Por Dr. Lucas Rafael Chianello, Advogado
"André Iki Siqueira narra na biografia João Saldanha, Uma Vida em Jogo, que tão logo consumado o golpe militar, João Saldanha, membro do Comitê Central, teria dito para a cúpula do PCB (Partido Comunista Brasileiro) não voltar pra casa.
Todos foram presos, menos ele, que não foi pra casa.
Na primeira partida de futebol no Maracanã após o golpe, João Saldanha, demitido da Rádio Nacional, passa de cabine em cabine para procurar emprego, consegue algo na Rádio Tupi, emenda, no início da transmissão, "Chumbo grosso nos milicos!", corre para o estacionamento do Maracanã e foge a bordo do seu Fusca.
Histórias como essa, assim como "Nem eu escalo ministério e nem o ditador escala time", "Fiquei pelado no aeroporto. Esse povo gosta de striptease" e "Médici foi o maior assassino da história do Brasil, matou todos os meus amigos", fazem do botafoguense e comunista João Saldanha um ícone da resistência à ditadura.
Portanto, MUITO orgulho em ver que as páginas institucionais do Botafogo nas redes sociais recordam a condenação ao golpe militar de 1964.
Até porque, além da resistência de João Saldanha e outras(os) botafoguenses, o Botafogo resistiu enquanto instituição à ditadura quando, numa certa ocasião, estudantes se esconderam em General Severiano para não serem presos e a polícia invadiu a sede do clube.
Além das conquistas nos gramados, são fatos como esses que me fazem ser botafoguense.
Dito isso, chumbo grosso nos milicos!
Ditadura nunca mais!
Por óbvio, sem anistia!
Ah!
E se a patota começou na madrugada de 31 de março para 1º de abril, então o golpe foi no dia da mentira, mesmo."
Lucas Rafael Chianello é advogado, em Poços de Caldas, MG
Fonte: Instagram/@camarada chianello
"André Iki Siqueira narra na biografia João Saldanha, Uma Vida em Jogo, que tão logo consumado o golpe militar, João Saldanha, membro do Comitê Central, teria dito para a cúpula do PCB (Partido Comunista Brasileiro) não voltar pra casa.
Todos foram presos, menos ele, que não foi pra casa.
Na primeira partida de futebol no Maracanã após o golpe, João Saldanha, demitido da Rádio Nacional, passa de cabine em cabine para procurar emprego, consegue algo na Rádio Tupi, emenda, no início da transmissão, "Chumbo grosso nos milicos!", corre para o estacionamento do Maracanã e foge a bordo do seu Fusca.
Histórias como essa, assim como "Nem eu escalo ministério e nem o ditador escala time", "Fiquei pelado no aeroporto. Esse povo gosta de striptease" e "Médici foi o maior assassino da história do Brasil, matou todos os meus amigos", fazem do botafoguense e comunista João Saldanha um ícone da resistência à ditadura.
Portanto, MUITO orgulho em ver que as páginas institucionais do Botafogo nas redes sociais recordam a condenação ao golpe militar de 1964.
Até porque, além da resistência de João Saldanha e outras(os) botafoguenses, o Botafogo resistiu enquanto instituição à ditadura quando, numa certa ocasião, estudantes se esconderam em General Severiano para não serem presos e a polícia invadiu a sede do clube.
Além das conquistas nos gramados, são fatos como esses que me fazem ser botafoguense.
Dito isso, chumbo grosso nos milicos!
Ditadura nunca mais!

Ah!
E se a patota começou na madrugada de 31 de março para 1º de abril, então o golpe foi no dia da mentira, mesmo."
Lucas Rafael Chianello é advogado, em Poços de Caldas, MG
Fonte: Instagram/@camarada chianello
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