domingo, 9 de junho de 2019

Um dia a casa caí - Revelações da Intercept Brasil

Procurador da Lavajato, Dallagnol e atual Ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro


Mensagens secretas trocadas entre procuradores da Lavajato desvendam que Deltan Dallagnol, que, junto com outros 13 procuradores, revirava a vida do ex-presidente havia quase um ano, não se devia a uma questão banal. Ele estava inseguro justamente sobre o ponto central da acusação que seria assinada por ele e seus colegas: que Lula havia recebido de presente um apartamento triplex na praia do Guarujá após favorecer a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras.

Um dia a casa cai

"A maior farsa jurídica da história do Brasil, que condenou o ex-presidente Lula sem provas e impediu sua eleição para a presidência da República, pode estar começando a ser desmascarada. 

O anúncio foi feito pelo jornalista Gleen Greenwald, que foi também responsável pela divulgação dos documentos de Edward Snowden, da NSA. "O arquivo fornecido pela nossa fonte sobre o Brasil é um dos maiores da história do jornalismo. 

Ele contém segredos explosivos em chats, áudios, vídeos, fotos e documentos sobre @deltanmd, @SF_Moro e muitas facções poderosas." 

Veja a reportagem completa pelos links abaixo:




Fonte: Intercept Brasil

Rio de Janeiro Urgente: mensagens de Orlando Curicica revelam elo da milícia com batalhão de Jacarepaguá





       Por Rafael Soares do Extra

Mensagens encontradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público no celular do miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, escancaram as relações promíscuas entre o batalhão de Jacarepaguá, o 18º BPM, e o grupo paramilitar que domina o bairro. Nos diálogos, Orlando e seus comparsas mencionam o pagamento de propina a PMs da unidade, a venda de armas apreendidas em operações por policiais à milícia e até avisos prévios do grupo paramilitar ao batalhão sobre áreas que seriam invadidas pela quadrilha.

As mensagens, obtidas pelo EXTRA, foram trocadas por Orlando e seu bando em outubro de 2017. À época, o comandante do 18º BPM era o coronel Rogério Figueredo, atual secretário de Polícia Militar. Os diálogos fazem parte da investigação que culminou na Operação Entourage, que levou 18 comparsas de Orlando à cadeia.
Numa das conversas, Orlando determina a um comparsa, identificado como o PM Leandro Marques da Silva, o Mingau, o pagamento de R$ 12 mil a uma ala do Grupamento de Ações Táticas (GAT) — policiais responsáveis pelas ações operacionais — do batalhão. Segundo Curicica, o valor seria referente ao “arrego mais a peça”. O miliciano explica: a quadrilha havia comprado uma pistola calibre .40 e munição para fuzil que foram apreendidos pelos PMs durante uma operação.
O comparsa alerta o chefe que um policial estava reclamando, num áudio enviado à quadrilha, sobre atrasos no pagamento da propina. “Meia hora de polícia. Porque é GAT do 18 acha que é esperto”, escreve Mingau. Orlando responde que o pagamento para “a ala da pistola não vai seguir atrasado, não”.
As conversas também indicam que o GAT do 18º BPM fazia vista grossa para invasões de comunidades. PMs eram avisados sobre ataques e recebiam orientação para não agir. Em outubro de 2017, a milícia se preparava para tomar a Favela do Tirol. Na semana anterior, Felipe Raphael de Azevedo, o Chel, um dos seguranças do grupo paramilitar, disse ao chefe que iria “avisar ao setor e ao GAT no sábado”. A ação estava programada para a madrugada de domingo

