pelos direitos das pessoas? Como ele sabe que está havendo, neste imenso Estado de Minas, em Pernambuco, Ceará, Sul do país enfim neste Brasil tão grande? – "Participo de muitas lutas. Estou no
Frei Gilvander
meio ajudando a organizar e são muitas lutas. Sempre sou convidado. Apenas vou onde sou convidado. 
Ele explica que ajudou na assessoria do '7º Fórum Social pela Vida'. Quem o convida são lideranças pastorais sociais, padres com opção pelos pobres, o povo de luta me convida. 
Frei Gilvander
Agora mesmo recebi convite para assessorar o Encontro de CEBs – Comunidade Eclesial de Base – em Presidente Prudente, SP em 19 de Julho de 2020.", conta frei Gilvander Resultado: ele não para! 

Ele está sempre de um lado para o outro. E ainda arruma tempo para ser articulista deste jornal online. Este é o frei Gilvander. 

Conheça as Obras de arte de Mailson Cello 2019



Investimento nestes painéis variam de 80 à 197 reais

The Horse by Mailson 2019

Charlie Chaplin by Mailson Cello

Meisje met de parel by Mailson 2019.

Jimi Hendrix by Mailson Cello

Save the Amazon Onça by Mailson 2019.

Estas Obras abaixo foram expostas na 

Ampliart, Galeria de Arte, em Poços de 

Caldas. O investimento para cada uma 

delas é de 1500 a 2100 reais. Vale a 

pena investir em Arte. 

 Aprecie... Diretamente com o artista:



55 19 9-9629-1998