segunda-feira, 14 de outubro de 2019

"Presidente do Equador cede e derruba decreto que causou protestos"

Moreno anuncia acordo para encerra crise no Equador










"Governo e manifestantes chegam a acordo para encerrar crise no país. Combustíveis voltam a ser subsidiados. Comissão mista desenvolverá pacote de medidas para reduzir os gastos e aumentar receita."

Depois de quase duas semanas de protestos que paralisaram a economia e deixaram sete mortos, o governo do Equador e o movimento indígena chegaram no final da noite deste domingo (13/10) a um acordo para revogar um controverso pacote de austeridade, que acabou com o subsídio a combustíveis e desencadeou a atual crise no país.

O acordo prevê que o presidente equatoriano, Lenín Moreno, revogue o decreto 833 que fazia parte de um pacto firmado por seu governo para obter um empréstimo de 4,2 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em contrapartida, os líderes indígenas se comprometeram a encerrar os protestos e bloqueios nas rodovias do país.

"Como resultado do diálogo, o decreto 883 fica sem efeito, e é criada uma comissão para preparar um novo decreto", anunciou o coordenador das Nações Unidas no Equador, Arnaud Peral, após várias horas de diálogo nos arredores de Quito.

A comissão será integrada pelas organizações do movimento indígena que participam no diálogo e por representantes do governo equatoriano, sendo mediada pela ONU e Conferência Episcopal do Equador. O grupo trabalhará para desenvolver um novo pacote de medidas para reduzir os gastos do governo, aumentar a receita e diminuir os déficits orçamentários e a dívida pública do país.

"Com esse acordo, nos comprometemos de maneira conjunta a restabelecer a paz no país", destacou Peral. O representante da ONU afirmou que o Equador se encontra "numa situação séria e dramática há 12 dias".

"Houve mortes, feridos, pessoas que perderam os empregos, que sofreram pelas famílias. Houve muita angústia", acrescentou. Peral classificou ainda o pacto como um "avanço fantástico e extraordinário".

Moreno afirmou que o acordo representou um "sacrifício de cada uma das partes" e ressaltou que não há "outro princípio mais maravilhoso do que a paz". O presidente agradeceu aos militares e à polícia.

Já o presidente da Confederação das Nacionalidades Indígenas (Conaie), Jaime Vargas, afirmou que a Constituição deve ser respeitada, tendo feito depois um resumo do processo que chamou de "luta e resistência". Os povos indígenas registaram mais de dois mil feridos, mais de mil detidos, cerca de dez mortos, além de terem sofrido "tortura das Forças Armadas e da Polícia Nacional", indicou.

Vargas exigiu a renúncia da ministra do Interior, María Paula Romo, e do responsável pela pasta da Defesa, Oswaldo Jarrín.

Após o anúncio do acordo, caravanas percorrem as ruas do país celebrando a medida. Manifestantes bateram panelas e acenavam bandeiras do país.

A crise no Equador estourou no início de outubro, depois que Moreno ordenou o fim do subsídio estatal aos combustíveis como parte de um acordo firmado com o FMI. A medida fez disparar o preço do diesel e da gasolina e originou uma série de violentos protestos por todo o país.

Em 3 de outubro, o presidente declarou estado de exceção no país e, quatro dias depois, com o avanço da marcha dos indígenas para a capital Quito, transferiu a sede do governo para Guayaquil. Milhares de comunidades desfavorecidas da Amazônia e dos Andes viajaram para Quito, onde exigiam que os subsídios sejam mantidos.

No sábado, Moreno impôs um toque de recolher de prazo indefinido e ordenou a militarização da capital equatoriana, onde vivem 2,7 milhões de pessoas. A ordem, porém, foi ignorada pelos manifestantes. Diante do impasse, a ONU mediou o diálogo entre governo e manifestantes para solucionar a crise no país.

A onda de protestos deixou sete mortos e 1.340 feridos, segundo a ouvidoria pública. Mais de 1.100 pessoas foram detidas.”
Fonte: CN/lusa/efe/ap                

Nota de esclacimento de Flavia Vivaldi

Mestre em Psicologia da Educação,
Flávia Vivaldi
Nota de Esclarecimento
"Na manhã desta segunda-feira, 14 de outubro, compartilhamos com os gestores escolares e equipe da SME, educadores como eu, fazedores da educação na prática, a nossa decisão de deixar, nessa data, o cargo de secretária municipal de Educação.