Orlando concorda com o aviso aos PMs: “Isso, principalmente o GAT”. “Fica amarradinho, né?”, pergunta o comparsa. “Tem que amarrar, porque os simpáticos vão ligar, 190”, afirma Orlando, referindo-se a possíveis telefonemas de moradores para a polícia.
Mensagens ainda revelam como Orlando recrutava policiais militares para ocuparem as favelas invadidas, ajudando a impedir o retorno de traficantes. Mingau, de acordo com um dos diálogos, recebe uma ordem para chamar pelo menos dois PMs, “só para ficar tranquilo”. Em seguida, Orlando estipula os valores que pagaria a quem topasse permanecer nas comunidades tomadas: R$ 1.200 para milicianos que não são PMs e R$ 2 mil para policiais. Se a arrecadação com taxas cobradas de moradores fosse boa, haveria um aumento. “Melhorando, melhora o de todo mundo”, escreveu. Após a troca de mensagens, o Tirol passou a ser dominado pela milícia.
Orlando Curicica está preso no Rio Grande do NorteOrlando Curicica está preso no Rio Grande do Norte Foto: Agência O Globo
Durante a Operação Entourage, deflagrada no último dia 31, quatro PMs foram presos, entre eles Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha. Ex-homem de confiança de Orlando, ele é acusado pela Polícia Federal de ter tentado atrapalhar a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Ao tentar incriminar o antigo chefe, dizendo que ele e o vereador Marcello Siciliano (PHS) tinham interesse na morte da parlamentar, Ferreirinha planejava, segundo investigadores, assumir o comando de uma área. Orlando e Siciliano negaram a acusação.
Poucos dias após as trocas de mensagens por celular, Orlando foi preso pela Polícia Civil. Na ocasião, seu celular foi apreendido. Hoje, ele está na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Figueredo é o Secretário da PMFigueredo é o Secretário da PM Foto: Guilherme Leporace
O coronel Rogério Figueredo ficou pouco mais de dois anos no comando do 18º BPM, de novembro de 2015 a fevereiro de 2018. Na função, não conseguiu conter o aumento da violência. Em 2015, a região registrou 369 roubos de carros. Em 2017, foram 804, 117% a mais. No mesmo período, os roubos de rua também dispararam, e as mortes em confrontos com a polícia passaram de oito para 25. Antes de ser nomeado secretário pelo governador Wilson Witzel, o coronel comandou as UPPs.
O EXTRA pediu, por meio da Secretaria de Polícia Militar, que Figueredo comentasse a investigação sobre corrupção no batalhão que comandou. Em nota, o órgão destacou que, durante a gestão dele, o 18º BPM realizou “diversas ações exitosas”. No primeiro semestre de 2016, por exemplo, ficou em primeiro lugar no Programa de Redução de Indicadores de Criminalidade. Além disso, a nota cita estatísticas de prisões (926 em 2016; 577 em 2017), de apreensões de armas, de operações e veículos recuperados. Por fim, a secretaria ressalta sua intolerância em relação a desvios de conduta."
Fonte: Extra

O que o Bolsonaro não quer você saiba


Fonte: whatsapp

“Grupos LGBT reagem a ataques do governo de extrema direita da Polônia”


Passeata em Varsóvia teve apoio do prefeito da cidade. “Todos deveriam respeitar os direitos das minorias”, disse o político. Foto: AFP


Por     Deutsche-Welle Brasil.

"Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Varsóvia neste sábado (08/06) em um momento em que o movimento de direitos LGBT da Polônia é alvo de uma campanha do governo nacionalista de direita, que o descreve como uma ameaça à cultura e à família. A prefeitura informou que cerca de 47 mil pessoas participaram do evento.

Diplomatas de Estados Unidos, Canadá e outros países ocidentais continuaram uma tradição recente de participarem da festa, chamada Parada da Igualdade, para mostrar apoio a uma comunidade que vê ameaçados seus direitos em cada vez mais países ao redor do mundo.
Ao abrir a manifestação, o prefeito da capital polonesa, Rafal Trzaskowski, observou que agora é comum administrações de cidades de toda a Europa apoiarem marchas de orgulho LGBT. “Nem todo mundo tem obrigação de ir à Parada da Igualdade, mas todos deveriam respeitar os direitos das minorias”, afirmou Trzaskowski diante da multidão. “É realmente importante para mim que Varsóvia seja uma cidade aberta, que Varsóvia seja tolerante.”
Trzaskowski, do partido de oposição centrista Plataforma Cívica, foi eleito no ano passado, ao derrotar um candidato do partido governista partido Lei e Justiça (PiS). Ele foi duramente criticado por membros do governo polonês neste ano por seus planos de introduzir nas escolas um programa de educação sexual, discriminação e saúde reprodutiva.

