quinta-feira, 9 de julho de 2015

Audálio Dantas, jornalista, Clarice e Ivo Herzog

O jornalista, Audálio Dantas, Clarice e Ivo Herzog falam dos 40 anos do assassinato do jornalista, Vladimir Herzog, morto sob tortura em 25 de outubro de 1975, no Doi Codi -  O "Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) de São Paulo, foi um órgão subordinado ao Exército, de inteligência e repressão do governo brasileiro durante o regime inaugurado com o golpe militar de 01 de abril de 1964, a ditadura militar, também chamada de "Anos de Chumbo".  Fonte: wikipedia.

Falam em entrevista ao "Programa Diferente" da situação que se encontra o Brasil atualmente. Vale a pena assistir.






Passadas quatro décadas do assassinato do jornalista Vladimir Herzog pela ditadura, ocorrido em outubro de 1975, e no ano em que a redemocratização do país completa 30 anos, com a eleição de Tancredo Neves em 1985 para substituir o último dos generais que se sucederam como presidentes da República nos 21 anos do regime militar,  o que representa para o Brasil este emblemático episódio da morte de Vlado, 40 anos depois.

Clarice Herzog, publicitária, formada em Ciências Sociais pela USP, mulher de Vladimir Herzog, é a Clarice da música "O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, eternizada na voz de Elis Regina, um símbolo da resistência militar. "... choram Marias e Clarices no solo do Brasil..."

Ivo Herzog, engenheiro naval, é filho do jornalista Vladimir Herzog e diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog; tinha 9 anos quando o pai foi assassinado, aos 38, em 1975.

Audálio Dantas, jornalista, 86 anos de idade e mais de 60 de profissão, um dos mais respeitados nomes da imprensa brasileira; era o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo à época do assassinato de Vladimir Herzog e é o autor do livro "As Duas Guerras de Vlado".


Assista a íntegra desta entrevista sobre os 40 anos da morte de Vladimir Herzog, as lembranças dos familiares, a importância dos atos de protesto e de indignação após a sua morte, a lei da anistia, a comissão da verdade, os direitos humanos, o processo movido contra a União, a retificação do registro de óbito com o reconhecimento oficial de que a morte foi decorrente de lesões e maus tratos nas dependências do 2º Exército, os movimentos atuais, a crise do governo e a eterna luta pela democracia.

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