Desde 2017, temos desenvolvido um trabalho pautado por valores, com ênfase em uma educação democrática e ética, com efetiva participação da comunidade escolar e, sobretudo, norteada pelo caráter científico das ações.
Desde o início da nossa gestão, temos oferecido formação e diagnóstico para que as unidades desenvolvam o Plano de Convivência Ética, com ações intencionais de prevenção da violência. Assim, Poços de Caldas se tornou o primeiro município do país a contar com o Plano de Convivência Ética nas escolas como política pública de educação porque sabemos que o desempenho do aluno e do professor está intimamente ligado à qualidade das relações que são estabelecidas no ambiente escolar.
Acreditamos que o ato de educar é muito mais amplo que a prática de ensinar e só acontece em um ambiente que propicie a reflexão, a discussão e o debate de ideias, fundamentais para a formação de estudantes autônomos, capazes também de fazer escolhas baseadas em princípios, especialmente os de justiça e solidariedade. Neste sentido, também as nossas escolhas estão vinculadas aos valores e princípios que regem a nossa vida.
Na última sexta-feira, o prefeito Sérgio Azevedo manifestou a adesão do município de Poços de Caldas ao programa de escola cívico-militar proposto pelo Governo Federal. A educação pública democrática que defendemos desde o início do nosso trabalho frente à SME não dialoga com esse tipo de programa e, desta forma, comunicamos nosso desligamento da pasta.
Seguimos na luta diária por uma educação pública de qualidade, feita por educadores, pesquisadores, estudiosos e conhecedores da realidade da educação brasileira. Aproveitamos para agradecer ao prefeito Sérgio Azevedo e ao vice-prefeito Flávio Faria pela oportunidade única vivenciada intensamente nesses dois anos e dez meses.
Agradecemos especialmente a todos os servidores públicos de nossa equipe, educadores e equipe de todas as unidades educacionais da rede municipal, aos nossos alunos, familiares, comunidade escolar e parceiros que compartilharam conosco o sonho de uma educação ética e democrática."
Cumprimentos mineiros,
Professora Flávia Maria de Campos Vivaldi
Poços de Caldas, 14 de outubro de 2019.

sábado, 12 de outubro de 2019

Educação: muito parecida com a ditadura, mas com cara de Democracia


"Uma das vitrines de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência do país, escolas com a tutela de profissionais das forças de


Segurança também são uma das principais apostas da atual gestão do Ministério da Educação (MEC).

Disciplina, cabelo curto e educação cívica: como funcionarão as escolas do DF que adotaram ‘modelo militar’

Com o intuito de expandir o modelo educacional, o MEC em parceria com o Ministério da Defesa lançou, no último mês, o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Até 2023, pretende-se implantar o modelo em ao menos 216 instituições. PSOL propõe fim da ampliação de escolas “militarizadas” no país.

Dez perguntas e respostas sobre as escolas cívico-militares no modelo que entrará em vigor em 2020.

1. Quem comanda: civis ou militares?
O modelo de escolas cívico-militares proposto pelo governo é parcialmente inspirado no padrão dos colégios militares do Exército, das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares. Em escolas militares, a organização didático-pedagógica e financeira é exclusiva dos oficiais de segurança.

Diferentemente, nas escolas cívico-militares, a gestão é híbrida. Isso significa que, enquanto professores e demais profissionais da educação são responsáveis pela área didático-pedagógica, as forças de segurança pública atuam na gestão administrativa e formação disciplinar dos alunos. Como diz o MEC, eles serão responsáveis pela "melhoria do ambiente escolar".

2.
Quais militares poderão participar do programa?
Segundo o MEC, apenas militares inativos das Forças Armadas poderão participar. Mas policiais e bombeiros militares também podem assumir funções dependendo da adesão dos estados.

Poderão ser convocados 540 militares da reserva. A proposta, ainda não definida, é que eles sejam contratados por meio de processo seletivo. "A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até dez, podendo ser cancelado a qualquer tempo. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar", diz o MEC.

Quer dizer, já não basta a aposentadoria para os militares ser bem maiores do que para cidadão comum?
 