Os direitos LGBT se tornaram um tema central do debate político nacional após Trzaskowski publicar uma “declaração dos direitos LGBT”. Em um dos pontos, o texto reiterou o compromisso da cidade de tentar ajudar a encontrar abrigo para jovens gays rejeitados por seus pais. Em outro, prometeu incorporar diretrizes sobre educação sexual e tolerância da Organização Mundial da Saúde (OMS) no sistema escolar de Varsóvia. (…)”
Fonte: DCM       

18 perguntas para Tabata Amaral


Fonte: Social Democracia

Cultura: "Wagner Moura afirmou estar com medo de viver no Brasil"


Por Pedro Prado - Pipoca Moderna

O ator Wagner Moura (“Narcos”), afirmou que está com medo de viver no Brasil. “Pela primeira vez na minha vida, eu sinto que estou correndo risco”, disse ele ao jornal australiano Daily Telegraph.

Sempre que vou para o Rio de Janeiro ou para São Paulo, preciso tomar muito cuidado. É de partir o coração”, desabafou o ator, referindo-se à ameaças derivadas da polarização política do país.

Moura está na Austrália para participar do júri do Festival de Sydney, que começou na quarta-feira (5/6) e segue até o próximo domingo (16). Além disso, o festival vai apresentar, fora da disputa, sua estreia como diretor e roteirista de cinema: “Marighella”, sobre a vida do escritor e guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969), que continua inédito no Brasil.

Na época da exibição do filme no Festival de Berlim, em fevereiro, o longa recebeu críticas do presidente Jair Bolsonaro e foi alvo de trolls da internet, que o atacaram em sites de cinema americanos, embora o filme não tivesse sido exibido nos Estados Unidos e ainda não possua lançamento previsto no Brasil.

Eu estava preparado para que o filme dividisse a população e para as críticas, mas não esperava que a distribuidora não tivesse coragem de lançá-lo”, comentou Moura ao jornal australiano.

Os comentários do ator contrastam com declaração que ele deu em janeiro, durante entrevista ao programa “Cinejornal”, do Canal Brasil, em que repercutiu a decisão do ex-deputado Jean Wyllys de deixar o país após receber ameaças de morte.

Na minha frente ninguém nunca fez nada e eu não sei como reagiria se o fizessem. Mas eu não tenho medo não”, falou na ocasião, sobre supostas ameaças que estaria recebendo por “Marighella”.

Apesar de sua preocupação, Moura ressaltou que isso não vai impedi-lo de voltar ao pais.

Entretanto, sua agenda atual só contempla produções americanas, todas rodadas no exterior: a minissérie “Sergio”, da Netflix, sobre o diplomata brasileiro Sergio Moreira Mello, e os filmes “Wasp Network”, do francês Olivier Assayas, e “Sweet Vengeance”, de Brian De Palma.”
Fonte: Pipoca Moderna   

sábado, 8 de junho de 2019

Vende-se terra em São Thomé das Letras, Sul de Minas




  Vende-se 13 ou 6 no  mínimo hectares de terra na área rural de São Thomé das Letras, Sul de Minas 




Com a opção de ser um ponto comercial, para camping, pousada e ou restaurante, por ser entre as cachoeiras da Eubiose, Véu de Noiva e Paraíso. E ter todos os documentos aferidos. Além de moradia.


Terra com muita água.



                                 








Informações e marcar visita:    Vivo: (35) 9 9857-5372 / whatsapp

Tim: (35) 9 9241-1645

Com Glauber Rocha

sexta-feira, 7 de junho de 2019

“JUSTIÇA MANDA MEC SUSPENDER CORTES EM UNIVERSIDADES FEDERAIS”

Estudantes no Brasil inteiro contra os cortes nas universidades públicas

Juíza disse que institutos não têm 'bagunça', ao contrário do que disse Weintraub. E que a pasta tem 24 horas para cumprir a ordem judicial, sob pena de multa diária de R$ 100 mil

Por Guilherme Amado

A Justiça mandou o Ministério da Educação suspender os cortes em universidades federais. A pasta tem 24 horas para cumprir a ordem judicial, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

"A decisão é da juíza Renata Almeida, da 7ª Vara Federal, na Bahia, e acolhe a pedido da Aliança pela Liberdade, chapa que comanda o Diretório Central dos Estudantes da UnB. A juíza cita "diversas ações populares e ações civis públicas" com a mesma solicitação.
"Não se está aqui a defender a irresponsabilidade da gestão orçamentária, uma vez que é dever do administrador público dar cumprimento às metas fiscais estabelecidas em lei, mas apenas assegurando que os limites de empenho, especialmente em áreas sensíveis e fundamentais segundo a própria Constituição Federal, tenham por base critérios amparados em estudos que garantam a efetividade das normas constitucionais", escreveu a magistrada.
Ela também criticou os ataques do ministro da Educação, Abraham Weintraub, às universidades federais, acusando-as de balbúrdia.
"Não há necessidade de maiores digressões para concluir que as justificativas apresentadas não se afiguram legítimas para fins de bloqueio das verbas originariamente destinadas à UNB, UFF e UFBA, três das maiores e melhores Universidades do país, notoriamente bem conceituadas, não apenas no ensino de graduação, mas também na extensão e na produção de pesquisas científicas. As instituições de ensino em questão sempre foram reconhecidas pelo trabalho de excelência acadêmico e científico ali produzido, jamais pela promoção de “bagunça” em suas dependências", seguiu a juíza.”

Fonte: Época 

Prefeito de Campinas, SP é afastado por improbidade administrativa.

Prefeito de Campinas, SP Jonas Donizette (PSB)

Por Henrique Bueno - CBN

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o afastamento do prefeito de Campinas, Jonas Donizette, do PSB, do cargo por improbidade administrativa. Em acórdão do dia 27 de maio, a 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo acatou tese apresentada pelo Ministério Público de São Paulo em recurso e determinou a perda da função pública do chefe do executivo, de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa. Ele teve ainda os direitos políticos suspensos por cinco anos, foi proibido de contratar com o poder público por três anos e deverá pagar multa civil de 30 vezes o valor da remuneração recebida pelo cargo público.

Jonas foi alvo de uma ação do Ministério Público depois de nomear servidores comissionados para determinados cargos que exigiam a realização de concurso público. Para o TJ, o prefeito se utilizou do quadro funcional da Administração Pública Municipal como um cabide de empregos, concedendo benefícios a amigos e indicados. De acordo com o MP existem 846 cargos comissionados na administração de Campinas, sendo que apenas 257 estão sendo ocupados por servidores efetivos. Além desses, há mais 985 funções comissionadas, chegando a 1.851 cargos de chefia, direção ou de assessoramento.
Apurações do Ministério Público revelaram que diversos cargos, como os de assessor especial, coordenador setorial, gestor administrativo e diretor de publicidade, entre outros, possuem natureza eminentemente técnica, burocrática ou operacional. Por isso, deveriam ser preenchidos por meio de concurso público. A decisão cabe recurso. A assessoria de imprensa do Ministério Público informou que enquanto Jonas não conseguir reverter a decisão, ele não pode mais responder como prefeito de Campinas.
A assessoria da prefeitura informou que o prefeito Jonas Donizette ainda não foi notificado da decisão do Tribunal de Justiça. Mesmo depois de notificado, a prefeitura sustenta que Jonas não seria afastado do cargo imediatamente, porque o processo correria em instâncias superiores. O afastamento se daria somente após o processo ser transitado em julgado. Jonas Donizette está em Brasília, cumprindo agenda como presidente da Frente Nacional de Prefeitos.”
Fonte: CBN   

"Sem debate, não!"


