O governo garante que eles não ocuparão cargos dos profissionais da educação previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

3. Quem pagará o salário dos militares?
Dependerá da parceria. No caso dos militares das Forças Armadas, o governo federal será responsável pelo pagamento.

Mas os estados que decidirem aderir ao programa, e permitirem que militares da Segurança Pública participem, devem ser responsáveis pela remuneração dos agentes.

4. Quanto custará o programa aos cofres públicos?
O MEC afirma que serão investidos R$ 54 milhões ao ano no programa. Cada escola terá direito a R$ 1 milhão. O pagamento dos militares da Defesa e a verba para os estados que aderirem ao Pecim sairá desse montante.



Fonte: globonews

O valor, além disso, será investido no pagamento de pessoal, mas apenas nas escolas em que for estabelecida parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa, para contratação de militares da reserva. No geral, será investido em melhoria de infraestrutura, compra de material escolar, reformas, entre outras intervenções.

5. Sorteio x prova: como será o ingresso de estudantes?
O MEC garante que os alunos já matriculados nas instituições que receberão o programa continuam com a vaga.

Não há definição clara, no entanto, se os novos estudantes passarão por processo diferenciado, como entrada via sorteio. Questionada, a pasta afirmou apenas que "os novatos serão atendidos conforme demanda".

6. Haverá algum tipo de cobrança de mensalidade aos alunos?
Segundo o ministério, não haverá cobrança de mensalidade. O ensino nas escolas cívico-militares continua gratuito.

7. Escolas são obrigadas a aderir ao programa?
Não. O programa é de adesão voluntária para estados e municípios que manifestarem interesse. Além disso, após a adesão da Secretaria de Educação, para o modelo ser implementado, deverá passar pela aceitação da comunidade escolar.

Em um primeiro momento, o MEC consultou todos as federações para saber se gostariam de aderir ao programa. Pelo menos 15 estados e o DF manifestaram interesse. A segunda etapa, que se encerra em 11 de outubro, prevê consulta aos municípios.

O MEC afirma que a demanda é grande, mas que, a princípio, receberão o programa escolas: 

1) em situação de vulnerabilidade social e com baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb);

2) localizadas na capital do estado ou na respectiva região metropolitana; 

3) que ofereçam as etapas Ensino Fundamental II e/ou Médio e, preferencialmente, atenda de 500 a 1000 alunos nos dois turnos; 

4) que possuam a aprovação da comunidade escolar para a implantação do modelo.

8.
E se o município quiser aderir, indicar a escola, mas ela não quiser? E se a comunidade escolar não aceitar?

À comunidade que não aceitar a implementação do modelo, mesmo com o aval do estado, o MEC sugere que entre em consenso com as secretarias de educação, que devem providenciar "mecanismos democráticos para garantir o direito à educação".

No Distrito Federal, por exemplo, professores que não concordaram com a implementação foram realocados para outras escolas, que não receberiam o modelo cívico-militar.

9. Quais as obrigações aos alunos? Farda, corte de cabelo?
Segundo a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-militares, na rotina de instituições deste modelo, "os cuidados com a aparência e o uniforme são essenciais, pois promovem a sensação de pertencimento e disciplina nos alunos".

Não está claro, no entanto, se os alunos serão obrigados a usar farda ou ter corte de cabelo específico. Nas escolas cívico-militares do Distrito Federal, um novo uniforme foi distribuído gratuitamente aos alunos. Meninos são instruídos a usar cabelo curto, enquanto as meninas, coque.

10. Quando o programa entra em vigor?

O Pecim deve entrar em vigor no primeiro semestre de 2020."

Fonte: gazetadopovo  

Leonardo Boff, Teólogo, Filósofo e escritor fala para uma plateia em Bet...


Fonte: frei Gilvander - Comissão Pastoral da Terra – CPT

Defensor dos Direitos Humanos, o Direito à Vida!

Ancine: Justiça mantém edital para produções LGBT







Por Marcio Dolzan – Estadão

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou nesta sexta-feira, 11, pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e manteve o edital público que prevê linhas de financiamento para séries LGBT para a TV. A AGU havia entrado com agravo de instrumento requerendo a cassação de uma liminar expedida pela primeira instância no início desta semana.