"Entre anteontem e ontem, ativistas e algumas mandatas preocupadas com o direito das mulheres mães debaterem com qualidade as propostas de políticas públicas que são de seu interesse, realizaram um feito importantíssimo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na noite de Terça, 04/06/2019, ficamos sabendo que o Colégio de Líderes - um organismo dentro da ALESP - Assembleia Legislativa do EStado de São Paulo -, que reúne os líderes de cada partido da casa para uma reunião semanal que dita os ritmos de votações da semana entre outras coisas - depois de uma reunião conturbada havia apontado para votação “em trâmite de urgência” (sem tramitar nas comissões e sem tempo de debate no plenário) um conjunto de seis variados projetos de lei, dentre eles, o chamado "PL da Cesárea", que, em nome da autonomia das mulheres mães, incentiva o aumento de cirurgias cesarianas sem dar respostas efetivas para o problema da violência obstétrica a que estão submetidas as mulheres brasileiras, em especial das classes sociais mais vulneráveis.



A partir daí e até a noite de ontem, quinta feira (6), grupos de ativistas, mães e mulheres se mobilizaram para pedagogizar a questão, que, aprovada sem debate, pode trazer diversos problemas para a saúde de mães e bebês, pressionando as e os Deputados para que não aprovassem o regime de urgência na tramitação do projeto. Graças à essa mobilização, o tema pode ser discutido em plenário e o regime de urgência não foi aprovado.  No entanto, a urgência do projeto será votada na próxima terça feira, dia 11/06. Nossa mobilização precisa continua na semana que vem, no sentido de garantir que um projeto tão importante seja amplamente debatido e tramite normalmente por todas as comissões, incluindo, prioritariamente, todos os grupos envolvidos, em especial os grupos de Doulas, Obstetrizes, Enfermeiras obstétricas e médicos baseados em evidências.

Bancada Ativista é favorável ao direito de escolha da via de parto pelas mulheres, no entanto, nossa intenção para esse momento é proporcionar que as políticas públicas sejam construídas por todas aquelas que dependem delas, e não tramitem pela ALESP sem debate qualificado.”

Fonte: Bancada Ativista da Assembleia Legislativa do EStado de São Paulo

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Veja essa pesquisa sobre o propólis



Mais uma vez contrariando o que o presidente Bolsonaro diz

sobre as pesquisas brasileiras

Fonte: Jornal da Cultura

5 de Junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente

"Uma sociedade que quer esquecer que a origem da vida é a vagina"




Por Simony dos Anjos

Publicado por  Pedro Pligher


Um dos maiores constrangimentos que os pais passam na criação dos filhos é explicar como os bebês são feitos e por onde eles nascem. Para resolver a primeira questão, inventaram a cegonha e para a segunda, a cesárea [1]. Bom, você deve pensar que estou sendo irônica, mas não. A cesárea é mais um dos contos de fadas inventado pelo lobby médico do parto agendado. Há milhares de anos a espécie humana nasce pela vagina, de parto natural e sem essa medicamentalização extrema do parto, e estamos aqui, não?

Que a medicina desenvolveu maneiras de evitar a morte e estender a vida, é inegável. Que haja a necessidade de fazer um parto por cesárea, eventualmente, não há dúvida. Mas você já frequentou uma maternidade na semana de feriado prolongado? Assim como o relógio dita como a vida deve ser vivida, querem que o calendário dite como ela deve iniciar, de preferência em dia útil das 8h às 18h.
A história do circular de cordão umbilical que estrangula o bebê, que a mulher não tem passagem, que a vagina vai ficar mais larga, que o bebê é muito grande etc., são elementos que trazem legitimidade para provar a necessidade de uma cirurgia que, na maioria das vezes no Brasil, é desnecessária. Adicionamos a isso a infantilização do corpo feminino e a descrença que nossos corpos podem parir e amamentar, e temos uma verdade médica criada. Sim, isso é sobre o controle de corpos femininos. Os partos são um momento único na vida de uma mulher e de seu bebê, e não é tratado como evento único, mas como mais um – muitas mulheres sofrem episiotomias absolutamente desnecessárias, um corte na vagina que pode prejudicar muito a vida sexual dessa mulher, além da autoestima que é fortemente atacada, para acelerar o processo. 

No Brasil, em 2017, 55,5% dos partos foram cesáreas, contra 44,5% de partos normais (levando em consideração SUS e particulares), quase dois milhões de cirurgias desnecessárias. Sim, temos que tratar a cesárea como uma cirurgia que incorre em aumento da taxa de mortalidade materna e infantil – além do impacto no aleitamento materno, pois mães que fizeram cesáreas tendem a ter índices menores de aleitamento.
Você consegue enxergar? Cesárea, no Brasil, não é uma questão de evitar riscos à mãe e ao bebê, é uma questão de uso dos recursos dos hospitais e de disponibilidade de equipe médica.
E por que a cesárea é tão recorrente nas maternidades? Tempo. Um parto normal demorar horas, dias, e demanda um protagonismo do corpo da mulher. A equipe médica deve ser paciente, não se pode agendar vários partos normais para um dia, não se pode agendar o processo natural do corpo da mulher. Várias de nós, quando vão ao seu obstetra pelo convênio, escutam: “Se for normal, vai ter que ser no pronto socorro. Comigo, apenas cesárea”. E se você entrar em trabalho de parto em feriado ou final de semana, a chance de você sofrer uma intervenção no parto é muito maior.
Médicos obstetras planejam partos para que possam, também, atender às consultas e demais compromissos, sem grandes inconvenientes. Para o hospital particular, é lucrativo alugar todo seu equipamento de cirurgia com uso certo, do que apenas para intercorrências. Enfim, há um mercado que lucra com a cesárea, há uma sociedade que quer apagar o protagonismo da mulher e de seu corpo. Uma sociedade que quer esquecer que a origem da vida é a vagina.
Não bastando esse cenário desolador para as mulheres, contra o qual muitas de nós luta (O trabalho da casa Ângela é essencial na humanização e dignidade no atendimento da mãe e do bebê), a deputada Janaína Paschoal propôs o PL 435/2019, cuja ementa é “Garante à gestante a possibilidade de optar pelo parto cesariano, a partir da trigésima nona semana de gestação, bem como a analgesia, mesmo quando escolhido o parto normal.” . No texto, a deputada do PSL diz que: “A fim de que o objetivo deste Projeto de Lei não venha a ser deturpado, frisa-se que esta Parlamentar não tem nada contra o parto normal, não tem nada contra o parto natural, mas tem tudo contra o desejo de impor convicções de umas poucas pessoas às demais. Ousa-se dizer, à maioria.”
Vamos falar sobre imposição, deputada? Durante décadas, médicos vêm controlando nossos corpos, dizendo que não podemos parir sem cortes, alimentar nossos filhos sem leite industrializado. Lucrando sobre a nossa insegurança, causada pelo o que falam sobre nós: seus corpos não são potentes, vocês não podem protagonizar o parto, nós o faremos por vocês. E a senhora vem com essa conversa fiada de que as pessoas que defendem o parto sem intervenções desnecessárias, que promovem uma cultura do parto natural e humanizado, querem impor convicções? A senhora acha que a gente tem mais poder do que janela de vidro de maternidade, com hora marcada com a família e com equipe fotográfica a postos? A senhora acha mesmo que temos mais força do que todo o lobby dos convênios médicos que querem otimizar suas equipes, nos finais de semana?  Acha mesmo?

A senhora diz que não podemos optar pela cesárea num país que ocupa o segundo lugar no mundo em número de cesarianas. Num país que contraria a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece em até 15% a proporção recomendada de cesarianas, sendo que no Brasil esse percentual chega a 57%? [2].
Ah faça-me o favor, fale logo quem a senhora representa. Não venha com essas meias verdades dizendo que preza pelo direito de escolha da mulher. Que quer romper com a relação vertical médico-paciente. Se a senhora realmente quisesse isso, mudaria de lado. Agora mesmo, tem uma mulher em um consultório ouvindo de um obstetra que “só faço agendado” ou “vamos tirar logo, ele está muito grande” – quantas doulas podem ter um papo aberto e assertivo com gestantes, nesses mesmos lugares? E por fim, deputada, pare de fazer coro aos que odeiam a vagina. A vagina é capaz de parir um bebê. O parto vaginal fortalece o sistema imunológico do bebê, tem recuperação mais rápida e prepara o corpo da mulher para a descida do leite. Nosso direito de escolha deve ser pautado no pleno conhecimento de nossos corpos, de nossas condições de saúde e dos nossos direitos sexuais e reprodutivos. Se for pela vida e pela escolha, não pode ser pela cesárea.”
Simony dos Anjos é cristã, evangélica, graduada em Ciências Sociais (Unifesp), mestre em Educação (USP) e tem estudado a relação entre antropologia, educação e a diversidade.
Fonte: DCM  