Na segunda-feira, a juíza Laura Bastos de Carvalho, da 11ª Vara Federal do Rio, determinou a suspensão de portaria do ministro da Cidadania, Osmar Terra, e mandou restabelecer um edital voltado para projetos audiovisuais a serem veiculados em TVs Públicas. A decisão acolheu pedido liminar do Ministério Público Federal (MPF), que acusa o chefe da pasta de barrar a efetivação do edital por “inequívoca discriminação por orientação sexual e identidade de gênero”. A AGU recorreu, e, além de questionar a decisão, alegou ausência de competência da Vara Federal para julgar o caso.

Nesta sexta, o juiz Alfredo Jara Moura, do TRF2, indeferiu o agravo. Em seu despacho, o magistrado considerou que a 11ª Vara Federal tem “competência absoluta” para “processar e julgar os feitos que envolvam matéria de improbidade administrativa, e os respectivos processos conexos”. Moura também considerou que não foi apresentado nenhum elemento novo que pudesse derrubar a decisão liminar da primeira instância.

Entenda o caso:
No começo deste mês, o MPF ingressou com ação civil contra o ministro da Cidadania Osmar Terra pela prática de ato de improbidade administrativa. A portaria editada pelo ministro foi motivada por discriminação contra projetos com temática relacionada a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis - LGBTs, dentre os quais os documentários Sexo Reverso, Transversais, Afronte e Religare Queer, desmerecidos pelo presidente da República em vídeo publicado no dia 15 de agosto de 2019.

Coordenado pela Ancine, o concurso foi iniciado em março de 2018 e, em agosto de 2019, quando foi editada a portaria ministerial, estava em sua fase final. Contemplava projetos variados, agrupados em catorze blocos temáticos: Livre, Ficção-Profissão, Ficção-Histórica, Sociedade e Meio Ambiente, Raça e Religião, Diversidade de Gênero, Sexualidade, Biográfico, Manifestações Culturais, Qualidade de Vida, Jovem, Documentário Infantil, Animação Infantil e Animação Infanto-Juvenil.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, consta do processo administrativo do concurso que 801 propostas estavam inscritas. Na fase de avaliação, 613 propostas passaram pela análise de 121 pareceristas selecionados por meio de edital público. Conforme as regras do edital, foram classificados os cinco projetos com melhor pontuação para cada bloco temático/região, totalizando 289 produções.

Entretanto, para o MPF, o verdadeiro motivo da suspensão foi impedir que os projetos mencionados pela Presidência da República sagrassem-se vencedores. Como não havia meio legal de impedir que somente os quatro projetos fossem excluídos do concurso em sua fase final, a “solução” encontrada foi a de sacrificar todo o processo. Como registra a ação, além do dano aos cofres públicos causado pela suspensão do concurso, “a discriminação contra pessoas LGBT promovida ou referendada por agentes públicos constitui grave ofensa aos princípios administrativos da honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”.”

Fonte: Estadão

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Saúde: “Pela 1ª vez na América Latina, terapia usa células do paciente para tratar câncer”

Celulas T


Por Roberta Jansen - Estadão 

RIO - "Um funcionário público aposentado de Minas se tornou a primeira pessoa na América Latina a receber uma nova terapia celular que vem revolucionando o tratamento do câncer nos Estados Unidos e na Europa. Menos de 20 dias após ser submetido ao tratamento feito a partir das próprias células, o paciente já apresentava remissão da doença. Vamberto Luiz de Castro, de 62 anos, estava em estado grave, com linfoma avançado que não respondia a nenhum dos tratamentos convencionais. Desenganado pelos médicos, com expectativa de vida de menos de um ano, ele foi submetido em caráter experimental à terapia, no dia 9 de setembro.  
  
A alta de Castro está prevista para este fim de semana. “Os gânglios no pescoço do paciente desapareceram, ele parou de tomar morfina para dor, ganhou três quilos, voltou a andar”, contou o hematologista Renato Cunha, diretor do Centro de Transplante de Medula do Hemocentro de Ribeirão Preto, um dos responsáveis pela experiência. “Temos todos os sinais de que o organismo respondeu; ou seja, conseguimos provar o conceito e mostrar que funciona muito bem.” 