Homicídios de mulheres no Brasil são 13 por dia





Por BBC News

Tainara da Silva de Aquino tinha 25 anos quando foi morta a tiros na casa onde morava com seus dois filhos bebês, em Santa Maria (RS), no dia 9 de maio. Seu ex-companheiro foi preso sob suspeita de ter praticado o crime.

'Ligue 180' recebe denúncias sobre assédio e violência contra a mulher
O caso resume algumas das principais características dos homicídios de mulheres no Brasil. Segundo os dados do Ministério da Saúde compilados pelo Atlas da Violência, lançado na quarta-feira (05/06) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foram registrados 4.936 assassinatos de mulheres em 2017.

É uma média de 13 homicídios por dia, o maior número em uma década.
Assim como Taianara, a maior parte das vítimas (66%) é negra, é morta por armas de fogo e, em boa parte dos casos, dentro de casa.

O Atlas da Violência traça um cenário calamitoso de homicídios. Houve um recorde de 65.602 assassinatos registrados no Brasil em 2017, em sua maioria vitimando jovens homens em episódios de violência urbana e briga entre facções criminosas.

Mas, ao mesmo tempo, geram especial preocupação os assassinatos de mulheres, negros e pessoas LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais).

Uma análise geral dos homicídios por raça, por exemplo, mostra que, dos assassinatos cometidos em 2017, três quartos das vítimas eram negras.

Questões de gênero
No que diz respeito às mulheres, o Atlas calcula que aumentou em 20,7% a taxa nacional de homicídios femininos entre 2007 e 2017.

Esse aumento se dá sobretudo entre mulheres negras: elas viram seu número de homícidios crescer mais de 60% em uma década, em comparação com um crescimento de 1,7% nos assassinatos de mulheres não negras.

Quando analisados os dados específicos de 2017, descobre-se que das quase 5 mil mulheres assassinadas, 53,8% foram mortas com armas de fogo e 26,8% com objetos cortantes.

Desde 2015, o Brasil tem uma lei específica para enquadrar homicídios cometidos contra mulheres que envolvam questões de gênero - a Lei do Feminicídio, com penas de 12 a 30 anos de prisão.

Como a lei é relativamente nova, ainda não se sabe se todos os casos de violência de gênero estão sendo devidamente registrados pelas autoridades.

No entanto, o fato de quase 40% das mortes femininas terem ocorrido dentro de casa faz com que sejam grandes "as chances de que se relacionem a casos de feminicídio", apontam o Ipea e o FBSP.

Outro detalhe importante é que grande parte do aumento dos casos se deu em alguns dos Estados do Norte e do Nordeste. O Ceará, por exemplo, registrou 71,6% de crescimento de homicídios de mulheres em uma década; no Rio Grande do Norte, o aumento foi de 48%.

Segundo Renato Sergio de Lima, presidente e pesquisador do FBSP, "as mortes por brigas interpessoais estão crescendo, (...) como parte de uma cultura da violência sendo incentivada como forma de resolver conflitos. E no Nordeste estão mais arraigadas questões de gênero, de machismo e do papel de homens e mulheres", favorecendo a violência por questões de gênero.

Nesse cenário, o relatório é crítico à flexibilização do porte de armas, promovido por decreto pelo governo de Jair Bolsonaro em maio.

"Considerando os altíssimos índices de violência doméstica que assolam o Brasil, a possibilidade de que cada vez mais cidadãos tenham uma arma de fogo dentro de casa tende a vulnerabilizar ainda mais a vida de mulheres em situação de violência", diz o estudo do Ipea e do FBSP.

O estudo aponta que, só em 2017, mais de 221 mil mulheres procuraram delegacias de polícia para registrar agressões (lesão corporal dolosa) em decorrência de violência doméstica, "número que pode estar em muito subestimado dado que muitas vítimas têm medo ou vergonha de denunciar".

Copan, no centro de São Paulo
 Violência contra LGBTI+
Pela primeira vez, o Atlas da Violência debruçou-se sobre as denúncias de crimes violentos relacionados a orientação sexual e identidade de gênero. E identificou que, embora o problema seja largamente invisível às estatísticas oficiais, os poucos dados existentes indicam que esse tipo de violência também tem se agravado.

O Atlas usou como base dados obtidos no Sinan, sistema de dados do Ministério da Saúde, e no Disque 100, central hoje vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e que recebe denúncias de violências diversas, inclusive contra a população LGBTI+.

O Disque 100 registrou no ano retrasado 193 denúncias de homicídio, 26 de tentativa de homicídio e 423 de lesão corporal contra essa população.

"Como a base de dados do Disque 100 é produzida a partir de denúncias telefônicas, não há como garantir que a variação apontada reflita decisivamente a variação do fenômeno da violência contra a população LGBTI+", ressalva o relatório.


"Contudo, quando comparamos com algumas informações do Sinan, encontramos um mesmo resultado qualitativo: o aumento das violências contra a população LGBTI+ sobretudo após 2016." Esses registros do Sinan apontam aumentos superiores a 10% nos registros de violência contra homossexuais e bissexuais entre 2015 e 2016.

Para Lima, do FBSP, esses aumentos provavelmente se devem tanto à redução da subnotificação quanto ao contexto maior de violência do país.

"Essa população LGBTI+ está mais visível e mais ativa, mas a violência contra ela também tem crescido", afirma."

Fonte: BBC - news

Barão de Cocais: movimentação de talude em mina da Vale volta a ultrapassar 40 cm por dia

Parte de talude de mina da Vale se desprende em Barão de Cocais — Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo - 31/05



Entre esta terça-feira e essa quarta-feira, movimentação do paredão passou de 39,4 cm/dia para 40,9 cm/dia.

Por G1 Minas — Belo Horizonte

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou, na tarde desta quarta-feira (5), que a velocidade de movimentação do talude que pode se romper na mina da Vale, em Barão de Cocais (MG), voltou a ultrapassar 40 cm por dia.

Desde segunda-feira (3), o paredão estava apresentando diminuição no ritmo de deslocamento. No domingo (2), a velocidade chegou a atingir 44,2 cm/dia; no dia seguinte, caiu para 41,7 cm/dia; na terça, chegou a 39,4 cm/dia.
De acordo com a ANM, este dado de deslocamento do talude se refere apenas à velocidade deste movimento e não representa mudança no status de alerta em relação a um possível rompimento. A Vale informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

Escorregamento

Na última sexta-feira (31), uma porção do talude se desprendeu e se acomodou no fundo da cava da mina. De acordo com a Defesa Civil do estado, o fragmento tinha cerca de 600 m². Segundo o major Marcos Afonso Pereira, considerando a dimensão do talude, isso representa menos que 1% da área.
A Vale informou que a Barragem Sul Superior, a 1,5 km do talude, não foi afetada pela queda da porção do paredão e que “as primeiras avaliações indicam que o material está deslizando de forma gradual, o que até o momento corrobora as estimativas de que o desprendimento do talude deverá ocorrer sem maiores consequências”.
A princípio, a mineradora, a Defesa Civil e a ANM temiam que a constante movimentação do talude provocasse a sua queda de forma brusca. Em um cenário mais grave, a vibração do colapso poderia causar o rompimento da Barragem Sul Superior, que está em nível máximo de alerta desde março.
Esta barragem foi construída pelo método de alteamento a montante, o mesmo usado nas barragens que se romperam em Brumadinho e em Mariana."






Fonte: G1.com/MG

Simulação de rompimento de barragens em Poços de Caldas, no Jardim Kennedy 2