Tão importante quanto a melhora significativa do estado de saúde do paciente é o fato de a terapia ter sido inteiramente desenvolvida no Brasil, no Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP) do Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Com isso, o País se torna um dos poucos do mundo a dispor da tecnologia. A expectativa agora é de que o tratamento seja testado ao longo dos próximos seis meses em pelo menos outros dez pacientes e, no futuro, esteja disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O tratamento usado pela primeira vez em São Paulo é feito com células T (do sistema imunológico ou Linfócitos T ou células T são um grupo de glóbulos brancos(leucócitos) responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos (antígenos). retiradas do próprio paciente e geneticamente modificadas. A função original dessas células é combater doenças. No entanto, muitos cânceres conseguem driblar esse mecanismo de defesa natural do organismo, tornando-se “invisíveis”. “É como se as células de defesa ficassem cegas para elas que conseguem, então, se proliferar”, explicou Cunha. “Quando fazemos a alteração genética, as células de defesa voltam a “enxergar” as células cancerígenas e podem destruí-las.” 

Os especialistas alteraram geneticamente as células T, com a inclusão de uma proteína específica que as torna mais sensíveis a determinados tipos de linfoma. As células alteradas e cultivadas em laboratório foram inseridas de volta no paciente por meio de uma infusão. Com a alteração genética nas células de defesa, elas passam a reconhecer mais facilmente as células cancerígenas e conseguem destruí-las. “As células T modificadas passam a se multiplicar aos milhões no organismo do paciente, fazendo com que o sistema imune passe a identificar as células cancerígenas do linfoma como inimigos a serem atacados e destruídos.” 

Esse é o futuro no combate à doença, afirma pesquisador  
Para Dimas Tadeu Covas, hematologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e coordenador do CTC, desde o surgimento das terapias de anticorpos monoclonais, há cerca de sete anos, este é o maior avanço no tratamento do câncer. “Não tenho dúvidas de que esse é o futuro do combate ao câncer”, afirmou Covas. “As terapias com anticorpos monoclonais hoje são rotina no tratamento de vários tipos de câncer; estou seguro de que vamos seguir o mesmo caminho com a terapia celular.”” 
Fonte: Estadão 

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Chegou o Outubro Rosa


Fonte: whatsapp

Será que precisamos de uma educação militarizada?













Por Ana Lúcia Dias

Atualmente temos a inteligência artificial que auxilia aos alunos a entenderem com mais rapidez e de um jeito mais gostoso. Precisamos sim modernizar a escola pública para que tenhamos alunos interessados em saber aprender, e não escolas militarizadas como quer o frustrado capitão do exército, Jair Bolsonaro, o presidente da República Federativa do Brasil.

O presidente Bolsonaro nem deve saber o que é inteligência artificial, ele ainda está no começo do século XX para propor esse absurdo de militarizar a escolas públicas. 
Falta nas escolas, em especial nas públicas mais tecnologia, por exemplo, notebooks para todos os alunos, uma aula mais dinâmica, por exemplo, que os alunos conheçam a cidade em que moram, os museus, as praças e parques, o patrimônio público, artístico e cultural de suas cidades Enfim, a história de onde moram. Isso é cidadania. 
 

Será que precisamos de uma educação militarizada ou que se valorize mais o professor e a inteligência do aluno? De maneira que, para tanto o professor como aluno sintam prazer em ir para escola.












Aulas práticas por que não? Esses alunos poderiam conhecer as universidades – as ciências que elas englobam para decidir em que área querem se especializar.

Enfim, não deixar o aluno mofando nas salas de aula tradicionais, ainda com lousa e giz.

"Melhorar o Ensino Médio com um currículo mais atraente – e que prepare o estudante tanto para sua vocação quanto para cidadania e empreendedorismo – é fundamental para um mercado de trabalho que, cada vez mais, exigirá perfil criativo, inovador e produtivo.Temos uma escola do século XIX, um professor do século XX e um aluno do século XXI”, explica Mozart Neves Ramos. Doutor em química pela Unicamp e reitor da Universidade Federal de Pernambuco entre 1996 e 2003. 

“Carta aberta à comunidade de Poços de Caldas sobre as escolas cívico-militares”


Será que os militares vão aguentar as escolas públicas com salas de mais de 50 alunos?


"Encontra-se em discussão a implementação e expansão das escolas cívico-militares, com a presença de profissionais em educação sendo a gestão realizada por militares, no Brasil, por iniciativa do governo federal   (Decreto n° 9.465/2019) reforçada em setembro (Decreto 10.004/2019). Diante dos debates e considerando pesquisas realizadas por especialistas em educação, compartilhamos com toda a sociedade de Poços de Caldas uma breve reflexão afirmando nossa posição contrária a este tipo de escola. 


Nossa sociedade viveu um longo e difícil período marcado pela ditadura cívico-militar e com muita luta conquistamos a democraciaPara assegurarmos uma sociedade democrática, precisamos garantir e fomentar instituições democráticas e não abrir caminho para aquelas que retomam com saudosismo os tempos autoritários. Aprofundar a democracia cada vez mais, sim. Incentivar práticas de obediência, de seletividade e restrição, tais como pregadas pelas escolas cívico-militares, não é o caminho.

É preciso enfatizar que educar vai além de ensinar. As escolas devem ser um local que permita reflexão e debates para que crianças e jovens possam ser cada vez mais autônomos, capazes de fazer escolhas com base em princípios de justiça e solidariedade, conhecendo melhor a si mesmos e respeitando o convívio social em um mundo marcado pela diversidade. As escolas cívico-militares podem garantir esta realidade? Considerando os documentos que embasam a proposta e as experiências em andamento, podemos responder diretamente em uma palavra: não! 

As escolas cívico-militares apresentam orientações e práticas de obediência, regulações e mais regulações e disciplinarização militarizada para aqueles que se submetem a este formato, que aliás, não é para todos, pois, as experiências em andamento demonstram que o acesso é seletivo. Essas instituições não acolhem alunos que destoam ou afrontam as imposições e recebem investimentos e suportes de forma privilegiada dos quais as outras escolas não dispõem. Isso pode fazer com que os resultados em avaliações externas possam ser superiores, gerando a falsa percepção de que as escolas cívico-militares são melhores que as outras escolas públicas, o que não pode ser afirmado. 

A doutrinação não é feita pela escola pública, democrática, laica. A doutrinação é realizada por iniciativas como as escolas cívico-militares que estabelecem padrões de comportamentos e limites à reflexão e à criticidade. Não se trata de negligenciar que há muito que melhorar nas escolas públicas em termos de estrutura, valorização dos profissionais, compromissos das famílias com a educação, reconhecimento do saber científico e medidas de segurança e de ações que promovam a cultura da paz e a valorização da vida, contudo, as próprias escolas possuem boas vivências que podem ser estimuladas sem a necessidade do extremismo da militarização. A militarização da sociedade é própria de regimes de exceção, como evidenciado nas experiências fascistas. 

As escolas de Poços de Caldas contam com profissionais dedicados, estudantes engajados, famílias preocupadas e práticas e resultados que são referências para outros municípios e estados. Houve diversos avanços nas últimas décadas na educação, tais como o incentivo a pluralidade e inclusão, universalização da Educação Básica, gestão democrática e busca por uma educação integral, que estão agora ameaçados pelo programa de militarização da educação. Conflitos fazem parte da condição humana e querer suprimi-los com base autoritária e antidialógica é um trilho para a construção de sujeitos não conscientes e submissos às imposições daqueles que ocupam hierarquias superiores. Casos extremos de conflito não são fruto do ambiente escolar, mas de uma sociedade desigual e violenta e fazer estardalhaços com esses casos de forma irresponsável para defender a farda, a continência e a opressão é resultado de desconhecimento ou de interesses obscuros. 

Coletivo Educação, Coletivo Pólis, Projeto Andorinha, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poços de Caldas (SINDSERV), DCE da PUCMinas campus Poços de Caldas, Coletivo Marielle Franco, Coletivo Feminista Jaçanã Musa dos Santos, Marcha Mundial das Mulheres, , Coletivo Negro de Poços de Caldas, Mulheres pela Democracia, Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO)."

Poços de Caldas, 09 de outubro de 2019. 

O escândalo do horário de verão - Itaipu - Coincidências


Fonte: Pensando Alto Roberto Cardoso

Paulo Coelho: Vou perder leitores, mas criticar Bolsonaro é compromisso ...


Fonte: BBC news